Cabeça encontrada na casa de um reformado é do rei Henrique IV
Vagueando na Notícia :: Salas das mesas de grandes debates de noticias :: Professor Dr e mister Mokadas faz a analise do Mundo
Página 1 de 1 • Compartilhe •
Cabeça encontrada na casa de um reformado é do rei Henrique IV
Cabeça encontrada na casa de um reformado é do rei Henrique IV
00h15m
Um grupo de cientistas atestou a autenticidade da cabeça do rei Henrique IV de França, encontrada em 2008 em casa de um reformado, após vários séculos de peregrinações rocambolescas.
A cabeça de Henrique IV está "em muito bom estado de conservação" e tem cabelos e restos de barba, refere um estudo do "British Medical Journal" ontem, terça-feira, publicado, apresentando os pormenores desta surpreendente descoberta.Filho de Antonio de Bourbon, duque de Vendôme, e Joana III de Albret, Rainha de Navarra, Henrique IV de Bourbon (1553-1610), que ficou conhecido como "Henrique, o Grande" e cujo reinado começou em 1859, era rei de Navarra e tornou-se o primeiro monarca de França pertencente à família Bourbon, por morte do seu primo e cunhado Henrique III de Valois.Um dos reis mais populares de França, durante e depois do seu reinado - sendo informalmente denominado como "o bom rei Henrique" -, sempre se preocupou com o bem-estar económico dos súbditos e deu mostras de uma tolerância religiosa incomum para a época, tendo sido assassinado por um homem com perturbações mentais, o católico fanático Ravaillac, e enterrado na Basílica Saint-Denis, onde estavam sepultados todos os outros reis de França.Segundo a investigação, a cabeça de Henrique IV está "ligeiramente escurecida, com os olhos meio-fechados e a boca aberta" e ostenta diversos sinais distintivos.Entre os sinais, "uma pequena mancha escura de 11 milímetros de comprimento logo acima da narina direita, um buraco que prova que usava um brinco no lóbulo da orelha direita, como era moda na corte dos Valois, e uma lesão óssea sobre o lábio superior do lado esquerdo, vestígio de um golpe feito por Jean Châtel, durante uma tentativa de assassínio, em 27 de Dezembro de 1594.O estudo foi realizado por 19 cientistas reunidos em torno de Philippe Charlier, médico-legista de Garches, batizado como "o Indiana Jones dos cemitérios", conhecido por ter revelado o envenenamento com mercúrio de Agnès Sorel, favorita de Carlos VII, e provado que os restos mortais conservados no castelo de Chinon não eram os de Joana d'Arc.Philippe Charlier trabalhou em colaboração com um dos mais conhecidos historiadores de Henrique IV, Jean-Pierre Babelon.O estudo foi filmado por dois jornalistas documentaristas e será exibido na televisão em Fevereiro de 2011, segundo a produtora Galaxie Presse.Depois de enterrado, em 1610, o túmulo de Henrique IV foi aberto em 1793 pelos revolucionários, explicou Rodolphe Huguet, presidente do Cendre (Centro de Estudos de Necrópoles Dinásticas e Reais Europeias) e um apaixonado pela história deste rei."O corpo foi deitado numa vala comum juntamente com outros. Foi nesse momento, provavelmente, que a cabeça dele foi separada. Nenhum documento diz quem a levou. Após a revolução, pedaços de restos mortais reais reapareceram em casas particulares, um osso, um dedo, cabelos, uma omoplata de Hugues Capet", prosseguiu.O cadáver de Henrique IV, realçou o historiador, estava "em muito bom estado de conservação porque tinha sido embalsamado". "Na época, as pessoas nem queriam acreditar quando o caixão foi aberto, pois era crença que só os cadáveres de santos estavam isentos de putrefacção".Foram encontradas pistas da sua célebre cabeça na colecção privada de um conde alemão no século XIX, depois perdeu-se-lhe novamente o paradeiro e, em 1919, reapareceu num leilão no Hotel Drouot, onde um antiquário de Dinard a comprou por três francos."Ele moveu céus e terra para provar que se tratava realmente da cabeça do rei, oferecendo-a ao Louvre, ao Museu Carnavalet, mas ninguém acreditou nele", acrescentou Huguet.Quando o antiquário morreu, a relíquia esteve, sem dúvida, algum tempo nas mãos da sua irmã, depois o seu paradeiro foi novamente perdido.Foi reencontrada "há dois anos em casa de um reformado de 84 anos que a guardava em segredo desde 1955", de acordo com a produtora do documentário.Os cientistas que autenticaram a relíquia estimam que o seu método poderá permitir identificar outros restos reais enterrados na vala comum e restituí-los aos seus túmulos originais.As circunstâncias exactas em que a cabeça do rei Henrique IV foi encontrada, bem como os resultados completos dos exames científicos que permitiram autenticá-la, deverão ser reveladas amanhã, quinta-feira, em Paris, numa conferência de Imprensa.
00h15m
Um grupo de cientistas atestou a autenticidade da cabeça do rei Henrique IV de França, encontrada em 2008 em casa de um reformado, após vários séculos de peregrinações rocambolescas.
![]() |
| Philippe Charlier |
A cabeça de Henrique IV está "em muito bom estado de conservação" e tem cabelos e restos de barba, refere um estudo do "British Medical Journal" ontem, terça-feira, publicado, apresentando os pormenores desta surpreendente descoberta.Filho de Antonio de Bourbon, duque de Vendôme, e Joana III de Albret, Rainha de Navarra, Henrique IV de Bourbon (1553-1610), que ficou conhecido como "Henrique, o Grande" e cujo reinado começou em 1859, era rei de Navarra e tornou-se o primeiro monarca de França pertencente à família Bourbon, por morte do seu primo e cunhado Henrique III de Valois.Um dos reis mais populares de França, durante e depois do seu reinado - sendo informalmente denominado como "o bom rei Henrique" -, sempre se preocupou com o bem-estar económico dos súbditos e deu mostras de uma tolerância religiosa incomum para a época, tendo sido assassinado por um homem com perturbações mentais, o católico fanático Ravaillac, e enterrado na Basílica Saint-Denis, onde estavam sepultados todos os outros reis de França.Segundo a investigação, a cabeça de Henrique IV está "ligeiramente escurecida, com os olhos meio-fechados e a boca aberta" e ostenta diversos sinais distintivos.Entre os sinais, "uma pequena mancha escura de 11 milímetros de comprimento logo acima da narina direita, um buraco que prova que usava um brinco no lóbulo da orelha direita, como era moda na corte dos Valois, e uma lesão óssea sobre o lábio superior do lado esquerdo, vestígio de um golpe feito por Jean Châtel, durante uma tentativa de assassínio, em 27 de Dezembro de 1594.O estudo foi realizado por 19 cientistas reunidos em torno de Philippe Charlier, médico-legista de Garches, batizado como "o Indiana Jones dos cemitérios", conhecido por ter revelado o envenenamento com mercúrio de Agnès Sorel, favorita de Carlos VII, e provado que os restos mortais conservados no castelo de Chinon não eram os de Joana d'Arc.Philippe Charlier trabalhou em colaboração com um dos mais conhecidos historiadores de Henrique IV, Jean-Pierre Babelon.O estudo foi filmado por dois jornalistas documentaristas e será exibido na televisão em Fevereiro de 2011, segundo a produtora Galaxie Presse.Depois de enterrado, em 1610, o túmulo de Henrique IV foi aberto em 1793 pelos revolucionários, explicou Rodolphe Huguet, presidente do Cendre (Centro de Estudos de Necrópoles Dinásticas e Reais Europeias) e um apaixonado pela história deste rei."O corpo foi deitado numa vala comum juntamente com outros. Foi nesse momento, provavelmente, que a cabeça dele foi separada. Nenhum documento diz quem a levou. Após a revolução, pedaços de restos mortais reais reapareceram em casas particulares, um osso, um dedo, cabelos, uma omoplata de Hugues Capet", prosseguiu.O cadáver de Henrique IV, realçou o historiador, estava "em muito bom estado de conservação porque tinha sido embalsamado". "Na época, as pessoas nem queriam acreditar quando o caixão foi aberto, pois era crença que só os cadáveres de santos estavam isentos de putrefacção".Foram encontradas pistas da sua célebre cabeça na colecção privada de um conde alemão no século XIX, depois perdeu-se-lhe novamente o paradeiro e, em 1919, reapareceu num leilão no Hotel Drouot, onde um antiquário de Dinard a comprou por três francos."Ele moveu céus e terra para provar que se tratava realmente da cabeça do rei, oferecendo-a ao Louvre, ao Museu Carnavalet, mas ninguém acreditou nele", acrescentou Huguet.Quando o antiquário morreu, a relíquia esteve, sem dúvida, algum tempo nas mãos da sua irmã, depois o seu paradeiro foi novamente perdido.Foi reencontrada "há dois anos em casa de um reformado de 84 anos que a guardava em segredo desde 1955", de acordo com a produtora do documentário.Os cientistas que autenticaram a relíquia estimam que o seu método poderá permitir identificar outros restos reais enterrados na vala comum e restituí-los aos seus túmulos originais.As circunstâncias exactas em que a cabeça do rei Henrique IV foi encontrada, bem como os resultados completos dos exames científicos que permitiram autenticá-la, deverão ser reveladas amanhã, quinta-feira, em Paris, numa conferência de Imprensa.

Vitor mango
Re: Cabeça encontrada na casa de um reformado é do rei Henrique IV
FElizmente os testiculos sao biodegradaveis e isso evita muita chatice
Ja a cabeça que se lixe pah
Ja a cabeça que se lixe pah

Vitor mango
Tópicos similares» Cabeça encontrada na casa de um reformado é do rei Henrique IV
» Conto erotico dedicado ao mano Kllux agora numa de lazaro numa casa mortuaria
» O criminoso que o PCP ainda protege « Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo
» Veja imagens inéditas da casa de Cristiano Ronaldo
» Garotas fogem de casa para escapar de circuncisão no Quênia
» Conto erotico dedicado ao mano Kllux agora numa de lazaro numa casa mortuaria
» O criminoso que o PCP ainda protege « Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo
» Veja imagens inéditas da casa de Cristiano Ronaldo
» Garotas fogem de casa para escapar de circuncisão no Quênia
Vagueando na Notícia :: Salas das mesas de grandes debates de noticias :: Professor Dr e mister Mokadas faz a analise do Mundo
Página 1 de 1
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum
