dois artigos in Diario leiria Vitor mango

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dois artigos in Diario leiria Vitor mango

Mensagem por Vitor mango em Dom Maio 16, 2010 2:46 am

Phytium
– o que é?

O amigo que gosta de jardinagem e agora que está na
época
de mudar a terra dos vasos , de casa e semear
novas plantas,
necessita de algumas dicas
Tem reparado certamente que quando semeia a
sua relva
e as sementes despertam germinando á superfície
notam-se
que aparecem zonas mortas em que a semente
pifou, morreu sem causa
aparente apesar de ter
esgravatado a terra á procura de identificar o
mal e
acabou por não encontrar nada.
BRUXEDO ?
Depois vai
semear as suas flores e sucede-lhe o mesmo
e aí começa a não gostar
da graça
Os ingleses têem uma palavra própria para classificar
esta
doença que na língua portuguesa não tem
correspondência e por essa
razão empreguei o termo
técnico Phytium
Este fungo (bolor) tem
varias espécies e ataca uma
infinidade de vegetais exactamente quando
a “semente
rebenta para sair para a terra “
Agora vamos ver
porque aparece com muito mais
frequência nas sementes agrícolas e são
raras nas
florestais
Porque plantas hortícolas lançam as
sementes para o
solo e ai ficam a apanhar todo o género de patogenes
que
se lhe agarram e, que logo que a mesma dispa o “
casaco “ para sair,
Zás! O fungo ataca, instala-se e a
planta é tão fraca que morre de
imediato.
A solução é envolvermos a semente num fungicida
apropriado
ou utilizar a luta biológica que suponho
ainda não é utilizada em
Portugal.
Ou seja: quando vamos semear as hortícolas nós
utilizamos
um fungo com um crescimento fulminante
chamado Tricoderma que se
instala na planta mas não a
mata ao mesmo tempo que não deixa o
Phytium ou outro
fungo ataca-lo

A classificação do Phytium
exige que seja feito em
laboratório onde com a ajuda de microscópio é
facilmente
classificado, até porque existem vários
outros que atacam do mesmo
modo

Ao escrever estes apontamentos vem-me á memoria uma
grande
tragédia no Egipto quando os americanos
enviaram para este pais
sementes de trigo tratado com
um composto de mercúrio (um óptimo
fungicida) O trigo
era destinado á sementeira só que os habitantes
lembraram-se
de o aproveitar para consumo humano. Foi
um erro enorme com mortes e
problemas tais que o uso
de compostos de mercúrio foi a partir dessa
época
proibido
Hoje é natural que o leitor veja favas ervilhas e
outras
sementes pintadas de vermelho mas o produto
está já homologado e
embalado que aquelas sementes
esão só para se enterrarem e não serem
consumidas

Já que estou com a mão na massa quando fizer a sua
terra
para os vasos, inclua uma adubação NPK com micro
nutrientes e
misture tudo muito bem. Regue sempre de
modo a que não fique água
retida no vaso ou canteiro
porque o Phytium gosta da água e de
temperatura do
solo próximo dos 28 graus
Como sabe, o estrume
enterrado na terra ferve e eleva
a temperatura do mesmo.Há casos em
que chega a ferver
(no caso das camas quentes)
Estou a ver alguém
a fazer a seguinte pergunta. Porque
razão não rega o canteiro com
fungicida e só apenas a
semente?
A razão é simples. O Phytium
ataca só na área do pé da
jovem semente a rebentar ao nível do solo.
Se regarmos
todo o canteiro estamos a desequilibrar toda a vida
terrena
onde vários milhões de seres vivos se
equilibram
Logo que a
planta tenha uns dias e fique mais forte o
Phytium já não ataca


Vitor
mango




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de inscrição
: 13/09/2007

Assunto: Re: A horta do
Ricardo Sex
Out 05, 2007 8:07 pm

Apalpar
a fruta

Quando, num restaurante , olho alguém a mexer num
pêssego
, a partir de Agosto , faço mentalmente um
calculo de larvas que
ele vai ingerir sem o saber
Num supermercado quando escuto algum
comentário sobre
as dedadas na fruta , fico ciente de que o cliente
nada
sabe sobre insectos
O silencio é , neste caso , uma possibilidade
de não
estragar ou a digestão ou a venda da fruta exposta ..
Mas
um dia fiz a experiência .
Agarrei no pêssego cortei a parte que
parecia pisada
de um grande apalpão , e com uma lupa aumentei as
lagartinhas
que se movimentavam por aquilo que parecia
pisado da dedada
A
mosca da fruta aparece sempre para o fim do Verão
quando o calor
ainda aperta e em grande quantidade de
frutos . O seu tratamento é
conflituoso porque o
insecticida tem que ter a capacidade de matar o
insecto
no interior dos mesmos. E essa mesma aplicação
tem de estar dentro
das normas estabelecidas pelos
serviços agrícolas .

Então ,
nas azeitonas , o caso é ainda mais serio
porque a quantidade de
larvas ingeridas com a polpa
mirrada é ainda maior
Nas maçãs ou
pêras não me refiro á lagarta visível que
rapidamente encontramos nas
galerias abertas e que
deixam um buraco que a denunciam
Refiro-me
sim a minúscula larvas que deixam micro
galerias que , realmente
são invisíveis para os
incautos e que atribuem o estado do fruto aos
apalpões
para verificar o estado de maturação .
No primeiro caso ,
trata-se de uma borboleta e no
segundo caso a uma mosca pequena
chamada ( Ceratitis
capitata) Não se assuste com o nome em latim
porque
esta é a forma dos técnicos , em qualquer parte do
mundo ,
saberem do que estão a falar
O único meio de evitarmos tratar as
arvores em causa é
controlarmos a quantidade de moscas existentes num
Pomar
. Para isso há garrafas especiais com um
preparado para atrair as
moscas . Um controle diário
avisa-nos quando devemos aplicar o
tratamento
No Algarve onde estes ataques são graves a mosca pode
ter
5 a 8 gerações anuais
O método moderno é criar machos que depois
são
castrados ( na fase de pupa ) com irradiações de
cobalto 60 .
Existem varias biofabricas de machos ,
uma das quais muito importante
na ilha da Madeira
.Essas fabricas que cultivam machos fazem-nos aos
milhões

Estes machos são lançados depois por avião , numa
media de 1500 a
2000 machos por hectare . Com tanto
macho estéril a capacidade de
aumento de população cai
drasticamente nos anos seguintes com a
vantagem de não
ter custos com o emprego de pesticidas que
normalmente
, desequilibram a vida biológica da zona , alem de
introduzirem
substancias toxicas nos frutos .

Uma outra mosca da Fruta foi
utilizada em 1900 para
os primeiros estudos genéticos e , como o
leitor sabe
, em 1865 Mendel descobre as leis da Hereteriedade

Nos
estudos mais recentes que conheço é a incrível
velocidade desta
mosca e a sua capacidade de travagem
no seu meio natural . Ela tem
inimigos naturais ,
muitos e vários mas os mais perigosos são as
teias de
aranha .
Esta mosca desloca~se á velocidade de 57
comprimentos
do seu corpo por segundo o que , pelas minhas contas
,
dá uma velocidade de 500 km \hora .
Com esta velocidade ela
consegue travar apenas a três
vezes o seu comprimento quando se
depara pela frente
uma teia de aranha . Meta-se num carro por mais
moderno
que seja e tente travar a 6 metros do alvo
.Impossível !
O
truque desta micro mosca é que ela desenvolveu um
nervo óptico ligado
ás asas que quando pela frente
detecta uma teia de aranha ela muda
de imediato a
direcção do voo

Eu não sei se fiz bem ter
avisado o leitor dos
milhares de larvas que tem ingerido os pêssegos
laranja
ou outra fruta que o amigo nem sequer reparou

Agora não se
ponha com uma lupa a abrir os pêssegos e
a fazer descobertas
biológicas

Quanto ao apalpar a fruta , também o não deve fazer
porque
altera e acelera a oxigenação da mesma ,
apodrecendo-a . Se tem
fruta em sua casa e a não
quiser pôr no frigorifico porque lhe tira o
gosto ,
experimente passa-la por sumo de limão ou laranja .
Como
são ácidos o efeito da oxigenação retarda-se
O outro truque é
metê-la dentro de um saco de plástico
selar o mesmo extraindo todo o
ar.
E pronto, por hoje é este o petisco vegetal com ou sem
larvas


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