A castanha

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Sortegel estima transformar seis mil toneladas de castanha este ano

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Out 20, 2009 9:02 am

Cooperativa benéfica para o negócio



Sortegel estima transformar seis mil toneladas de castanha este ano

Os produtores de castanha da região devem associar-se para tirar maior partido da sua actividade.

O conselho é deixado pelo administrador da Sortegel, a única empresa de transformação deste fruto a laborar na região e que arrancou ontem com a campanha de 2009.

Vasco Veiga considera que se os agricultores criassem uma espécie de cooperativa seria mais benéfico para o negócio, pois não implicaria tanta logística.

“Se houvesse uma associação por freguesia de concentração de castanha, para nós era muito mais fácil e é isso que eu apelo, que os agricultores se associem, pois ganhavam muito dinheiro” refere.

A região da Terra Fria Transmontana produz cerca de 30 a 40 mil toneladas de castanha.

A Sortegel pretende transformar este ano cerca de seis mil.

O administrador da empresa garante que já há dinheiro para pagar aos produtores. “Este ano foi um ano mau do ponto de vista agrícola” afirma. “A batata está a um preço de lástima, tal como o cereal e a pecuária que não dá rendimento, por isso decidimos ajudar os agricultores pagando a pronto a castanha que aqui entregarem”. E garante que “já está na conta da Sortegel dinheiro suficiente para fazer seis, sete ou oito mil toneladas de castanha que é a grande expectativa dos agricultores”.

Em 2008, o preço médio do quilo rondou um euro e quarenta cêntimos.

No entanto, este ano prevê-se que a castanha apresente um calibre inferior.

Vasco Veiga desfaz os rumores que davam conta da venda da Sortegel por parte do grupo detentor, garantindo que a Sociedade Lusa de Negócios quer desenvolver este projecto. “A Sortegel não mudou de dono nem foi vendida, é rigorosamente do mesmo accionista, da SLN que decidiu ficar com a Sortegel” garante, admitindo, no entanto que a empresa “esteve à venda numa fase complicada para o grupo mas isso já foi completamente ultrapassado e o accionista decidiu desenvolver a empresa porque achou que tinha potencialidades de fazer dinheiro” justifica.

Apesar disso, a Sortegel registou um decréscimo no volume de vendas.

Nos últimos dois anos, a facturação caiu para quase metade fixando-se nos oito milhões e meio de euros em 2008.

Para que a fábrica não fique parada fora da campanha da castanha, a empresa quer apostar na criação de novos produtos.

“Estamos a estudar a introdução de novos produtos que traduzam valor acrescentando à castanha, como purés e cremes, isso vai permitir que possamos trabalhar o ano todo”.

Nos últimos três anos a empresa investiu oito milhões de euros para modernizar a fábrica, aumentando o espaço em armazém, criando uma ETAR para cumprir com as normas ambientais e aumentando a capacidade de, sendo que inicialmente a Sortegel transformava uma tonelada de castanha por dia, hoje transforma cinco toneladas em 24 horas.

De salientar que durante a campanha da castanha, a empresa dá trabalho a cerca de 150 pessoas.

Brigantia, 2009-10-19


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A castanha

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Abr 27, 2010 10:17 am

Na cantina das escolas do concelho


Câmara e empresa promovem consumo da castanha

Quase mil alunos do concelho de Vila Pouca de Aguiar almoçaram pratos confeccionados com castanhas. Locais, claro. A iniciativa partiu da Câmara e de uma empresa privada de comercialização e transformação de castanha, e o objectivo é aumentar o hábito de consumo deste produto, que já existiu, mas que agora parece estar «esquecido».

Em França, a média de consumo de castanha por pessoa anda à volta dos três quilos, por ano. Em Portugal cada pessoa come apenas 300 gramas. A Câmara de Vila Pouca de Aguiar e uma empresa privada local de comercialização e transformação de castanha não se conformam com a diferença, ainda para mais quando o concelho produz muita castanha. E, por isso, estão a tentar que as castanhas voltem a fazer parte dos hábitos alimentares dos transmontanos, como já o foram noutros tempos. Estão a começar pelos mais novos.

Ontem, a ementa servida a cerca de mil alunos do concelho foi feita à base de castanha. No Agrupamento de Escolas de Pedras Salgadas, os 550 alunos comeram creme de castanhas, frango assado com arroz, salada e castanhas salteadas e castanha assada. No Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, os 420 alunos almoçaram sopa de castanha, vitela estufada com castanhas e legumes e, de sobremesa, castanha assada. “No fundo, a intenção é potenciar o consumo da castanha na região.

Era uma hábito que existia, mas que se tem vindo a perder”, explicou, ao Semanário TRANSMONTANO, Anabela Dureta, directora geral da Agroaguiar, sedeada em Sabroso de Aguiar. Os 210 quilos de castanhas utilizados para a confecção das refeições foram, aliás, oferecidas pela empresa, que além de comercializar castanha em fresco, comercializa também castanhas congeladas e confitadas.

Ao aumentar o consumo do produto, além de beneficiar o seu próprio negócio, a Agroaguiar acredita também estar a promover a produção e, por isso, a ajudar ao desenvolvimento local.

E em termos nutricionais, valerá a pena consumir castanha? A dietista municipal de Vila Pouca de Aguiar, Andreia Sousa, diz que sim. “A castanha é equivalente aos cereais, à batata, ao arroz, à massa...”, explica a técnica, lembrando, por isso, que além de ser uma fonte possível para ir buscar os hidratos de carbono que o organismo precisa, o seu consumo acaba por ajudar os produtores locais.

E não enfarta mais? Não. “O problema é que, quando comem castanhas, as pessoas exageram um bocado”, explica Andreia Sousa. Para ajudar a controlar o consumo, a dietista deixa uma comparação: seis castanhas equivalem a uma batata e meia.


Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-04-27
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«Quem ganha são os intermediários»

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Nov 05, 2010 11:22 am

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Preço da castanha


«Quem ganha são os intermediários»

Agricultores de Terroso defendem a criação de uma cooperativa, em Bragança, para regular os preços da castanha.

A campanha da apanha da castanha arrancou na última semana de Outubro e prolonga-se até ao final de Novembro. Na aldeia de Terroso, na freguesia de Espinhosela, a azáfama é grande nos soutos que ladeiam a localidade. Os agricultores palmilham os hectares de terra para apanhar o fruto dos castanheiros, que é considerado o “petróleo” da região.

A rentabilidade deste produto é confirmada pelos próprios agricultores, que garantem que a castanha ainda é o que vai dando dinheiro. Por isso, a maioria das pessoas de Terroso reconverteu em soutos os terrenos onde, antigamente, produziam grandes quantidades de cereal. “O cereal deixou de dar dinheiro. Por isso, plantámos soutos novos”, garante Julieta Gomes, enquanto faz uma pausa na jornada da apanha da castanha.

Esta habitante de Terroso afirma que as pessoas da aldeia se ocupam com a castanha, porque os restantes produtos agrícolas não têm saída no mercado. “Não compensa produzir mais nada para vender, só semeamos umas batatas para comer”, acrescenta Julieta Gomes.

Já a produção de castanha tem comercialização garantida. Manuel Afonso, de 80 anos, afirma que há sempre pessoas pelas aldeias à procura de castanha. “Nunca fiquei com nenhuma em casa”, garante o agricultor.

No entanto, Adérito Gomes defende a criação de uma cooperativa em Bragança para regular o preço da castanha e beneficiar os agricultores. “Quem ganha a maior fatia são os intermediários”, acrescenta.
A castanha na zona de Terroso tem sido vendida a 1 euro por quilo, um preço que os agricultores consideram baixo, pelo que há muitos que optaram por guardar o produto em casa e esperar que passe algum intermediário a oferecer um valor mais alto.

A mão-de-obra é um problema para os produtores de castanha, que têm dificuldade em contratar pessoal à jeira para a campanha. “É difícil arranjar quem queira trabalhar”, lamenta Manuel Afonso.

O preço da castanha ronda 1 euro por quilo, valor que os agricultores consideram baixo

Para ultrapassar esta situação, há quem aposte na mecanização da apanha da castanha. Adérito Gomes investiu cerca de 2500 euros na compra de uma máquina de apanha, um soprador e um crivo mecânico. Com estes instrumentos, este produtor não necessita de recrutar mão-de-obra para apanhar os cerca de 6 mil quilos de castanha que produz anualmente. “ No ano passado, eu e o meu filho apanhámos 36 sacas de 50 quilos num dia”, enaltece Adérito Gomes.

Quer chova ou faça sol, os agricultores vão diariamente para os soutos. “Quando chove andamos com umas botas e umas capas. Não se pára”, frisa Manuel Afonso.
As doenças que afectam os soutos, nomeadamente o cancro e a tinta, são, igualmente, uma preocupação para os produtores de castanha. No entanto, Adérito Gomes garante que com tratamentos é possível curar o cancro do castanheiro, que é a principal causa de morte das árvores. “Tinha um souto que estava praticamente morto e, neste momento, está praticamente recuperado”, garante o agricultor.

Para promover o produto, Adérito Gomes defende, ainda, a realização de uma feira da castanha nas aldeias do concelho onde se produz mais castanha, tal como já aconteceu em Terroso.

No entanto, o presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela, Telmo Afonso, afirma que a feira nos moldes em que decorria antigamente não trazia mais valias para os agricultores, porque não havia comercialização de castanha.

O autarca garante que a Junta está empenhada em realizar um certame ligado à castanha na freguesia, mas afirma que este ano não foi possível devido à falta de apoios, uma vez que a Junta não tem verbas suficientes para suportar todas as despesas

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2010-11-05


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Tiram férias para a castanha

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 13, 2010 8:53 am

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Tiram férias para a castanha


Trabalho sazonal aumenta rendimento familiar. Proprietários pagam 40 euros por dia

Em tempo de crise económica, a apanha da castanha continua a ser uma forma de aumentar o rendimento das famílias da Terra Fria Transmontana. Há quem tire férias nesta altura, só para fazer este trabalho. Um dia vale 40 euros.

A fileira continua a ocupar mão-de-obra sazonal, mas a escassez de recursos humanos nas aldeias está a obrigar muitos produtores a contratar trabalhadores de outras regiões do país ou até mesmo estrangeiros, principalmente imigrantes de países de Leste. Na corda de aldeias do sul do concelho de Bragança, como Pinela e Carçãozinho, grupos de romenos aproveitam a castanha para se ocupar no Outono, depois de no Verão terem andado na campanha da maçã.

Este ano o dia de trabalho é pago a 40 euros, quantia baixa para quem trabalha e elevada para quem paga. "Contratei cinco pessoas, mas fica dispendioso porque o preço da castanha este ano está baixo, cerca de um euro. Não tenho outra alternativa porque na aldeia já não há gente para fazer o serviço", explicou um agricultor.

Arménio Oliveira, residente em Gondomar, mas proprietário de uma segunda habitação em Pinela, deslocou-se propositadamente a Trás-os-Montes para apanhar as castanhas de um souto que comprou há uns anos, que produz cerca de 300 kg. "São para consumo próprio, mas também vendo", contou.
A castanha é um sector importante na economia transmontana, onde é colhida 80% da produção nacional, tendo um peso de 3% na produção total de frutos frescos. Anualmente gera entre 70 a 80 milhões de euros de receitas.

Armando Bento, presidente da Monteval-Associação para o Desenvolvimento Económico e Rural da Terra Fria, não tem dúvidas que a cultura tem um papel fulcral no rendimento de algumas famílias, pois é a mais rentável. "Por isso muitos produtores continuam a contratar pessoal para trabalhar, portugueses ou estrangeiros. Raramente um agricultor deixa a castanha no campo", disse.

Também os idosos complementam as suas reformas com a castanha. Carmelina Pires, 68 anos, residente em Oleirinhos, apanha com mãos desembaraçadas a colheita de um souto que não lhe pertence. No final reparte a castanha que apanhar com o proprietário dos castanheiros.

Cândida Afonso, reformada, 60 anos, residente em Pinela conta com a ajuda preciosa dos filhos que aos fins-de-semana "vêm para a apanha da castanha".

JN, 2010-11-10


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Castanha maior e mais brilhante é em Carrazedo

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 13, 2010 11:06 am

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Castanha «a riqueza do concelho»



Castanha maior e mais brilhante é em Carrazedo

A vila de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços, vai ser palco da 14ª edição da Castemonte - F eira da Castanha, marcada para os dias 5, 6 e 7 de Novembro.

Este ano, a organização quer oferecer aos visitantes um bolo de castanha ainda maior e melhor do que é habitual. O objectivo é ultrapassar os 600 quilos do ano passado, para que possa ser degustado pelos milhares de visitantes que vão ao certame, que em 2009 foram perto de 20 mil. O maior bolo de castanha do mundo vai ser confeccionado pela primeira vez em Carrazedo de Montenegro, com a participação de várias pastelarias.
A feira é muito acarinhada, por ser um evento que “traz visitantes e dá visibilidade a Carrazedo e ao concelho”, referiu Francisco Tavares, presidente da Câmara de Valpaços. O investimento é de 25 mil euros, dados como bem empregues para promover a cultura e a região.

O certame tem crescido em todas as edições, pelo que os pavilhões já não têm capacidade para receber todos os expositores, que este ano serão 50. “Isto revela bem o dinamismo comercial, é um sinal de vitalidade. A feira é uma mais valia económica que tem levado o nome do concelho ao resto do país”, acrescentou o autarca.
Os dois pavilhões foram construídos com o objectivo de receber certame, que inicialmente realizava-se na Escola EB 2,3 de Carrazedo de Montenegro. O espaço envolvente, cerca de quatro hectares, vai ser alvo de uma requalificação no valor de 1,5 milhões de euros. O projecto já tem financiamento e o concurso deverá ser lançado no próximo ano.

Volume de negócios da castanha equivale a metade da produção agrícola do concelho

Francisco Tavares considera a castanha “a riqueza do concelho”, que representa um volume de negócios anual a rondar os 20 milhões de euros, o equivalente a 50 por cento da produção agrícola, deixando para trás culturas como a amêndoa e o vinho, que representam negócios de 10 milhões de euros. “É uma riqueza que temos sabido valorizar e que os agricultores sabem tratar. Apesar das doenças que têm dinamizado muitos soutos, têm sido plantados outros”, sublinhou o edil.
Estima-se que só nos três dias do certame alguns armazenistas façam negócios na ordem dos 500 mil euros, mas o valor real do que se apura no certame “é difícil de calcular”, assegurou Francisco Tavares.
Este ano as previsões indicam que haverá menos quantidade de castanha, embora a qualidade seja muito boa.

Uma parceria com sucesso

O presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira, entidade que organiza a feira em colaboração com a Câmara, realçou que o certame resulta de uma parceria “com sucesso” que agrega, ainda, a Associação Regional de Agricultura das Terras de Montenegro (ARATM).

Alípio Barreira explicou que gostava de dar melhores condições aos expositores e aos visitantes, mas os tempos de crise não permitiram um investimento superior ao ano passado. “Julgamos que vamos ter o mesmo sucesso da edição 2009. Foi o ano em que tivemos mais visitantes e mostramos um espaço mais agradável, mas não temos fundos para mais”, referiu o autarca.
Além da castanha, a Castemonte vai receber expositores de vinhos do concelho, gastronomia, doçaria e animação de dia e de noite.

Flávio Sousa, da ARATM, garante que não há castanha melhor no país e no mundo do que a de Carrazedo. “Não precisa de muita publicidade. O nosso produto é do melhor que há no mercado, pelo brilho e pelo tamanho. 32 castanhas fazem um quilo. O mercado valoriza a nossa castanha, porque as das outras regiões não se conservam como a nossa”, frisou.

Durante a feira, que contará com a presença de uma comitiva francesa de Beynat, decorre a Semana Gastronómica da Castanha, magustos com provas de vinhos e o concurso da castanha, destinado aos produtores. O encerramento da 14ª edição da Castemonte será feita com a abertura do bolo de castanha gigante.


Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-11-10


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Domingo foi dia de enchente na Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 13, 2010 11:12 am

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Castemonte repartiu bolo gigante


Domingo foi dia de enchente na Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro

A preocupação com a crise e as medidas de contenção orçamental propostas pelo Governo podem ser a explicação para a diminuição do número de visitantes na Castemonte - Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços.

A feira terminou anteontem com uma enchente de visitantes, mas tanto a organização como os expositores admitiram que os dois primeiros dias do certame, sexta-feira e sábado, “foram fracos e com menos gente do que no ano passado”, referiu Alípio Barreira, presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, uma das entidades que organiza a feira.

Ainda assim, o último dia foi bom e “superou as melhores expectativas, até me parece que foi o dia que teve mais visitantes de todas as 14ª edições”, acrescentou o autarca.

A organização ainda não tinha feito os cálculos da quantidade de castanha vendida, as previsões apontavam para uma diminuição relativamente a 2009. “Seguramente foram umas toneladas, mas ainda não temos esses números. No sábado as vendas estiveram um bocadinho abaixo do ano passado, mas o domingo superou a falta de pessoas dos outros dois dias”, explicou Alípio Barreira.

Alguns expositores, contudo, não estavam satisfeitos com os resultados apurados e consideram que a Castemonte precisava de ser mais divulgada fora da região.
Susana Almeida, produtora de Serapicos, disse que “vendeu muito menos que na edição passada”, uma redução que atribui à falta de poder de compra dos visitantes.

A organização prometeu e cumpriu. Este ano, o Bolo de Castanha, se não era maior do que na edição anterior, pelo menos tinha um novo formato que resultou num maior número de fatias.

Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-11-11


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Produção de castanha será inferior à do ano passado

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Nov 18, 2010 3:55 am

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Maior qualidade


Produção de castanha será inferior à do ano passado

A pouco mais de meio da campanha da castanha, a Cooperativa Soutos os Cavaleiros já colheu 80 toneladas de castanha. O preço de venda ao produtor ainda não está definido e a fasquia para a produção deste ano está colocada nas 120 toneladas.

Cerca de 60% da castanha dos 48 sócios da Cooperativa Soutos os Cavaleiros já está apanhada. No armazém, 80 toneladas do fruto já foram calibradas, mas, pelo menos mais quarenta são esperadas até ao final da campanha deste ano.Mesmo com estes números, Paulo Pinto, técnico da Cooperativa, considera que a produção está abaixo dos números do ano anterior. “Está um bocadinho abaixo daquilo que nós prespectivamos no início de setembro. A produção esperada era muito maior, depois quando começou a castanha a cair apercebemo-nos que a produção não era tão grande como era esperada. Mas mesmo assim esperamos uma aumento da produção.” Só no final da campanha pode ser dado um preço médio da compra da castanha ao produtor. “Os preços vão flutuando ao longo da campanha e só no final é que conseguimos obter uma média.

Ainda só entrou 60% da castanha, é muito difícil estar a dar agora um valor”. A Cooperativa Soutos os Cavaleiros continua no armazém em Podence, cedido pelo actual presidente, mas já existe projecto para novas instalações. \"Neste momento já temos um projecto e temos dois lotes adquiridos na zona industrial de Macedo de Cavaleiros. O processo de licenciamento está praticamente concluído na Câmara. Pensamos ainda este ano começar a construir o novo armazém.”
Para além da venda da castanha, a cooperativa já deu azo a alguma transformação. A compota de castanha é um exemplo.

Já Sandra Fernandes, técnica da ARBÓREA, a Associação Florestal da Terra Fria Transmontana, adianta que este ano a produção será menor do que em 2009.

“Há menos castanha do que no ano passado mas em termos de qualidade está com bastante. Aliás, desde que choveu, aumentou o seu tamanha e dará para compensar um pouco a perda de produção, porque apesar de haver menos castanhas, vai ter mais quilos.”

Menos castanhas mas de maior qualidade é o que se espera da produção deste ano.

Brigantia, 2010-11-17
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Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Out 10, 2011 4:40 am

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«É o petróleo» da região


Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha

Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha, fruto que é destinado na sua maioria à exportação e rende anualmente cerca de 50 a 60 milhões de euros aos produtores, defendeu, este domingo, um investigador da Universidade de Vila Real.

José Gomes Laranjo, professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), há muito que afirma que a castanha \"é o petróleo\" da região transmontana.

O especialista integra a rede nacional da fileira da castanha -- RefCast -- que quer aumentar a área de produção, incentivar o consumo em Portugal e apostar também na transformação, praticamente inexistente no país.

Cerca de 35 mil hectares estão ocupados com souto, que produzem uma média anual de 50 a 60 mil toneladas de castanha o que corresponde a aproximadamente cerca de 50 a 60 milhões de euros de rendimento para o produtor.

A propriedade média destes agricultores é de um a um hectare e meio. \"O souto faz-se da pequena propriedade e tem a rentabilidade na ordem dos 50% para os produtores\", sublinhou.

A \"excelente qualidade\" das variedades de castanha portuguesa levam a que, segundo o responsável, seja elevada a sua procura a nível internacional, tanto para a sua industrialização como para o consumo em fresco.

\"Temos um produto que tem valor e que, se houvesse mais castanhas, poderia aumentar também a sua exportação\", sublinhou.

O RefCast prevê precisamente o aumento da área de souto em Portugal o que, a concretizar-se, poderia transformar o país no \"maior produtor europeu de castanha\".

Neste momento está em fase de criação a Federação Europeia da Castanha que, a nível nacional, é representada por José Gomes Laranjo. Os seus órgãos sociais deverão tomar posse em Setembro de 2012.

Para o investigador, esta entidade vai desempenhar um importante papel na negociação de apoios para o sector na Política Agrícola Comum (PAC) para 2020.

De imediato, a rede quer promover o consumo da castanha em Portugal fora da época da apanha. Para o efeito foi apresentada em Agosto uma candidatura à Rede Rural no valor de 220 mil euros que, se for aprovada, irá resultar na edição de um livro em fascículos que serão distribuídos conjuntamente com um jornal de grande tiragem nacional.

\"Queremos ensinar as pessoas a comer castanhas, a introduzi-las nas suas receitas\", salientou José Gomes Laranjo.

Para além disso, o especialista enalteceu ainda as qualidades a nível da saúde deste fruto, que possui um baixo índice de colesterol e não tem glúten.

O RefCast quer promover ainda a transformação em Portugal. \"Existem mais de 300 produtos derivados da castanha, desde purés, compotas, iogurtes, cerveja ou farinha\", referiu.

Esta é, na opinião do responsável, uma forma de valorizar ainda mais este produto.

Actualmente, as empresas Agroaguiar e a Sortegel calibram, descascam e congelam a castanha. A Agroaguiar lançou no ano passado um novo produto: castanhas assadas congeladas.
E, numa altura, em que se começa a apanhar este fruto, José Gomes Laranjo perspetiva um ano de boa produção.

JN, 2011-10-10
In DTM

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RefCast

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Out 11, 2011 9:35 am

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RefCast


Projecto que queria criar 1.700 postos de trabalho espera há três anos apoio do Governo

A fileira da castanha espera há três anos pelo apoio do Governo à concretização do projecto RefCast, que inicialmente previa a duplicação da plantação de souto em Portugal e a criação de 1.700 postos de trabalho directos.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou em Junho de 2008 um grande projecto de investimento no sector - o RefCast, que entretanto se transformou numa rede de cooperação e já conta com mais de 28 parceiros das regiões produtoras de castanha.

Ao longo destes anos, apesar das boas críticas por parte dos vários ministros da Agricultura e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, ainda não foi dado nenhum passo com vista à definição de uma linha estratégica de apoio.

Mais recentemente, a rede apresentou o projecto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo.

\"Entendemos que o castanheiro é uma fileira de oportunidade para estas zonas de montanha porque se trata de um produto que é muito valorizado e cuja procura supera a oferta\", afirmou hoje à Agência Lusa José Gomes Laranjo, professor e investigador da UTAD.

O responsável salientou a grande procura externa deste fruto e sublinhou a possibilidade de se aumentar a sua exportação se fosse concretizado o projecto de aumentar a área de plantação de souto no país.

Mas, para que haja mais castanha é preciso que haja também investimento.

Por isso, os parceiros do RefCast reivindicam o apoio do Estado para promover os investimentos junto dos pequenos agricultores e defendem, no âmbito do PRODER, a criação de uma linha estratégica de apoio para incentivar o plantio de soutos. \"Tal e qual está a ser feito na vinha\", acrescentou o responsável.

José Gomes Laranjo referiu que o secretário de Estado \"ficou sensibilizado\" com o projecto, mas \"não se comprometeu com nada\".

\"Sempre que vamos a Lisboa falar da castanha nós sentimos que há interesse, mas depois parece que a fileira não consegue reunir o peso politico necessário para convencer os nossos decisores\", sublinhou.

Os parceiros da rede representam cerca de 90 por cento do mercado da castanha em Portugal.

O RefCast quer desenvolver dois grandes eixos, um mais voltado para a produção e outro mais direccionado para a sua transformação.

A proposta inicial previa a plantação até 2013 de cerca de 12.000 hectares de souto, o que se poderia traduzir em mais de 1.700 postos de trabalho directos, beneficiando também alguns milhares de agricultores.

Passados três anos, o investigador diz que é preciso rever estes valores. \"Nesta fase, a dois anos de chegarmos a 2013, estaríamos a falar na plantação de cerca de 6.000 hectares para um valor global de 32 milhões de euros. Isto representaria em termos de incentivo de Estado qualquer coisa como 16 milhões de euros\", explicou.

Em consequência, o número de postos de trabalho fica reduzido a cerca de metade também.

A região de Trás-os-Montes e Alto Douro é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha que se estende por uma área total de cerca de 35 mil hectares.

Lusa, 2011-10-11

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Bragança reclama programa idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Out 29, 2011 11:36 am

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Sobrinho Teixeira defende


Bragança reclama programa idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, defendeu hoje a criação de um programa nacional para toda a fileira da castanha idêntico ao que impulsionou o sucesso do vinho português nos mercados externos.

A região de Trás-os-Montes é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha e o IPB é uma das entidades académicas que se dedica à investigação no setor e que organiza anualmente o fórum de países produtores, como o que decorreu hoje, em Bragança, integrada na feira Norcastanha.

O presidente do instituto defendeu a criação de um programa transversal a toda fileira da castanha, desde a produção, à investigação e comercialização para potenciar este produto, nomeadamente nos mercados externos.

Lusa, 2011-10-29



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Transformação de castanha cria 50 empregos

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Out 27, 2012 4:27 pm

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Exportações para todo o mundo


Transformação de castanha cria 50 empregos

Abre na próxima segunda-feira a fábrica de transformação de castanha Cacovin, em Vinhais. A empresa foi adquirida por um grupo francês ligado à comercialização de castanha transformada e inicia esta campanha com uma nova configuração.

Este projecto vai criar cerca de 50 postos de trabalho directos no concelho de Vinhais durante a campanha de recolha e transformação da castanha, que deverá prolongar-se entre Outubro e Março.

No entanto, o objectivo da empresa é laborar durante todo o ano. “Numa segunda fase vamos também trabalhar outros frutos, mas isso só depois de o projecto estar verdadeiramente consolidado. Nesta primeira fase será só castanha”, afirma o novo administrador da Cacovin, Nuno Branco.

De recordar que, no ano passado, a autarquia de Vinhais, a Cooperativa de Agricultores, a Arbórea, a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bisara e a Organização dos Produtores Pecuários do Concelho de Vinhais decidiram vender a Cacovin Agro-indústria.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, este foi um bom negócio. “Foi uma aposta oportunamente acertada. Nós tivemos aquilo a funcionar dois ou três anos, sempre aos solavancos e em boa hora resolvemos colocá-la à venda. Hoje já não seria possível, tendo em conta a situação económica e financeira com que se debate o País e as empresas”, enaltece o edil.

Exportações para todo o mundo

A dimensão do projecto é um impulso para a economia do concelho e, até, da região. “Numa altura em que fecham fábricas por todo o País, abrir uma fábrica em Vinhais que recruta 50 pessoas de uma só vez é quase um milagre”, enfatiza Américo Pereira.

O administrador da Cacovin garante que a fábrica tem capacidade para transformar a castanha produzida não só na região, mas em todo o País.
“Esta empresa está inserida num grupo francês, que já é um grande comprador de castanha congelada na região. A castanha nunca teve problemas de escoamento e também não os tem hoje. Os agricultores têm mais uma alternativa em termos de escoamento do produto”, acrescenta Nuno Branco.

A fábrica vai ter uma unidade de preparação e selecção de castanha para consumo em fresco e depois terá outra divisão que será uma unidade para pelar castanha e produção de puré. “Em Vinhais vamos fazer uma primeira transformação e depois o produto será enviado para duas unidades que temos no Norte de França, onde fazemos a segunda transformação”, explica o administrador da Cacovin.

A castanha transformada em Vinhais vai ser exportada na totalidade para os mercados mundiais.

Jornal Nordeste, 2012-10-26


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CGTP reclama apoios para a Sortegel

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 03, 2012 11:18 am

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Transformação de castanha

CGTP reclama apoios para a Sortegel

A Sortegel, uma empresa de transformação de castanha, em Bragança, está a ser prejudicada no acesso a apoios ao desenvolvimento.

A denúncia foi feita pelo secretário-geral da CGTP que visitou, na passada quarta-feira, o distrito de Bragança.
Na passagem pela fábrica, Arménio Carlos lamentou que o Governo não saiba dar a devida atenção a esta empresa.

“Pelo facto de fazer parte da holding que estava ligada ao BPN está a ser prejudicada por ser uma média empresa, que não tem acesso a um conjunto de apoios. Da parte do Governo deveria haver a necessária atenção para não misturar aquilo que não deve ser misturável”, denuncia o sindicalista.

Arménio Carlos enaltece o contributo da Sortegel para a economia do País. “Transforma 9 mil toneladas de castanha e que exporta, deveria ter a atenção devida do Governo no que diz respeito a apoios e financiamento”, reclama o secretário-geral da CGTP.

Arménio Carlos salienta, ainda, que o desenvolvimento da região só pode ser feito através de investimento. “Esta região precisa de mais investimento e mais emprego para fixar as pessoas e isso só se faz com investimento público e privado”, refere o responsável.

Jornal Nordeste, 2012-11-02


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Há cada vez mais jovens a apostar na produção

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Nov 08, 2012 4:36 pm

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Produção de castanhas


Há cada vez mais jovens a apostar na produção

O investigador da Universidade de Vila Real José Gomes Laranjo afirmou hoje que há cada vez mais jovens interessados em apostar na produção de castanha, alguns dos quais desempregados que querem rentabilizar os terrenos de família.

O especialista integra a rede nacional da fileira da castanha – RefCast – que quer aumentar a área de produção e incentivar o consumo no país.

“Em consequência deste trabalho da rede, em que se pôs a castanha na ordem do dia, há muita gente a lembrar-se dela na hora de investir”, afirmou à agência Lusa.

José Gomes Laranjo referiu que alguns dos novos investidores pertencem à segunda geração, ou seja, filhos de proprietários de terrenos que migraram para as cidades e que, agora, estão a querer voltar à terra.

É o que está a acontecer com Vítor Sousa, de 36 anos, que reside no Porto e trabalha na área do desporto.

Com terrenos de família em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, este empreendedor quer fazer novas plantações e também investir na compra de soutos já formados.

Por enquanto, será uma atividade paralela, mas a ideia é que se transforme na sua atividade principal.

O objetivo é também apostar no mercado externo, porque “lá fora este produto é muito mais valorizado” do que em Portugal, onde, por exemplo, só se come este fruto nesta época.

Esta aposta na castanha surge devido às ligações familiares, mas também por uma questão de afetividade.

Carlos Ramos, responsável por um viveiro em Vila Real, disse à Lusa que nos últimos três anos tem praticamente esgotado a produção de castanheiros.

“Há muita procura por esta árvore. Nos últimos anos não temos conseguido satisfazer os pedidos feitos pelos clientes. Este ano vamos ter uma produção maior, mas já temos também muitas encomendas em carteira”, salientou.

O viveiro Serviruri tem vendido por ano cerca de 10 mil plantas de híbridos, plantas resistentes à doença da tinta que afeta os soutos.

Este ano, Carlos Ramos prevê que a produção possa atingir as 12 mil plantas.

O responsável referiu que as vendas estão a ser feitas essencialmente para a zona do Marvão, Minho e Trás-os-Montes.

José Gomes Laranja considerou que a castanha é uma ”janela de oportunidades” para as zonas de rurais e de montanha.

Segundo o responsável, neste momento a RefCast está em processo de formalização, para poder, entre outras coisas, concorrer a fundos comunitários.

Esta rede é também a representante portuguesa na Comissão Europeia da Castanha, com sede em França, e que, segundo responsável, vai desempenhar um papel importante na negociação de apoios para o setor na Política Agrícola Comum (PAC) para 2020.

Lusa, 2012-11-06


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Portugal pode duplicar produção de castanha com os soutos existentes

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Nov 08, 2012 4:41 pm

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80 milhões de euros

Portugal pode duplicar produção de castanha com os soutos existentes

Portugal é o segundo maior produtor europeu de castanha e tem capacidade para duplicar a produção que já representa 80 milhões de euros em exportações para a economia portuguesa, foi hoje divulgado, em Bragança.

A cidade transmontana acolheu o V Fórum Internacional dos Países Europeus Produtores de Castanha e integra também a Terra Fria Transmontana, a região portuguesa que concentra 85 por cento da produção nacional deste fruto.

As cerca de 30 mil toneladas que os agentes do setor esperam recolher na campanha deste ano em todo o país deverão garantir um rendimento \"próximo dos 60 milhões de euros\" aos produtores e ajudar a entrar na economia portuguesa \"cerca de 80 milhões de euros\" resultado das exportações a que se destinam 70 por cento da produção.

Lusa, 2012-11-05


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Servidos a bordo da classe executiva da TAP

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Nov 08, 2012 4:48 pm

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Ouriços de Bragança voam alto


Servidos a bordo da classe executiva da TAP

O «Ouriço de Bragança» vai ser servido a bordo da classe executiva da TAP já a partir do próximo mês.
O acordo entre a transportadora aérea e o pasteleiro bragançano foi assinado recentemente e é válido por cinco meses, equivalente ao chamado Inverno IATA, podendo ser renovado por dois anos.

Os contactos com a TAP começaram há vários meses, até que o mentor do “Ouriço de Bragança” foi convidado a apresentar uma proposta. “Ao longo deste tempo desenvolveu-se um trabalho com muito esforço e dedicação. O produto foi desenvolvido especificamente para a TAP, com uma gama de caixas de duas unidades, que projectam a nossa imagem”, explica Eurico Castro.

Natal diferente

Para o mestre pasteleiro, este acordo vem cimentar um projecto que nasceu em 2007, aquando do lançamento daquele que já é um ex-libris da doçaria de Bragança. “Conseguimos colocar o nosso produto ao mais alto nível.

O nosso ouriço vai voar muito alto, mas ainda há muito trabalho para fazer. A nossa conquista é manter este nível de qualidade”, considera o empresário
Mas, os avanços de Eurico Castro não se ficam por aqui. A empresa acaba de fechar um acordo com a Vista Alegre/Atlantis para começar a comercializar uma peça de cristal recheada de “Ouriços de Bragança”.

“É um pinheiro de Natal que vai estar à venda, tanto na Atlantis como no nosso site. É uma peça de luxo para quem quiser ter um Natal diferente”, garante Eurico Castro.

Jornal Nordeste, 2012-11-08


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300 mil castanheiros doentes na região

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 10, 2012 10:41 am

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Doenças da tinta e do cancro


300 mil castanheiros doentes na região

Mais de 300 mil castanheiros na região de Trás-os-Montes estão afectados com as doenças da tinta e do cancro.

Este problema tem vindo a ganhar dimensão e a investigação até já encontrou uma solução para o cancro do castanheiro. Eugénia Gouveia, professora e investigadora no Instituto Politécnico de Bragança, conta que já há um método pronto para implementar no terreno.

“É um processo natural, no fundo, porque ele apareceu primeiro no castanheiro e os investigadores é que verificaram que estava ali uma maneira de combater o cancro. Agora é produzir essa estirpe”, realça a investigadora.

Para avançar com a investigação e fazer chegar os resultados de laboratório aos agricultores da região, falta financiamento.“Estamos a trabalhar nisso para concorrer aos projectos, porque a investigação faz-se com dinheiro”, lembra Eugénia Gouveia.

Entretanto a Sortegel, que produz e transforma castanha, já pôs os seus soutos ao serviço da investigação. António Borges, responsável pela gestão dos soutos da Sortegel, garante que o objectivo é ajudar os produtores a produzirem mais e melhor castanha.

Para os agricultores o Ministério da Agricultura também devia ter um papel mais activo no combate às doenças do castanheiro. Manuel Fortes, produtor de castanha na freguesia do Parâmio, em Bragança, defende a criação de brigadas de intervenção para os soutos.

Declarações de investigadores e produtores, proferidas, ontem, durante o programa “Estado da Região”, na rádio Brigantia.

Brigantia, 2012-11-09
In DTM



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Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro apresenta bolo com 600 quilos

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 10, 2012 10:45 am

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16.ª edição da Feira da Castanha


Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro apresenta bolo com 600 quilos


A 16.ª edição da Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, vai divulgar, entre sexta-feira e domingo, o «ouro» da região de Trás-os-Montes e dar a provar um bolo de 600 quilos.

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, afirma que o certame tem evoluído de forma \"muito significativa\" com maior número de expositores, volume de negócios e visitantes, anos após ano.

A produção de castanha é, segundo o autarca, o principal sustento económico das famílias da região que, anualmente, gera uma receita entre os 15 e 20 milhões de euros.

\"A castanha é uma riqueza e uma mais-valia concelhia para os agricultores da região que, ao longo dos tempos, vão sabendo aproveitá-la e tirar partido das suas potencialidades\", frisa.

A Castmonte 2012 conta com 80 expositores e com um bolo gigante de 600 quilos feito à base de farinha de castanha que será, posteriormente, dado a provar a quem passar pelo certame.

\"Gostávamos de fazer um bolo ainda maior, mas não conseguimos porque o tipo de forno existente não nos permite ir além, assim como o espaço\", afirma o presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira.

Este ano, o calendário brindou a feira e fez com que a celebração do dia de São Martinho coincidisse com o último dia, pelo que o dirigente promete mais castanhas assadas, mais vinho e jeropiga para cumprir a tradição.

Durante os três dias, os visitantes poderão adquirir, além da castanha, produtos e doces confecionados com este fruto, peças de artesanato, produtos regionais e provar vinho.

O técnico da Associação Regional de Agricultores das Terras de Montenegro (ARATM), Filipe Pereira, garante que a produção de castanha deverá ser \"muito equivalente\" à do ano passado, mas de maior calibre.

Por este motivo, o \"ouro\" de Trás-os-Montes está a ser pago, diretamente ao produtor, entre 2 e 2,5 euros, comparativamente ao preço máximo de 1,60 euros de 2011.

\"Este ano, devido à chuva, a castanha cai hidratada e com maior poder de conservação, ao contrário do ano transato\", explica.

Filipe Pereira salienta que 95 % dos agricultores da região são produtores de castanha em monocultura tendo, na atividade, o sustento para \"quase\" todo o ano.

\"A castanha não para nos armazéns dos agricultores, ninguém se queixa de não ter a quem vender\", refere.

As Terras de Montenegro estão inseridas na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que se estendem pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Chaves e Murça que produzem, anualmente, entre seis a oito mil toneladas de castanha.

A Castmonte é promovida pelo município de Valpaços, Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, ARATM e Empreendimentos Hidrelétricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB).

Lusa, 2012-11-09


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Associação Portuguesa da Castanha nasce em breve em Vila Real

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Jan 11, 2013 10:01 am

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Rede nacional da fileira da castanha


Associação Portuguesa da Castanha nasce em breve em Vila Real

A Associação Portuguesa da Castanha (APC), que vai ter sede em Vila Real, vai ser formalmente constituída até março, com o objetivo de ajudar a aumentar a produção nacional, disse hoje fonte ligada ao processo.

Esta associação nasce no seio da rede nacional da fileira da castanha -- RefCast --, que há três anos defende um aumento da área de produção e quer incentivar o consumo no país.

José Gomes Laranjo, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), é um dos promotores da iniciativa e disse à agência Lusa que a APC vai ser formalmente constituída durante o primeiro trimestre deste ano.

Lusa, 2013-01-09


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Associação Portuguesa da Castanha nasce em Vila Real

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Fev 25, 2013 4:46 pm

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Formalizada dia 26 de Fevereiro


Associação Portuguesa da Castanha nasce em Vila Real

Cerca de 30 entidades nacionais vão promover a produção de castanha em Portugal através de uma nova organização. A Associação Portuguesa da Castanha será formalizada no dia 26 de Fevereiro, em Vila Real, e tem como objetivo incentivar o consumo do fruto seco no país.

A comunidade nasce no âmbito da RefCast, proposta de investimento criada há três anos que defende o aumento da área de produção e o incentivo aos portugueses para que aumentem o consumo de castanha.

José Gomes Laranjo, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro(UTAD), disse à agência Lusa que “uma boa parte dos nossos soutos sofre de problemas graves de doenças e de fertilidade, que lhes tiram capacidade produtiva”.

O promotor da iniciativa salienta que a RefCast quer dar resposta a alguns desafios do setor, passando pelo “aumento da produção e da produtividade das áreas de souto” e pelo combate às doenças que afetam os castanheiros, como o cancro e a tinta.

Para o investigador o aumento da produção passa por \"ensinar os agricultores\" e recorrer aos meios disponíveis, como os porta exertos híbridos que ajudam a controlar o problema da tinta e fazem análises e corrigem a fertilidade do solo. \"Isto pode aumentar a quantidade de castanha e é isso que nós precisamos\", destacou.

Em Portugal existem cerca de 35 mil hectares de matas de castanheiro e, segundo José Gomes Laranjo, estima-se que entre 17 mil e 20 mil famílias encontram-se envolvidas na produção nacional, que ronda as 45 e as 50 mil toneladas.

A produção de castanha rede aos produtores cerca de 50 milhões de euros, sendo que num ano a média de exportação portuguesa atinge as 12 mil toneladas deste fruto seco.

A Associação Portuguesa da Castanha vai ainda permitir a candidatura a fundos comunitários de apoio à produção. Segundo a agência Lusa, este fruto é considerado por muitos o petróleo ou o ouro da montanha.

A escritura da organização vai decorrer na terça-feira, numa cerimónia aberta na UTAD, onde ficará sedeada a associação. Após o registo da associação será realizada a primeira assembleia geral, seguida da eleição e tomada de posse dos órgãos sociais.

A comunidade conta com cerca de 30 associados fundadores, entre pessoas coletivas ou singulares, associações, empresas e instituições públicas.

, 2013-02-21
In DTM


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Parceria luso-italiana investe em fábrica para processar castanha

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Abr 07, 2013 11:26 am

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Fábrica de transformação

Parceria luso-italiana investe em fábrica para processar castanha

Uma família italiana e um casal valpacense vão investir cerca de 5 milhões de euros numa fábrica de transformação de castanha, em Carrazedo Montenegro, freguesia de Valpaços.

As obras arrancam no início da próxima semana e , se os prazos forem respeitados, a indústria, onde a castanha será depilada e congelada, antes de ser comercializada, já estará em funcionamento na próxima apanha.

Pelas contas dos empresários, o investimento deverá empregar cerca de 30 pessoas.

A transformação da castanha, um negócio que respresenta mais de 20 milhões de euros, era uma ambição antiga. Até agora, toda a castanha produzida no concelho era vendida em fresco.

Margarida Luzio in JN, 2013-04-06


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«O Mítico Castanheiro em Flor» Rotas do Castanheiro em Flor em Bragança

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jun 30, 2013 10:31 am

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Percurso pedestre em Portela


«O Mítico Castanheiro em Flor» Rotas do Castanheiro em Flor em Bragança

O Município de Bragança, em parceria com a Confraria Ibérica da Castanha, está a promover um dos mais belos e inigualáveis espetáculos naturais: o Castanheiro em Flor.

Com o objetivo de trazer ao concelho de Bragança turistas de todo o País e da vizinha Espanha, dando-lhes a conhecer o que de melhor há na região, o Município de Bragança delineou duas rotas que “prometem” levar os apreciadores da natureza por lugares únicos, pintados pelas mais belas flores de Castanheiro: a Rota do Parque Natural de Montesinho e a Rota do Penacal.

Assim, de 29 de junho a 14 de julho, a sugestão passa por escolher uma das Rotas e realizar um dos percursos, onde a árvore predominante é o Castanheiro. E porque não aproveitar e deliciar-se com a reconhecida gastronomia bragançana, num dos vários restaurantes de elevada qualidade no Concelho?

Não deixe de pernoitar na Cidade de Bragança, desfrutando da sua beleza à noite e do seu património durante o dia, onde os cinco museus lhe ocuparão grande parte do dia, ou numa das típicas aldeias, tirando partido do silêncio rural, apenas recortado pelo cantar de algum pássaro mais atrevido ou pelo coaxar de uma rã, seguindo-se um amanhecer enquadrado por belos montes e vales já famosos.

É já no próximo dia 29 de junho, que o Município de Bragança propõe um percurso pedestre, com início na aldeia de Portela (freguesia de Gondesende). (Partida: concentração às 8:30 horas na Piscina Municipal ou às 9:00 horas na aldeia de Portela).

Lusa, 2013-06-27


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Muitos visitantes na Rural Castanea

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 03, 2013 4:31 pm

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Organização estava satisfeita


Foto: Raul Coelho

Muitos visitantes na Rural Castanea

Chegou ao fim mais uma edição da Rural Castanea, em Vinhais.
Expositores e organização fazem um balanço positivo do certame.

Tal como em anos anteriores, houve concursos e prémios. Manuel Ferreira e Irene Pires foram os vencedores na melhor castanha, nas variedades boa ventura, judia e longal.

A organização estava satisfeita com a edição deste ano. Para o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, esta foi mesmo a melhor edição de sempre da Rural Castanea.

Três dias de festa em Vinhais, com muita castanha, produtos da região e muitos visitantes.

Brigantia, 2013-10-28


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Dez milhões de investimento para produção de castanha em Trás-os-Montes

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 03, 2013 4:39 pm

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«Vários investimentos em curso»


Dez milhões de investimento para produção de castanha em Trás-os-Montes

O sector da castanha está a atrair investimento nacional e estrangeiro à região transmontana com novos projectos em curso que irão atingir 10 milhões de euros, anunciou hoje o director regional de Agricultura e Pescas do Norte.

Manuel Cardoso adiantou à Lusa que "neste momento existem vários investimentos em curso, que irão atingir quase 10 milhões de euros nos próximos ano e meio, dois anos e metade é investimento estrangeiro".

A castanha que, em 2012, contribuiu com 17,5 milhões de euros para as exportações portuguesas é, segundo o director regional, "neste momento o único sector que está a fazer com que haja incorporação de capital estrangeiro nos investimentos que estão a ser feitos" na região.

Manuel Cardoso realçou que os novos investimentos "têm uma componente associada que é muito promissora em termos de postos de trabalho", com uma laboração menos sazonal ao trabalharem com outros produtos.

O responsável perspectiva que os novos projectos "venham a possibilitar o aparecimento de dezenas de postos de trabalho, talvez cinco dezenas durante já o próximo ano".

Na região existem já várias unidades industriais e organizações de produtores que comercializam e transformam a castanha.

Em Trás-os-Montes concentram-se quase 30 mil dos 35 mil hectares de soutos nacionais e perto de 80 por cento das 19 mil toneladas de produção anual de castanha.

Das quatro "Denominações de Origem Protegida" (DOP) para a castanha que existem em Portugal, três centram-se em Trás-os-Montes: a Castanha da Terra Fria, Castanha da Padrela e Castanha dos Soutos da Lapa.

O castanheiro passou em menos de três décadas de "árvore do pão" que alimentava os mais pobres da população rural do interior a fonte de riqueza com real expressão económica no rendimento agrícola familiar.

A castanha é hoje em dia aceite no mercado como um "artigo de luxo" e aquela que é produzida na região de Trás-os-Montes destina-se essencialmente à exportação para países como Itália, Brasil, França, Suíça, Canadá, Alemanha, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Angola, Estados Unidos da América, Áustria, Cabo Verde, entre outros.

A área de soutos de castanheiros mais do que duplicou em Portugal, com especial expressão nos últimos dois anos, mas o director regional acredita que é possível duplicar este número e tornar o país mais competitivo em relação a outros países produtores.

Manuel Cardoso garantiu que "vai haver dinheiro no próximo Quadro Comunitário de Apoio" e com a simplificação do PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional) acredita será possível "arrancar para um verdadeiro fomento desta cultura".

"Estou a apelar aos jovens e a todas as pessoas que tenham terrenos disponíveis e que não precisem da sua utilização imediata, porque os castanheiros não começam a produzir no ano em que são plantados, começam a produzir apenas alguns anos depois.

Acho que nós devemos tomar isso como sendo um investimento estratégico para a nossa região", afirmou.

O director regional alertou, no entanto para a necessidade da "organização interprofissional do sector", exortando as organizações de produtores a aproveitar ao máximo o próximo Quadro Comunitário de Apoio para se porem a funcionar com uma escala que a nível internacional represente de facto algo significativo".

Lusa, 2013-10-28


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Investigação desenvolve tratamento para o cancro do castanheiro

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Nov 03, 2013 4:46 pm

Projecto, juntamente com o IPB



Investigação desenvolve tratamento para o cancro do castanheiro

No próximo ano vão ser conhecidos os primeiros resultados da investigação que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Bragança, para combater o cancro do castanheiro.

A informação é avançada pelo presidente da Arborea – Associação Agro-Florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, que é parceira neste projecto. Eduardo Roxo explica que o objectivo é aplicar nos soutos um tratamento biológico da doença.“Estamos num projecto, juntamente com o IPB, para encontrar um combate genético, biológico, para o próprio cancro.

Já não é só fortalecer o castanheiro, embora fortalecer o castanheiro é importante para ele se defender melhor da doença. Agora o que se está à procura e para o ano vai haver já uma apresentação do que foi feito e do que está a ser feito, já com resultados, sobre o combate ao cancro por forma biológica.

Ou seja, é um cancro que mata outro cancro. No fundo é isto”, esclarece Eduardo Roxo. Depois de concluído o trabalho em laboratório, o objectivo é produzir este tratamento de forma industrial.“O que se pretende é criar em quantidade industrial.

Ou seja criar condições para uma produção industrial, para que um produtor possa comprar e possa aplicar”, acrescenta o presidente da Arborea.
Começam a surgir os primeiros sinais científicos para combater o cancro do castanheiro.

Brigantia, 2013-10-29


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Cristas quer castanhas na indústria transformadora

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 23, 2013 11:36 am

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Ministra visitou souto


Cristas quer castanhas na indústria transformadora


A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, afirmou este sábado, durante a visita a um souto na Serra da Padrela, em Valpaços, que a agricultura deve associar-se à agroindústria para acrescentar valor aos produtos, criar riqueza e emprego.

A transformação de produtos, nomeadamente da castanha, permite, na opinião da governante, criar postos de trabalhos fixos durante o ano, e não apenas sazonais, e atrair «mais» investimentos, sobretudo estrangeiros.

«Dar novas formas aos produtos é muitíssimo positivo e os mercados internacionais agradecem essa vivacidade», afirmou.

Assunção Cristas considerou que a união entre a agricultura e a agroindústria deve ser, no futuro, a aposta e o caminho a «trilhar».

Enquanto caminhava pelo souto, acompanhada pelos filhos, a ministra da Agricultura caracterizou a castanha como o «ouro» da região de Trás-os-Montes e lembrou que o setor tem ganho «grande dinamismo e impulso» no país.

Nos últimos dois anos, avançou, a área de soutos plantados duplicou, o que demonstra a sua importância.

E, acrescentou, «os investimentos nacionais e estrangeiros neste setor estão a aumentar, criando postos de trabalho, o que, aqui, é muito importante».

A governante relembrou que, em 2012, foram exportados 17,5 milhões de euros em castanhas e derivados e canalizados para o setor, no âmbito do programa de desenvolvimento rural, 10 milhões de euros.

Este ano, comentou, a produção da castanha vai aumentar 27%.

Além de castanhas, a ministra da Agricultura recebeu, por parte dos produtores, pedidos de ajuda.

O proprietário do souto, Flávio Batista, relembrou que «nem tudo é bom».

E, disse, «temos várias dificuldades, por exemplo, os castanheiros estão a ser afetados e a morrer devido a várias doenças, por isso, precisávamos de ajuda, não financeira, mas técnica para as travar».

O produtor anotou que noutros países, nomeadamente na França, existem já tratamentos para pôr fim a «estas pragas», pedindo à ministra para copiar este exemplo.

Ao repto, Assunção Cristas garantiu estar «muito atenta», sobretudo a fenómenos que começam noutros países e atingem Portugal, por isso, vai aumentar a formação e informação no domínio das boas práticas agrícolas.

Depois de apanhar castanhas, a ministra da Agricultura visitou uma unidade de produção, comercialização, transformação e distribuição de frutos secos, frutos vermelhos, produtos transformados e `gourmet, em Vila Pouca de Aguiar.

O administrado da empresa Agroaguiar, Rodrigo Reis, pediu «sensibilidade» ao Governo para pequenos investimentos que, nesta região, «significam muito».

A fábrica, que exporta 75% da sua produção, está a construir uma nova base logística para armazenar os produtos congelados, num investimento de 1, 5 milhões de euros.

Assunção Cristas garantiu que o próximo programa do Governo terá medidas «concretas» para a agricultura tradicional e das espécies para revitalizar o setor.

iol, 2013-11-11


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Europa tem que aumentar em 40 mil hectares a área de souto

Mensagem por Joao Ruiz em Sab Nov 23, 2013 11:43 am

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«Escassez do produto»


Europa tem que aumentar em 40 mil hectares a área de souto

A Europa precisa de aumentar em 40 mil hectares a área de souto para conseguir responder à escassez de castanha. Quem o diz é José Gomes Laranjo, presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

Recentemente foi apresentado num encontro da Comissão Europeia da Castanha, em Itália, o “Desafio de Bolonha”."Este desafio tem a ver com a plantação de 40 mil hectares de souto nos países europeus produtores de castanha (Itália, França, Espanha e Portugal) nos próximos 10 anos", refere José Gomes Laranjo.

A Europa precisa de "fazer face à escassez do produto", uma situação que, segundo José Gomes Laranjo, preocupa o setor porque pode "abrir as portas à importação de castanhas de outros países fora do espaço europeu, nomeadamente da China", um dos maiores produtores mundiais deste fruto.

Uma das causas que tem sido apontada para a quebra de produção é a vespa do castanheiro, uma praga que "está a assolar os soutos em Itália, França e já chegou a Espanha". Em Portugal, segundo frisou o presidente da RefCast, ainda não foi detetada mas é uma situação que está a causar grandes preocupações.

Esta vespa aloja os seus ovos nos castanheiros, os quais depois de picados não conseguem dar mais fruto

Vida Rural, 2013-11-11


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Joao Ruiz

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Re: A castanha

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