Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

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Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Dom Nov 08, 2009 12:44 am

Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

07/11 - 18:14 - EFE

EFE - v1


Washington, 7 nov (EFE).- A maioria dos 30 feridos no tiroteio na base de Fort Hood na última quinta-feira, no Texas, segue hospitalizada, mas o número de vítimas teria sido maior se não fosse pelo heroísmo de alguns personagens, cujas histórias começam a aparecer agora.
"É possível que alguns (dos feridos) fiquem com seqüelas físicas por toda vida, mas não há dúvida que o impacto psicológico será para sempre", disse em entrevista coletiva Roy Smythe, chefe do departamento de cirurgia do Hospital Scott and White, que tratou de dez pacientes.

Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Enquanto, os corpos dos 12 soldados e de um civil mortos chegaram sexta-feira à noite ao aeroporto militar de Dover, em Delaware, base em que partem também os corpos dos mortos no Afeganistão e no Iraque.

Hassan disparou mais de 100 tiros com duas pistolas, uma delas semiautomática, e foi capaz de assassinar e ferir dezenas de pessoas em apenas cinco minutos porque o prédio onde ocorreu o incidente estava abarrotado de soldados que faziam exames e preenchiam formulários médicos, informou o Exército.

Em meio à dor, os americanos encontram alívio nos relatos do heroísmo demonstrado por pessoas durante o massacre, o pior em uma base militar nos Estados Unidos.

"Inclusive quando pôs em evidência o pior da natureza humana, vimos também o melhor dos Estados Unidos", disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Vimos soldados e civis correndo para ajudar os companheiros feridos, rasgando suas roupas perfuradas à bala para tratar dos ferimentos, usando blusas como torniquetes, repelindo o atirador apesar deles mesmos estarem feridos", afirmou.

Um desses heróis foi o soldado Marquest Smith, 21 anos, que estava sentado em um cubículo quando escutou os tiros, segundo relatou à imprensa americana.

Smith correu em direção à porta lateral do prédio, empurrando outros dois militares para fora. Voltou a entrar e tirou dois soldados feridos. Em seguida retornou ao prédio e dessa vez deparou-se com o agressor.

"Só vi suas costas e comecei a correr. Então ouvi e senti as balas passando próximo da minha cabeça a em ambos os lados e batendo na parede", contou.

Seu amigo Jeffrey Pearsall, outro soldado de 21 anos, colocou cinco ou seis pessoas em sua caminhonete e levou-as ao hospital.

Smith também entrou no veículo, mas depois lembrou que tinha deixado para trás um dos feridos que tinha socorrido.

"Eu diminui a marcha e ele saltou, correu um quilômetro e meio outra vez ao lugar do tiroteio e encontrou o soldado ferido que já estava tentando ir ao hospital em seu próprio automóvel", detalhou Pearsall.

O governador do Texas, Rick Perry, agradeceu neste sábado o heroísmo dos policiais civis Kimberly Munley e Mark Todd, que estavam na região por acaso e seguiram para o local ao ouvir os disparos.

"Não se pode dizer quantas vidas salvaram", disse Perry em entrevista coletiva.

Ambos abriram fogo contra Hassan, que carregou contra Munley, segundo as testemunhas.

O sargento atingiu Hassan com vários tiros, mas recebeu duas balas em suas pernas, que atravessaram a coxa esquerda e se alojaram na perna direita, além de sofrer um ferimento no pulso direito. EFE cma/dm
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 08, 2009 3:38 am

Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 3:41 am

João Ruiz escreveu:
Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Como é que se chama o ódio ao Islão???????????
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Dom Nov 08, 2009 4:05 am

João Ruiz escreveu:
Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Alto e para o baile e a charanga
Isto é racismo PURO ...purisssimo
O que poderiamos apontar é que TODAS as religiões se serviram e servem do pagode para fins inconfessaveis
Se este gajo é eslamico ele vai certamente ser castigado por leis terrenas
E os aviadores montados na Thora e que mataram crianças velhos e funcionarios da ONU

Meus caros amigos
Jamais o Mango colou um rotulo num assassino e disse ...na familia deste gajo é tudo mau

Jamais viram aqui o Mango apoiar aplauxdir actods e terror sejam eles de onde vierem

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 5:23 am

Parece que a descompensação do RON é contagiosa Shocked
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Dom Nov 08, 2009 8:24 am

Uma pequena nota bem grande

S, Excelencia o Mister Mango passou ha muito muito o tempo que que me enfiavam pelas goelas que os bebes vinham no bico de uma cegonha De PARIZZZZZ
E quando descobri que os pais tinham os dois uma valiam para a nossa vinda comecei a ter por eles mais consideraçao mas menos por quem me quiz enfiar o Barrete
Igualmente que me meteu na Tola que O Judeus GOD DIVINO CEu e inferno cristandade Maometano ( Tudo misturado e sai cagaço para distribuir ás carradas e naifadas a quem nao acreditar em NOZEZ

Aprendi que

O SER Humano é tudo composto por chips imutaveis e que se transmitem por traumas ou experiencias da vivencia enquanto houver vida

e a Partir de certa idade achei que me devia meter no meio da Biblia e bíblicos e parter-lhe os tomates para ver se xingavam
Gemiam pah em tudo o que era duvada e ate o Adão que mandava uma berlaitadas na Evinha nao escapou no escovar do tempo

DE fiulosofo e filosofo aprendi na vida que todas as religiões são afinal normas de conduta sociais baseadas na experiencia de quem cobiça a mulher alheia leva nos cornos
Quem nao fizer jejum rebenta com o Figado
Quem Roubar tem o Ministerio publico na escuta

e para quem nos le ouve ou escuta este vaguieando gostraia de vos apresnetr um Filme

ora vejam

===============================================

http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906#

===============================================


Isto leva uma hora a ouvir mas vale a pena
Com o decorrer da demonstraçao vemos que tudo sem sequencia logica e analitica

Mentir sobre bebes Cegonhas ou sobre as kekas do Adão - é tema que ja nem as crianças acreditam
Que os Islamicos sao feras os Judeus intelegentes e os Cristaos poços de virtude é olharmos com os olhos vcravejados de ramelo para o passado p+rofetico e agarar na naifa e picarmos quem nao acrediotar em Bruxas
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 08, 2009 8:28 am

ricardonunes escreveu:
João Ruiz escreveu:
Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Como é que se chama o ódio ao Islão???????????

Por quê? Vê ódio numa mera constatação?

Então posso devolver-lhe a pergunta,mas em sentido contrário!


confused

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 9:10 am

João Ruiz escreveu:

Por quê? Vê ódio numa mera constatação?

Então posso devolver-lhe a pergunta,mas em sentido contrário!


confused

Constatação???????? O gajo nasce e é educado como "árabe" logo........ está no sangue que tem de matar ??????

É a essa a constatação ???????????

Se não é essa fico sem saber qual é Idea
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Dom Nov 08, 2009 9:11 am

João Ruiz escreveu:
ricardonunes escreveu:
João Ruiz escreveu:
Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Como é que se chama o ódio ao Islão???????????

Por quê? Vê ódio numa mera constatação?

Então posso devolver-lhe a pergunta,mas em sentido contrário!


confused

Sorry RUIZ
Jame e Jame viram aqui o mango a fazer varias coisas
1º Abandonar um amigo
E quando todos atiravam pedras ao Ronaldo de Almeida eu Vitor Mango coloquei-me á frente dele
Porque ?
Porque Jame e Jame coloco o que uma pessoa pensa colada ao seu EGO

Sou Hoje alergico a todas as religiões baseadas em cagaço e frases feitas
Leio a espiritualidade crista ( leia-se de jesus Cristo como dando a volta ao velho testamento cheio de oDios Mortes e vinganças e a acabar em Diluvio para uma guinada ao lado oposto
Amen nao tenham medo eu vou dar o exemplo ...e DEU

Registe ai no seu BUKE
Judewus crisatos e Islamicos estao amarrados á sociedade onde viveram
Sou do tempo MY Friend em que na vila da batalha quem nao fosse á Santa missinha do Domingo era apontado a DEDO como obra dos diabos

Os Islamicos estao na mira porque ?
Ora vamos la á contabilidade
Porque uns loucos misticos apontaram para a Palestina e disseram
-AKILO È NOSSO VEM NOS LIVROS SAGRADOS !

O que queria que fizessem os islamicos ja escaldados de 200 anos de cruzadas sangue e odio ?
DIssessem amen ?
Fizeram exacatamente o que os Judeus fizeram
Agarraram no Alcorao e deram o que lhes convinha ler
para que ?
Porque a sua Dignidade foi ferida ate á medula ...e dai partiram para actos de terrorismo por tudo o que desse protecçao á judiaria

E Porque Portugal nao é pedido nemachado nesta materia
Porque meu caro amigo RUIZ Portugal tem 100 anos de experiencia religiosa
Meteu na alheta Judeus mais o saco dos dinheiros que agiotavam e igualmente os mouros foram empurrados para o SUL

Ahhh ahhh mas os arabes sao danados criminosos

OMEÇA

Em Coimbra vivia um Moçarabe famosos
A virtude arabe era exacatemnte o oposto dos Romanos que matavam tudo quando invadiam
Os árabes acordavam na administração dos territórios permitindo a convivência inter religioes - Olhem o exemplo de Granada
Foram os arabes que receberam os judeus expulsos da península e de parte da Europa
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 08, 2009 10:11 am

ricardonunes escreveu:
João Ruiz escreveu:

Por quê? Vê ódio numa mera constatação?

Então posso devolver-lhe a pergunta,mas em sentido contrário!


confused

Constatação???????? O gajo nasce e é educado como "árabe" logo........ está no sangue que tem de matar ??????

É a essa a constatação ???????????

Se não é essa fico sem saber qual é Idea

Exactamente, já que nunca deixam de se pautar pela educação que recebem e a cultura da morte é uma das suas prioridades. Por muito que lhe custe e de que os bombistas-suicidas dão constantemente testemunho. Ou vê isso noutra cultura qualquer?

Ódio, é o que essa cultura destila e não só contra judeus...


affraid

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 08, 2009 10:24 am

Vitor mango escreveu:
João Ruiz escreveu:
ricardonunes escreveu:
João Ruiz escreveu:
Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Infelizmente, "o vinho dá sempre à cepa" e o sangue das origens não corre impunemente nas veias, impondo a sua cultura da morte.

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Como é que se chama o ódio ao Islão???????????

Por quê? Vê ódio numa mera constatação?

Então posso devolver-lhe a pergunta,mas em sentido contrário!


confused

Sorry RUIZ
Jame e Jame viram aqui o mango a fazer varias coisas
1º Abandonar um amigo
E quando todos atiravam pedras ao Ronaldo de Almeida eu Vitor Mango coloquei-me á frente dele
Porque ?
Porque Jame e Jame coloco o que uma pessoa pensa colada ao seu EGO

Sou Hoje alergico a todas as religiões baseadas em cagaço e frases feitas
Leio a espiritualidade crista ( leia-se de jesus Cristo como dando a volta ao velho testamento cheio de oDios Mortes e vinganças e a acabar em Diluvio para uma guinada ao lado oposto
Amen nao tenham medo eu vou dar o exemplo ...e DEU

Registe ai no seu BUKE
Judewus crisatos e Islamicos estao amarrados á sociedade onde viveram
Sou do tempo MY Friend em que na vila da batalha quem nao fosse á Santa missinha do Domingo era apontado a DEDO como obra dos diabos

Os Islamicos estao na mira porque ?
Ora vamos la á contabilidade
Porque uns loucos misticos apontaram para a Palestina e disseram
-AKILO È NOSSO VEM NOS LIVROS SAGRADOS !

O que queria que fizessem os islamicos ja escaldados de 200 anos de cruzadas sangue e odio ?
DIssessem amen ?
Fizeram exacatamente o que os Judeus fizeram
Agarraram no Alcorao e deram o que lhes convinha ler
para que ?
Porque a sua Dignidade foi ferida ate á medula ...e dai partiram para actos de terrorismo por tudo o que desse protecçao á judiaria

E Porque Portugal nao é pedido nemachado nesta materia
Porque meu caro amigo RUIZ Portugal tem 100 anos de experiencia religiosa
Meteu na alheta Judeus mais o saco dos dinheiros que agiotavam e igualmente os mouros foram empurrados para o SUL

Ahhh ahhh mas os arabes sao danados criminosos

OMEÇA

Em Coimbra vivia um Moçarabe famosos
A virtude arabe era exacatemnte o oposto dos Romanos que matavam tudo quando invadiam
Os árabes acordavam na administração dos territórios permitindo a convivência inter religioes - Olhem o exemplo de Granada
Foram os arabes que receberam os judeus expulsos da península e de parte da Europa

Uma vez mais, Mango não distorça o que se diz e não venha com afirmações estafadas sobre este assunto, que não correspondem, nem à realidade, nem à verdade histórica, mas a uma opinião muito sua, a que tem todo o direito e da qual apenas contesto a inveracidade, parcial ou total, dependendo.

Já o vagueante teve oportuidade de lhe exemplificar isso mesmo, pelo que não vou repetir-me, nem aduzir mais qualquer elemento, por inexistente.

Se quer discutir o assunto em si, de uma maneira não atabalhoada e com recurso a matéria digna de ser comentada, muito bem, senão é melhor ficarmos por aqui.


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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 11:02 am

João Ruiz escreveu:
Exactamente, já que nunca deixam de se pautar pela educação que recebem e a cultura da morte é uma das suas prioridades. Por muito que lhe custe e de que os bombistas-suicidas dão constantemente testemunho. Ou vê isso noutra cultura qualquer?

Ódio, é o que essa cultura destila e não só contra judeus...


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Já pensou ir fazer uma revisão ao mecânico, é que deve estar em curto circuito uma mão cheia de fusíveis!
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 11:07 am

Os Nossos Bombistas Suicidas
Reflexões sobre a Jihad Ocidental




John Feffer* - 21.09.09

O actor Will Smith não tem nada o ar de um bombista suicida. Com aquela cara jovial, tem desempenhado muitos papéis cómicos. Até mesmo quando representa o último homem sobre a terra em «Eu Sou a Lenda», mantém uma postura irónica, desconcertante. E, no entanto, rodeado por uma horda de vampiros hiperactivos no fim do filme, Smith prende uma granada explosiva ao peito e atira-se para cima do inimigo numa explosão final de sacrifício heróico.

Esperem lá: não pode ser uma explosão suicida. Will Smith não está a recitar capítulos do Corão. Não ostenta nenhuma dessas fitas na cabeça com um sol nascente que os kamikases japoneses usavam nas suas missões suicidas. Não está a representar nenhum fanático religioso nem nenhum extremista político. Will Smith é o herói do filme. Então como é que pode ser um bombista suicida? Afinal de contas, ele é um de nós, ou não?

Afinal parece que nós também temos os nossos bombistas suicidas. «Nós», ou seja, os países desenvolvidos, poderosos, os que se preocupam acima de tudo com as liberdades individuais e as vidas individuais. Estes «nós» formam um arquipélago moral que abrange os Estados Unidos, a Europa, Israel, o Japão moderno, e por vezes a Rússia. Quer seja nas histórias reais de guerra, quer seja nas ilustrações inspiradoras apresentadas na ficção e nos filmes, a nossa saga está cheia de heróis que se sacrificam a si mesmos pela pátria, pela democracia, ou tão somente pelo seu grupo de irmãos. Sem dúvida que esses homens não ansiavam pelas 72 virgens no paraíso e não gravaram em filmes os seus últimos momentos, mas geralmente os nossos heróis suicidas receberam tantos louvores e reconhecimento como os mártires «deles».

A obra erudita sobre bombistas suicidas é grande e continua a aumentar. A maior parte desses estudos concentra-se em saber porque é que essas outras pessoas fazem essas coisas terríveis, por vezes contra os seus próprios compatriotas mas principalmente contra nós. Segundo a opinião popular, os mártires suicidas xiitas ou tâmiles ou chechenos têm uma atitude fundamentalmente diferente em relação à vida e à morte.

Mas, se nós temos uma tradição rica de bombistas suicidas – e uma lamentável tendência para matar civis nas nossas campanhas militares – em que é que essas atitudes são realmente diferentes?

A Jihad Ocidental

Na primeira Guerra da América contra o Islão, fomos nós que introduzimos o uso dos bombistas suicidas. Com efeito, os marinheiros americanos que morreram no incidente foram das primeiras baixas em acção das forças armadas dos EU.

Foi no dia 4 de Setembro de 1804. Os Estados Unidos estavam em guerra com os piratas da Barbaria da costa do norte de África. A marinha americana tentava desesperadamente penetrar na defesa do inimigo. O comodoro Edward Preble, que comandava o Terceiro Esquadrão Mediterrâneo, optou por um estratagema invulgar: enviar o navio de guerra americano Intrepid, com uma armadilha explosiva, para a baía de Tripoli, um dos estados da Barbaria do império Otomano, para fazer ir pelos ares o maior número possível de navios do inimigo. Os marinheiros americanos meteram mais de quatro toneladas de pólvora e 150 bombas no navio.

Um guarda-marinha registou as palavras do tenente Richard Sommers, que comandava o navio, quando ele se dirigiu à sua tripulação na véspera da missão:

«Não devia ir ninguém com ele, que não tivesse tomado a decisão de ir pelos ares, em vez de ser capturado; e que era essa a sua própria determinação resoluta! Ouviram-se três vivas em resposta. A corajosa tripulação levantou-se como um só homem, com a resolução de abdicar das suas vidas, de preferência a render-se aos seus inimigos e, um a um, todos deram um passo em frente a pedir o favor de ser autorizado a cumprir essa missão!»

Depois, durante a noite, a tripulação do navio guiou o Intrepid para a baía. E assim, para não serem capturados e perderem tanta e tão valiosa pólvora para o inimigo, optaram por se fazerem explodir juntamente com o barco. A explosão não causou muitos prejuízos – no máximo, foi afundado um barco tripolitano – mas a tripulação foi morta, tão certo como aconteceu com os dois homens que enfiaram um barco cheio de potentes explosivos no navio de guerra americano Cole no golfo de Aden quase 200 anos depois.

Apesar do fracasso da missão, Preble recebeu grandes louvores pela sua estratégia. «Foram sacrificados alguns homens valentes, mas estes não podiam ter caído por uma causa melhor», comentou o comandante de um navio britânico. O Papa ainda foi mais longe: «O comandante americano, com uma pequena força e num curto espaço de tempo, fez mais pela causa do cristianismo do que as nações mais poderosas da cristandade fizeram durante muito tempo!»

Preble escolheu esta táctica porque as forças americanas estavam em desvantagem. Foi uma tentativa desesperada para nivelar o campo de batalha. A bravura dos seus homens e a reacção dos seus apoiantes podem ser facilmente transpostas para os dias de hoje, quando «fanáticos» que lutam contra situações semelhantes pedem para se sacrificar pela causa do Islão e obtêm louvores de pelo menos alguns dos seus chefes religiosos.

(continua...)
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 11:09 am

A explosão do Intrepid não foi o único acto de heroísmo suicida na história militar dos EUA. Comemoramos repetidamente os bravos sacrifícios de soldados que se sabe deram as suas vidas a fim de salvar a sua unidade ou cumprir uma missão militar mais importante. Comemoramos o sacrifício dos defensores de Álamo, que podiam ter fugido para se salvarem e continuado a lutar noutra altura. A poesia da Guerra Civil está cheia de palavreado de sacrifício. No poema «Ready» de Phoebe Cary, de 1861, um marinheiro negro, «que nunca havia de ser escravo», ofereceu-se como voluntário para uma morte certa para pôr um barco a porto salvo.

Claro que os heróicos sacrifícios do século vinte são comemorados em filmes. Actualmente, podemos comprar vários vídeos dedicados às «missões suicidas» de soldados americanos.

Os nossos filmes de propaganda da II Guerra Mundial – desculpem, entretenimentos em tempo de guerra – descrevem frequentemente corajosos soldados que enfrentam uma morte certa. Por exemplo, em «Os Tigres Voadores» (1942), o piloto Woody Jason antecipa-se alguns anos aos kamikazes japoneses ao dirigir um avião contra uma ponte para impedir que um comboio de carga chegue ao inimigo. Em Bataan (1943), Robert Taylor comanda um grupo de 13 homens numa missão que, sabem bem, será uma defesa suicida duma posição crucial contra os japoneses. Com um sangue-frio notável, os soldados continuam a lutar enquanto são mortos um a um até que só resta Taylor. O filme termina com este a disparar uma metralhadora contra os japoneses que vão aparecendo em vagas, umas atrás das outras.

A nossa cultura de guerreiros continua a comemorar o heroísmo dessas figuras destacadas da II Guerra Mundial, agarrando em histórias da vida real e transformando-as em entretenimentos no estilo de Holywood. Por exemplo, para a sua série de «histórias de guerra» no Fox News, Oliver North narra um episódio do ataque Doolittle, uma missão só de voluntários para bombardear Tóquio logo após Pearl Harbour. Como os bombardeiros não tinham combustível suficiente para regressar às suas bases, os 80 pilotos comprometeram-se para uma missão suicida, como bem sabiam. Milagrosamente a maior parte sobreviveu, mas eles estavam preparados para o sacrifício supremo – e é assim que são encarados hoje. «Estes são os homens que devolveram a confiança a uma nação abalada e mudaram o curso da Segunda Guerra Mundial», reza pomposamente o material de publicidade do episódio. Tóquio teria as mesmas esperanças quanto aos seus pilotos kamikazes alguns anos mais tarde.

Porquê Missões Suicidas?

Evidentemente que não foi a América que inventou as missões suicidas. Elas são um filão muito rico na tradição ocidental. Na Bíblia, Sansão sacrificou-se a si próprio quando deitou abaixo o templo do chefe filisteu, matando mais gente com a sua morte do que durante toda a sua vida. Os espartanos, nas Termópilas, enfrentaram os persas, sabendo que aquele esforço condenado nunca atrasaria o exército invasor a tempo de os atenienses prepararem as defesas gregas. No século I da nossa era na província romana da Judeia, os zelotes e os sicários («homens de adaga») judeus lançaram missões suicidas, a maior parte delas contra judeus moderados, para provocar uma revolta contra o domínio romano.

Posteriormente, as missões suicidas desempenharam um papel fundamental na história europeia. «Os livros escritos depois do 11 de Setembro têm a tendência para colocar as explosões suicidas apenas no contexto da história oriental e limitam-nas aos rebeldes exóticos contra o modernismo», escreve Niccolo Caldararo num estudo sobre bombistas suicidas. «Um estudo do final do século XIX e princípio do século XX forneceria um dilúvio de exemplos de bombistas e assassinos suicidas no centro da Europa». Estes incluem diversos nacionalismos europeus, anarquistas russos e outros praticantes iniciais de terrorismo.

Dada a abundância de missões suicidas na tradição ocidental, será difícil argumentar que esta táctica é exclusiva do Islão ou de fundamentalistas. No entanto alguns eruditos comprazem-se em construir uma genealogia restritiva para essas missões que ligam a seita dos Assassinos (que perseguiram o grande sultão Saladino no Levante no século XII) com as guerrilhas suicidas muçulmanas das Filipinas (primeiro contra os espanhóis e, depois, no início do século XX, contra os americanos). Continuam essa genealogia até às campanhas suicidas mais recentes do Hezbollah, do Hamas, da al-Qaeda, e dos rebeldes islâmicos na província russa da Chechénia. Os Tigres Tâmiles do Sri Lanka, que utilizam bombistas suicidas a torto e a direito, são normalmente o único corpo estranho de importância, não muçulmano, incluído neste grupo.


(continua...)
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 11:10 am

Mas o que une os nossos atacantes suicidas com os deles são as razões que estão por detrás das missões. Ressaltam três factores comuns salientes. Primeiro, os ataques suicidas, incluindo as explosões suicidas, são uma «arma dos fracos», destinada a nivelar o campo de batalha. Segundo, normalmente são utilizados contra uma força ocupante. E terceiro, são baratos e quase sempre brutalmente eficazes.

Normalmente associamos as missões suicidas a terroristas. Mas os estados e os seus exércitos, quando estão em desvantagem, também lançam missões destas contra os seus inimigos, como fez Preble em Tripoli ou como os japoneses tentaram no fim da II Guerra Mundial. Na Guerra Irão-Iraque dos anos 80, para compensar a sua desvantagem tecnológica, o regime iraniano enviou vagas de jovens voluntários, alguns deles desarmados e outros, segundo foi noticiado, com nove anos de idade, contra o exército do Iraque, na altura apoiado pelos EUA.

Os actores não estatais ainda se mostram mais dispostos a efectuar missões suicidas contra forças ocupantes. Retirem a força ocupante, argumenta Robert Pape no seu livro revolucionário sobre bombistas suicidas, «Dying to Win» (Morrer para Vencer), e as missões suicidas desaparecerão. Portanto, não é muito difícil concluir que fomos nós, os ocupantes (os Estados Unidos, a Rússia, Israel), através das nossas acções, que desempenhámos um papel significativo em fomentar essas missões suicidas que agora achamos tão estranhas e incompreensíveis no Iraque, no Afeganistão, na Chechénia, no Líbano e em outros locais.

O arquétipo do moderno bombista suicida apareceu pela primeira vez no Líbano no início dos anos 80, em resposta à invasão e ocupação do país por Israel. «O bombista suicida xiita», escreve Mike Davis no seu livro sobre a história do carro bomba, «Buda's Wagon» (O Carro de Buda), «foi fundamentalmente um monstro Frankenstein criado deliberadamente por Ariel Sharon [ministro da defesa israelense]. Não só a política de ocupação americana e israelense criou as condições que deram origem a essas missões, como os Estados Unidos até treinaram alguns dos seus perpetradores. Os EUA financiaram os serviços secretos do Paquistão para montar uma verdadeira escola de treino de rebelião que produziu 35.000 muçulmanos estrangeiros para lutar contra os soviéticos no Afeganistão nos anos 80». «Charlie Wilson 's War», o livro e o filme que elogiavam o apoio dado pelos EU aos mujihadeen, bem podia levar um subtítulo: Bombistas Suicidas que Conhecemos e Financiámos.

E finalmente, esta técnica «funciona». Os bombistas suicidas matam 12 vezes mais pessoas por incidente do que o terrorismo convencional, realça Mohammed Hafez, especialista de segurança nacional. Os militares americanos propagandeiam muitas vezes a «precisão» do seu armamento aerotransportado, das suas bombas e mísseis «inteligentes». Mas, na verdade, os bombistas suicidas são os bombistas “mais inteligentes” porque conseguem acertar no seu alvo de um modo que nenhum míssil consegue – em primeiro plano – e fazer assim a correcção da pontaria no último minuto. Além disso, ao explodirem em bocadinhos, os bombistas suicidas não podem dar quaisquer informações sobre a sua organização ou sobre os seus métodos, depois de executada a acção, preservando assim a segurança do grupo. Não se pode discutir contra o êxito, por muito manchado de sangue que fique. Só quando essa táctica se torna menos eficaz ou contraproducente, é que recua para os bastidores, como parece acontecer actualmente com os grupos armados palestinos.

O estudo dos motivos individuais para se tornar num bombista ou agressor suicida, comprovou que eles são surpreendentemente diversificados. Temos a tendência para atribuir heroísmo aos nossos soldados quando, contra todas as probabilidades, eles se sacrificam por nós, ao passo que ostentamos um fanatismo cego quanto aos que se levantam contra nós. Mas os estudos mais profundos sobre bombistas suicidas sugerem que normalmente eles não são loucos, nem – outra explicação popular – estão a agir por causa duma pobreza profunda ou desespero económico (embora, como no caso do único sobrevivente do ataque suicida de Mumbai levado a tribunal na Índia há pouco tempo, pareça ter sido essa a motivação. «Não só eles não têm normalmente grandes problemas económicos, como a maior parte dos bombistas suicidas também não tem qualquer perturbação emocional que os impeça de distinguir entre a realidade e a imaginação», escreve Anat Berko na sua cuidadosa análise do assunto, «The Path to Paradise» (O Caminho para o Paraíso). Apesar das insinuações de funcionários iraquianos e americanos de que os bombistas suicidas no Iraque teriam sido coagidos a participar nas suas missões, os estudiosos ainda não registaram casos desses.

Mas talvez que isto reflicta uma compreensão acanhada de coerção. Afinal, os nossos soldados são doutrinados numa cultura de sacrifício heróico tal como são os bombistas suicidas do Hamas. A lavagem ao cérebro nem sempre funciona: muitos dos soldados americanos desertam ou aderem aos movimentos pela paz assim como há bombistas suicidas que desistem no último minuto. Mas as técnicas básicas de treino para instilar o instinto de matar, a prontidão em obedecer a ordens, e a disposição para sacrificar a própria vida fazem parte da ética guerreira em toda a parte.

As missões suicidas são, portanto, uma técnica militar que os exércitos utilizam quando estão em desvantagem e que os movimentos de guerrilha utilizam, principalmente nos países ocupados, para atingir objectivos específicos. Os que se oferecem como voluntários para essas missões, seja no Iraque actual ou a bordo do Intrepid em 1804, estão normalmente a colocar, acima das suas próprias vidas, um objectivo maior – a liberdade, a auto-determinação nacional, a sobrevivência étnica ou religiosa.

Mas esperem aí: claro que não estou a pôr em pé de igualdade soldados, que cumprem uma missão suicida contra outros soldados, com terroristas que fazem ir civis pelos ares num local público. Claro que são duas categorias distintas. E no entanto tem acontecido muita coisa na história da guerra moderna – em que as vítimas de combate são cada vez mais os civis – que confundem estas distinções.


(continua...)
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 11:11 am

Terrorismo e Civis

A imagem convencional do bombista suicida moderno é um rapaz ou uma rapariga, normalmente de origem árabe, que grava um vídeo com uma profissão de fé, veste uma camisa cheia de potentes explosivos, e se faz explodir numa pizzaria, num autocarro, num mercado, numa mesquita ou numa igreja, cheios de gente. Mas temos que ampliar esta imagem. Os piratas do 11 de Setembro visaram locais muito bem conhecidos do público, incluindo um alvo militar, o Pentágono. O condutor do camião suicida do Hezbollah destruiu o quartel dos fuzileiros americanos em Beirute em 23 de Outubro de 1983, matando 241 soldados americanos. Thenmozhi Rajaratnam, uma bombista suicida tâmil, assassinou a primeira-ministra indiana, Rajiv Gandhi, em 1991.

Por outras palavras, os bombistas suicidas, visaram instalações civis, militares, locais não militares de grande significado, e dirigentes políticos. Em ataques suicidas, os bombistas suicidas do Hezbollah, dos Tigres Tâmiles e dos chechenos concentraram-se normalmente em alvos militares e policiais: 88%, 71% e 61% do tempo, respectivamente. O Hamas, por outro lado, visou principalmente civis (74% do tempo). Por vezes, em resposta à opinião pública, esses movimentos mudam de objectivo – e de alvos. Depois de um ataque em 1996 ter matado 91 civis e criado um grave problema de imagem, os Tigres Tâmiles começaram deliberadamente a escolher alvos militares, da polícia e do governo para os seus ataques suicidas. “Não vamos atrás de miúdos na Pizza Hut”, disse um dirigente dos Tigres à investigadora Mia Bloom, referindo-se a um ataque do Hamas num estabelecimento Sbarro [1] em Jerusalém que matou 15 civis em 2001.

Fomos condicionados a pensar que os bombistas suicidas visam civis e por causa disso colocamo-los à margem das convenções instituídas para a guerra. Mas o que acontece é que a natureza da guerra se alterou na nossa época. No século XX, os exércitos começaram a visar civis como uma forma de destruir a determinação da população, minando assim a liderança do país inimigo. As atrocidades japonesas na China nos anos 30, a guerra aérea nazi contra a Grã-Bretanha na II Guerra Mundial, os bombardeamentos dos Aliados sobre as cidades da Alemanha e do Japão, os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, o dilúvio de bombas americanas no Camboja e no Laos, e os assassínios deliberados do programa Phoenix durante a Guerra do Vietname, as depredações russas no Afeganistão e na Chechénia, as tremendas baixas civis durante a Guerra do Iraque: tudo isto fez com que a imagem do choque de exércitos convencionais numa área longe da vida civil se tornasse numa estranha herança do passado.

Os ataques terroristas contra civis, em especial os de 11 de Setembro, levaram o historiador militar Caleb Carr a apoiar a declaração de guerra da administração Bush contra o terrorismo. «À guerra só se pode responder com a guerra», escreveu no seu muito vendido «The Lessons of Terror» (As Lições do Terror). «E cabe-nos a nós inventar um estilo de guerra mais imaginativo, mais decisivo, e no entanto mais humano, do que tudo o que os terroristas possam conceber». Na verdade, este estilo de guerra mais imaginativo, mais decisivo e mais humano consistiu em bombardeamentos aéreos mais insistentes, Forças Especiais mais reforçadas (em parte, para executar assassínios programados globalmente), e ultimamente, no uso alargado de aviões telecomandados como o Predator e o Reaper, ambos do arsenal americano e usados actualmente 24 horas por dia, sete dias por semana, sobre as fronteiras tribais paquistanesas. «Os Predators podem vir a ser uma resposta moderna do exército ao bombista suicida», escreveu Carr.

O argumento de Carr é revelador. Na visão dos militares americanos e de Washington, o uso ideal dos aviões telecomandados Predator ou Reaper, armados como estão com mísseis Hellfire, é destruir os dirigentes terroristas; por outras palavras, uma imagem espelhada do que aquela bombista suicida dos Tigres Tâmiles (que destruiu a primeira-ministra indiana) fez, só que efectivamente de forma um tanto mais cara. Segundo Carr, esta estratégia com os nossos aviões robôs é uma táctica militar mais eficaz e mais legítima. Mas, na realidade, esses ataques dos telecomandados provocam regularmente significativas baixas civis, normalmente designadas por «danos colaterais». Segundo o investigador Daniel Byman, os aviões telecomandados matam 10 civis por cada militante suspeito. Como escreve Tom Engelhardt em TomDispatch.com, «No Paquistão, uma guerra de máquinas assassinas está visivelmente a provocar o terror (e o terrorismo), assim como a fúria e o ódio entre pessoas que nada têm de fundamentalistas. Contribui para uma maior desestabilização do país».

Assim, há muito que é nebulosa a dicotomia entra uma «guerra justa», ou simplesmente uma guerra de qualquer tipo, e o brutal e injusto alvejamento de civis feito por terroristas, graças às constantes baixas de civis que actualmente resultam da guerra convencional e da concentração em alvos militares de muitas organizações terroristas.

Relativismo moral?

Nós temos os nossos bombistas suicidas – chamamos-lhe heróis. Nós temos a nossa cultura de doutrinação – chamamos-lhe treino básico. Nós matamos civis – chamamos-lhe danos colaterais.

É então este o relativismo moral que tanto escandaliza os conservadores? Claro que não. Tenho estado a traçar estas comparações, não para desculpar as acções dos bombistas suicidas, mas para realçar a hipocrisia das nossas descrições a preto e branco dos nossos nobres esforços e dos actos bárbaros deles, dos nossos objectivos valiosos e dos fins desprezíveis deles. Nós – os habitantes de um arquipélago de guerra supostamente esclarecida – temos sido doutrinados para considerar a bomba atómica sobre Hiroshima como um alvo militar legítimo e o 11 de Setembro como um crime hediondo contra a humanidade. Temos sido treinados para ver actos como o ataque em Tripoli como heroísmo americano e o ataque ao navio de guerra Cole como um barbarismo violento. Camisas explosivas são um sinal de extremismo, mísseis Predator, um sinal de sensibilidade moderna.

Seria muito melhor se abríssemos os olhos no que se refere ao nosso próprio mundo e olhássemos para o que andamos realmente a fazer. Sim, «eles» por vezes têm cultos pavorosos de sacrifício e de martírio, mas nós também temos. E quem é que pode dizer que acabar com a ocupação é uma coisa menos nobre do que libertar o mundo para a democracia? Will Smith, em «Eu Sou a Lenda», sacrificou-se voluntariamente para acabar com a ocupação dos vampiros. Temos que perceber que os nossos soldados nos países que estão a ocupar podem ter um aspecto não menos ameaçador e incompreensível do que aquelas criaturas de ficção cientifica, obviamente malévolas. E a presença dos nossos soldados ocupantes por vezes inspira actos de desespero e, atrevo-me a dizer, de coragem, ao estilo de Will Smith.

O facto é este: Mesmo que acabemos com a nossa política de ocupação, temos um longo caminho a percorrer até eliminarmos os bombistas suicidas «deles». Mas quando e como é que acabaremos com o nosso culto de martírio?

Nota da Tradutora
[1] Sbarro é uma cadeia americana de restaurantes de fast-food que vende principalmente pizzas e outros pratos italianos.

* John Feffer é co-director de Política Estrangeira em Focus no Instituto de Estudos Políticos e escreve a coluna regular World Beat. Os seus anteriores ensaios, incluindo os que escreveu para o Tomdispatch.com, podem ser lidos no seu endereço da internet. Kathryn Zickuhr contribuiu no apoio de investigação para este artigo.


Tradução de Margarida Ferreira
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 08, 2009 11:50 am

Não se canse, Ricardo, que já vi quem é que tem os fusíveis avariados e por quê!

Teorias e tentativas de lavagem ao cérebro é o que nâo falta por aí, tentando justificar ... o injustificável!


lol!

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por ricardonunes em Dom Nov 08, 2009 12:03 pm

João Ruiz escreveu:Não se canse, Ricardo, que já vi quem é que tem os fusíveis avariados e por quê!

Teorias e tentativas de lavagem ao cérebro é o que nâo falta por aí, tentando justificar ... o injustificável!


lol!

Aponte um facto, um dado, o que quer, que seja; que tenha o fusível desligado no texto que postei Idea
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Nov 09, 2009 4:46 am

Nesse texto, o que se tenta estabelecer, é um paralelo entre procedimentos, digamos de guerra, entre culturas, procurando desculpar o que é realmente uma CULTURA DE MORTE entre fundamentalistas árabes e a morte violenta, mas não programada, que as circunstâncias -não interessa de que natureza- ditam.

E não tem os parafusos todos, nem quem tenta comparar grosseiramente o que comparação não tem e vai mesmo à aberração de doutrinar crianças para o sacrifício supremo:














E não me venha com a treta do articulista ser uma sumidade, bla,bla, bla,bla

Isto é mau demais, para que humanos tentem desculpá-lo!

E no dia em que eu o vir descrever a odisseia de um filho dele,de tenra idade, a desaparecer nessa voragem fundamentalista e ele consiga afirmar, que há mais exemplos nos tais outros, que ele também classifica de bombistas, eu não só direi que não tem os parafusos todos, como o considerarei com um perigosíssimo louco, à solta.

Já sei o que vai contrapor, pelo que me nâo surpreenderá.


Shocked

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Seg Nov 09, 2009 5:04 am

Meus caros
Eu nao vi o video ( raramente abro videos ( salvos os de humor )
A minha pergunta é esta
Os suicidas foram criados Porque ?
Sera que os judeus tendo F14 e material de guerra da mais sofisticada teem necessidade de criarem suicidas ?
Meus amigos eles podem tal como na Roma antiga matar a seu belo prazer crucificando e expondo ao longo das estradas os seus mortos ( matados )
jame e jame e jam mesmo viram o mango a avaliar aqui Raças
Nao existem raças humanas nem de perto
As culturas depende do meio onde se inserem
mais
O terror suicida apareceu exactamente na Palestina quando os Judeus ursuparam a terra dos que la nasceram
lembro que em 1947 existiam 80.000 judeus ( cito e posso mostrar o buck Churchill

Meus caros se a Esoanaha invadisse o alentejo matasse so meus mais queridos garanto que o mango jamais e em tempo algum deixaria de ranger os dentes e afiar a naifa para os manadar para os anjinhos

Ora é exacatemnet isso que os arabes fazem
Que eles teem uma religiao danada
Alto e para o baile
Os cristaos matavam aos milhares e milhares de infieis na Palestina e por esse mundo
os Judeus em novo de avaliaçoies religiosas matam roubam e gozam com o mundo ao ponto de considerarem os arabes como um atarso de vida ( exacatemnete o mesmo pensamento que o Adolfo das SS pensava

Judeus e arabescados sao exactamente o me4smo ...sem tirar o mesmo a jogarem uma guerra religiosa
Quem começou ?
Bem Gorian - que ja nos últimos tempos confidenciava
Porra fizemos uma cagada e comprometemos tudo o que era judeu

Meus amigos se eu estiver erraado fazem o favor de replicar porque o mango apanhou em cima bilioes de past copy do tribunos que se desunhava a defender os smokados
Eu ?
jame
Defendo o SER HUMANO LIVRE dos terstamentsoi velhos da barbarie ( cito Saramago )
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Nov 09, 2009 5:18 am

O seu mal, Mango, é que não lê nem vê, para poder depois argumentar em conformidade.

Do que se estava agora a tratar aqui era da Cultura da Morte pelos fundamentalistas árabes e da outra morte que, podendo ser também violenta (por circunstâncias várias), não é, digamos assim, imposta.

Um texto, da autoria de alguém tido por uma sumidade nestes assuntos, estabelecia um paralelo entre as duas situações, para pretender que sejam exactamente a mesma coisa, quando são bem diferentes.

Os vídeos ilustram, talvez a grande, a maior, abissal diferença - o inculcar, em crianças de tenra idade, essa mesma cultura de morte. Pobres inocentes, sem culpa dos pais que têm!

E é isso, que se pretende igualar? Mas qual igual, qual carapuça?!?!



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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Seg Nov 09, 2009 5:31 am

confessei que nao tinha vistos os videos porque ...

mas aindasobre a cultura dos suicidas
lembro ao amigo Ruiz que numa priemira fase a Moussad jurava a pes juntos que eles se matavam para ter muitas VIRGENS no ceu
Ora isto nao colou ate ao dia em que uma Jovem a quem os judeus tinham morto a familia se suicidou e mandou para as " Virgens " 80 judeus e judias

Os judeus e cito novamente Saramago seguem-se pelo velho testamento que é ODIOSO onde o caim naifa o irmao so para o DEUS DELES se divertir e coisas da mais atrioz barbarie

Por isso o mango é mais muito mais adepto do novo tetametento onde Jesus Cristo prega exactamente o Oposto
Exactamente o Oposto
A pax o amor e arranjar umas madalenas para confirto espiritual
Ele mesmo jesus cristo correu os judeuis vandilhoes no templo de Salmao

Portanto sejamos claros
SE ha um livro feroz e a expremer sangue e odios é o velho testamento

Eu jamais e jamais e jamais fui adepto de violencia
E aqui neste forum tenho dados provas proivadas que nao me guio por rancores comezinhos ou pançudinhos
Tudo o que é mano com ideias eu coloco á mesma altura
e com a mesma liberadde
Religiões
Bye bye
Analiso-as por outro prisma
Todas as religiões soa o somatorios de 30.000 anos de cinhecimentos e todoooooooooooooooooooodos mamaram nos bukes uns dos outros

amen

Sorry pelos erros mas estou a escrever com o ecram OFF ( apagou-se porque ainda nao almoçou
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Nov 09, 2009 5:54 am

mas aindasobre a cultura dos suicidas
lembro ao amigo Ruiz que numa priemira fase a Moussad jurava a pes juntos que eles se matavam para ter muitas VIRGENS no ceu
Ora isto nao colou ate ao dia em que uma Jovem a quem os judeus tinham morto a familia se suicidou e mandou para as " Virgens " 80 judeus e judias

Nas quanta confusão!

Se a Mossad (a secreta judaica e bem eficiente) fizesse isso, iria ser o alvo, mais que merecido, da chacota mundial.

Quem promete o paraíso, com as virgens e tudo o mais que nesta Terra lhes é vedado, a quem morra em combate por Allah... é o livro sagrado dos árabes - o Corão!

Você realmente, Mango, desculpe, mas "emprenha de ouvido". Ainda o não vi fazer outra coisa que não seja trazer à baila Saramago, nestes assuntos, desde que ele apresentou o seu Caim e fez a sua leitura do Velho Testamento, que, como sabe, não colhe as boas graças de muito boa gente, que também tem o direito de fazer a sua interpretação.

O Mango, que eu tenha visto, nunca antes se referiu ao VT e sim à Torah, aliás com bem mais razão, já que é o equivalente ao Corão e se queremos fazer comparações sérias...

Pois é Mango! Nunca foi adepto da violência, mas o facto é que tomba sempre para o mesmo lado, na hora de se pronunciar. E é isso que lamento que faça, quando podia, sem cair para lado nenhum, discutir o que está em apreciação, ainda que com uma ou outra ilustração menos recente a sustentar o seu ponto de vista, como esses vídeos, apenas aqui recordados, pela pertinência de que se revestia a sua inserção.


study

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Seg Nov 09, 2009 9:20 am

NUnca li o Velho testamento nem o Thora e ainda menos o alcorão
Por uma razao bem simples
É discurso para as ovelhas obediente
O mango pensa pela sua tola ouvido e interpretando
Se eu falei no Saramago é porque ele meteu o Velho testamento na Chacota por ai em plenas esquinas
VOLTO a repetir ate á exaustão
O terrorismo actual nasceu porque se meteram os judeus num saco de " Vibora " e os americanos abriram a arca de pandora no Iraque
Se o amigo alinha com a judiaria tem bom remédio ..basta-lhe dizer que é judeu e tem
Bilhete imediato para ir para israel
Uma colónia na Cisjordania
Uma aviação da mais destemido capaz de matar quem os chateie
E passaporte passado em 5 minutos garantindo que o amigo vai direitinho para o Ceu ter com o Moises

Eu meu caro amigo
Tenho aqui uma familia Ucraniana onde nasceu um puto loiro á um ano e com os direitos de ser português porque aqui nasceu
Ninguem lhe perguntou se era catolico ou agnostico ou palostico
Como Portugues o puto tem garantidas todas as liberdades de escolher a sua fe religiosa
Todas
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Seg Nov 09, 2009 9:23 am



amigo Ruiz assim nao vale
E logo um diabo
carago ao menos meta uma virgem
Virgem calma
ha virgens horriveis que o sao porque ninguem as quiz
Mas se for bonita e intelectual e afável tem sempre ...bla bla
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vagueante em Ter Nov 10, 2009 2:38 pm

Heroísmo e terrorismo

Esta conversa vai interessante mas surge quase como uma fatalidade quando se menciona, por qualquer razão, e Corão ou seus seguidores.
Neste caso, a propósito de um acto tresloucado/terrorista? de um militar que não queria embarcar para participar numa luta com a qual não concordava, surgem algumas pessoas a desempenhar acções que são consideradas heróicas mas que, como muita gente sabe, só existem porque quem as executa perdeu, momentaneamente a capacidade para discernir o perigo em que se mete.
Acontece frequentemente tanto na vida civil como na vida militar e por essa razão temos as Praças e Avenidas cheias de nomes daqueles que praticaram actos considerados heróicos.
É evidente que, os nossos heróis revestem uma imagem grandiosa e são-nos indicados como modelos a seguir. Provavelmente, do lado oposto são considerados como uns malandros, uns assassinos que não merecem qualquer respeito ou consideração.
Sempre assim aconteceu e continuará a acontecer, enquanto o heroísmo estiver quase exclusivamente ligado às façanhas militares que o mesmo é dizer, ligado à destruição do inimigo.
A fatalidade desta conversa, está no facto de se dizer que o militar que matou outros camaradas de armas é muçulmano. Compreende-se perfeitamente que, um muçulmano não queira combater outros muçulmanos mas não justifica que ele se transforme num assassino que foi aquilo em que se transformou esse militar. E aqui temos mais uma vez a história do heroísmo. Aquele militar que, para os americanos se transformou num assassino, provavelmente irá ter homenagens nos países muçulmanos como se fosse um grande herói. Mas vamos ao que interessa.

Esta história, como muitas outras que envolvem muçulmanos, sejam eles pacíficos ou assassinos/terroristas, mexem sempre com o nosso amigo MANGO que, provavelmente tem alguma “moira encantada” lá no palácio ou nalguma gruta da quinta com quem se encontra de vez em quando, e que lhe vai soprando aos ouvidos algumas histórias em que os maus da fita são sempre os JUDEUS.
Já sabemos todos que os mouros são e sempre foram nossos amigos e por essa razão vieram até à Península Ibérica fazer turismo cortando cabeças a quem se lhes opusesse no seu avanço. Os cristãos é que não perceberam as suas boas intenções e portanto, ao fim de cerca de 700 anos, com os portugueses à frente, os expulsaram da Península.
Os maus da fita, para o Mango, são sempre os Judeus porque gostam de dinheiro. São todavia muito estúpidos porque continuam a ter um livro sagrado que lhes dá directivas na sua conduta.
Quanto aos cristãos, porque foram buscar o título a Jesus Cristo, são sempre uns heróis quando combatem os judeus e são sempre uns malandros quando combatem os muçulmanos como fizeram nas cruzadas.

Vamos agora aos factos.

Os mouros são pacíficos, integradores de culturas, não perseguem as outras religiões, não são usurários, são muito trabalhadores, etc..

O pacifismo dos muçulmanos, não passa de uma treta como muitas outras que se contam. Basta ver o que dizia o Profeta Maomé acerca da instalação do Reino de Alá. Alá não estará satisfeito enquanto não tiverem sido convertidos todos os povos à sua doutrina. É necessário usar a força para se conseguir esse desiderato se tal não se conseguir pacificamente. Traduzindo: Será necessário cortar cabeças, chacinar homens mulheres e crianças de forma a acabar com aqueles que se opuserem a tal desígnio.
Foi assim que Maomé procedeu na conquista de Meca, de Medina e de Jerusalém e que os seus seguidores conquistaram tudo aquilo que tinha sido o Império de Alexandre mais o Norte de África e parte da Europa ou seja, quase toda a Península Ibérica e parte da Europa Central parando às portas de Viena quando outra força maior se lhe opôs.
Claro está que nestas guerras de conquista em nome de Alá, fizeram tudo pacificamente e foram sempre muito magnânimos. Basta pensar no que aconteceu em Constantinopla enquanto os padres se entretinham a discutir o sexo dos anjos.
Não há dúvida de que eles integraram muitas culturas e foram elementos de transmissão de conhecimento mas não se conhecem avanços próprios.
Não são usurários nem perseguem outras religiões mas são muito práticos. Não podiam acabar com as outras religiões porque no dia em que as outras religiões acabassem, acabar-se-iam os proventos que os enriqueciam e lhes permitia construir grandes palácios para si próprios e mesquitas em nome do seu Deus Alá. Não eram usurários mas sabiam como encher os bolsos com os impostos que lançavam sobre os não muçulmanos.
São muito trabalhadores mas ainda agora, não se esquecem de que a melhor forma de viver é aquela que lhes permite estar estendido, de preferência com um harém à volta, nos intervalos das cinco vezes que se curvam para Meca durante as 24 horas do dia.

Os Judeus são usurários e usam smoking

Quanto aos judeus, parece que sofrem do mesmo mal dos portugueses. Gostam muito de dinheiro e sabem como chegar até ele, enquanto os portugueses ainda não aprenderam porque a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana os proibiu em tempos remotos e ainda não aprenderam que há formas de chegar até ele sem ser vendendo no Templo. Os judeus aprenderam que se pode vender no templo mas também se pode aprender outras coisas que servem para fazer avançar a humanidade, o que lhes permitiu ser impulsionadores das grandes descobertas das quais não podemos esquecer-nos dos descobrimentos portugueses aonde eles estiveram sempre presentes.
Não quero com isto dizer que eles sejam mais inteligentes do que os outros povos mas somente fazer justiça à sua forma de estar no mundo, estudando, aprendendo, transmitindo, negociando, etc..
Quanto ao seus livros sagrados, são alguns de entre muitos, que foram escritos em todo o mundo, que lhes deram normas de conduta por vezes bárbaras, mas que se coadunavam com os usos e costumes das épocas em que foram escritos, e dos povos de que são originários, ou seja os povos semitas.
Não nos esqueçamos das barbaridades dos Caldeus, dos Assírios dos Babilónicos, dos Persas que viveram no mesmo território em que viveram os israelitas e com os quais estes conviveram frequentemente em lutas violentas de destruição mútua.
Os judeus actuais, tanto vestem smoking como vestem outro tipo de indumentária, seja ela civil ou militar e, independentemente da sua religião, que não impõem a ninguém, são aqueles que mais se aproximam da nossa maneira de estar no mundo, sendo, como os cristãos, capazes de separar o que é religioso do que é secular.

Os cristãos são maus quando combatem os muçulmanos e são bons quando combatem os judeus.

Quanto aos cristãos, são conhecidas as perseguições que em nome de Jesus Cristo foram capazes de fazer, a todos aqueles que não perfilhavam da mesma religião como foram as cruzadas, as perseguições aos judeus, os morticínios causados em povos de culturas por vezes superiores mas que, porque não invocavam Cristo, foram roubadas e chacinadas até ao seu desaparecimento quase total.

E vem agora o Mango dizer que os portugueses não fizeram isso. Que os portugueses mandavam à frente uma cruz e só depois vinham os soldados. Esquece-se de dizer que, frequentemente, a cruz que ia à frente servia para crucificar aqueles que perante ela não se dobravam.

Terrorismo

Diz o Mango que o terrorismo nasceu com a ocupação da Palestina por parte de Israel.

Todos sabemos que tal não é verdade. O terrorismo sempre existiu em todo o mundo conhecido mas há civilizações em que o terrorismo era quase uma forma de vida. E houve e ainda há povos para quem o sacrifício supremo, o martírio, é a melhor forma de combater.
Vejamos o que nos diz Amin Maalouf no seu livro SAMARCANDA:

A tribo dos assassinos foi criada por Assan Sabat. Por ironia, o mesmo nome do Militar americano que assassinou os seus companheiros de armas.

Esta tribo foi criada no século XI.
Vejamos a sua doutrina:

“Não basta matar os nossos inimigos”. “Não somos homicidas mas executores, devemos agir em público, para servir de exemplo. Matamos um homem, aterrorizamos outros 100.000. Todavia, não basta executar e aterrorizar, é igualmente indispensável saber morrer, pois se ao matar desencorajamos os nossos inimigos de empreender o que quer que seja contra nós, ao morrer do modo mais corajoso ganhamos a admiração da turba. E desta turba sairão homens para se juntarem a nós. Morrer é mais importante que matar. Matamos para nos defendermos, morremos para converter, para conquistar. Conquistar é um objectivo, defendermo-nos é apenas um meio”.

Depois deste arrazoado, poderíamos citar vários exemplos de terror dentre os quais, só para responder às cruzes que o Mango manda à frente dos soldados portugueses, que Afonso de Albuquerque na sua conquista de Ormuz e de outras terras, devolvia aos seus países de origem, homens sem nariz nem orelhas.


Última edição por Vagueante em Qua Nov 11, 2009 9:34 am, editado 1 vez(es)

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Ter Nov 10, 2009 3:33 pm

mano vagueante agradeço-lhe as referencias feitas
So que com grande pena minha nao tenho uma Mouraq encantada nem nenhuma judia
Um laica que assiste a enterros batizados e casamentos e basta

Acresce que a unica vez quwe mandei textualmente um grupom de dois paR A fruta QUE OS PARIU FOI QUNADO OS JOVENS ME SONDARAM SE JA TINHA PENSADO NA SALVAÇAO DA MINHA ALMA
CLARO QUE achei que os gajos nao tinham nada com isso

a minha luta nao é contra religiões mas contra a estupidez humana que agarrados a um cucifixo ou o corao ou ao smoking acha q2ue possuindo a verdade eterna entendem que podem converter a gaua em vinho e multiplicar o pao e as febras

A igreja catoloca sabe que FATIMA é um embuste tremendo ..mas uns milhoes de esmolinhas sabem que nem ginjas

desconfio de Salvadores de patrias assim como desconfio de religiosos om falsas delegaçoes divinas

O nossso amiogo Poças andou pelo mundo a comer tudo o que vinha á rede apesar de ser todo pro judeismo e ficar varado quando no alto do minarete grita para a porrah dos arabes voltarem o ku para meca
Depois de um polaca vive neste momento com uma Filipina
Digo isto como exemplo que quando duas pessoaas teem uma visao humana do Ser humano nao atam explosivos á cintura para ir ter com as virgens
Porrah se as gajas sao virgens é porque nao valem um traque
Vejo as religiões torcendo-lhes os tomates para ver se ginjam ...senao sao eunucos

Estive na cidaded proibida e depois junto ´~a campa do confucio ( um agjo dos meus ..com ideias bem humanas
Ora os imperadores hinas tinham 5000 gajs e nada de arvores e as ditas ewram guardadas pelos tais descapados para nao meterem o pincel nos quadros

Depois lendo as historias dos religiosos vemos que as virgens e a subida ao ceu ao terceiro dia aparece ao longo dos 30.000 anos de paleio rteligiosos . dizem-me que o maomé subiu ao ceu em cavalo ( so naon referem a raça
Os judeus sao mais ousados
nao tem ainda o salvador maqs na Palestina tentam deconstruir o tempo de salomao so que para o fazerem teem que destruir um templo dos Maomés
e nestas andanças ferve o molho
so que as coisas mudaqram

Um preto na america grita
altoi e çpara o b aile
uM PRETO ??????????????

SOU DO TEMPO EM QUE EM LITLEE ROCK OS PRETOS NAO ÇPODIAM ENTRAR NUM AUTOCARRO BRANCO E NEM NUMA ESCOLA DA MESMA COR

E FOI UM JOVEM CHAMADO KENNEDY que gritou
acabou a bagunça

claro que tinha que morrer e morreu
mas ao ser morto criaram um mito

meu caro amigo vagueanto é nisto que eu condeno os judeus
Eles ainda nao perceberam que perderam toda a razao logica de uma convivencia em que a religião fica guardada numa gAveta para as horas dificeis
lembro-me do Dr mario Soares quando ele gritava que
nao matem c omunistas porqwue criam herois ...e um heroi tem direito a estatua e fantasmas
Os jufdeus criaram fantasmas que Vagueiam ja por aí no terror

SABE ONDE PARA sHAQRON O CARNICEIRO ?

QUANTO AOS NOSSOS MARINHEIROS DO ANTANHO A MUSICA E E ERA OUTRA

AMEN

SORRY PELOS ERROS MAS ESTOU A ESCREVER DEITADO NUM SALAO E NA OBSCURIODADE DA SAL ENQUANTO DUAS tVS VAGUEIAMNOS MISTERIOS DO EGIPTO E A OUTRA DA NOTICIAS
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vagueante em Qua Nov 11, 2009 3:47 pm

O Mango está a escrever deitado num canapé, ladeado de duas moiras encantadas que, enquanto uma lhe sacode a mosca, a outra o vai introduzindo nos mistérios do Egípto e outros...
Por essa razão ele se desconcentra constantemente, atropelando as ideias e trocando as letras do teclado.
Está perdoado. Se não trouxerem burka, as moiras valem tudo isso.

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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Vitor mango em Sab Nov 14, 2009 2:10 am

Vagueante escreveu:O Mango está a escrever deitado num canapé, ladeado de duas moiras encantadas que, enquanto uma lhe sacode a mosca, a outra o vai introduzindo nos mistérios do Egípto e outros...
Por essa razão ele se desconcentra constantemente, atropelando as ideias e trocando as letras do teclado.
Está perdoado. Se não trouxerem burka, as moiras valem tudo isso.

Nao tenho um harem porque nao tenho dinheiro para manter o IVA
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Mensagem por Viriato em Sab Nov 14, 2009 5:54 am

Vitor mango escreveu:
Nao tenho um harem porque nao tenho dinheiro para manter o IVA

Mas os produtos alimentares de primeira necessidade não têm o IVA reduzido???
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Re: Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

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