Futebol. E pronto, nasceu o desporto dos maricas

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Futebol. E pronto, nasceu o desporto dos maricas

Mensagem por Viriato em Qui Dez 09, 2010 11:32 am

Futebol. E pronto, nasceu o desporto dos maricas

por Rui Miguel Tovar e Rui Pedro Silva, Publicado em 08 de Dezembro de 2010



E o circo chegou à cidade... Ups, não é isto! Estes são os jogadores do Etton, em 1865 Getty 1/1 + fotogalería

Antigamente é que era, diriam os mais saudosistas. Quando digo antigamente, viajo até 1314. Nesse ano, jogava-se um jogo popular nas ruas londrinas, em que valia tudo: pontapés, rasteiras, placagens, derrubes (e não, isto não é a reprodução de um lance dentro da área antes da marcação de um pontapé de canto). Essa moda chegou aos ouvidos do rei Eduardo II, que quis acabar com o"desporto", dizendo-se preocupado com a "segurança do reino, pelos inconvenientes de tanta gente a acotovelar-se duramente."

Em 1531, o diplomata inglês Thomas Elyot desancou no futebol, através de um livro. "Esse jogo de bola não é senão fúria brutal e violência extrema, só merecendo ser posto em silêncio perpétuo."

Um século depois, até William Shakespeare se insurgiu contra o futebol. Para ele, não havia dúvidas: "Not to be", apelidando aqueles que se divertiam nas ruas como "gente de baixa condição", em plena quarta cena do Rei Lear.
Só na primeira metade do século XIX as escolas inglesas fizeram jus ao lema "mente sã em corpo são" e encorajaram os vários tipos de futebol, uns mais selvagens que outros. Era a diferença entre râguebi e futebol.

Em 1855, nasce o Sheffield, primeiro clube de futebol. Oito anos depois, a 26 de Outubro, os seus jogadores reúnem--se com representantes de outras escolas com o objectivo de "eliminar a violência e a brutalidade deliberada no jogo". Duas facções se abriram num instante. Francis Campbell defendia "o espírito varonil, forte, masculino, enérgico". Ao sentir-se derrotado, abandonou a sala aos berros, acusando os demais de... mariquice e, algum tempo depois, fundou a União de Râguebi. Separavam-se as águas. Nasciam assim dois desportos. E a 8 de Dezembro de 1863, escreviam-se as 14 leis do futebol.

O autor das 14 leis foi um senhor inglês chamado Ebenezer Cobb Morley, que tem ainda tempo para fundar a federação inglesa de futebol e participar no primeiro jogo com as novas regras, entre o Barnes (já não existe) e o Richmond (existe só como clube de râguebi, de machos portanto), que acaba 0-0.

Os primeiros tempos desse novo desporto foram engraçados. Para começar, não havia árbitros – as faltas eram controladas pelos capitães de equipa. Depois, o árbitro surgiu mas pouco: ficava na bancada e só assinalava o que via ao longe.

Em 1871, inventou-se um jogador diferente dos demais (o goalkeeper), que defendia com as mãos e a baliza, que, entretanto, já fora remodelada duas vezes, com a substituição de uma fita pelo travessão de madeira a fazer de barra. Só em 1891 um clube de Liverpool resolveu a questão das redes da baliza, patenteando-as.

Em 1874 são permitidas as caneleiras em jogo e quatro anos depois usa-se o apito pela primeira vez. Que, mais tarde, originaria o "Apita o Comboio" dos Zimbro (obrigado ao leitor Nuno Miguel pela correcção), o Apito Dourado de sabe-se lá quem e, mais recentemente, o não apito de Elmano Santos. Modernices...


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