vamos falar de castas de vinho

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vamos falar de castas de vinho

Mensagem por Vitor mango em Dom Mar 21, 2010 1:04 pm

ARAGONEZ T











Origem
Conhecida
por Tinta Roriz nas regiões do
Douro e do Dão.
É a casta Ibérica por excelência, uma das poucas
castas que Portugal e Espanha possuem em comum. Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Ull de
Lebre
, são alguns dos seus muitos nomes utilizados em Espanha.

Não
aparece mencionada em obras publicadas até ao fim do século XVIII. Em
obras publicadas entre 1800 e 1850 há referência a 3 tipos de Aragonez:
Aragonês (simplesmente),Aragonês da TerraeAragonês de Elvas. Até 1880
não há qualquer referência à Tinta Roriz, nome por que é conhecida no
Douro e Dão, levando a ponderar a hipótese da sua introdução no país ter
sido feita pelo Alentejo.

O coeficiente de variação genotípica
do rendimento (CVG de 17,93) permite considerá-la com um nível
relativamente elevado de variabilidade genética. Comparando clones
provenientes do Alentejo, do Dão e do Douro, verifica-se maior
heterogeneidade genética do rendimento nos clones do Dão (CVG de 17,64).
Os clones do Alentejo apresentam uma variabilidade genética muito
próxima do Dão (CVG de 16,75), sendo os clones provenientes da região do
Douro os que apresentam menor heterogeneidade genética (CVG de 12,05).
Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade
Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso,
I.S.A., Lisboa.



Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com
orla carmim de intensidade média, média a forte densidade de pêlos
prostrados.
Folha jovem
amarelada com tons bronzeados, página inferior com média a forte
densidade de pêlos prostrados e de pêlos erectos.
Flor hermafrodita
Pâmpano estriado de vermelho, com
gomos verdes.
Folha adulta grande,
pentagonal, com cinco lóbulos, o central bem desenvolvido; limbo verde
médio, irregular, ligeiramente bolhoso e enrugado, página inferior com
média densidade de pêlos prostrados e forte densidade de pêlos erectos;
dentes grandes e convexos; seio peciolar e seios laterais fechados, com
base em U.
Cacho médio,
cilindrico-cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento
médio.
Bago arredondado,
médio e negro-azul; película de espessura média, polpa de consistência
média.
Sarmento castanho
amarelado.


Comportamento
Abrolhamento:
Época média, 9 dias após a ‘Castelão’.
Floração: Época média, 6 dias após a ‘Castelão’.
Pintor: Época média, 2 dias antes da
‘Castelão’.
Maturação: Época
média, em simultâneo com a ‘Castelão’.
Porte semi-erecto. Vigor
forte.
Pouco sensível ao desavinho. Sensível ao Oídio e à Cigarrinha
Verde.
Bastante produtiva. Produção excessiva faz baixar a
qualidade do vinho de modo assinalável.
A vara parte com facilidade à
empa.

É uma casta vigorosa de porte erecto. Possui boa
fertilidade nos gomos da base das varas (incluindo os da coroa) pelo que
é aconselhável podá-la em poda curta e conduzi-la em cordão Royat
(unilateral ou bilateral).
É muito sensível ao vento, chegando as
folhas a romperem-se e rasgarem-se, dando posteriormente origem a
infecções causadas por fungos das podridões .As varas, aquando da empa,
são muito quebradiças.
A casta Aragonez é muito generosa na
produção, os cachos e os bagos são de tamanho médio ou grande e os
rendimentos são com alguma frequência exagerados. A produção média
deverá ser da ordem das 8-15 ton/ha.
Duma forma geral é bastante
atreita ás doenças criptogâmicas; sendo sensível ao Míldio, nomeadamente
tardio.(bago de ervilha) que lhe pode causar prejuízos destruindo até
50% da produção, também sofre consideráveis danos com Oídio e é sensível
á Podridão cinzenta, em particular antes da floração – altura em que,
nos anos de chuvas persistentes, pode sofrer estragos consideráveis a
nível de todos os órgãos verdes.
No domínio das pragas é muito
apetecida pelas cicadelas (cigarrinha verde),as quais chegam a provocar
intensas esfoliações antes da maturação completa das uvas.

CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE
AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G.
Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE
VITIVINICULTURA



Potencial
É
das castas onde a correlação negativa entre a quantidade e a qualidade
mais se acentua quando se ultrapassam rendimentos elevados, acima das 8 a
10 ton/ha.
No entanto com produções moderadas, possibilita a
produção de magníficos vinhos ,os quais são bem aromáticos, alcoólicos,
carregados de cor e encorpados, embora com pouca acidez total.
Quando
provenientes de uvas bem maduras são aptos a vinificação e estágio em
madeira podendo atingir assim grande nobreza de carácter e longevidade.

CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE
AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G.
Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE
VITIVINICULTURA



Selecção
Possui clones certificados.
Características
dos clones, obtidas nas condições dos ensaios de selecção.

Aragonez
T, clone 54 EAN:
Bom rendimento, com muito bom teor alcoólico e
muito boa acidez total. Excelente teor em substâncias da cor, com bagos
pequenos.

Aragonez T, clone 55 EAN:
Rendimento médio, com
muito bom teor alcoólico e acidez total média. Elevado teor em
substâncias da cor.

Aragonez T, clone 56 EAN:
Bom rendimento,
com teor alcoólico médio, acidez total média e médio teor em substâncias
da cor.

Aragonez T, clone 57 EAN:
Excelente rendimento, com
excelente teor alcoólico, acidez total média e elevado teor em
substâncias da cor.

Aragonez T, clone 58 EAN:
Bom rendimento,
excelente teor alcoólico, boa acidez total e elevados teores em
substâncias da cor.

Aragonez T, clone 59 EAN:
Rendimento
médio, bom teor alcoólico, acidez total média e muito bom teor em
substâncias da cor.

Aragonez T, clone 60 EAN:
Rendimento
médio, teor alcoólico médio, acidez total baixa e muito bom teor em
substâncias da cor.

(Antero
Martins - Rede Nacional de Selecção da Videira)



Fotos




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Re: vamos falar de castas de vinho

Mensagem por Vitor mango em Ter Set 11, 2012 7:05 am

amen

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Re: vamos falar de castas de vinho

Mensagem por Vitor mango em Qui Out 11, 2012 4:28 am

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Re: vamos falar de castas de vinho

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