Desemprego

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Desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Mar 10, 2010 10:24 pm

"A minha preocupação é o elevado índice de desemprego"

por DN.pt
Hoje



Em entrevista dada hoje à RTP o Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou que o Governo tem condições para governar e que a estabilidade política é fundamental para resolver os problemas do País.

O Presidente da República afirmou hoje na RTP, durante o programa de Judite de Sousa, "Grande Entrevista", transmitido directamente do Palácio de Belém, que a estabilidade política é fundamental para a concretização das medidas que o País precisa para sair da situação económica difícil em que se encontra.

Questionado se o Governo teria legitimidade para continuar a governar, Cavaco Silva afirmou que "o programa apresentado pelo Governo na Assembleia da República não foi rejeitado e nenhum partido apresentou uma moção de censura. A Assembleia da República não retirou a confiança ao Governo".

Em relação a uma possível dissolução do Parlamento em caso de ingovernabilidade, o Presidente considerou que o problema não se coloca actualmente. "A dissolução do parlamento só deve ocorrer em situações politicas muito graves".

"Há uma certa confusão em relação às competências do Presidente da República, o Presidente está proibido constitucionalmente de demitir o primeiro-ministro, o que pode é demitir o governo, mas essa é uma situação muito excepcional".

Quando questionado acerca do que faria na eventualidade da Comissão Parlamentar de Inquérito provar que o primeiro-ministro mentiu no Parlamento em relação ao caso do controlo dos media por parte do Governo, Cavaco Silva afirmou que "as conclusões políticas serão sempre tiradas pela Assembleia da República, só depois é que o Presidente da República pode ser chamado a intervir"

"Mas eu penso que Portugal precisa é de estabilidade política para poder enfrentar a situação económica difícil em que se encontra e não podemos dizer que o Governo não tem condições para tomar as medidas necessárias para enfrentar os problemas". " O Presidente da República não pode substituir as competências do Governo".

"A minha grande preocupação, como Presidente, é com aquilo que preocupa os portugueses, e nesse sentido, a minha grande preocupação é o elevado índice de desemprego, que é o que mais preocupa os portugueses neste momento".

Questionado sobre se considera que o Governo tem condições para levar o seu mandato até ao fim, Cavaco Silva considerou que "todos os presidentes desejam que os governos cumpram integralmente os seus mandatos e eu não fujo à regra, porque o que Portugal precisa é de estabilidade política"

In DN

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Última edição por João Ruiz em Qui Maio 06, 2010 4:09 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Mar 11, 2010 6:17 pm

Questionado sobre se considera que o Governo tem condições para levar o seu mandato até ao fim, Cavaco Silva considerou que "todos os presidentes desejam que os governos cumpram integralmente os seus mandatos e eu não fujo à regra, porque o que Portugal precisa é de estabilidade política"

Convém, convém... fugir de eleições, como o diabo da cruz!

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Portugal com 564 mil desempregados em Fevereiro

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Mar 31, 2010 12:13 pm

Portugal com 564 mil desempregados em Fevereiro

por DN.pt/Lusa
Hoje



A taxa de desemprego na zona euro atingiu os 10% em Fevereiro, o valor mais alto desde Agosto de 1998 e 0,1 pontos percentuais acima do que se verificava em Janeiro.

A taxa portuguesa manteve-se nos 10,3%, mas o número total de desempregados diminuiu ligeiramente, de 565 mil para 564 mil. Mesmo assim, a taxa continua acima da média da zona euro. Portugal é o oitavo país da União Europeia (UE) com maior nível de desemprego.

Os dados do Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia indicam ainda que na UE a 27 a taxa de desemprego atingiu no mês passado 9,6%, também 0,1 pontos percentuais acima de janeiro. Trata-se do valor mais alto desde Janeiro de 2000.

O Eurostat estima que mais de 23 milhões de pessoas na UE-27, dos quais 15,74 milhões na zona euro, estavam desempregados em Fevereiro.

Há um ano, em Fevereiro de 2009, a taxa de desemprego na UE-27 era de 8,3% e na zona euro era de 8,8%.

Quanto a Portugal, a subida do desemprego nos últimos doze meses foi ainda mais significativa. Em Fevereiro de 2009, a taxa era de 8,8%, mas foi subindo ao longo deste período e encontra-se nos 10,3% desde Janeiro deste ano.

Os jovens continuam a ser os mais atingidos: 21% não tem emprego. Nas mulheres, a taxa é de 10,9 e nos homens é de 9,7%.

In DN

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360 mil à espera do subsídio de Março

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Abr 19, 2010 12:21 pm

360 mil à espera do subsídio de Março

por ILÍDIA PINTO
Hoje



Falha informática, argumenta o Ministério do Trabalho, atrasou o processamento das prestações

A maioria dos desempregados ainda não recebeu o subsídio de desemprego referente ao mês de Março. Um atraso que, apurou o DN junto do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, está a afectar cerca de 360 mil pessoas. O gabinete da ministra Helena André justifica a situação com um "problema informático no processamento dos subsídios".

No entanto, para a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGTP-IN), este é o resultado visível da política do Governo para a função pública, que levou à "saída em massa" de trabalhadores para a reforma, fazendo com que a administração deixe de ter capacidade de resposta e acabe a degradar os serviços que presta.

"Só do Instituto da Segurança Social (ISS) já saíram três mil trabalhadores. São dados que nos foram transmitidos há dias pelo presidente do ISS, numa reunião que tivemos. É evidente que o problema de fundo que se coloca é a degradação nos serviços", afirmou ao DN Maria do Carmo Tavares, da comissão executiva da CGTP.

Uma visão recusada pelo Governo. Fonte do gabinete da ministra Helena André diz a que houve um "problema informático" que gerou "um atraso de um dia" no processamento dos subsídios de desemprego. Mas que, "atendendo aos procedimentos necessários para as transferências bancárias, esse dia de atraso acabou a traduzir-se em vários e os beneficiários só terão o dinheiro disponível nas contas segunda ou terça-feira" [hoje ou amanhã]. Quanto aos que recebem a sua prestação por cheque, "há que ter em conta o tempo necessário para o CTT fazerem as entregas, estimamos que lá para segunda-feira os recebam", sublinhou.

Os serviços do ministério estimam que tenham sido "360 mil beneficiários afectados" por este atraso, o que corresponde a 64,17% do total de desempregados registados nos centros de emprego. No total, são 561 315 as pessoas inscritas em todo o País, de acordo com os dados mais recentes disponíveis no Instituto do Emprego e Formação Profissional, referentes ao mês de Fevereiro.

O gabinete de Helena André sublinha, no entanto, que os subsídios de desemprego não têm data certa para serem pagos. "Há que ter em conta que não há data fixa para o pagamento dos subsídios de desemprego, embora façamos um esforço para criar uma rotina. As únicas prestações sociais que têm data fixa de pagamento são as reformas", argumenta.

O certo é que os desempregados recebem, habitualmente, num dia certo do mês. Casos há de pessoas que estão habituadas a receber a sua prestação ao dia 12 e este mês já vão quase com uma semana de atraso (ver texto ao lado).

Para Maria do Carmo Tavares, esta situação "é de todo inaceitável" porque as pessoas "têm um determinado rendimento e precisam dele para sobreviver". A dirigente sindical considera que a política do Governo para o sector administrativo do Estado "tem sido devastadora" e tem levado os trabalhadores a "preferirem reformar-se de imediato, mesmo sabendo, em muitos casos, que acabam a ter perdas de rendimento de 25, 30 ou até 40%". Só do Centro Nacional de Pensões, afirma, foram embora 300 pessoas. "É a devastação total, porque os que saem não são substituídos e as pessoas que ficam estão a ser violentadas e sujeitas a um stress imenso", defende. As áreas da Saúde, da Educação e da Segurança Social, considera a dirigente sindical, serão aquelas onde os beneficiários acabarão a sentir os maiores efeitos.

In DN

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Desemprego volta a aumentar e atinge 578 mil pessoas

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Abr 30, 2010 5:13 pm

Desemprego volta a aumentar e atinge 578 mil pessoas

por Duarte Ladeiras
Hoje



O desemprego em Portugal continua a bater recordes. Depois de uma estabilização durante dois meses, a taxa subiu para 10,5%, segundo o Eurostat. Ou seja, há 578 mil pessoas sem trabalho. Somos o oitavo país entre os 27 membros da União Europeia com o pior valor.

De acordo com o Eurostat, gabinete de estatísticas da Comissão Europeia, há um ano a taxa de desemprego era de 9% e desde aí teve uma subida regular: em Setembro era de 10,2%, em Novembro baixou para 10,1, mas em Dezembro regressou aos 10,2. Em Janeiro e Fevereiro deste ano era de 10,3%.

Os jovens são o grupo mais atingido pelo desemprego: 21,4%, contra 19,4 de há um ano. Nos homens a taxa também subiu (9,9, contra 8,3 de Março de 2009), movimento semelhante ao verificado entre as mulheres (11,2% no último mês, 9,9 há um ano).

Na União Europeia (UE) e na zona euro a tendência de subida também se verifica. Em Março, na UE a taxa de desemprego era de 9,6%, o mesmo valor que em Fevereiro, mas acima dos 8,5 de há um ano. Na zona euro, o valor também se manteve nos últimos dois meses (10%), superior em relação a Março de 2009 (9,1%).

In DN

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Governo poupa 40 milhões no subsídio de desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Maio 06, 2010 4:10 pm

Governo poupa 40 milhões no subsídio de desemprego

por CARLA AGUIAR
Hoje



Salários de mil euros podem perder 37 euros no subsídio já a partir do Verão

O Governo espera poupar cerca de 40 milhões de euros com as alterações que vai introduzir no subsídio de desemprego, reconheceu ontem a ministra do Trabalho. Helena André fechou a discussão na reunião de Concertação Social sem alterações de fundo sobre as novas regras apresentadas há pouco mais de uma semana para o valor do subsídio e condições de recusa de emprego. E voltou a insistir que "a medida não foi tomada para poupar dinheiro, mas para fomentar o rápido regresso dos desempregados ao mercado de trabalho", mesmo que possa custar mais de 30 ou 50 euros por mês a milhares.

Contando com a concordância das confederações patronais e a aceitação da UGT quanto à necessidade de restringir as condições em que um desempregado pode recusar uma oferta de trabalho, o plano do Governo vai manter-se, contando apenas com a oposição frontal da CGTP.

"Foi um simulacro de negociação, pois a ministra apareceu exactamente com as mesmas propostas que tinha apresentado ", disse ao DN Maria do Carmo Tavares, da CGTP . Mantêm-se intactos - ao contrário do implícito na proposta inicial - o valor mínimo de 419 euros e o máximo de 1244 euros.

Assim , os desempregados subsidiados vão ter que aceitar, no primeiro ano, um emprego conveniente que seja, pelo menos, 10% superior ao subsídio. Mas a partir do 13º mês, bastará que a oferta em causa equivalha ao valor da prestação.

Para a CGTP está em causa uma redução do valor do subsídio que será mais aprofundada a partir de salários brutos da ordem dos 685 euros. No caso de "um titular cujo salário bruto rondasse os mil e poucos euros, já poderá haver cortes de 30 ou 55 euros na prestação", calcula Maria do Carmo Tavares. E o problema é que ao aceitar um salário precário mais baixo, a próxima queda no desemprego será cada vez menos subsidiada.

Contas do Ministério do Trabalho revelam que um desempregado solteiro sem filhos e um salário bruto de 1040 euros, que hoje tem direito a um subsídio de 676 euros terá um corte de 37 euros no subsídio. Já uma pessoa casada com dois filhos que recebesse 795 euros de salário só vai perder 2 euros no subsídio, indicou o Governo.

No mesmo dia em que era fechada a discussão sobre o subsídio de desemprego foi publicada em Diário da República a majoração em 20% do subsídio para casais desempregados com filhos, com efeitos a partir de 1 de Janeiro. Segundo a lei - proposta pelo CDS-PP e viabilizada pelo PS em 22 de Janeiro -, cada membro do casal tem direito a mais 10% na prestação. No caso de uma família monoparental, e desde que não exista pensão de alimentos decretada pelo tribunal, também há direito a uma majoração de 10%. Mas, em ambos os casos, a medida é transitória.

Os casais em que ambos estão desempregados deverão representar mais de 20% das famílias afectadas pelo desemprego. Para que a medida possa ser operacionalizada, o Governo publicou também uma lei que obriga a que conste nas bases de dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Ministério do Trabalho o estado civil do desempregado, ou situação equiparada, e a condição laboral do cônjuge.

Sempre que for publicada uma estatística sobre a análise sectorial do desemprego em Portugal, terá de ter informação sobre o número de casais em que ambos se encontram desempregados.

In DN

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OCDE confirma recorde de desemprego em Portugal

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Maio 11, 2010 1:57 pm

OCDE confirma recorde de desemprego em Portugal

por DN.pt
Hoje



Em Portugal havia em Março 578 mil pessoas desempregadas, representando 7,5% da população activa, a quinta taxa mais elevada entre todos os países da OCDE

(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). O recorde negativo registado pela economia portuguesa é consensual nos números da OCDE e do Eurostat, gabinete de estatísticas da Comissão Europeia.

No seu último comunicado, a OCDE divulga as estatísticas mensais desde Setembro do ano passado. Nessa altura a taxa de desemprego era de 10,1% em Portugal. Uma subida de apenas quatro pontos percentuais representou mais 20 mil pessoas sem trabalho.

O problema também continua a agudizar-se na União Europeia: há agora 23,13 milhões de desempregados, contra pouco mais de 23 milhões no mês anterior, isto apesar de a taxa se manter nos 9,6. Para estes números a zona euro contribuiu com 15,808 milhões de pessoas sem trabalho, mais que 101 mil que em Fevereiro (taxa de 10% em ambos nos últimos dois meses).

No conjunto dos 30 países que compõem a OCDE, o número global de desempregados subiu cerca de 200 mil, para 46,058 milhões (8,7%).

Espanha, com 19,1% (4,399 milhões de pessoas), é o país no topo das estatísticas negativas, seguida da Eslováquia (14,1%, 380 mil), da Irlanda (13,2%, 277 mil), da Hungria (11%, 466 mil) e de Portugal.

A Grécia, que teve de ser salva da bancarrota pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, não apresenta estatísticas mensais desde Dezembro do ano passado.

In DN

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Taxa de desemprego aumentou para 10,6%

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Maio 18, 2010 3:09 pm

Taxa de desemprego aumentou para 10,6%

Hoje



A taxa de desemprego de Janeiro a Março de 2010 foi de 10,6%, tendo segundo o INE aumentado 1,7 pontos percentuais em relação ao período homólogo do ano passado

A taxa de desemprego em Portugal aumentou 1,7 pontos percentuais, para 10,6 por cento, no 1.º trimestre deste ano face ao mesmo período de 2009, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Relativamente ao último trimestre de 2009, o desemprego aumentou 0,5 pontos percentuais, fruto do "efeito conjugado" do decréscimo de 0,3 por cento da população empregada (14,8 mil indivíduos) e do acréscimo de 5,1 por cento da população desempregada (28,9 mil indivíduos).

Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, no 1.º trimestre havia um total de 592,2 mil desempregados, mais 19,4 por cento face ao trimestre homólogo de 2009 e mais 5,1 por cento face ao trimestre anterior.

Já o número de empregados - 5.008,7 mil indivíduos - caiu 1,8 por cento em termos homólogos e 0,3 por cento em cadeia, sobretudo nos sectores da indústria, construção, energia e água. A agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca registaram um "aumento ligeiro" no número de empregados.

A taxa de emprego situou-se nos 55,6 por cento, menos 1,0 ponto percentual do que no trimestre homólogo de 2009.

As taxas de desemprego mais elevadas registaram-se no Algarve (13,6 por cento), Norte (12,5 por cento), Alentejo (11,1 por cento) e Lisboa (10,5 por cento), enquanto os valores mais baixos foram na Madeira (6,3 por cento), Açores (7,7 por cento) e no centro (7,9 por cento).

Face ao trimestre homólogo de 2009, o desemprego aumentou em todas as regiões, à excepção da Madeira, tendo as maiores subidas acontecido no Algarve (3,3 pontos percentuais), no norte (2,4 pontos percentuais) e em Lisboa (1,4 pontos percentuais).

Segundo o INE, na base de 93,6 por cento do aumento global do desemprego esteve a subida do número de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses, que abrangeu 90,2 mil indivíduos.

No 1.º trimestre aumentou quer o número de homens desempregados (48,9 mil), quer de mulheres (47,4 mil), tendo o aumento de desemprego atingido "indivíduos de todos os grupos etários, mas sobretudo com 45 e mais anos (40,2 mil) e dos 35 aos 44 anos (36,3 mil)".

Para o aumento homólogo do desemprego contribuiu também a subida do desemprego de indivíduos com escolaridade correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (67,8 mil) e, com um contributo menor, indivíduos com o ensino secundário e pós secundário e superior (24,3 e 4,3 mil, respectivamente).

No período aumentaram ainda os desempregados à procura de novo emprego (100,2 indivíduos) sobretudo nos sectores da indústria, construção, energia e água (49,3 mil) e dos serviços (44,8 mil).

Já o número de desempregados à procura de primeiro emprego diminuiu (3,8 mil).

No 1.º trimestre, a taxa de desemprego nos homens fixou-se nos 9,8 por cento e das mulheres nos 11,4 por cento, tendo ambos aumentado quer face ao trimestre homólogo de 2009 (1,7 pontos percentuais), quer face ao trimestre anterior (0,3 e 0,7 pontos percentuais, respectivamente).

In DN

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Desemprego bate recorde com 592 mil sem trabalho

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Maio 19, 2010 9:56 am

Desemprego bate recorde com 592 mil sem trabalho

por ILÍDIA PINTO
Hoje



Números só são comparáveis ao início dos anos 80. O desemprego de longa duração disparou 41,9% face ao primeiro trimestre de 2009 e o desemprego jovem é já de 22,7%.

A taxa de desemprego atingiu um recorde de 10,6% no primeiro trimestre. Valores só comparáveis aos verificados no início da década de 80. Existem já, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 592,2 mil pessoas sem trabalho, mais 19,4% que há um ano e uma subida de 5,1% em relação aos últimos três meses do ano passado. Um cenário negro ilustrado pelo facto de o desemprego de longa duração ter disparado 41,9% face ao período homólogo, enquanto 22,7 % dos jovens não têm trabalho. O primeiro-ministro admite que a situação "é muito preocupante" mas, socorrendo-se dos dados do IEFP (ver caixa), garante que "o desemprego está a abrandar".

"Com as políticas activas de emprego tradicionais, Portugal está no fundo. Com este nível de desemprego deveríamos estar a um nível muito mais elevado de preocupação no apoio aos desempregados, em termos da criação de postos de trabalho", defende o secretário-geral da UGT. João Proença admite que, com o Verão, até pode diminuir ou estabilizar, mas garante que "depois vai aumentar".

Dramático, o aumento do número de desempregados de longa duração (ou seja, à procura de emprego há mais de 12 meses) foi de 90,2 mil e explicou, segundo o próprio INE, 93,6% do aumento global do desemprego no trimestre, que foi de 96,4 mil pessoas face ao mesmo período de 2009. Extensivo a todos os grupos etários, o aumento do desemprego foi mais notório dos 35 anos em diante, num total de 76,5 mil pessoas afectadas.

Também o emprego diminuiu 1,8% face ao primeiro trimestre de 2009 e 0,3% face ao trimestre anterior, sendo que a população empregada ascende agora a 5008,7 mil pessoas, menos 90,4 mil do que no período homólogo. O sexo masculino foi o mais afectado, explicando 69,1% da variação no emprego, o que não admira se tivermos em conta que, em termos sectoriais, a indústria transformadora e a construção foram os que perderam mais postos de trabalho, respectivamente 41,9 mil e 36 mil. Na redução global do emprego, 97,8% dos casos eram trabalhadores a tempo inteiro, refere o INE. Nota positiva para a diminuição do número de desempregados à procura do primeiro emprego, que sofreu uma quebra de 3,8 mil pessoas.

"Número históricos", reconhece José Sócrates, mas que aponta o dedo ao resto da Europa. "Todos têm elevados níveis de desemprego. Não sei se repararam, mas é uma constante em todo o desemprego europeu." Posição que não convence as centrais sindicais, que se mostram preocupadas com a situação e convictas de que o desemprego vai continuar a aumentar.

Mas, para a CGTP, os números pecam até por defeito. "Somados os inactivos disponíveis e o su- bemprego visível, há 730 mil desempregados, 12,9% da população activa", diz Arménio Carlos. A Intersindical alerta ainda para o facto do subsídio de desemprego em Março de 2009 ser de 532 euros contra 525 euros este ano, "sinal da precariedade e redução dos salários". "Se o Governo persistir no erro, a situação vai agravar-se e a desigualdades e injustiças sociais vão aumentar", avisa.

In DN

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Portugal regista novo recorde com 595 mil desempr

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jun 01, 2010 4:15 pm

Portugal regista novo recorde com 595 mil desempregados

por D.L.
Hoje



O desemprego em Portugal continua a bater níveis recorde, De acordo com o Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia (UE), a taxa portuguesa subiu para os 10,8% em Abril, o que, em números globais, significa 595 mil portugueses sem trabalho.

Uma recolha de dados no site do Eurostat dá-nos resultados mensais do desemprego em Portugal desde Janeiro de 1983. Nunca foi registada uma taxa tão elevada como as dos últimos meses. O máximo registado antes do pico actual verificou-se entre Novembro de 1985 e Março de 1986, com 9,3%, valor que Portugal já ultrapassa desde Maio do ano passado.

Comparando Abril deste ano com Maio de 2009, há mais 76 mil pessoas desempregadas em Portugal, Desde essa altura, a taxa registou dois períodos de subidas mais acentuadas: um na primavera/verão de 2009 (de 9,4 para 10,2%) e outro no primeiro trimestre deste ano (de 10,2 para 10,8%).

Ao nível dos 27 países da UE, Portugal tem a sétima taxa mais elevada, atrás da Letónia (22,5%), Espanha (19,7), Estónia (19), Lituânia (17,4), Eslováquia (14,1) e Irlanda (13.2). A média na UE é de 9,7%, na zona euro sobe para 10,1%, mesmo assim abaixo da taxa portuguesa.

Holanda (4,1%), Áustria (4,9) e Luxemburgo (5,4) são os países com menores problemas de desemprego. Em relação há um ano, apenas o gigante alemão conseguiu reduzir a percentagem de pessoas sem emprego, de 7,6 para 7,1%; nos restantes países houve subidas, ainda que de apenas um ponto percentual no Luxemburgo e em Malta.


Portugal - evolução da taxa de desemprego nos últimos meses:

Abril 2009: 9,2
Maio 2009: 9,4
Junho 2009: 9,7
Julho 2009: 10,1
Agosto 2009: 10,2
Setembro 2009: 10,2
Outubro 2009: 10,2
Novembro 2009: 10,1
Dezembro 2009: 10,2
Janeiro 2010: 10,4
Fevereiro 2010: 10,4
Março 2010: 10,6
Abril 2010: 10,8

Portugal - evolução do número de desempregados nos últimos meses:

Maio 2009: 519
Junho 2009: 535
Julho 2009: 551
Agosto 2009: 559
Setembro 2009: 558
Outubro 2009: 557
Novembro 2009: 557
Dezembro 2009: 560
Janeiro 2010: 571
Fevereiro 2010: 572
Março 2010: 584
Abril 2010: 595

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118 mil desempregados vivem do subsídio social

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jun 14, 2010 11:32 am

118 mil desempregados vivem do subsídio social

por CATARINA ALMEIDA PEREIRA
Hoje



Segurança Social. Sete em cada dez portugueses consideram que o sistema é mau

Um terço dos desempregados apoiados pelo sistema de protecção social recebia, no final de 2009, o subsídio social de desemprego. O número de beneficiários desta prestação - que tem um valor mais baixo e está condicionada a fracos rendimentos - evoluiu, no ano passado, a um ritmo bem mais elevado do que o do subsídio dito "normal" de desemprego.

Os dados ontem publicados pelo Instituto de Informática da Segurança Social revelam que 2009 encerrou com mais de 360 mil desempregados apoiados por qualquer tipo de subsídio, o valor mais elevado em pelo menos três anos e que evidencia um aumento homólogo de 38%.

Mas, enquanto os beneficiários do subsídio de desemprego aumentaram 35%, os que recebem o subsídio social cresceram 46%, para mais de 118 mil pessoas.

Entre as duas prestações há diferenças significativas. O subsídio de desemprego é atribuído na sequência de um período mais lato de descontos e calculado com base nos últimos salários, garantindo, por essa razão, uma prestação média de 525 euros por mês.

Já o subsídio social de desemprego é uma prestação assistencialista, atribuída apenas a pessoas de menores rendimentos que não cumpriram as condições de acesso ao subsídio dito normal. O apoio é, neste caso, substancialmente mais baixo, com um valor médio que oscila entre os 326 euros (prestação inicial) e os 343 euros (quando atribuído na sequência de outra prestação).

Esta evolução é coerente com a política seguida ao longo do ano passado. Num ano de extraordinário aumento do desemprego, o Governo optou por concentrar o reforço da protecção social no subsídio social de desemprego. Primeiro, garantindo a sua extensão por mais seis meses. Depois, elevando o limiar de rendimento que é considerado, de forma a que famílias com um rendimento por pessoa de até 461 euros pudessem aceder ao apoio.

Ao longo do ano foram atribuídas mais de 273 mil novas prestações de desemprego, um aumento de 37% que contrasta com a queda verificada em Dezembro.

A atribuição de novos subsídios não evitou que o número absoluto de desempregados sem subsídio continuasse a crescer. Em Dezembro havia 165 mil desempregados sem qualquer prestação de apoio, um número que representa um acréscimo de 6% no espaço de um ano, mas que é ainda assim inferior ao que se registou noutros meses. O subsídio cobre agora 69% do total de desempregados (ver gráficos).

As últimas decisões do Governo não convenceram os portugueses, que em Junho de 2009 avaliaram de forma muito negativa o sistema de subsídios de desemprego. Sete em cada dez portugueses (72%) consideram que é mau, percentagem apenas superada pela Grécia (85%). A nota média atribuída pelos portugueses é a sexta pior em 27 países da União Europeia, revela o Eurobarómetro ontem divulgado pela Comissão Europeia.

In DN

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IEFP: menos incritos sem incluir "desempregados desencorajados"

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jun 16, 2010 11:51 am

IEFP: menos incritos sem incluir "desempregados desencorajados"

por Lusa
Hoje



O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal desceu 1,8% em maio face ao mês anterior, para 560.751, e aumentou 14,6% face a maio do ano passado. A discrepância com os números revelados pelo Eurostat e OCDE é explicada pela existência dos "desempregados desencorajados"

De acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), "esta é a maior descida, em valor absoluto, e em cadeia, nos últimos 37 meses". Os dados mensais do IEFP mostram que a descida verificada em maio corresponde a menos 10.017 inscritos nos centros de emprego. O aumento verificado em relação ao mesmo mês do ano passado corresponde a mais 71.636 desempregados inscritos.

Este aumento homólogo teve lugar em todas as regiões do país, destacando-se as oscilações mais significativas no Algarve (com mais 31,8% ) e na região autónoma dos Açores (com mais 24,8% ) e na região autónoma da Madeira (com mais 23,8% ). Face a Abril, o desemprego desceu em todas as regiões do país.

O aumento do desemprego registado em maio face ao mesmo mês do ano passado verificou-se em ambos os géneros, com uma variação de 16,8% nos homens e de 12,8% nas mulheres.

Os dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional mostram também que o desemprego aumentou em todos os grupos profissionais, com excepção dos profissionais de nível intermédio do ensino, mecânicos de precisão, oleiros, vidreiros, artes gráficas, operadores de máquinas e trabalhadores de montagem.

Entre os grupos profissionais que colocaram mais trabalhadores no desemprego no mês passado estão os trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio, o pessoal dos serviços de protecção e segurança, os empregados de escritório, os trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras e os operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil.

Estes grupos representam, no conjunto, mais de metade (52,9% ) dos desempregados inscritos no final de maio.

Os dados revelam ainda que se inscreveram, em maio, nos centros de emprego 48.101 desempregados, um número que é 10,7% inferior ao verificado no mês anterior e que representa um decréscimo de 7,3% quando comparado com o do mês homólogo de 2009.

O número de colocações de desempregados pelos centros de emprego ao longo de maio totalizou 7.336, valor superior em 31% ao do mês homólogo de 2009, e superior em 16, 2% em relação ao mês anterior.

Taxa apontada pela OCDE e Eurostat sobe

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 1,8% em maio, em relação ao mês anterior, enquanto os últimos dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) e do Eurostat (gabinete de estatísticas da União Europeia) apontam para uma taxa de desemprego de 10,8 em Abril

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal tinha em Março 10,6% da população activa no desemprego, o valor mais elevado dos últimos 20 anos.

No mês passado o desemprego voltou a subir em Portugal tornando-se no quarto país da OCDE com a taxa de desemprego mais elevada, sendo apenas ultrapassado pela Espanha (19,7% ), Eslováquia (14,1% ) e Irlanda (13,2% ).

No início do mês, a primeira estimativa do Eurostat para a taxa de desemprego em Portugal em Abril também aponta para um novo máximo de 10,8% .

Este valor surpreendeu o Governo, na ocasião, levando o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, a contrapor este valor com a tendência de queda observada em Abril no número de inscritos nos centros de emprego.

Os dados do IEFP relativos ao número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Abril referiam uma descida de 0,2% nos desempregados registados o que levou o secretário de estado a considerar que esta tendência se iria acentuar e que a taxa estimada pelo Eurostat iria ser revista em baixa.

No mês de maio, a descida dos números do IEFP foi de 1,8% , o que é geralmente associado às actividades sazonais ligadas quer à Agricultura, quer ao Turismo. A descida nos números do desemprego deve, por isso, acentuar-se em Junho

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego observada no primeiro trimestre fixou-se nos 10,6% .

Os dados do IEFP referem-se ao número de desempregados que em cada mês estão inscritos nos centros de emprego para obter subsídio de desemprego ou para encontrar um posto de trabalho.

Os "desempregados desencorajados", ou seja, os desempregados que não estão inscritos nos centros de emprego, não estão incluídos neste registo.

O Governo estima que Portugal chegue ao final do ano com uma taxa de desemprego de 9,8% , projectando que a recuperação do mercado laboral se dê com mais intensidade no segundo semestre.

In DN

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Medidas de combate ao desemprego acabam amanhã

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jun 21, 2010 10:06 pm

.Medidas de combate ao desemprego acabam amanhã

por Lusa
Hoje



O governo elimina a partir de terça-feira várias medidas de combate ao desemprego, entre as quais os benefícios concedidos a empresas que empregassem trabalhadores com mais de 45 anos e as acções de formação para empregados sazonais.

De acordo com a portaria hoje publicada em Diário da República, e que entra em vigor na terça-feira, vão ser revogadas "anteriores medidas de carácter temporário que haviam sido tomadas (...) com o objectivo de apoiar as empresas e os cidadãos num período excepcional de crise" no âmbito da redução do défice orçamental.

Entre estas medidas, encontra-se a redução de três pontos percentuais da taxa contributiva para as empresas (até 49 trabalhadores) que empregassem pessoas com 45 ou mais anos.

A portaria 353/2010 acaba também com os apoios concedidos no âmbito do Programa Qualificação-Emprego para reforçar as qualificações de trabalhadores e activos desempregados em sectores com ritmo de trabalho intermitente (construção civil, cerâmica, metalurgia, metalomecânica, comércio, madeira e mobiliário, têxtil e turismo

In DN

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Desemprego chega aos 10,9% e já atinge 600 mil

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Jul 02, 2010 11:53 am

Desemprego chega aos 10,9% e já atinge 600 mil

por DN.pt/Lusa
Hoje



A taxa de desemprego continua a bater recordes em Portugal, tendo atingido os 10,9% em maio, enquanto na UE e na Zona Euro se manteve nos 9,6 e 10%, respectivamente, segundo dados hoje publicados pelo Eurostat, que assim volta a contrariar as expectativas do Governo.

Os dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia apontam para uma contínua subida da taxa de desemprego em Portugal nos últimos meses, já que era de 10,4% em Fevereiro, 10,6 em Marco e 10,8 em Abril, atingindo em maio um novo máximo de 10,9%.

Dados que contrariam de novo as previsões do Governo. Quanto a taxa chegou aos 10,8%, Valter Lemos, secretário de Estado do Emprego, desvalorizou os dados do Eurostat e disse que as informações do Instituto do Emprego e Formação Profissional apontavam para uma queda em Maio.

"Os dados que temos disponíveis indicam que esta previsão provavelmente ainda não tem em conta os dados de Abril e utiliza, suponho eu, uma técnica de projectar a tendência de acordo com a evolução do ano anterior, ou seja, em função da evolução de Março para Abril do ano de 2009", disse Valter Lemos nessa altura.

O secretário de Estado chegou a dizer que a taxa revelada pelo Eurostat se iria revelar "inadequada" e que seria revista em baixa. Mas não só os 10,8% foram mantidos pelo gabinete de estatísticas da UE, como o valor referente a Maio é ainda mais elevado.

Comparativamente a Maio de 2009, a taxa de desemprego subiu um ponto e meio em Portugal (dos 9,4 para os 10,9%), enquanto na UE a 27 subiu 0,7 pontos (de 8,9 para 9,6) e na Zona Euro 0,6 (de 9,4 para 10%).

As taxas de desemprego mais elevadas registaram-se na Letónia (20%, dados referentes ao primeiro trimestre) e Espanha (19,9% em maio, contra 19,7% em Abril).

Portugal - evolução da taxa de desemprego nos últimos meses:

Abril 2009: 9,2
Maio 2009: 9,4
Junho 2009: 9,7
Julho 2009: 10,1
Agosto 2009: 10,2
Setembro 2009: 10,2
Outubro 2009: 10,2
Novembro 2009: 10,1
Dezembro 2009: 10,2
Janeiro 2010: 10,4
Fevereiro 2010: 10,4
Março 2010: 10,6
Abril 2010: 10,8
Maio 2010: 10,9

Portugal - evolução do número de desempregados nos últimos meses:

Maio 2009: 519
Junho 2009: 535
Julho 2009: 551
Agosto 2009: 559
Setembro 2009: 558
Outubro 2009: 557
Novembro 2009: 557
Dezembro 2009: 560
Janeiro 2010: 571
Fevereiro 2010: 572
Março 2010: 584
Abril 2010: 595
Maio 2010: 600

In DN

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Menos 20 mil subsídios de desemprego este ano

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jul 04, 2010 11:35 am

Menos 20 mil subsídios de desemprego este ano

por ILÍDIA PINTO
Hoje



Apesar do desemprego recorde, o número de requerimentos deferidos caiu 16% nos primeiros cinco meses do ano. Especialistas apontam o dedo à precariedade.

Ao mesmo tempo que o desemprego atinge preocupantes níveis recorde, o número de pedidos de subsídio de desemprego deferidos pela Segurança Social não pára de cair. Nos primeiros cinco meses deste ano, os serviços despacharam um total de apenas 103 729 pedidos, menos 20 mil (-16,38%) que no mesmo período de 2009. Desde Fevereiro, que o total de subsídios deferidos está em queda acelerada.

Para o economista Octávio Oliveira, a explicação destes dados reside na alteração das relações de trabalho, que "cada vez são menos estáveis e permanentes", o que se traduz "numa menor protecção em caso de desemprego". Para sustentar o seu ponto de vista socorreu-se das estatísticas do INE sobre a população empregada por conta de outrem e do aumento dos contratos a termo.

Pereira da Silva, professor do ISEG, partilha da posição. "Atendendo a que o emprego não está a crescer, a existência de menos processos deferidos indica que há muita gente que está a ir para o desemprego e não é coberta pelo sistema. Ou são precários ou não tinham tempo mínimo de descontos para receber".

"A Segurança Social dá o número de pedidos deferidos, mas não o de requerimentos entrados. Não se sabe se são os pedidos de subsídio de desemprego que estão a baixar ou se há qualquer atraso a despachá-los", comenta o professor. Também João Proença, líder da UGT, partilha do mesmo ponto de vista. "O desemprego entre os jovens é muito elevado e muitos não têm acesso ao subsídio", lamenta.

Octávio Oliveira lembra, no entanto, que as medidas para facilitar o acesso ao subsídio de desemprego caducaram a 1 de Julho. "É natural que, por força desta alteração das regras de acesso ao subsídio de desemprego, as coisas se venham a complicar-se ainda mais no segundo semestre", admite .

Helena André, ministra do Trabalho, garantiu que o Governo está a trabalhar para que o emprego seja uma realidade em Portugal. "Vamos ver como a economia se comporta nos próximos meses. Não quero comentar [o aumento do desemprego]", disse a ministra durante uma visita à Feira Internacional de Artesanato em Lisboa. O Eurostat divulgou que a taxa de desemprego de Portugal voltou a atingir um novo recorde de 10,9% em Maio. Ou seja, mais de 610 mil desempregados.

Helena André referiu que é preciso "ter esperança" e "trabalhar de forma mobilizada" para ultrapassar os momentos "mais difíceis".

In DN

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OCDE: Desemprego em Portugal chega aos 10,9% em Maio

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jul 12, 2010 4:45 pm

OCDE: Desemprego em Portugal chega aos 10,9% em Maio

por Lusa
Hoje



A taxa de desemprego em Portugal continuou a subir em Maio, alcançando os 10,9 por cento, enquanto nos países da OCDE o desemprego conseguiu um ligeiro recuo.

No conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de desemprego recuou dos 8,7 por cento de Abril, para os 8,6 por cento em maio, com o número de desempregados a diminuir para os 45,9 milhões de pessoas (46,5 milhões em Abril).

Portugal, com uma subida de 0,1 pontos percentuais face a Abril, mantém-se com a quarta taxa de desemprego mais elevada, depois de Espanha (que subiu para os 19,9 por cento), República Checa (que se manteve nos 14,8 por cento) e Irlanda (que subiu 13,3 por cento).

As taxas de desemprego mais baixas foram observadas, por sua vez, na Coreia do Sul (3,2 por cento), Áustria (4 por cento) e Holanda (4,3) por cento.

As taxas de desemprego médias dos países da União Europeia e da Zona Euro mantiveram-se, por sua vez, estáveis nos 9,6 por cento e nos 10 por cento.

No mês em análise, a taxa de desemprego caiu na maioria dos países para os quais a OCDE tem valores disponíveis (11), subiu em seis e manteve-se inalterada noutros seis.

In DN

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Panificadores e empresários da indústria do calçado queixam-se da falta de mão-de-obra.

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jul 18, 2010 11:09 am

Empregados, precisam-se!

por JOÃO CRISTÓVÃO BAPTISTA
Hoje



Panificadores e empresários da indústria do calçado queixam-se da falta de mão-de-obra.

A elevada taxa de desemprego que se regista em Portugal, já nos dois dígitos, sugere que o trabalho é um bem cada vez mais escasso, reservado apenas aos mais afortunados. No entanto, e contrariando todas as estatísticas, há sectores no nosso país que se queixam de atravessar graves dificuldades económicas devido à... falta de trabalhadores.

Segundo apurou o DN, sectores como a panificação ou a indústria de calçado - mas também algumas empresas especializadas da área dos têxteis - estão a sofrer com a falta de mão-de-obra, numa altura em que as empresas mais precisam de produzir para conseguir ultrapassar a crise, transversal a todas as áreas de negócio.

Frustrados com a falta de candidatos para preencher os cargos que os seus sectores precisavam para produzir a 100%, os empresários destas áreas apontam o dedo às mentalidades dos desempregados e às formações profissionais organizadas pelos centros de emprego como a principal causa para haver tanta falta de pessoal disposto a trabalhar.

De acordo com os dados mensais disponibilizados pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), quase metade das ofertas de trabalho que todos os meses chegam aos centros de emprego ficam por preencher. Das 11 449 ofertas de emprego que o instituto recebeu ao longo do mês de Junho, apenas 6261 resultaram em colocações, tendo ficado por preencher 5188 ofertas, 46% do total de ofertas.

Este é um cenário que se tem repetido ao longo de todo o ano, apesar de o IEFP ter na sua base de dados o registo de mais de 550 mil desempregados. Segundo apurou o DN, a explicação para a s discrepâncias entre o número de ofertas tem várias explicações possíveis. A questão geográfica é uma destas razões: muitas das ofertas que chegam ao IEFP não encontram candidatos que correspondam às características pretendidas nas áreas em que são efectuadas. Por outro lado, há ainda a questão da falta de qualificações dos desempregados para preencher as ofertas que surgem, um problema que se associa às diferenças entre os salários oferecidos e o valor dos subsídios de desemprego.

In DN

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Re: Desemprego

Mensagem por Viriato em Dom Jul 18, 2010 11:56 am

É que trabalhar cansa. Faz suar....

Viriato

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Re: Desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jul 18, 2010 1:38 pm

Viriato escreveu:É que trabalhar cansa. Faz suar....

Estão protegidos pelo escudo invisível dos sindicaleiros, que se fossem sindicalistas, denunciariam estas situações, em vez de as promoverem...

Twisted Evil

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Desemprego estabiliza nos 10,6% e atinge 590 mil pesoass

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Ago 17, 2010 1:11 pm

.
Desemprego estabiliza nos 10,6% e atinge 590 mil pesoass

por Lusa
Hoje



O desemprego em Portugal continua a níveis recorde: taxa de 10,6% no segundo trimestre do ano, a mesma que nos primeiros três meses. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que 589,8 mil pessoas estejam sem emprego.

Houve um decréscimo de 0,4% no número de desempregados em relação ao trimestre anterior, mas não foi suficiente para alterar a taxa. O mesmo já não se pode dizer quando se compara o período entre Abril e Junho deste ano com os mesmos meses do ano passado: o número de pessoas sem trabalho cresceu 16,2%, fazendo com que a taxa tenha subido 1,5 pontos percentuais. Na altura, 9,1% da população activa em Portugal (507,7) estava desempregada.

No comunicado, o INE explica que, entre 2009 e 2010, o forte crescimento da taxa foi provocado pelo desemprego entre as mulheres, que disparou, e pelo aumento de desempregados nas faixas etárias acima dos 35 anos, problema que se vem juntar ao já recorrente desemprego elevado entre os mais jovens.

Ainda de acordo com o mesmo organismo, a crise atingiu mais quem tem nível de escolaridade até ao 9º ano do que as pessoas que completaram o secundário ou níveis de ensino superiores.

O desemprego de longa duração também aumento significativamente, atingindo já 91,1 mil pessoas.

O Algarve e o Norte são as regiões mais atingidas pelo flagelo, onde a taxa já chegou aos 12,2%, seguidas pelo Alentejo (11,Cool e pela área metropolitana de Lisboa (11). Centro (7,7), Açores (6,2) e Madeira (8,2%) são as regiões que melhor resistiram ao aumento do desemprego.

In DN

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Férias escondem despedimentos

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Ago 23, 2010 10:40 am

.
Férias escondem despedimentos

por JOÃO CRISTÓVÃO BAPTISTA
Hoje



Sindicatos acusam patrões de aproveitarem o período de descanso anual dos trabalhadores para fechar

São de angústia os dias que estão a viver os 60 funcionários da Desicolor, uma fábrica de estampagem de tecidos, em Braga. Acabados de entrar de férias após vários meses de quebras sucessivas nas encomendas e de redução do volume de trabalho, os trabalhadores da empresa depararam-se, ainda na semana passada, com a retirada de maquinaria da fábrica. Surpreendidos com a situação, os funcionários da Desicolor dizem temer a possibilidade de, no regresso das férias, poderem vir a encontrar os portões da empresa definitivamente fechados.

A situação foi denunciada ao DN pelo Sindicato dos Trabalhadores de Vestuário e Confecção Têxtil do Norte, que destacou que a retirada de máquinas das instalações "é um sinal" de que a empresa pode estar a preparar-se para aproveitar as férias dos funcionários para pôr um ponto final na sua actividade. "Ficámos naturalmente assustadas por ver que estavam a tirar o recheio da empresa", afirmou ao DN uma das funcionárias da Desicolor, que pediu para não ser identificada.

De acordo com esta fonte, a preocupação dos trabalhadores justifica-se com a descida no número de encomendas da empresa: "Estamos a trabalhar pouco há algum tempo, e agora descobrimos que estão a tirar máquinas. Tendo em conta esta situação, pensamos lo-go que a fábrica vai fechar", confidenciou, sublinhando que a administração da empresa não deu qualquer explicação para estas movimentações.

"Já vimos o que aconteceu com outras empresas na mesma situação e temos medo de encontrar tudo fechado em meados de Setembro, quando regressarmos das férias", salientou. O DN tentou contactar a administração da Desicolor, mas ninguém esteve disponível para prestar esclarecimentos.

Uma situação semelhante à que podem enfrentar as funcionárias da unidade têxtil de Braga foi vivida no final de Junho pelos 12 empregados da ZS Mobiliário, uma empresa de construção de móveis de Rebordosa, Paredes.

Face às dificuldades económicas que atravessava a unidade - e que incluíam já dois meses de incumprimento no pagamento dos salários dos trabalhadores -, a direcção da ZS decidiu antecipar as férias dos seus funcionários. Quando, a 26 de Junho, regressaram ao trabalho, os trabalhadores da unidade de Paredes foram impedidos de entrar ao trabalho, ao mesmo tempo que o patrão procedia à retirada de todo o recheio da empresa. A situação está agora entregue aos tribunais.

Este tipo de situação materializa um alerta feito pela CGTP ao DN no início do Verão, sublinhando a possibilidade de este ano se verificar "um aumento do número de fábricas que vão de férias e aproveitam esse período para encerrar definitivamente de forma ilegal" (ver caixa).

Segundo Arménio Carlos, da comissão executiva da intersindical, há um cenário comum a quase todos os casos registados: "normalmente há dificuldades no negócio, há muitas vezes salários em atraso, e os períodos de férias são aproveitados pelos patrões para fechar a empresa sem pagar os valores em falta e para retirar as máquinas e os bens das fábricas." "Quando os trabalhadores chegam das férias, já não há nada", sublinhou o dirigente sindical, recordando que este tem sido um fenómeno - a par do aumento dos "atentados aos direitos dos trabalhadores" - cada vez mais frequente em Portugal.

In DN

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Desemprego bateu novo recorde em Maio e Junho

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Ago 31, 2010 3:48 pm

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Desemprego bateu novo recorde em Maio e Junho

por DN.pt
Hoje



O Eurostat reviu em alta os dados do desemprego em Portugal nos meses de Maio e Junho, para 11%, o que constitui novo recorde: 605 mil pessoas sem trabalho no primeiro caso, 603 mil no segundo. Em Julho, houve uma pequena descida, para 10,8%.

As estimativas iniciais do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) indicaram taxas de desemprego para 10,8% em Maio e 10,9 em Junho, mas ajustados resultaram numa nova taxa, mais elevada. Também confirmam a descida sazonal habitual na altura do verão: em Julho saíram 12 mil pessoas das estatísticas do desemprego.

Mesmo assim, o desemprego caiu ligeiramente de Junho para Julho, para os valores inicialmente estimados pelo Eurostat para Maio. Na UE e na zona euro, as taxas mantiveram-se inalteradas de Junho para Julho: 9,6% no primeiro caso, 10,0%, mas houve alterações nos números globais de trabalhadores sem ocupação: “O Eurostat estima que 23.057 milhões de homens e mulheres na UE a 27, 15833 milhões dos quais na zona euro, estavam desempregados em Julho de 2010. Comparando com Junho, o número de pessoas sem trabalho caiu 45 mil na UE e oito mil na zona euro. Comparando com Julho de 2009, o desemprego subiu 1108 milhões na UE e 668 milhões na zona euro

Áustria (3,8%) e Holanda (4,4%, em Junho) são os países da União Europeia com menores problemas de desemprego. Espanha continua a ser a liderar o pelotão dos estados-membros mais assolados pela falta de empregos e o problema continua a aprofundar: em Julho havia 20,3% de pessoas activas no desemprego em Espanha, contra 20,2% em Junho e 20% em Maio. Letónia (20,1% no primeiro trimestre) e Estónia (18,6% no segundo trimestre) estão logo atrás da Espanha na lista.

Evolução da taxa de desemprego em Portugal

Julho 2009: 10,0
Janeiro 2010: 10,4
Fevereiro 2010: 10,4
Março 2010: 10,7
Abril 2010: 10,9
Maio 2010: 11,0
Junho 2010: 11,0
Julho 2010: 10,8

Evolução do desemprego por sexo e idade

Jovens (menos de 25 anos)
Junho 2009: 20,0
Maio 2010: 21,5
Junho 2010: 21,1
Julho 2010: 20,6

Homens
Junho 2009: 9,5
Maio 2010: 10,1
Junho 2010: 10,0
Julho 2010: 9,8

Mulheres
Junho 2009: 10,6
Maio 2010: 12,1
Junho 2010: 12,1
Junho 2010: 11,8

In DN

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Desemprego é o "principal problema social" do País

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Set 22, 2010 4:49 pm

.
Desemprego é o "principal problema social" do País

por Lusa
Hoje



A ministra do Trabalho, Helena André, apontou hoje o desemprego como "principal problema social" do País, mas defendeu que este não se combate apenas com "subsídios, o seu prolongamento ou o seu aumento".

"O Governo não mascara o desemprego, considera-o o principal problema social, mas não podemos cingir a resposta à crise aos subsídios, ao seu prolongamento ou ao seu aumento", advogou Helena André.

A governante intervinha na Assembleia da República, durante uma interpelação do BE sobre emprego e questões sociais e depois de ter sido interrogada pelo líder parlamentar bloquista, José Manuel Pureza, sobre a disponibilidade para alterar o Código do Trabalho ou alargar o subsídio de desemprego.

"Qual é a sua disponibilidade para revogar as normas do Código do Trabalho que permitem a não reintegração automática do trabalhador que tenha uma sentença de tribunal dizendo que foi despedido sem justa causa?", questionou, colocando outra questão sobre se o Governo pondera repor a atribuição do subsídio de desemprego e de seis meses adicionais de subsídio social de desemprego após 365 dias de trabalho.

"A vida não são só palavras e, neste caso concreto, as palavras são biombos da realidade. Em palavras, PSD e PS rivalizam no amor ao Estado social, mas na realidade unem-se bem unidos para o fragilizar", criticou o líder parlamentar do BE.

Em seguida, José Manuel Pureza usou da ironia para criticar implicitamente a proposta de revisão constitucional dos sociais democratas, referindo-se à novilíngua criada por George Orwell na obra 1984, e apontando o escritor como "mentor ideológico" do PSD.

"Na sua novilíngua, o PSD fixa as novas verdades para o futuro, facilitar o despedimento é proteger o emprego, pagar a saúde é torná-la mais acessível, cobrar pela escola pública para financiar as privadas é garantir melhor educação para os mais pobres, menos Estado social é mais Estado social", declarou.

No mesmo tom, Pureza criticou também os socialistas: "O PS exibe repulsa ofendida por este novo credo do PSD e jura cavar trincheiras para resistir ao ataque e defender o povo pobre. É certo que o Governo e os seus deputados diminuem os salários de quem tem menos, mas isso é outra coisa, é a crise".

A ministra Helena André disse que "manter níveis de protecção adequados e, ao mesmo tempo, responder às consequências sociais da crise" constitui um desafio para o executivo, num quadro de "grande rigor orçamental e de contenção".

"A situação do desemprego não é de todo do nosso agrado, mas não se vai inverter nos tempos mais próximos", advertiu, reconhecendo que há "consequências duras na estrutura económica e social".

"Ultrapassar esta crise implica confiança, crescimento económico, responsabilidade e rigor", considerou.

In DN

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Desemprego: Taxa recua em Agosto para os 10,7%

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Out 01, 2010 9:02 pm

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Desemprego: Taxa recua em Agosto para os 10,7%

por Lusa
Hoje



A taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, recuou em Agosto para os 10,7 por cento, depois de se ter situado nos 10,8 por cento em Julho, segundo os dados hoje divulgados pelo gabinete europeu de estatísticas.

Em Agosto, o gabinete de estatísticas da União Europeia tinha revisto em alta os números do desemprego em Portugal, situando em 11 por cento as taxas referentes a maio e Junho, quando os valores anteriores apontavam para 10,9 por cento e 10,8 por cento, respectivamente.

Em Agosto de 2009, a taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, situou-se nos 10,2 por cento.

Em Espanha, o principal parceiro comercial português, a taxa de desemprego aumentou de 20,3 por cento em Julho para 20,5 por cento em Agosto.

Na lista dos países com a taxa de desemprego mais alta seguem-se a Eslováquia (com 14,6 por cento) e Irlanda (com 13,9 por cento).

As mais baixas taxas de desemprego, por sua vez, situam-se na Áustria (4,3 por cento) e na Holanda (4,5 por cento).

Segundo Eurostat, a taxa de desemprego ajustada sazonalmente na zona euro manteve-se em Agosto nos 10,1 por cento e nos 9,6 por cento na União Europeia (UE) a 27.

Em Agosto de 2009, a taxa de desemprego situou-se nos 9,7 por cento na zona euro e nos 9,2 por cento na UE a 27.

O Eurostat estimou, para o conjunto dos 27, a existência de 23,06 milhões de desempregados, dos quais 15,86 milhões concentrados na zona euro.

No espaço de um ano, a taxa de desemprego nos homens passou de 9,5 por cento para 9,9 por cento na zona euro e de 9,3 por cento para 9,6 por cento na UE.

Nas mulheres, a taxa de desemprego subiu também em termos homólogos de 9,9 para 10,3 por cento na zona euro e de 9,1 para 9,6 por cento nos conjunto dos 27.

A taxa de desemprego nos jovens (com menos de 25 anos) situou-se, por sua vez aos 19,8 por cento na zona euro (20,1 por cento em Agosto de 2009) e aos 20,2 por cento na UE (20,4 por cento em Agosto de 2009).

Em Portugal, a taxa de desemprego nos jovens fixou-se nos 20,3 por cento (20,5 por cento em Julho e 20,3 por cento em Agosto de 2009).

In DN

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BdP: desemprego continuará a bater máximos his

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Out 07, 2010 4:12 pm

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BdP: desemprego continuará a bater máximos histórcos

por Lusa
Hoje



O Banco de Portugal espera que o desemprego continue a aumentar, e a bater máximos históricos, devido ao actual contexto de desaceleração da actividade económica e das perspectivas, tanto para a actividade, como para o emprego.

"A taxa de desemprego aumentou para um novo máximo histórico em 2010, prosseguindo a tendência observada na última década. No actual quadro de desaceleração da actividade económica, e das as perspectivas para a actividade e para o emprego, não será de esperar uma inversão desta tendência no futuro próximo", diz a instituição.

No Boletim Económico de Outono, hoje publicado, o banco central sublinha como "particularmente marcante" as quedas consecutivas no emprego mais de um ano após o ponto mais baixo sobre a recessão.

A instituição explica que estas quedas se devem à conjugação da "diminuição progressiva da taxa de criação de emprego" (desde meados de 2007), com um forte aumento da taxa de destruição de emprego (desde meados de 2009)".

Ainda assim, o Banco de Portugal alerta que, caso se mantivesse as restrições no acesso aos mercados de financiamento externos, tal poderia levar a, entre outros, "um aumento substancial do desemprego" (e a uma contracção forte da procura interna) que teria "custos extremos em termos de bem-estar económico e social".

Para evitar esta situação, a instituição liderada por Carlos Costa reafirma que é indispensável "o cumprimento escrupuloso dos objectivos orçamentais actualmente delineados", conjugados com políticas de crescimento económico.

In DN

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Desemprego recua para valores de Março

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Out 12, 2010 11:48 am

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Desemprego recua para valores de Março

por DN.pt
Hoje



O número de desempregados em Portugal caiu em Agosto para valores de Março, depois dos máximos históricos registados no início do verão. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em Agosto, 596 mil pessoas estavam sem trabalho, o que representa uma taxa de 10,7%.

São menos seis mil desempregados em relação a Julho (10,8%) e menos 20 mil relativamente a Maio (11%), altura em que Portugal registou o valor mais alto de sempre: 606 mil pessoas sem emprego. Mesmo assim, a sociedade portuguesa continua a atravessar um dos piores períodos desde que Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), reúne dados sobre esta questão.

Nos países em pior situação na UE o problema continua a agravar-se, diz a OCDE. Em Espanha o desemprego já chega aos 20,5% (mais dois pontos percentuais que no mês passado). A Eslováquia ocupa o segundo lugar do ranking, com 14,6%. A Irlanda luta contra um défice recorde de 32%, devido à crise do seu sistema financeiro, e vê o desemprego crescer a cada mês, chegando aos 13,9%.

De acordo com a OCDE a UE mantém a mesma taxa de desemprego desde Fevereiro (9,6%). A zona euro continua, desde Maio, nos 10,1%.

De acordo com o Eurostat, a UE mantém a mesma taxa de desemprego desde Fevereiro (9,6%). A zona euro continua, desde Maio, nos 10,1%. Já no total dos países membros da OCDE, registou-se uma queda, de um ponto percentual, para 8,5%. O Japão foi um dos países que contribuiu para esta média, caindo para 5,1%, já que nos EUA o desemprego parece não querer recuar: subiu para 9,6% em Agosto e assim manteve-se em Setembro.

In DN

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Re: Desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Out 23, 2010 8:37 pm

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250 mil sem emprego chamados a receber formação

por CARLA AGUIAR
Hoje



Quem não tem o ensino secundário começa já a ser chamado. No RSI, cinco mil beneficiários terão competências básicas.

Cerca de 250 mil desempregados que não têm o ensino secundário completo (12.º ano) vão começar a ser chamados ao longo do próximo mês para acções de qualificação nos centros de Novas Oportunidades, disse ao DN o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos. Essa será uma das condições para manterem o respectivo subsídio de desemprego.

A iniciativa, que visa a melhoria das competências dos excluídos do mercado de trabalho, estende-se também aos beneficiários do rendimento social de inserção (RSI), embora noutro formato. Estes serão abrangidos por um programa específico, destinado a desenvolver competências básicas, que foi alvo de uma portaria ontem publicada em Diário da República.

"Serão já convocados 5 mil beneficiários do RSI", avançou o secretário de Estado ao DN. O programa, destinado a maiores de 18 anos com ou sem o primeiro ciclo do ensino básico, prevê desenvolver competências de leitura, escrita, cálculo e sensibilização para o uso de tecnologias de informação. E a recusa não fundamentada poderá determinar a cessação da prestação, tal como estipulam as novas regras de acesso e manutenção das prestações sociais.

Estes são alguns dos "novos públicos" que o Governo quer envolver no programa Novas Oportunidades (ver texto ao lado). No caso dos desempregados, e porque se agravou o desemprego de longa duração e muitos deixaram de ter direito ao subsídio, "serão disponibilizadas mais acções de formação nos centros do IEFP para os de-sempregados sem subsídio".

Para este novo esforço de qualificação de desempregados e beneficiários do RSI, o secretário de Estado diz que "não será necessário reforçar o pessoal nem os meios actualmente afectos aos centros Novas Oportunidades". O que é necessário, frisa, "é aumentar a eficiência".

Valter Lemos ainda não conhece o impacto das novas regras que entraram em vigor em Agosto e que obrigam os desempregados a aceitar ofertas de "emprego conveniente" com salários mais baixos, mas está confiante de que tal terá um "efeito forte" na redução das recusas. "Dei instruções ao IEFP para uma actuação muito rigorosa nesta matéria e em Setembro os técnicos já acompanharam 3500 entrevistas a desempregados", disse. Apesar de a taxa de desemprego continuar elevada e de as perspectivas para o próximo ano se manterem preocupantes, "o número de colocações de desempregados pelos centros de emprego até Setembro está a crescer cerca de 16% face a igual período do ano anterior", garantiu. Para melhorar essa percentagem, "vamos fazer um protocolo com associações empresariais sectoriais: eles enviam mais ofertas para os centros de emprego e nós garantimos uma taxa mais elevada de colocação, através de uma melhor selecção", revelou.

In DN

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Taxa de desemprego chega aos 10,9 por cento

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Nov 17, 2010 11:34 am

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Taxa de desemprego chega aos 10,9 por cento

por Lusa
Hoje



A taxa de desemprego em Portugal subiu no terceiro trimestre do ano para os 10,9 por cento, contra os 10,6 por cento observados no trimestre anterior, divulgou hoje o INE.

Relativamente ao período homólogo de 2009, o desemprego aumentou 1,1 pontos percentuais, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

Entre Julho e Setembro, o INE contabilizou de 609,4 mil desempregados, uma subida de 11,3 por cento face ao trimestre homólogo e de 3,3 por cento em relação ao trimestre anterior.

In DN

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Cinco meses com a maior taxa de desemprego de sempre

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Nov 30, 2010 5:14 pm

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Cinco meses com a maior taxa de desemprego de sempre

por DN.pt/Lusa
Hoje



O Eurostat reviu em alta a taxa de desemprego de Setembro, para 11,1%, o que significa que recorde histórico registado em Portugal se estendeu ao longo de cinco meses e que o emprego sazonal habitual no verão não inverteu a tendência deste problema. Em Outubro, a taxa foi de 11%.

De acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), em Outubro havia em Portugal 604 mil pessoas à procura de trabalho, 11% da população activa, mais 0,8 pontos percentuais que no mesmo mês do ano passado. O Eurostat reviu ainda em alta a taxa de Setembro, para 11,1%, 608 mil desempregados. O máximo foi atingido em Junho, com 611 mil.

A taxa de desemprego na zona euro passou dos 10% em Setembro (9,9 no mesmo mês de 2009)para os 10,1 em Outubro. Na União Europeia (UE) a 27, a taxa foi de 9,6%, o mesmo valor registado em Setembro - um ano antes era de 9,4.

Espanha com 4,8 milhões de desempregados

Entre os países da UE sobre os quais já há dados de Outubro, Portugal ocupa o quarto pior lugar. Espanha está há dois meses nos 20,7% (recorde de 4,8 milhões de pessoas sem trabalho), seguida da Eslováquia (14,7%) e da Irlanda (14,1%). Em Setembro estavam também pior que Portugal a Eslovénia (12,2), a Estónia (16,2), a Lituânia (18,4), a Letónia (19,4). As mais baixas taxas de desemprego, por sua vez, situam-se na Holanda (4,4%), na Áustria (4,8%) e Luxemburgo (5%).

O Eurostat estimou, para o conjunto dos 27, a existência de 23,15 milhões de desempregados, dos quais 15,94 milhões concentrados na zona euro. No espaço de um ano, a taxa de desemprego nos homens passou de 9,8% para 9,9% na zona euro e de 9,5% para 9,6% na UE.

In DN

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Desemprego do último trimestre de 2010 foi de 11,1%

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Fev 16, 2011 1:40 pm

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Desemprego do último trimestre de 2010 foi de 11,1%

por Lusa
Hoje

A taxa de desemprego no 4.º trimestre de 2010 aumentou 1% em termos homólogos e 0,2% em cadeia, para 11,1%, tendo acabado 2010 nos 10,8%, face a 2009, anunciou o INE.

Segundo as Estatísticas do Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativas ao período de Outubro a Dezembro do ano passado, a população desempregada era de 619 mil indivíduos, mais 9,9 por cento do que no mesmo trimestre de 2009 e mais 1,6 por cento do que no trimestre anterior.

Quanto ao número de empregados, diminuiu 1,5 por cento face ao mesmo trimestre de 2009 e 0,3 por cento em cadeia. Em média, a taxa de desemprego no ano passado foi de 10,8 por cento, mais 1,3 pontos percentuais do que em 2009.

A população desempregada situou-se no final de 2010 em 602,6 mil indivíduos, tendo aumentado 14,0 por cento em relação ao ano anterior. A população empregada registou um decréscimo anual de 1,5 por cento

In DN


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