Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

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Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

Mensagem por Kllüx em Ter Jun 21, 2011 6:18 am



Cavaco pede "solidez, consistência e durabilidade" à coligação que sustenta o Governo

O Presidente da República alertou hoje que o país não está em condições de viver “crises políticas sucessivas”, sublinhando que competirá ao novo executivo assegurar que a coligação governativa tenha “solidez, consistência e durabilidade”.


O Presidente da República alertou hoje para os “custos catastróficos” de um eventual falhanço do cumprimento dos compromissos internacionais, sob pena da situação se tornar “economicamente irreversível e socialmente insustentável”.

Traçando um ‘quadro negro’ da situação dos últimos anos, com um crescimento económico débil, um aumento excessivo do peso do Estado, um desequilíbrio acentuado das contas públicas e os “sinais de forte recessão” dos últimos meses, Cavaco Silva diagnosticou “uma situação de emergência, caracterizada por enormes dificuldades económicas, financeiras e sociais”.

Nesta situação, recordou, o recurso à ajuda externa tornou-se “inevitável”, estando agora o país obrigado a cumprir um exigente programa de austeridade e de reforma.

Mas, avisou, o cumprimento desse mesmo programa, que tem custos e exige “muitos sacrifícios” é também “uma solução que se tornou inevitável”.

“O Governo que inicia funções tem responsabilidades acrescidas, uma vez que os sacrifícios pedidos são enormes, as expectativas geradas são extremamente elevadas e as exigências impostas não têm paralelo na nossa História recente. Não podemos falhar, sob pena de a situação se tornar economicamente irreversível e socialmente insustentável”, sustentou.

Contudo, notou também o Presidente da República, para enfrentar a atual situação do país, o novo Governo dispõe “da força de um resultado eleitoral inequívoco, de uma maioria no Parlamento e da cooperação do Presidente da República”.

“Não há motivos para deixar de fazer o que deve ser feito, a começar pelo cumprimento dos compromissos que assumimos perante as instituições internacionais. Os custos de um falhanço seriam absolutamente catastróficos e durariam por muitos e muitos anos, hipotecando drasticamente o futuro das gerações mais jovens”, reforçou.

Se Portugal falhar, acrescentou, ficará sujeito a restrições de financiamento ainda mais graves do que as atuais, uma situação que teria “consequências dramáticas” para o funcionamento do sistema económico e financeiro e limitaria por vários anos as perspetivas de crescimento do país e de criação de emprego.

Por isso, e perante “um caderno de encargos de grande responsabilidade”, o novo executivo liderado por Pedro Passos Coelho só terá sucesso se agir com “determinação e sentido de urgência”

Contudo, acrescentou ainda o chefe de Estado retomando a ideia de justiça na repartição de sacrifícios, as tarefas deste Governo não se esgotam no mero cumprimento do acordo com as instituições internacionais e uma das suas funções primordiais será “atenuar os elevados custos sociais das medidas que terão de ser tomadas”, sendo igualmente prioritário “uma utilização muito criteriosa dos recursos públicos, com vista a ajudar os cidadãos efetivamente mais carenciados”.

Elencando depois algumas das ‘tarefas’ do novo executivo, como a redução significativa do desequilíbrio externo, a consolidação das finanças públicas, a melhoria do sistema judicial, Cavaco Silva pediu igualmente o contributo de todos os portugueses para poupar mais, trabalhar melhor, recordando que Portugal não pode continuar a viver acima das suas possibilidades, a gastar mais do que aquilo que produz e a endividar-se.

Pedindo aos portugueses para serem especialmente atentos, “numa atitude cívica responsável e exigente”, Cavaco Silva prometeu essa será também a sua conduta, numa postura de “isenção e imparcialidade” perante os partidos, “cooperando lealmente com o Governo”.

“O momento é de muito trabalho, de ação ponderada, de diálogo político e social. O presente exige o melhor de nós, seja do Governo que hoje toma posse, seja do Parlamento renovado, seja de todos os cidadãos. Ninguém está imune à crise. Cada um de nós será chamado a dar o seu contributo para vencermos as adversidades do presente”, declarou, sublinhando que “cada Português tem uma quota de responsabilidade no futuro do seu país” e que “temos todos de começar já hoje a trabalhar em conjunto”.


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Re: Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

Mensagem por Kllüx em Ter Jun 21, 2011 6:36 am

Governo: Passos Coelho promete acabar com "embriaguez da dívida" portuguesa





O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, prometeu hoje no seu discurso de posse reduzir o endividamento do país e acabar com o que apelidou de "embriaguez da dívida" portuguesa, em defesa da autonomia política de Portugal.

Passos Coelho terminou a sua intervenção na cerimónia de posse do XIX Governo, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, assegurando que "Portugal não falhará".

Antes, o novo primeiro-ministro afirmou que "Portugal jamais poderá regressar à ilusão de que a dívida em espiral alimenta crescimento" e "sabe por experiência própria que a embriaguez da dívida se limita a encenar um falso e curto bem-estar até ao dia em que chega a fatura e o colapso".

Passos Coelho acrescentou que "agora Portugal também sabe o preço que se paga em autonomia política". E deixou uma promessa: "Reduziremos a dívida para recuperarmos a capacidade de decidirmos mais livremente os nossos próprios assuntos e de fazer as nossas próprias escolhas".

O novo executivo vai responder à "grave situação financeira" do país com "um Programa de Estabilização Financeira, que aponta para o equilíbrio sustentado das contas públicas e para o estancamento da dívida externa e pública, traçando objetivos concretos" em conformidade com o programa de ajuda externa a Portugal.

Passos Coelho reiterou que o seu Governo vai honrar os compromissos externos de Portugal, trabalhando "de igual para igual" com os parceiros europeus: "Nem por um momento nos esquecemos de que foi em grande parte a Europa que veio em nosso auxílio quando precisámos".
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Re: Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jun 21, 2011 7:00 am

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Cavaco Silva diagnosticou “uma situação de emergência, caracterizada por enormes dificuldades económicas, financeiras e sociais”.

Talvez que, se não tivesse esbanjado os milhões recebidos da UE, durante os seus governos, distribuindo-os por familiares e amigos, talvez estivéssemos hoje em situação económico-financeira bem diferente.

Mas isso é passado e a memória curta, como convém...


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Re: Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

Mensagem por Vitor mango em Ter Jun 21, 2011 7:14 am

Joao Ruiz escreveu:.
Cavaco Silva diagnosticou “uma situação de emergência, caracterizada por enormes dificuldades económicas, financeiras e sociais”.

Talvez que, se não tivesse esbanjado os milhões recebidos da UE, durante os seus governos, distribuindo-os por familiares e amigos, talvez estivéssemos hoje em situação económico-financeira bem diferente.

Mas isso é passado e a memória curta, como convém...


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Re: Ka√ako pede "solidez, consistência e durabilidade"...

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