BRASIL: FAZER A FEIRA DE VÉSPERA

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BRASIL: FAZER A FEIRA DE VÉSPERA

Mensagem por Vitor mango em Dom Jun 27, 2010 9:27 am


BRASIL:
FAZER A FEIRA DE VÉSPERA








"Tudo
seria fácil se não fossem as dificuldades
" [Barão de
Itararé
]

Quando acabou o jogo Portugal-Brasil
a dificuldade era saber, do Brasil, que
equipa era aquela que andou por ali a "trocar fichinha".
À promoção brasileira que Portugal era freguês de
caderno, exportada por alguns "idiotas da objectividade" (quer nos
brasis quer entre os nossos paroquianos), concluiu-se que o Brasil,
para além da frustração de andar a "jogar de ouvido", nada
mais tem para dar aos seus torcedores, mesmo que faça a feira de
véspera.

Com uma indisfarçável má vontade em jogar futebol, com
uma irritada e irritante linha de jogo e um grupo de jogadores que se
espraiam a morcegar ao mesmo tempo que dão pau [Felipe Mello
é leviano e sarrafento] "antes de molhar a camisa" [Nelson
Rodrigues
dixit], a mais deslavada das selecções
brasileiras arrisca-se a ir para casa bem cedo.

Sem Kaká
(Julio Baptista é jogador grosso) nem Robinho,
a equipa de Dunga (agora entediado a estudar a
história do apartheid) é banal, irretocável, uma droga. Nenhuma
criatividade ofensiva, sem craques nem samba. Maicon
não pode fazer muito (não é Ronaldo), está em versão de
"bode cego" e levou, por isso mesmo, um banho de Fábio
Coentrão
que deu um passeio em campo. Lúcio
(um fala barato) é um facilitador, um desastre, de tal modo que se Ronaldo
tivesse jogado apoiado o jogo seria outro. Pena que o Raul
Meireles
desperdiçasse um golo mais que possível e, por que
não, mais que justo.

A equipa portuguesa é uma incógnita.
Por vezes raia a magia, noutras ocasiões são de uma permissividade e
desorganização total. O erudito e ridículo Carlos Queiroz
(aquela de Portugal entrar
de fato de macaco e sair de smoking
lembra a presença filosófica do
dr. Cavaco Silva) apostou num esquema de jogo ainda
mais fechado do que contra a Costa do Marfim.
Burocrático, sem alma nem chama, Queiroz joga
simplesmente para os pontos. Eis a sua religião. Eis a sua esperança.
Até agora deu certo esse mundo espiritual do sr. Queiroz:
"quem tem a bola ataca, quem não tem, se defende". Até surgir o
dia onde "quem não faz, leva!".





Publicada por
masson


em
7:36 PM



























Etiquetas:
Futebol,
Mundial 2010
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