A Selva do Ferreira de Castro

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A Selva do Ferreira de Castro

Mensagem por Admin em Sex Set 18, 2009 9:36 am

Ontem estava a beber um copo de tinto da adega Cooperativa da Batalha e arrotei
Do Brasil conheço quase tudo em Parana S. Catarina e ...
...ao meu lado um gajo sem dentes e com barba de 30 jours
Inquiriu-me
Quantos anos esteve ?
E eu estiquei o peito
Six ( seis em Inglês puro )
O Sujeito encomendou um escarro que atirou pela porta fora ( novidade por causa da Gripe A )e soletrou
Eu estive 45 anos  na Amazonas Manaus e em Curitiba Também e em S. Paulo Também ...e despejou o pacote ...e...meu amigo Manaus quando era porto franco tinha tudo ...Hoje ?! ...Nada tem !
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nota pessoal




Jorge Amado e Ferreira de castro eram 2 velhos amigos dos copos

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Re: A Selva do Ferreira de Castro

Mensagem por Vitor mango em Sab Set 01, 2012 1:26 am

amen

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

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Re: A Selva do Ferreira de Castro

Mensagem por Vitor mango em Sex Set 19, 2014 1:20 am

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Re: A Selva do Ferreira de Castro

Mensagem por Vitor mango em Sex Set 19, 2014 1:22 am

PEQUENA HISTÓRIA  DE «A SELVA»  


por FERREIRA DE CASTRO



Foi à uma hora da noite a noite densa, quente e húmida de 28 de Outubro de 1914, que parti do seringal onde decorre este livro, lá longe, nas margens escalavradas do Madeira, que nenhuma estrela, então, alumiava.
Nos dois barracões e três cabanas que constituíam os únicos abrigos humanos naquele rasgão da floresta, aberto, como um átrio, à beira do rio, os habitantes eram poucos e quase todos dormiam. Apenas dois adolescentes como eu, sonhando também com os horizontes que sabíamos existirem para além da selva, ao mesmo tempo desejados e temidos, vieram a bordo despedir-se de mim.
O «Sapucaia» apitou, recolheu a prancha e começou a afastar-se do grande barranco, que três inolvidáveis palmeiras, altas e garbosas, padroavam e se viam de largo, nobres que nem propileus e representativas como um brasão do seringal.
Uma só luz ardia em terra: a do farol que iluminava os degraus de acesso à varanda do barracão maioral, esse farol que eu, durante anos, fora encarregado de acender, de apagar e de limpar dos insectos que sobre ele morriam ao longo das noites tropicais.
«Ainda disse adeus com um lenço, mas ninguém me respondeu» -- recorda-me o velho papel onde fixei a lápis, pouco tempo depois, a emoção dessa segunda aventura, maior e mais incerta ainda do que a primeira, duma existência sonhadora e deserdada.
A luz do farol ia diminuindo ao longe, pequena, estática, um ponto único e vermelho na noite da floresta, um ponto final na minha vida ali.
Na terceira classe, aberta dos lados, quase ao rés da água, que vinha da proa num rumor de queixa, os outros passageiros, como os habitantes do seringal, dormiam também.
Debruçado na amurada, de coração opresso, demorei-me a ver o navio distanciar-se, avançando para a curva do rio, essa curva que, quando o sol nascia, dava ao grande curso líquido, com a ténue neblina do seu próprio bafo, o aspecto brumoso dum lago ao despertar.
Eu tinha, então, dezasseis anos. E dos quatro que passara ali, não houve um só dia em que não desejasse evadir-me para a cidade, libertar-me da selva, tomar um barco e fugir, fugir de qualquer forma, mas fugir!
E agora que a aspiração se realizava, que a cadeia abria as suas portas, que os dementados ramos das árvores deixavam de se emaranhar sobre o meu destino, eu partia desejando ficar, porque dias antes, justamente quando fora despedir-me dos seus pais, lá nas profundidades da mata, à beira do Lago-Açu, havia-me apaixonado pela única rapariga que existia, como um brinde inverosímil, em toda a enorme extensão do seringal.
Assim, da minha longa estada ali, trazia apenas, como saldo, esse novo conflito sentimental, doloroso e cheio de perplexidades, como é o das paixões na adolescência, e um pobre saque de cinquenta mil réis sobre uma casa de Manaus. E certo que levava também, no fundo do baú, o manuscrito dum romance ingénuo que escrevinhara dois anos antes; na cabeça um tropel de ideias para outros que nunca cheguei a redigir e, na carne e no sangue, este roteiro do drama social dos cearenses e maranhenses, do meu próprio drama, que tanta influência ia ter na minha vida de escritor; mas eu, nessa noite, descendo o rio metido em trevas, não podia saber que isso aconteceria.
Ao chegar a Belém do Pará, mais carregado de sonho literário do que o barco vinha de borracha, o homem que se dizia meu protector e se havia oposto a que eu saísse do Madeira, desejoso de não se preocupar mais comigo, quis enviar-me de novo para um seringal. Eram todas as minhas aspirações que caíam, tão indefesas como os frutos ainda verdes que os garotos, perto dali, faziam tombar, à pedrada, das belas mangueiras que ornamentavam as praças de Belém. Decidi resistir, primeiro com a humildade que a minha mãe me recomendara antes de eu partir para o Brasil, logo, com as palavras sóbrias e dignas que a própria dureza da vida me ensinara, quando ele, da cabeceira da mesa onde almoçávamos, me gritou, todo vermelho de cólera, que não estava para me sustentar mais tempo. E, assim, de repente, me encontrei sem tecto e sem pão na cidade onde não conhecia praticamente ninguém.
Foi esse momento tão extraordinariamente grave para o meu espírito, que desde então não corre . uma única semana sem eu sonhar que regresso à selva, como, após a evasão frustrada, se volta, de cabeça baixa e braços caídos, a um presídio. E quando o terrível pesadelo me faz acordar, cheio de aflição, tenho de acender a luz e de olhar o quarto até me convencer de que sonho apenas eu que, nos derradeiros tempos, tanto desejo retornar à selva, para a ver um último dia e dela me despedir para sempre.

Foi também por isso, talvez, que durante muitos anos tive medo de revivê-la literariamente. Medo de reabrir, com a pena, as minhas feridas, como os homens lá avivavam, com pequenos machados, no mistério da grande floresta, as chagas das seringueiras. Um medo frio, que ainda hoje sinto, quando amigos e até desconhecidos me incitam a escrever memórias, uma larga confissão, uma existência exposta ao sol, que eu próprio julgo seria útil às juventudes que se encontrassem em situações idênticas às que vivi.
Esse velho terror dominou-me sempre que tentei aproximar-me da selva nos meus primeiros livros; e das poucas vezes que o fiz, para eles colhi apenas alguns ramos marginais, nunca indo além do passeante distraído que estende o braço e, sem parar, arranca a folha do arbusto erguido à beira do seu caminho. Havia também em mim, nesse tempo, uma inquietação estética, incerta e pesquisadora como lanterna errando em longo subterrâneo; uma ânsia de singularidade impelindo-me para outras direcções e impondo-me outros assuntos, que eram, na sua essência, bem mais pueris, bem mais superficiais do que este, como verifiquei depois.
Enfim, quinze anos vividos tormentosamente sobre a noite em que abandonei o seringal Paraíso, pude sentar-me à mesa de trabalho para começar este livro. Tudo parecia já clarificado no meu espírito, a síntese dir-se-ia feita e os pormenores inúteis retidos, como sedimentos, no grande filtro que a memória emprega para não se sobrecarregar.
A Selva foi escrita de 9 de Abril a 29 de Novembro de 1929. Director do magazine Civilização, que me atarefava o melhor do dia, redactor de O Século, colaborador de já não sei quantas publicações, para viver tinha de trabalhar imenso, dispersando-me constantemente em mil ninharias literárias; e ao meu pobre livro, único isento de obrigação, só podia oferecer um tempo escasso. Era das seis e meia às oito da noite, depois de haver estendido num divã, durante alguns minutos, a fadiga trazida, como um fato de chumbo, do magazine e do jornal, que me embrenhava na Amazónia. E nem todos os dias, porque a vida tinha ainda mais exigências e outras vezes eu regressava a casa tão exausto, tão saturado de papel em branco e de papel impresso, que me faltava disposição, frescura e forças para retomar a minha pena.

Em junho, de novo interrompi A Selva, desta vez não por alguns dias, mas por dois meses e sem desgosto algum, antes com um prazer todo febril e exultante. Ia, finalmente, como enviado de O Século, consumar um dos maiores desejos de todos que se dedicam às letras e às artes, qualquer que seja a latitude em que habitem: trilhar, pela primeira vez, a França, o velho país literário que se incrusta no nosso espírito desde os anos infantis e parece ser não um trecho do Mundo, mas o próprio Mundo concentrado num sonho para quem vive longe e nunca o viu. O meu livro, deixado em embrião, nas sombras duma gaveta, bem pouco representava em face daquela alegria.
Estas sucessivas interrupções, geralmente tão prejudiciais aos romancistas, porque os forçam a reler, antes de recomeçarem, todas as páginas já escritas, a dar uma atenção mais firme a pormenores que já haviam esquecido e, sobretudo, a reentrarem na atmosfera abandonada, que nem sempre se entrega com a felicidade anterior, tinham, todavia, uma vantagem para mim. A vantagem de me libertar, por algum tempo, da atmosfera do livro, do passado que ressuscitava e se tornava presente com uma vitalidade angustiosa, pois se é verdade que neste romance a intriga tantas vezes se afasta da minha vida, não é menos verdadeiro também que a ficção se tece sobre um fundo vivido dramaticamente pelo seu autor. Tanto, tanto, que algumas noites suspendia bruscamente o trabalho, só por não poder suportar mais o clima que eu próprio criara.
Nesse tempo, eu habitava o primeiro andar duma casita da Rua Tenente Espanca, quase isolada num bairro em construção, cheio de poeira no Estio, de covas e lama no Inverno, com montões de pedras, de tijolos e de tábuas dificultando-me os passos e esse aspecto das coisas caóticas, arestosas e provisórias que sempre feriram a minha sensibilidade. Como as vizinhas, a pequena casa não dispunha ainda de água, nem de luz e, por isso mesmo, era mais barata; mas as duas janelas que ladeavam a sacada prometiam ser agradáveis no futuro, se eu tivesse tanta resignação para esperar como tinha falta de dinheiro. Assim, a maior parte desta obra foi escrita à luz difusa dum candeeiro de petróleo, como se eu a escrevesse realmente na selva, numa dessas barracas perdidas nas imensas solidões, onde da electricidade, como elemento de progresso e de conforto, havia apenas a notícia de que ela existia, mas em lugares mais felizes, longe, muito longe dali.
Finalmente, naquela noite de 29 de Novembro de 1929, sete meses depois de o haver principiado, tracei a última palavra do romance, conforme me certifica o manuscrito onde meti a data e que está de novo, já um pouco tímido e amarelecido, na minha frente. Um manuscrito sem nenhum aparato, folhas de vários formatos, sobras de circulares duma escola automobilística, que não sei como me vieram parar às mãos, a mim que nunca me interessei por automóveis, restos de papel de diferentes qualidades, que a minha pobreza aproveitou como faria um avarento.
Tão fatigado me sentia por essa nova fusão com a vida dos seringais, tão doloroso me fora beber, na transposição literária, do meu próprio sangue, que, na mesma noite em que concluí o livro, disse a Diana de Liz que não voltaria, durante muito tempo, a escrever romances. Ela não acreditou. Talvez eu próprio não acreditasse firmemente. Talvez aquilo fosse apenas uma forma, embora profunda e sincera, de tranquilizar o meu cansaço de momento. E, contudo, durante dois anos, longos e negros como quando o tempo não era medido, deixei, efectivamente, de escrever romances, senão por mim, por ela própria, pela nova dor que tombara no meu espírito, muito mais forte, muito mais violenta do que a outra e do que todas as outras que eu já sofrera e havia de sofrer futuramente.
        A Selva foi publicada em princípios de Maio de andava eu, de novo como enviado de O Século, 1930, meu editor em viagem pelos Açores. Fraga Lamares, e meu amigo, enviara-me do Porto dois ou três exemplares, brochados à pressa, antes de eu partir.

Não constituía, porém, uma alegria esse que eu levava comigo, todo vistoso na sua capa, sobre a mesita do camarote. Era um tear de apreensões e tanto, às vezes, me inquietava vê-lo, tanto ele ensombrava a luz cromática e fresca das ilhas aonde aportávamos, que acabei por escondê-lo nas trevas duma maleta.
Eu temia, sobretudo, que o livro se tornasse fastidioso pelas suas longas descrições da floresta, e esse era, entre muitos outros, um problema estético que desde o princípio me deixara sempre insatisfeito.
As selvas, fechassem elas o seu mistério nas vastidões sul-americanas ou verdejassem, mais permeáveis à luz solar, na Ásia, na África, na Oceânia, representavam, desde há muito, um assunto maculado literariamente. Maculado por milhentos romances de aventuras, onde a imaginação dos seus autores, para lisonjear os leitores fáceis, se permitira todas as inverosimilhanças, todas as incongruências.
Eu pretendera fugir à regra. Pretendera realizar um livro de argumento muito simples, tão possível, tão natural, que não se sentisse mesmo o argumento. Um livro monótono porventura, se não pudesse dar-lhe colorido e vibração, mas honesto, onde o próprio cenário, em vez de nos impelir para o sonho aventuroso, nos induzisse ao exame e, mais do que um grande pano de fundo, fosse uma personagem de primeiro plano, viva e contraditória, ao mesmo tempo admirável e temível, como são as de carne, sangue e osso.
A selva, os homens que nela viviam, o seu drama interdependente, uma plena autenticidade e nenhum efeito fácil -- era essa a minha ambição.
No desdobrar duma greve, com alvorotadas marchas, rúbidos estandartes, gritos, muitos gestos e protestos, um operário lançava a sua bomba em Belém do Pará. E, fugindo às buscas policiais, ocultava-se, hoje aqui, amanhã ali, ao sabor inquieto das circunstâncias, na cidade cuja luxuriante arborização exalava uma poesia forte, verde e cálida, mas de todo indiferente ao homem perseguido; depois, corajosas fraternidades davam-lhe a mão e ele evadia-se para o interior da Amazónia, para a floresta virgem. Assim começava A Selva. Mas estas movimentadas cenas pareceram-me ainda demasiado romanescas para a obra que eu desejava fazer. E, ao seu lado, outro inconveniente se levantava. A personagem assim apresentada tinha ideias já formadas sobre a injusta organização do mundo em que vivia e, naturalmente, veria o mundo em que ia viver com uma atitude moral preconcebida, com um espírito apenas de confirmação, o que diminuiria, para quem não aceitasse as cores do seu horizonte, o sentimento de verdade naquilo mesmo que era verdadeiro. Preferi, portanto, uma figura evolutiva e, ao chegar ao final do segundo capítulo, rasguei tudo quanto tinha escrito e recomecei.
Havia em mim o desejo de dar uma síntese de toda a selva do Amazonas e, não só por isso, mas pela força da própria experiência pessoal, todos os argumentos que imaginava começavam, invariavelmente, quase involuntariamente, na foz do grande rio. Porque era assim, os heróicos cearenses e maranhenses que o operário foragido iria encontrar já nos recessos da floresta, em luta com a natureza, surgiriam à nova personagem logo à sua entrada nas terras embrionárias. O depoimento começaria, portanto, sobre o primeiro centímetro do Calvário.
Ao reiniciar o livro, eu tinha frequentemente a sensação de me encontrar numa torre altíssima, erguida, como posto de vigilância, sobre a embocadura amazónica, um delta mais complicado no seu desenho do que os traços, em forma de leque, que as vassouras deixam na terra de alamedas e jardins. Atrás de mim, alargava-se o Atlântico, cujo rumorejar dir-se-ia um riso surdo, irónico, com uma baba de desprezo pela minha ambição a refazer-se constantemente, espumosa e branca, sobre a crista das suas ondas; em frente, o outro mar, um mar verde, que se estendia por milhares de quilómetros, desde ali até as longínquas fronteiras do Peru e da Bolívia, severo, misterioso e imóvel.

Essa incomensurável visão da terra desmesurada, que as árvores escondiam e eu aspirava dominar, concentrando-a na diminuta superfície dum livro, indo mais longe na pretensão do que os jívaros, que nesse mesmo mundo de sombra reduziam as cabeças humanas ao tamanho dum objecto de algibeira, ora me sussurrava esperanças, ora, desalentando-me, me dava piedade por mim, tão pequeno, tão insignificante perante ela me sentia.
A própria febre com que trabalhava essa espontaneidade veemente que em certas noites enchia pedaços e pedaços de papel durante o curto tempo que concedia ao romance, aumentava, por vezes, as minhas dúvidas. Era então que os efeitos fáceis, que eu rejeitara sempre, voltavam a desafiar-me, simultaneamente aliciantes e sarcásticos. Bastava estender os braços, colhê-los a mãos-cheias e tudo se tornaria mais seguro ou, pelo menos, mais cómodo. Por que não seguir o caminho dos outros, por que não permitir que a imaginação fosse, de brida solta, para além das muralhas que eu lhe havia anteposto na terra virgem, na terra onde tudo, afinal, mais do que verdadeiro parecia imaginado? Por que essa persistência em me servir duma arma de tão incerto resultado, quando a eficácia das muitas outras que se me ofereciam se encontrava, de há muito, comprovada?
Eu recusava-as, porém, tão teimoso e firme como o mundo vegetal que metia fundo as raízes, em frente de mim. Mas, justamente, porque repelira todas as transigências, todas as cenas convencionais, tudo quanto estava receitado para uma leitura fácil, eu enchia-me de apreensões, enquanto vagueava de porto em porto dos Açores, sobre a reacção que este livro provocaria.
Quando, por fim, regressei a Lisboa, soube, ainda no cais, que ele fora, apesar de tudo, bem acolhido. A natural satisfação que essa notícia me trouxe durou, porém, algumas horas apenas. Diana de Liz adoecera gravemente e eu esqueci por completo o livro. Dias depois, perdia-a para sempre e esta obra, escrita ao calor da sua ternura, transformou-se numa recordação muito mais trágica ainda do que todas as outras que lhe haviam dado origem. Dir-se-ia que A Selva, drama dos homens perante as injustiças de outros homens e as violências da natureza, estava destinada a ser, desde o princípio ao fim, para o seu próprio autor, uma pequena história, uma pequena parcela da grande dor humana, dessa dor de que nenhum livro consegue dar senão uma pálida sugestão.
(Da edição comemorativa de «A Selva», 1955)


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