Iraque: País vive o dia mais sangrento dos últimos 15 meses

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Iraque: País vive o dia mais sangrento dos últimos 15 meses

Mensagem por Kllüx em Seg Ago 15, 2011 11:31 am

Iraque: País vive o dia mais sangrento dos últimos 15 meses com a morte de pelo menos 67 pessoas



Bagdade, Iraque 15/08/2011 (Efe)

O Iraque viveu hoje o dia mais sangrento em mais de um ano com uma onda de atentados de que resultaram pelo menos 67 vítimas mortais e mais de 300 feridos em pontos distintos do país.

Na manhã de hoje, registaram-se atentados em dezenas de localidade iraquianas, os quais não foram reivindicados.

Segundo cálculos da agência de notícias France Presse, a partir de informações oficiais, este foi o dia mais sangrento desde 10 de maio de 2010, quando sessenta atentados por todo o país provocaram pelo menos 110 mortos e 500 feridos.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse hoje em comunicado que "matar iraquianos inocentes durante este mês [do Ramadão] mostra que aqueles que fizeram isso não têm religião, nem há bom senso".

O responsável assegurou que os autores dos atentados "não ficarão impunes".

O presidente do parlamento iraquiano, Iyad al Oussama al-Noujaifi, também condenou os ataques "criminosos" e "exigiu saber a razão" destes.

O atentado mais grave aconteceu num mercado popular na cidade de Kut, a 160 quilómetros a sudeste de Bagdade, onde um artefacto explosivo e um carro-bomba rebentaram ao mesmo tempo causando a morte de 40 pessoas e deixaram 60 feridas.

"Os ataques de hoje não foram uma surpresa", disse o porta-voz do Comando de Operações de Bagdade, general Qassem Atta, acrescentando que "a cada três ou quatro meses a Al-Qaeda realiza operações para provar que ainda está cá".

Apesar de este ter sido o dia mais sangrento no Iraque nas últimas semanas, a violência no país não tem parado e nos últimos dias têm acontecido atentados em diferentes cidades.

Esta série de atos terroristas acontece no mesmo mês sagrado do Ramadão quando as principais forças políticas do país chegaram a acordo para permitir ao governo negociar com os Estados Unidos a manutenção de um contingente limitado de formadores, após a retirada dos 47 mil soldados norte-americanos no final de 2011.
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