Portugal merece

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Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 16, 2012 4:56 pm

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O que segue, é a cópia de um mail de alguém que, de há uns tempços a esta parte, resolveu rebelar-se contra o estado em que se encontra o país e encetou uma luta, por esta via, não dando descanso aos grupos parlamentares da nossa AR.

Data: 01/16/12 10:02:44
Para: gp_pp@pp.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_bloco.esquerda@be.parlamento.pt; marg.machado@hotmail.com; Maria Isabel Silveira; Ricardo Magalhaes; albino magalhae; luispedrocarvalho@gmail.com; vera brandao
Assunto: FW:


Bom Dia Partidos

Não responderam ao meu mail anterior; será que têm coragem de responder a este?


Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelos islandeses e para os islandeses. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação que, o que começou sendo crise, se tenha convertido em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores notícias dos tempos actuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa continua a mostrar sintomas de desequilíbrio e que a incerteza continua presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública tem vindo a diminuir de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco se ouviu sobre o esforço que este povo realizou. Do limite a que chegaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever o seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã, embora continuem a existir buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas, como os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os média ficaram bem calados. Mesmo assim, conseguiram seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, este caso pode servir como caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

Original em: http://forner179.blogspot.com/2011/12/is...to-en.html
Fonte: http://maestroviejo.wordpress.com/2011/1...-sociales/

Aqui está a prova de que a população unida e organizada consegue livrar-se dos banqueiros canalhas, embora devamos reconhecer que fazer uma revolução destas na Islândia é mais fácil devido a factores tais como o povo ser mais culto, politizado e educado, além de ser pequeno em comparação a outros países como o Brasil.
Para fazer isso é necessário uma consciência da situação real de toda a população e que ela mesma se organize para resolver, colocando os políticos e os banqueiros corruptos na latrina.
Twitter - http://twitter.com/eguevara2012


Aguardo com interesse os v/comentários para poder partilhar com o País

Cumprimentos

Irene


Ora isto vem mesmo a calhar, para que aqui se ajude à missa e o Vagueando cumpra a missão cívica de divulgação e apoio a uma iniciativa, que se impunha de há muito.

Pela parte que me toca, estarei na primeira linha e aportarei a este fórum tudo o que possa secundar a coragem da Irene. Pode parecer muito pouco, para já, mas é assim que os grandes feitos começam, segundo a História nos ensina.

Libertarmo-nos do jugo intolerável da medíocre classe política, que cada vez mais nos arruina e ao país é, mais que um dever, uma obrigação
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Re: Portugal merece

Mensagem por Kllüx em Seg Jan 16, 2012 8:59 pm



Por Kauzzzz@ do tal e-mail


Como qualquer Português, com um mínimo de decência e sensibilidade, considero, entre muitas das coisas que não podem acontecer numa estado civilixado, de direito e inserido na utópica Aldeia Global, a existência de aberrações políticas e humanas, com o teor e calibre de Maria de Lurdes Rodrigues.
Já escrevi demasiado sobre essa abjeta criatura, e devolvo hoje a palavra a parâmetros mais elevados, onde ela se deve enquadrar, e ser tratada.
Se procurássemos uma epígrafe do horror que foi todo o período de subversão da Ordem, da Liberdade, dos Direitos Humanos, durante o período protoditatorial do Socratismo, essa carapuça encaixaria bem nesse miserável subproduto da Casa Pia, e do sinistro ISCTE, de onde saiu, e continua a sair, grande parte do lixo que arruinou, ideológica e pragmaticamente, Portugal.


Caindo numa analogia aristotélica, Maria de Lurdes Rodrigues está para o Socratismo como Leonor Beleza esteve para o Cavaquismo: ambas cometeram crimes, daqueles que ficam para sempre na consciência, e ambas, porque não estamos num estado de direito, foram recompensadas com a presidência de Fundações (!)...
Não merecem mais comentários esses, entre muitos, sintomas da falta de Democracia em Portugal. É uma boa notícia para os cidadãos impolutos que essa criatura, sem alma nem género, possa ir agora parar à barra dos tribunais.
Esfriando a coisa e o entusiasmo, já todos sabemos no que isso dará, mas, pelo menos, sentimos, coletivamente, durante cinco breves segundos, que poderia haver Justiça no Mundo.


No Mundo, talvez; em Portugal, ainda não.

Deixo-vos com uma recomendação de leitura, de um espaço brasileiro, onde, mais genericamente do que essas menoridades chamadas Leonor Beleza e Lurdes Rodrigues, o assunto é tratado e enquadrado numa moldura civilizacional, bem mais elevada e vasta, a de um lugar onde esses seres nem lugar teriam, alguma vez, tido, e passo a transcrever:


"Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros


A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Puniu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelo povo e para o povo. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa pelo temor de que muitos a percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos ao redor do planeta observaram com atenção e estabeleceram como um modelo realista a seguir.Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.Este pequeno país do periférico ártico recusou salvar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Dos limites que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver. Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade do povo.A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve rastro na mídia, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar.Hoje, seu caso bem pode ser um caminho ilustrativo para os indignados espanhóis, o movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigem justiça social e justiça econômica em todo o mundo."
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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Ter Jan 17, 2012 1:02 am

exma Snra presidente da assembleia da republica
(rascunho no teclado ...para enviar se ...)
Luis que se dizia descendente do SOl estava com a sua manicure a limar as unhas quando ouviu balburdia na rua e informou
- é uma rebelião !
-Não não é é uma revolução
Na janela a rainha ouvia gritar por pão e informou as aias porque razão nao davam brioches ao povo se não havia pão
Depois deste introito que tem a ver com os ouvidos moucos surdos e mudos dos nossos deputados quando não tendo a Tv por perto se metem ao silencio quando os vulgares cidadãos deste pais manifestam a sua indignação e raiva perante a total decadência dos políticos deste pais
A incapacidade destes politicas é tal que um politico que negociou o apertar do cinto não teve o minimo de pudor em reclamar para si salários e aditivos salariais já classificados como ultrajantes

Para incirtar só tenho um pedido a V. Exa que qualquer missiva entrada na assembleia da republica tenha uma recepção acusando o mesma e uma resposta ...é o mínimo dos mínimos que poderemos pedir para quem nos diz representar

com elevada consideração
XXXXX

ps... esta missiva tem a ver com o reclamado no forum "vagueando na noticia " (http://vagueando.forumeiros.com/t31228-portugal-merece)



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a rua revolucionaria

Mensagem por Vitor mango em Ter Jan 17, 2012 1:24 am



Hoje a rua é a NET
e quando os governantes não a ouvem normalmente quando nao actuam a tempo alguém esta no carpinteiro a fazer o cadafalso e a afiar as naifas

Marcelo Rebelo de Sousa que ultimamente esta mais lucido avisou o Catroga para se calar e nao abrir sequer a boca ...o que ele disse equivale a boca da Maria Antonieta sobre os brioches

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Marques Mendes aconselha Governo a "evitar clientelismo" nas nomeações

Mensagem por Vitor mango em Ter Jan 17, 2012 1:27 am

Marques Mendes aconselha Governo a "evitar clientelismo" nas nomeações


Publicado ontem




0 0 0
O
antigo presidente do PSD Marques Mendes aconselhou, esta
segunda-feiram, o Governo do seu partido a "evitar situações de
clientelismo", como aconteceu com as nomeações de administradores para
as empresas Águas de Portugal e EDP.

foto Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Marques Mendes


"As
coisas não correram bem. Acho que o Governo deve evitar situações de
clientelismo. Não é bom para ninguém", afirmou, em Coimbra, em
declarações aos jornalistas, à margem da apresentação de um livro sobre o
processo do Metro Mondego.
Aludindo a uma notícia do jornal
"Público" na edição de hoje, sobre o facto de o actual primeiro-ministro
já ter feito mais nomeações do que os seus antecessores, disse que
"cada caso é um caso".
Segundo Marques Mendes, "em 80% dos casos
reconduziu as pessoas" que vinham do tempo do anterior governo, de
iniciativa socialista.
"Qualquer generalização neste domínio é um
disparate completo", sublinhou, observando que o actual Governo "não tem
jeitinho nenhum e não explica as coisas, mesmo as boas que faz".
Marques
Mendes aconselha o Governo "a ter mais cuidado" para não repetir o que
se passou em relação às Águas de Portugal e EDP, "porque desta maneira
está a dar um tiro no pé".

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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Ter Jan 17, 2012 1:28 am

Marques
Mendes aconselha o Governo "a ter mais cuidado" para não repetir o que
se passou em relação às Águas de Portugal e EDP, "porque desta maneira
está a dar um tiro no pé".

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Passos Coelho acha que está a governar?

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 17, 2012 5:56 am

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Passos Coelho acha que está a governar?

por PEDRO TADEU
Hoje


Pedro Passos Coelho respondeu ao calor das suspeitas levantadas sobre as nomeações de administradores para a EDP e Águas de Portugal e tentou demonstrar que fez muito menos nomeações do que os Governos anteriores, com práticas incomparavelmente mais transparentes.

Mostrando números, mapas e gráficos, o primeiro-ministro garantiu que, num universo de 1024 nomeações, só cerca de 208 corresponderiam a entradas de novas pessoas, todas as outras seriam reconduções. E jurou que as escolhas da EDP foram feitas exclusivamente pelos seus acionistas, sem interferência do Governo, enquanto na Águas de Portugal a nomeação de dois autarcas - um deles em conflito de milhões de euros com a empresa - correspon- deria a uma intenção política assumida e clara, para aproximar quem gere a água deste país de quem está ligado às populações que a bebem.

Eu estava lá, vi e ouvi, e acreditei, sem malícia, que Passos achava mesmo que estava a falar verdade. E isso preocupou-me.

Dois dias depois da conferência do DN, onde o líder do Governo tentou clarificar este assunto, e já depois de invetivado pela oposição, o seu ato político até parecia estar a passar bem. Eis que um dos sujeitos da polémica, não só pela escolha em si (suspeita, com a da militante do CDS-PP, Celeste Cardona, de ter a sustentá-la uma motivação partidária clientelar), mas também pelo salário milionário em tempo de crise - 45 mil euros mensais - que a imprensa garantia ir ser pago, resolve falar. E Eduardo Catroga disse tanto que motivou o semanário Expresso a titular esta sua frase, aparentemente cheia de veneno: "Não sei como Celeste Cardona apareceu na lista"... A suspeita de traficância política numa empresa privada voltou, inevitavelmente, a adensar-se.

E, domingo à noite (porquê domigo à noite, porquê trabalhos forçados?!), o próprio site do Governo, onde se diz exercer a transparência, acaba a colocar um manto negro e opaco de dúvida sobre os números avançados por Passos Coelho com uma atualização que "por motivos técnicos" omite dados dos ministérios da Economia e da Segurança Social, mas onde se conclui que já há cerca de 580 reconduções, de onde se presume que houve, afinal, mais de 600 novos beneficiados com um empregozito no Estado.

Para além do óbvio forrobodó de tachos que toda esta trapalhada revela - mas que é um clássico da nossa democracia -, a novidade trágica de toda esta história é esta: Passos Coelho julga que governa mas não, está é a ser governado.

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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 17, 2012 6:07 am

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Seguem-se os comentários ao artigo supra, de leitores do DN

Ana Luisa
17.01.2012/12:18

»Tire a panela do fogão que o arroz já está queimado.Todos os dias arroz........Que miséria de assunto. Irrrrrrrra


Anónimo
17.01.2012/10:44

»Ele achar, acha. O problema é que não passa de uma marioneta e de um capacho nas mãos da troika


Anónimo
17.01.2012/10:33

»ola perdoa-men portugueses podem crer que para isto acaba esra muito bom que ouvece outra rebluçao como a do 25 de abril mas pior para nao poder entrar gatunos y ladroes como estes que estam y estiveram no goberno para acbar com todos os corruptos enquanto nao ouver isto vamos ser sempre uns escravos para estes corruptos vai chegar um dia que nem sequer vaomos poder levantar a cabeça y olhar para outra pessoa esta gente estam a dominar-nos muito depressa quando estes ladroes ganharem como ganham vamos todos ficar mais sem trabalho y sem de comer estes estam a fome


QED
17.01.2012/10:27

»Como todos sabemos, se fosse o PCP ou o BE QUE ESTIVESSEM NO GOVERNO, teriam nomeado pessoas do CDS, do PS, e do PSD para estes cargos...


Anónimo
17.01.2012/10:25

»passos e o maior mentirosso maior ladrao quando este sair se vai ver o que roubou mas vai ser tarde porque o triste pobre trabalhador tem um ordenado entre 500 a 750 euros estes F da P tem ordenados de 45.000 euros estes nao ha criçe temos que pagar as criçes y pagar ha P T da troica para estes ladroes do goberno ficarem mais ricos com ordenados destes y nos pequenos estas a tirar tudo pontes feriados y ferias sam todos uns gatunos digam como nao deve aver criçe para uns y para outros nada cada F da P do goberno nao debia passar os ordenados mais de 5.ooo euros y ja es muito bom porque depois teem tudo pago avaixo o goberno deviamos derrotar este goberno deviamos era polos fora mas todos esses Fda P de ladoes gatunos y aldaboes muito lixo

VPaz
17.01.2012/10:24

»Ele há cada conceito de honestidade!!! Claro que é o prevalecente na área governamental. É só começar a contar os honestos dessa área política. Realmente anda por aí muita perturbação. Por aí ...


Oportunismos políticos
17.01.2012/09:56

»Caro Gil Paulo, cheia de conversa fiada está a sociedade. Ser politico não é oportunidade de...! Ser político é abraçar a causa pública, para o bem-estar de todos. Poderá eventualmente dizer que é ideia jurássica. Então a sociedade não necessita de políticos de conversa fiada para interesse próprio. Passamos bem sem esse tipo de parasitismo. O estado, ainda tem catedráticos competentes, capazes de levar a causa pública para a frente, sem necessidade do oportunismo político. Precisamos urgentemente de uma atitude idêntica á Islandesa, destituição responsabilização criminal dos políticos e afins imediata.


Portugal a saque
17.01.2012/09:54

»É claro que não é o Passos Coelho(coitado,pobre diabo !)que está a governar. Quem governa é a máfia Maçónica, o pc e o be. É o três em um.


eu
17.01.2012/09:51

Eu gostaria de ter a certeza de que não houve novas entradas, mas sim substituição dos que lá estavam. Alguém o pode afirmar? Seria bom.

vguerra
17.01.2012/09:37
Portugal - Lisboa
A honestidade perturba-vos, ó Tadeu...


Anónimo
17.01.2012/11:41

Ó guerra! Porque será q não consegues enxergar um palmo adiante do nariz? Fazias melhor em estar a fazer qualquer coisa de útil do q estares para aqui a manchar este espaço com os habituais disparates. No caso deste comentário, estás a referir te à honestidade de quem?

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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 17, 2012 6:15 am

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E agora, o meu

Passos Coelho sabe muito bem o que quer e para onde vai. Não foi ele que, em campanha eleitoral, afirmou não querer ir com demasiada sede ao pote?! Ele lá sabia por que o afirmava e agora somos nós a constatar, de modo bem doloroso, a ausência de valores nobres, que o moveu e continua a mover. Ele quer lá saber da governação! Quer é encher bem o pote, à nossa custa, para distribuir alegremente o pecúlio, por si e pelos seus amigos e compadres.


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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 18, 2012 7:01 am

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Ó pr'a ele, tão amigo dos portugueses... naquela época!




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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 18, 2012 7:09 am

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Toca a trabalhar, seus mandriões!



O Álvaro, no seu melhor...


lol! lol! lol! lol! lol! lol! lol! lol! lol!

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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 18, 2012 7:15 am

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Já Miguel Portas o dizia...



... e não se enganou...


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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 18, 2012 7:50 am

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E o povo começou a acordar...



Olá se começou...

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E os deveres do Estado?

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 18, 2012 11:14 am

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E os deveres do Estado?

por BAPTISTA-BASTOS
Hoje


Tudo indica que o Governo fez prescrever a sua autoridade legítima e o poder que lhe fora outorgado pelas urnas. Os resultados falhados da concertação social não são mais do que reflexos das exigências da troika. A intransigência governamental (e patronal) obedece a um esquema que parece inabalável, acabando por limitar, e até destruir, os deveres do Estado. Não se trata, na circunstância, de uma questão de luta de classes, nem de uma pluralidade de conceitos. Está em jogo a sobrevivência de um paradigma social e de uma moral política.

A recomposição da Direita está associada ao enfraquecimento da Esquerda. Porém, uma não existe sem a outra. E escapa a ambas o que constituiu a alteração dos circuitos de financiamento. A própria ideia de "economia social" que tentou, timidamente, modificar as regras do "mercado" e alterar o modelo neoliberal que se adivinhava foi escorraçada.

Até agora, não se questiona a verdadeira dimensão da desconstrução social. E a troika, cuja ideologia é de Direita, e, ocasionalmente, de Extrema-Direita, aplica, nos países para aonde é chamada, o mesmo breviário de intenções. Independentemente das características específicas de cada nação e de cada povo, o peso do financiamento externo funciona como uma imposição irretorquível. Quando diz que é preciso, em Portugal, tirar a força ou reduzir a influência dos sindicatos, comete uma injunção insuportável. Infelizmente, o Governo de Passos Coelho não se opõe porque não pode e porque, afinal, a exigência não colide com o seu projecto político.

Ao provocar o afastamento de um dos componentes da concertação, tanto o patronato como o Executivo não se fortalecem. As conflitualidades sociais emergirão com uma fúria que o desespero e a angústia amplamente justificam. E ninguém ganha com a obstinação. Os ventos sopram, no momento, a favor de quem possui uma visão exclusivamente neoliberal do mundo. Mas mesmo essa situação, por temporária que seja, permite-nos reflectir sobre a imoralidade do sistema.

Não sei, nem estou rigorosamente muito interessado em saber quais são os conselheiros de Pedro Passos Coelho. Todavia, pelos efeitos, não são de seguir. A pressão exercida sobre a população portuguesa mais desfavorecida representa uma depreciação do próprio bem comum. O Governo, assim, escudado na "dívida" e nos compromissos assumidos, está a distanciar-se, irremediavelmente, do crédito que lhe foi concedido pelos eleitores. O primeiro-ministro diz que está aberto ao diálogo. É um álibi e o falso argumento de um drama por ele cerzidos.

Claro que estamos numa encruzilhada. Mas as ilusões acerca da solução próxima não passam de isso mesmo: ilusões. Este caminho não conduz a parte alguma. É um jogo de mentiras para nos embalar na roda de sacrifícios constantes. Só não vê quem não quer ver.

In DN


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Re: Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Qui Jan 19, 2012 7:14 am

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Portugueses mais descontentes com a democracia

por Céu Neves
Hoje


Os portugueses estão cada vez mais insatisfeitos com a democracia, 64,6% das pessoas consideram-se "pouco ou nada satisfeitos". Em 2009, representavam 51%.

Os últimos dados são do "Barómetro da Qualidade da Democracia, criado em 2010 pelo Instituto de Ciências Sociais, com o apoio das federações Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e Calouste Gulbenkian.

A penas 55,5% dos portugueses consideram que a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo, a menor percentagem de sempre comparativamente a outros estudos.

Em 1999, segundo os dados do World Values Survey, 81% dos residentes em Portugal tinham essa opinião.

E 47,9% dos portugueses acreditam que a democracia funciona pior ou muito pior do que há cinco anos.

"É importante sublinhar, que, nesta avaliação geral da importância da democracia, uma parte significativa da população (cerca de 15%) está a favor da existência de um governo autoritário, em algumas circunstâncias (este valor era de 9% no World Values Survey de 1999)", sublinham os autores do estudo, coordenado por António Costa Pinto, Pedro Magalhães e Luís de Sousa.

A grande maioria (70,4%) c onsidere que a sua qualidade de vida foi significamente afetada pela crise económica e apenas 10,9% acredita que o Governo "tenha margem de manobra para tomar decisões independentemente da situação económica internacional ou da vontade dos governos de outros países (12,5)", revela o estudo

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Então e a verdade?

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jan 22, 2012 5:17 am

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Então e a verdade?

por Pedro Marques Lopes
Hoje


O homem que inúmeras vezes apareceu perante os portugueses exigindo que se falasse verdade não falou verdade. O homem que afirmou solenemente que quem o acusava de condutas menos próprias na condução de alguns negócios particulares teria de nascer dez vezes para ser mais sério do que ele não foi sério. Deliberadamente, escondeu uma parte do que ganha. E não foi sério quando disse que não sabia quanto seria o valor total das suas pensões.

O homem frontal, que faz gala de que a sua vida seja um livro aberto, omitiu. Omitiu ou disse uma meia-verdade, que como toda a gente sabe é sempre uma redonda mentira, quando, sem um pingo de vergonha, fingiu ter de livre e espontânea vontade prescindido do seu salário como Presidente da República. Todos nós sabemos que lhe estava vedado por lei acumular as suas pensões com esse salário. Decidiu omitir que a escolha que fez foi entre receber cerca de dez mil euros mensais das reformas ou aproximadamente sete mil de salário.

Mas estou disposto a, pelo menos, negar parte do que acabo de escrever e admitir que, de facto, além de tudo isso, Cavaco Silva não consegue pagar as suas despesas, que dez mil euros não chegam para cobrir os seus gastos. Nesse caso tinha-nos enganado quando nos fez crer que era um homem austero e prudente nos seus investimentos, avesso a gastos desnecessários, que utilizava mantinhas em sua casa para não desperdiçar dinheiro em aquecimento central e que tinha um padrão de vida pautado pela contenção e sobriedade. É que, convenhamos, ganhar os tais dez mil euros somados aos oitocentos da sua mulher (será?), não pagar refeições, gasolina, telefones e demais despesas correntes, como é direito de um presidente da República, e, mesmo assim, não lhe sobrar dinheiro, é próprio de um verdadeiro estroina que anda para aí a deitar dinheiro à rua. Temo pelos seus seiscentos e cinquenta e um mil euros que até agora poupou e ainda conserva em vários bancos. Bom, não é que já não tivéssemos indícios de alguma negligência na condição das suas finanças. Como todos nos recordamos, Cavaco Silva comprou e vendeu acções da SLN, mas não sabia como o negócio tinha sido feito nem do que teria auferido em mais-valias.

O homem que se reclama do povo, que veio do povo, que sente que o povo está a escutar a sua mensagem, não tem pejo em dizer que só à custa das suas poupanças consegue sobreviver. Pois, não sei a que povo se está a referir. O povo que eu conheço não se indignará com os rendimentos dele, são fruto do seu trabalho e com certeza fez por os merecer. Não gostará é, estou certo, de que brinquem com ele. Não apreciará que um homem rico, e Cavaco Silva pelos padrões portugueses é um homem rico, insinue que está a fazer os mesmos sacrifícios que o povo a que diz pertencer.

É que esse povo é constituído por mais de seiscentos mil desempregados, por um milhão e meio de pessoas que trazem para casa quinhentos euros por mês, por trabalhadores por conta de outrem que ganham em média oitocentos euros mensais. Ninguém pediria ao Presidente da República que vivesse com oitocentos euros. Pedir-se-ia sim que compreendesse os sacrifícios, as terríveis condições de vida, a angústia dos que vivem desesperados por não verem perspectivas para os seus filhos e que se pusesse ao lado deles, que os guiasse para uma vida mais digna. Mas não, Cavaco Silva preferiu muito simplesmente gozar com o seu povo.

Pode ser, no entanto, pior. Às tantas, o político profissional com mais anos de carreira não conhece a real situação dos portugueses. O homem que foi eleito primeiro--ministro três vezes e Presidente da República duas, ignora como os cidadãos vivem. Nesse caso, o problema, infelizmente, não é dele, é nosso, pois temos votado num indivíduo que se está borrifando para nós e para a nossa vida.

Anteontem tive vergonha de ter votado algumas vezes neste senhor.

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Pobre presidente

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jan 22, 2012 5:32 am

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Pobre presidente

por Alberto Gonçalves
Hoje


Um dia, é o primeiro-ministro que agradece a "discreta mas importante intervenção" do presidente da República no acordo chamado de concertação social. No dia seguinte, é o presidente da República que, voluntária ou involuntariamente, decide sabotar qualquer esforço de concerto, com "c" ou com "s".

A esta hora, já toda a gente conhece as declarações de Cavaco Silva sobre os seus ganhos e os seus gastos, as quais, a bem da clareza, merecem um par de ajustes face às paráfrases sarcásticas ou indignadas que circulam por aí. Cavaco Silva não afirmou que a sua reforma é de 1300 euros por mês, mas que a sua reforma enquanto professor universitário e investigador na Gulbenkian é de 1300 euros por mês (se juntarmos a do Banco de Portugal, a coisa parece ascender aos 8 mil). Cavaco Silva também não afirmou que não consegue pagar as despesas pessoais, mas que necessita de recorrer às poupanças que realizou para complementar os rendimentos periódicos.

De resto, é escusado distorcer as declarações em causa para torná-las absurdas. Há absurdo suficiente quando o chefe de um Estado falido e cujos cidadãos ganham, se ganharem de todo, uma média de 700 ou 800 euros, se lamenta de que 9 mil euros mensais não chegam para uma existência decente. A maçada, claro, não são os montantes: são os lamentos. Não acho que Cavaco Silva deva regular o nível de vida pelos padrões de quem aufere dez vezes menos, nem que se deva envergonhar das pensões que lhe cabem por direito, nem sequer que deva cair na recusa demagógica do respectivo salário (em que aliás caiu). Acho apenas que lhe convinha ter uma noção, ainda que vaga, do cargo que ocupa e daquilo que o rodeia. No mínimo, a tentativa de se aproximar do homem comum na pobreza material levou Cavaco Silva a suplantá-lo em pobreza de espírito.

Tamanho delírio custa mais porque a distância entre a classe política e o mundo real esteve precisamente na origem das loucuras que nos trouxeram à desgraça vigente. Após suportarmos governantes que cantaram loas à prosperidade enquanto esfarrapavam o país, dispensava-se um PR que admite a crise enquanto ignora as condições do país que a sofre. Após suportarmos a regular opinião de lunáticos que condenam a austeridade como se houvesse alternativa, dispensávamos um PR que confunde austeridade com abundância. Após suportarmos a popular lengalenga de que estrangeiros sombrios conspiram para esmagar uma nação inocente, dispensava-se um PR que atribui às agências de rating todos os males da pátria, não por acaso o que Cavaco Silva fez na exacta intervenção em que chorou a minguada reforma.

Por distracção ou inconveniência gerais, o escândalo subsequente ao segundo disparate abafou o primeiro. Dado que ambos são inseparáveis, foi pena: seria útil notar que, graças aos vultos políticos de que dispõe, Portugal é perfeitamente capaz de se desgraçar sozinho.

Segunda-feira, 16 de Janeiro

Tudo em família

Foram precisos dois milénios de cristandade para que a esquerda se pronunciasse contra os subsídios do Estado aos artistas, ou "artistas". Claro que o pronunciamento não aconteceu em sentido genérico e não aconteceu à toa, mas apenas porque, na história em causa, o Estado é o Instituto de Investigação Científica Tropical, presidido por Jorge Braga de Macedo, e a artista, ou "artista", é Ana de Macedo, por acaso ou desígnio filha do supracitado economista barra tropicalista. Segundo consta, o misterioso IICT apoiou uma exposição de "arte contemporânea" da senhora em Maputo, um português lá residente escreveu há seis meses um texto no seu blogue sobre o assunto e, agora, o Bloco de Esquerda insurge-se contra o arranjinho e questionou o Governo acerca do esbanjamento de dinheiros públicos.

Além de espanto, a iniciativa merece aplausos. E, se não for maçada, continuidade. A menos, note-se, que o Bloco pretenda limitar a sua indignação a casos de nepotismo e, dentro destes, a casos de nepotismo que envolvam figuras ligadas ao PSD, está aberto o precedente para que enfim se levantem duas ou três questões pertinentes ou, na verdade, uma única: a que título os contribuintes devem patrocinar, mediante extorsão de impostos, a arte, ou a "arte", que não consomem?

Estou certo de que, se procurar bem, a rapaziada do Bloco encontrará outros exemplos em que a atribuição de subvenções do género é contaminada pela existência de laços familiares, relações fraternas, compadrios, interesses mútuos ou meras simpatias entre quem decide o destino dos subsídios e quem os recebe. O difícil, se não impossível, é encontrar exemplos contrários.

Embora a revelação possa chocar muitos, nem o Estado tem carácter divino nem as benesses que distribui derivam de juízos iluminados: a distribuição resulta da opinião de pessoas, e as pessoas, principalmente em países pequeninos, tendem à promiscuidade. Se isto é válido para áreas relativamente permeáveis a escrutínio técnico, mais válido é para as artes, ou "artes", cuja relevância depende do teste do tempo e não do palpite de um cunhado, compincha ou interesse amoroso. É evidente que os parentes, vizinhos ou amantes do artista, ou "artista", X são livres de patrocinar os seus desabafos criativos. Não são, ou não deviam ser, livres de o fazer à custa de cidadãos que ignoram a obra de X ou que, quando a conhecem, preferiam não ter conhecido.

À cautela, o ideal era esquecer inclinações ideológicas ou gabarito dos subsidiados e alargar os escrúpulos com o dinheiro dos outros a toda a manifestação artística, ou "artística", desígnio que gostaria de ver defendido pelo Bloco e, sobretudo, pelo Estado.

Quarta-feira, 18 de Janeiro

O 'dumping' mental

A prestimosa Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que de vez em quando promete processar-me mas que, decerto por deficiências organizativas, nunca cumpre a promessa, anda aflita com o lixo que as escolas servem às crianças. Naturalmente, o lixo em causa não é o curricular. Aliás, ainda estou para ver o dia em que essa seja uma batalha dos senhores que dirigem a Confap, os quais se preocupam imenso com a segurança dos meninos na escola (querem mais), com o tabaco e o álcool que os meninos consomem na escola (querem menos), com o tempo que os meninos passam na escola (querem mais), com a exigência dos testes que os meninos fazem na escola (querem menos), com os transportes que levam os meninos à escola (querem mais), com as leis retrógradas que permitem que os meninos reprovem na escola (querem menos) e com a participação das famílias dos meninos nas actividades da escola (querem mais). Os senhores da Confap preocupam-se com tudo, excepto com o português e a matemática que, definitivamente, os meninos não aprendem na escola.

Esta semana, a preocupação dos sujeitos prende-se com a comida. Na semana passada, também se prendia, embora aí o problema fossem os pais sem dinheiro para pagar as refeições escolares dos filhos. Agora, o drama são os preços das ditas refeições, demasiado baratos segundo os desconfiados padrões da Confap. O presidente da dita, Albino Almeida de sua graça (e tem bastante), não só julga falar por todos os progenitores do país como pelos vistos se convenceu de que possui o paladar de um gourmet. Vai daí, toca de desconfiar do mérito dos alimentos e apresentar aos media dois exemplos colhidos em estabelecimentos de ensino não identificados: o de uma sopa "sem qualidade" e o de um prato em que "as doses da carne eram manifestamente insuficientes". Em ambos os casos, o sr. Almeida afirma guardar fotografias destas autênticas machadadas na educação e na gastronomia. Assim de repente, ocorre-me um sítio onde poderíamos guardar o próprio sr. Almeida. Porém, não quero voltar a incomodar os advogados da criatura.

De resto, o pior nem são as preocupações com o dumping dos fornecedores das cantinas reveladas pela Confap, por definição representativa de um universo infantil. O pior é que a infantilidade e o pavor do dumping infectaram o mundo real e a ASAE já invade supermercados suspeitos de praticar preços baixos, hediono crime que justifica apreensão imediata do produto, por enquanto o leite, em breve qualquer coisa de que lóbis interessados, partidos ao serviço de clientelas ou simples malucos se lembrem. Aparentemente, o país reage ao custo de vida mediante o massacre daqueles a quem a vida custa mais. Grave, grave é o dumping mental.

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Em defesa de Cavaco

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jan 22, 2012 5:39 am

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Em defesa de Cavaco

por Paulo Baldaia
Hoje


Não rezo aos deuses, em que não acredito, não confio noutro ser humano mais do que confio em mim próprio e não passo cheques em branco nem cheques sem cobertura. Feita a minha declaração de interesses, quero acrescentar que têm razão os anarquistas quando dizem que só os peixes mortos seguem a corrente. Vem isto a propósito do "tsunami" criado pelas declarações infelizes do Presidente da República.

Ouvindo e sabendo tudo o que Cavaco Silva disse e fez esta semana, temos duas hipóteses. Ou seguimos a corrente e ficamos indignados porque caiu muito mal o choradinho do Presidente, cidadão da classe média alta, queixando-se da falta de dinheiro para pagar as despesas, ou descontamos essa infelicidade e atendemos ao papel relevante, mas discreto, que o Presidente da República teve e tem em matérias demasiado importantes para o futuro do País. Se seguimos a corrente estamos conversados, se queremos olhar para o que importa na nossa vida então temos de aplaudir o papel de Cavaco no sucesso da Concertação Social (foi sua a luta, por exemplo, para fazer cair a meia hora de trabalho a mais) e na tentativa de salvar a Madeira da bancarrota, arquipélago onde um louco político ameaça seguir para o abismo e levar toda a gente com ele.

Tudo isto é Democracia. É a critica às palavras infelizes do Presidente, o elogio à sua actuação política, os prós e os contra do Acordo de Concertação Social e até a loucura de Alberto João Jardim. É, se calhar, por tudo isto que um estudo sobre a qualidade da Democracia, feito por Pedro Magalhães e António Costa Pinto, mostra que apenas 56% dos portugueses acreditam que a Democracia é o melhor dos sistemas e mais de 75% dos entrevistados estão convencidos de que "os políticos se preocupam apenas com os seus próprios interesses". Há uma solução para gostarmos um pouco mais da Democracia, chama-se cidadania activa e apela a que cada um de nós comece por ser mais exigente consigo próprio para poder exigir mais do resto da sociedade. Implica que lutemos pela defesa dos nossos interesses, mas implica igualmente que saibamos ceder em defesa dos interesses colectivos.

A Democracia é o Presidente, o Governo e a Oposição, o sindicato que assina e o que não assina e é o patronato reunido em associação. Mas é, acima de tudo, a liberdade de cada um conduzir a sua vida no sentido que entender. A Democracia também serve para nos auto-responsabilizarmos pelo país que somos. É chegado o tempo de cada um dos que tem emprego trabalhar mais e melhor, porque essa é a única forma de criar riqueza que permita criar novos postos de trabalhos para os que estão no desemprego. Pode ser muito democrático, mas continuar a apontar o dedo aos outros não vos vai tirar do atoleiro onde nos metemos.

In DN


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Passos: "Sacrifícios são para todos"

Mensagem por Joao Ruiz em Dom Jan 22, 2012 4:30 pm

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Passos: "Sacrifícios são para todos"

Ontem


Primeiro-ministro respondeu a Cavaco, que se queixou de que as suas reformas não chegam para despesa. Presidente foi vaiado em Guimarães (com vídeo)

O primeiro-ministro respondeu ontem diretamente ao Presidente da República, que se lamentou do baixo valor das suas reformas, confessando que não chegam para pagar as despesas. Passos Coelho afirmou que "todas as pessoas, independentemente da posição que ocupam, fazem sacrifícios importantes, sejam aqueles que têm reformas maiores sejam os que têm mais pequenas. Os sacrifícios têm de ser repartidos por todos. Não há ninguém que fique de fora".

Passos disse que todos os portugueses "sabem que os tempos que vivemos são duros, mas vamos passar por eles de cabeça erguida". E acrescentou, numa mensagem direta para Cavaco Silva: "O que eu quero dizer aos portugueses, a começar pelo Presidente da República e a acabar em qualquer cidadão de Portugal, é que esses sacrifícios vão valer a pena e que Portugal vai passar esta situação difícil em que está porque há muitas pessoas, famílias e empresas que estão a fazer das tripas coração, a virarem-se para fora, a apostar em novos mercados e podem acrescentar valor à nossa economia."

Cavaco foi ontem vaiado em Guimarães, na cerimónia inaugural da Capital Europeia da Cultura.


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Cavaco indigente

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 23, 2012 10:45 am

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Eu e a minha Maria agradecemos tanta solidariedade!




queen


Com um pedido de desculpas ao Kllux, pelo abuso queen

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D. Corleone

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 23, 2012 11:20 am

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Coisas de padrinhos...


queen


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Como os políticos...

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 23, 2012 11:35 am

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É só adaptar e temos logo um lote deles (políticos)





Com o meu pedido de desculpas aos cãezinhos...


Twisted Evil Laughing

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"Quis ilustrar que acompanho portugueses em dificuldades"

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:10 am

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"Quis ilustrar que acompanho portugueses em dificuldades"

por Lusa
Ontem


O Presidente da República esclareceu hoje à Lusa que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.

"Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão", refere o chefe de Estado numa declaração escrita à Lusa, em resposta às questões colocadas sobre as declarações que proferiu na sexta-feira acerca das suas pensões.

Reconhecendo que, face à questão que lhe tem "sido colocada insistentemente" sobre as pensões que aufere, não terá sido "suficientemente claro quanto à intenção do que queria transmitir", Cavaco Silva esclarece que as sua intenção foi ilustrar, com o seu próprio exemplo, que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades.

"Apenas quis ilustrar, com o meu exemplo, que acompanho as situações que chegam ao meu conhecimento de cidadãos que atravessam dificuldades e para as quais tenho chamado a atenção em diversas intervenções públicas", refere Cavaco Silva.

Na sexta-feira, durante uma visita ao Porto, Cavaco Silva foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de poder receber subsídio de férias e de Natal pelo Banco de Portugal, tendo explicado que, "tudo somado" - o que vai receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações - "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as despesas, recordando que não recebe "vencimento como Presidente da República".

"Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República", disse.

"Mas não faço questão quanto a isso porque com certeza existem outros portugueses na mesma situação. Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, eu e a minha mulher fomos sempre muito poupados e fazíamos questão de todos, todos os meses colocar alguma coisa de lado e portanto agora posso gastar uma parte das minhas poupanças e é por isso que eu não faço questão quanto a isso", enfatizou.

Relativamente aquilo que irá receber da Caixa Geral de Aposentações, o Chefe de Estado disse ter descontado "quase 40 anos" como professor universitário e também alguns anos como investigador da Fundação Calouste de Gulbenkian.

"Irei receber 1300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês", declarou, sobre a Caixa Geral de Aposentações.

Quanto ao Fundo de Pensões do Banco de Portugal, para o qual descontou durante quase 30 anos, Cavaco Silva disse que ainda não sabe quanto é que vai receber.

"Mas os senhores não terão dificuldade. Eu fui um funcionário de nível 18, que exerceu funções de direção", observou.

Durante o fim-de-semana sucederam-se as críticas às afirmações do chefe de Estado, nomeadamente da parte do PCP e do BE, do presidente do Governo regional dos Açores Carlos César e de personalidades como os seus adversários nas eleições presidenciais de 2011, o socialista Manuel Alegre, o independente Fernando Nobre e o comunista Francisco Lopes.

Em finais de janeiro de 2011, depois da aprovação da legislação que pôs termo à acumulação de pensões com vencimentos do Estado, Cavaco prescindiu do seu vencimento de Presidente da República, no valor de 6.523 euros (brutos).

Segundo foi noticiado na altura, o Presidente da República acumula duas pensões, a de professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e a de reformado do Banco de Portugal, que totalizavam, antes dos cortes

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Campanha de solidariedade com família Cavaco Silva

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:13 am

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Campanha de solidariedade com família Cavaco Silva

por Lusa
Hoje


O Bloco de Esquerda lança hoje em Aveiro uma campanha nacional de "solidariedade" com a família Cavaco Silva para evitar que "o presidente da República tenha de emigrar fugindo, assim, do pais que ajudou a afundar".

Em declarações à Lusa, Joaquim Dias, do BE distrital de Aveiro, referiu que será disponibilizado um número de telefone e uma morada "para que os portugueses saibam para onde mandar os seus donativos" que no final serão entregues no Palácio de Belém.

"Infelizmente, os donativos não vão poder ser deduzidos no IRS porque a família Cavaco Silva tem rendimentos mensais elevadíssimos, mas esperamos o contributo de todos os portugueses", ironizou.

Joaquim Dias considerou que as declarações do presidente da República sobre o valor das suas pensões são "no mínimo ofensivas para milhares de portugueses, que recebem pensões de 200 euros ou pouco mais".

Nesta campanha, que hoje às 15:00 será apresentada em conferência de imprensa, o BE apela "à solidariedade de todas e todos os portugueses para que se evite que quem vive acima das nossas possibilidades tenha de emigrar".

na sexta-feira, o Presidente da República, Cavaco Silva, disse que aquilo que vai receber como reformas "quase de certeza que não chega para pagar" as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.

Entretanto, na segunda-feira, o Presidente da República esclareceu à Agência Lusa que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.

In DN


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Morais Sarmento: Cavaco teve um "momento de portuguesismo"

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:17 am

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Morais Sarmento: Cavaco teve um "momento de portuguesismo"

por Dinheiro Vivo
Hoje

O Presidente da República teve um "momento de portuguesismo" quando disse que não ganhava para as despesas. A critica vem do social-democrata Nuno Morais Sarmento, em declarações à Rádio Renascença.

Para o comentador "não há maneira do país entender as palavras do Presidente" sobre os cortes nas pensões de reforma e diz mesmo que seria melhor que não as tivesse feito.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO031960.html

In DN



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OS 10 RENDIMENTOS DE CAVACO EM 2010

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:30 am

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OS 10 RENDIMENTOS DE CAVACO EM 2010

por Dinheiro Vivo
Hoje


O Presidente da República tentou ontem explicar as declarações que fez na sexta feira sobre os seus rendimentos e que que lhe valeram fortes críticas. O DN consultou a última declaração de rendimentos que depositou no Tribunal Constitucional, referente a 2010, e fez as contas.

Entre trabalho dependente, pensões e aplicações financeiras, o casal Cavaco Silva fechou o ano com 999.894,95 euros.

Conheça em detalhe estes rendimentos no link abaixo.

http://www.dinheirovivo.pt/Estado/Artigo/CIECO031969.html

In DN


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Jerónimo de Sousa: É "muito difícil" Cavaco "justificar o injustificável"

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:43 am

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Jerónimo de Sousa: É "muito difícil" Cavaco "justificar o injustificável"

por Lusa
Hoje

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje "muito difícil para não dizer impossível" que os esclarecimentos prestados pelo Presidente da República sobre as declarações que proferiu acerca das suas pensões justifiquem "aquilo que é injustificável".

"É muito difícil para não dizer impossível [Cavaco Silva] justificar aquilo que é injustificável e aquilo que provocou um sentimento de indignação geral", disse o líder comunista, à margem de um encontro com militantes no Funchal sobre o serviço público e as privatizações.

"Ouvir o Presidente da República dizer que aquilo que disse será uma "gaffe", com certeza, mas marcou profundamente esse sentimento de indignação geral e, por isso, é muito difícil justificar o injustificável", insistiu.

Num esclarecimento enviado segunda-feira à Lusa, o Presidente da República esclareceu que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.

"Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão", refere o chefe de Estado numa declaração escrita à Lusa, em resposta às questões colocadas sobre as declarações que proferiu na sexta-feira acerca das suas pensões.

Reconhecendo que, face à questão que lhe tem "sido colocada insistentemente" sobre as pensões que aufere, não terá sido "suficientemente claro quanto à intenção do que queria transmitir", Cavaco Silva esclarece que as sua intenção foi ilustrar, com o seu próprio exemplo, que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades.

Na sexta-feira, durante uma visita ao Porto, Cavaco Silva foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de poder receber subsídio de férias e de Natal pelo Banco de Portugal, tendo explicado que, "tudo somado" - o que vai receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações - "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as despesas, recordando que não recebe "vencimento como Presidente da República".

No Funchal, Jerónimo de Sousa afirmou ainda que o programa de assistência financeira à Madeira não deve "impedir o crescimento, o desenvolvimento económico e a justiça social" na Região.

"Vimos sacudir esta ideia que o povo madeirense vai ter que pagar os desmandos do jardinismo, nós consideramos que, mesmo num quadro de negociação, não se deve procurar impedir o crescimento, o desenvolvimento económico e a justiça social", referiu à margem de um encontro com militantes no Funchal sobre o serviço público e as privatizações.

Para o dirigente comunista, a negociação entre os governos Regional e da República para o equilíbrio financeiro da Madeira "tem de ter em conta não uma perspetiva apenas de sacrifício para o povo madeirense mas procurar, de uma forma articulada, vencer este problema com o equilíbrio necessário de ajuste das contas públicas mas, simultaneamente, ter em conta os interesses da população madeirense e da Região e não o alastramento das injustiças, da pobreza e do desemprego".

Para Jerónimo de Sousa, as dificuldades em alcançar um acordo que se arrasta desde novembro de 2011 "são uma espécie de faz de conta porque Jardim (...) está disposto a assinar de cruz aquilo que a "troika" e o Governo central decidiram".

"Há uma linha de penalizar ainda mais e duramente a população madeirense sem nenhuma responsabilização do principal responsável, estes desmandos do jardinismo, esta política de favorecimento de clientelas minando perspetivas de crescimento e de desenvolvimento têm responsáveis concretos e o que o Governo central está a tentar fazer, com a cumplicidade deste Governo regional, é pôr a pagar quem não tem culpa", alertou.

O secretário-geral mantém esta tarde contactos com entidades ligadas à saúde e termina a jornada na Madeira com uma conferência de imprensa.

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Zorrinho espera que Cavaco continue a apelar à "sensibilidade do Governo"

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:48 am

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Zorrinho espera que Cavaco continue a apelar à "sensibilidade do Governo"

por Lusa
Hoje

O líder da bancada parlamentar socialista considerou hoje que as declarações do Presidente da República "são muito difíceis de entender" e que, mais que o esclarecimento "relativamente hermético", espera que Cavaco Silva continue a apelar à "sensibilidade do Governo".

"As declarações do senhor Presidente da República são declarações muito difíceis de entender pelos portugueses, denotaram uma grande falta de sensibilidade, sobretudo, agravada pelo Governo ter uma enorme falta de sensibilidade em relação às condições de vida", afirmou Carlos Zorrinho à Lusa.

O Presidente da República esclareceu na segunda-feira à Lusa que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.

"O senhor Presidente da República tem sido um dos protagonistas institucionais que tem alertado o Governo para a importância da aposta no crescimento, no emprego, no desenvolvimento das competências, das qualificações", afirmou Carlos Zorrinho.

"Hoje mesmo a COTEC, que é presidida pelo senhor Presidente da República, lançou um alerta, dizendo que Portugal estava a perder a guerra da inovação, uma batalha fundamental que nos anos anteriores estava a vencer, porque Portugal subiu muito em todos os indicadores de inovação", sublinhou.

O líder da bancada do PS afirmou esperar que Cavaco Silva "continue na sua magistratura de influência a apelar à sensibilidade do Governo, para que fique claro que esta sua insensibilidade foi apenas um momento de incoerência".

Quanto ao esclarecimento do Presidente, considerou-o "relativamente hermético", argumentando que mais importante que esse esclarecimento "será sobretudo o comportamento" do Chefe de Estado.

Reconhecendo que, face à questão que lhe tem "sido colocada insistentemente" sobre as pensões que aufere, não terá sido "suficientemente claro quanto à intenção do que queria transmitir", Cavaco Silva esclarece que as sua intenção foi ilustrar, com o seu próprio exemplo, que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades.

"Apenas quis ilustrar, com o meu exemplo, que acompanho as situações que chegam ao meu conhecimento de cidadãos que atravessam dificuldades e para as quais tenho chamado a atenção em diversas intervenções públicas", refere Cavaco Silva.

"Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão", referiu o chefe de Estado numa declaração escrita à Lusa, em resposta às questões colocadas sobre as declarações que proferiu na sexta-feira acerca das suas pensões.

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Petição com 19 mil assinaturas pede demissão de Cavaco

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 10:56 am

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Petição com 19 mil assinaturas pede demissão de Cavaco

por Lusa
Hoje


A petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República e que já reuniu mais de 19 mil assinaturas vai mesmo ser enviada à Assembleia da República, disse o primeiro signatário do documento.

"Seja pela minha mão, ou pela mão de outros signatários que já manifestaram a sua disponibilidade para o fazer, a petição irá mesmo seguir para a Assembleia da República", disse à Lusa Nuno Luís Marreiros, que no sábado lançou a petição 'online' "Pedido de demissão do Presidente da República".

Nuno Luís Marreiros adiantou ainda que tomou a decisão de enviar a petição para o Parlamento depois de segunda-feira lhe terem começado a chegar mensagens de signatários no sentido de "não deixar cair em vão" tantas assinaturas já recolhidas.

Admitindo que o resultado final da petição não seja mesmo o objetivo a que se propõe, ou seja, a demissão do chefe de Estado, Nuno Luís Marreiros disse acreditar que poderá ser vista como "uma primeira manifestação da participação dos cidadãos na vida política".

"Há muitas críticas à falta de participação dos cidadãos, por isso este pode ser um exemplo de participação ordeira e sem recurso a manifestações violentas, uma forma de mostrar que os portugueses estão descontentes com a atuação do Presidente da República", acrescentou.

No texto da petição, que às 16:30 de hoje já tinha sido assinada por mais de 18 653 pessoas, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.

"Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.

Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa".

"Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fraturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.

Uma petição tem se ser subscrita por mais de quatro mil cidadãos para ser apreciada no plenário da Assembleia da República.

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Petição com 19 mil assinaturas pede demissão de Cavaco

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 11:01 am

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Petição com 19 mil assinaturas pede demissão de Cavaco


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A petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República e que já reuniu mais de 19 mil assinaturas vai mesmo ser enviada à Assembleia da República, disse o primeiro signatário do documento.
"Seja pela minha mão, ou pela mão de outros signatários que já manifestaram a sua disponibilidade para o fazer, a petição irá mesmo seguir para a Assembleia da República", disse à Lusa Nuno Luís Marreiros, que no sábado lançou a petição 'online' "Pedido de demissão do Presidente da República".

Nuno Luís Marreiros adiantou ainda que tomou a decisão de enviar a petição para o Parlamento depois de segunda-feira lhe terem começado a chegar mensagens de signatários no sentido de "não deixar cair em vão" tantas assinaturas já recolhidas.

Admitindo que o resultado final da petição não seja mesmo o objetivo a que se propõe, ou seja, a demissão do chefe de Estado, Nuno Luís Marreiros disse acreditar que poderá ser vista como "uma primeira manifestação da participação dos cidadãos na vida política".

"Há muitas críticas à falta de participação dos cidadãos, por isso este pode ser um exemplo de participação ordeira e sem recurso a manifestações violentas, uma forma de mostrar que os portugueses estão descontentes com a atuação do Presidente da República", acrescentou.

No texto da petição, que às 16:30 de hoje já tinha sido assinada por mais de 18 653 pessoas, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.

"Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.

Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa".

"Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fraturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.

Uma petição tem se ser subscrita por mais de quatro mil cidadãos para ser apreciada no plenário da Assembleia da República.

Lusa
publicado a 2012-01-24 às 13:55

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