Portugal merece

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Portugal merece

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 16, 2012 4:56 pm

Relembrando a primeira mensagem :

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O que segue, é a cópia de um mail de alguém que, de há uns tempços a esta parte, resolveu rebelar-se contra o estado em que se encontra o país e encetou uma luta, por esta via, não dando descanso aos grupos parlamentares da nossa AR.

Data: 01/16/12 10:02:44
Para: gp_pp@pp.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_bloco.esquerda@be.parlamento.pt; marg.machado@hotmail.com; Maria Isabel Silveira; Ricardo Magalhaes; albino magalhae; luispedrocarvalho@gmail.com; vera brandao
Assunto: FW:


Bom Dia Partidos

Não responderam ao meu mail anterior; será que têm coragem de responder a este?


Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelos islandeses e para os islandeses. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação que, o que começou sendo crise, se tenha convertido em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores notícias dos tempos actuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa continua a mostrar sintomas de desequilíbrio e que a incerteza continua presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública tem vindo a diminuir de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco se ouviu sobre o esforço que este povo realizou. Do limite a que chegaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever o seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã, embora continuem a existir buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas, como os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os média ficaram bem calados. Mesmo assim, conseguiram seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, este caso pode servir como caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

Original em: http://forner179.blogspot.com/2011/12/is...to-en.html
Fonte: http://maestroviejo.wordpress.com/2011/1...-sociales/

Aqui está a prova de que a população unida e organizada consegue livrar-se dos banqueiros canalhas, embora devamos reconhecer que fazer uma revolução destas na Islândia é mais fácil devido a factores tais como o povo ser mais culto, politizado e educado, além de ser pequeno em comparação a outros países como o Brasil.
Para fazer isso é necessário uma consciência da situação real de toda a população e que ela mesma se organize para resolver, colocando os políticos e os banqueiros corruptos na latrina.
Twitter - http://twitter.com/eguevara2012


Aguardo com interesse os v/comentários para poder partilhar com o País

Cumprimentos

Irene


Ora isto vem mesmo a calhar, para que aqui se ajude à missa e o Vagueando cumpra a missão cívica de divulgação e apoio a uma iniciativa, que se impunha de há muito.

Pela parte que me toca, estarei na primeira linha e aportarei a este fórum tudo o que possa secundar a coragem da Irene. Pode parecer muito pouco, para já, mas é assim que os grandes feitos começam, segundo a História nos ensina.

Libertarmo-nos do jugo intolerável da medíocre classe política, que cada vez mais nos arruina e ao país é, mais que um dever, uma obrigação
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Cavaco e a síndrome de Maria Anton

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 11:15 am

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Cavaco e a síndrome de Maria Antonieta

por PEDRO TADEU
Hoje


O professor Aníbal Cavaco Silva está sempre a lembrar as suas "origens humildes" e fala, com frequência, dos tempos de jovem adulto, da vida disciplinada, de estudo e trabalho que iniciou o seu percurso. Inúmeras vezes ouvimo-lo distanciar-se da classe política, colocando-se sempre noutra classe de pessoas, apesar dos mais de 30 anos de participação activa, ao mais elevado nível, na condução dos destinos do país.

O Presidente da República está sempre a recordar-nos que é um homem do povo e procura, em todos os momentos, sublinhar o contacto que julga manter com as suas raízes "genuínas", tentando ligar-se a algo que terá deixado para trás há qualquer coisa como 50 anos. A descrição que este homem faz de si só próprio conhece apenas uma variação ao mote da raiz popular - o orgulho no percurso de académico e de economista, na esperança de obter o reconhecimento de entrada na classe dos sábios

Cavaco Silva não quer ser da classe política. Não quer ser da classe dos ricos. Não quer ser da classe dos poderosos. Não quer ser da classe burguesa. Não quer ser aristocrata. Quer ser da classe popular e da classe dos sábios. Mas, entretanto, passou 30 anos a pisar passadeiras vermelhas em palácios de todo o mundo, passou 30 anos a ver banqueiros, empresários, poetas, artistas, filósofos, políticos, músicos, nobres, outros falidos, jornalistas, professores, médicos, advogados, estadistas e todos os melhores representantes de todas as classes superiores a desfilar à sua frente, ouvindo-o, curvando-se, bajulando-o, adorando-o. Passou 30 anos a conquistar e a usar o poder. A infância de Boliqueime ficou tão longe...

Cavaco Silva fala muitas vezes em nome do povo, das sua dificuldades, das suas misérias, solidário. Mas, à razão de 10 mil euros por mês, não consegue já ver o povo. Não é um problema de carácter ou de falta de honestidade intelectual. Cavaco perdeu-se de si próprio, entre as saudades da sua origem e o orgulho da sua conquista. Cavaco perdeu, classicamente, a consciência de classe.

Diz o mito que Maria Antonieta, rainha de França, respondera, sobranceira, a um pedido de pão feito por pobres: "Não têm pão? Comam brioches". Diz a história que isto não se passou, que ela até se preocupava genuinamente com os miseráveis das ruas, vislumbrados do alto da sua carruagem, mas que a Revolução Francesa, a raiz da democracia, se construiu também em cima dessa discrição de arrogância cínica, ignorante, mais tarde vingada a golpe de guilhotina.

Cavaco Silva sofre da síndrome de Maria Antonieta... Nas ruas, ouvem-se gritos.

In DN



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A questão do desemprego

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 11:31 am

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A questão do desemprego

por MÁRIO SOARES
Hoje


1 - Os jornais europeus começaram a falar com frequência do "combate ao desemprego", como uma necessidade urgente. Segundo dizem dois jornalistas baseados em Bruxelas, Andreu Missé e Miguel Mora, num artigo publicado no El País, do dia 20 do corrente mês de janeiro, "a chanceler Merkel e o Presidente Sarkozy propõem, na próxima Cimeira Europeia, do dia 30, a criação de um plano de crescimento e competitividade para afrontar o desemprego juvenil", que se está a tornar, com efeito, um flagelo europeu. E Portugal, como sabemos, não escapa à regra. Por isso, querem criar facilidades fronteiriças para os que procuram, nos outros países, trabalho que não encontram nos seus próprios Estados.

A questão do desemprego é, como todos sabem, um problema de primordial importância. Porque com um desemprego sempre a subir não há possibilidade de crescimento. E as medidas, chamadas de austeridade, receita principal da dupla Merkozy e da troika, não servirão para nada - bem pelo contrário - aos Estados em dificuldades, mas tão-só aos mercados especulativos. O que quer dizer que os Estados vítimas - que já não são só três, Grécia, Irlanda e Portugal, mas, pelo menos, sete (se contarmos também a Itália, a Espanha, a Eslovénia e, porventura a França) - irão arrastar os outros Estados da Zona Euro e, como parece começar a ser óbvio, a própria Alemanha.

Quem poderá afirmar, em plena recessão económica e com o desemprego a crescer, que o ano em que entrámos - 2012 - não vai acabar muito pior do que nos encontramos hoje? Para que servem então as medidas de austeridade, as contrarreformas que necessariamente acarretam, as destruições paulatinas dos Estados sociais europeus e todas as conquistas sociais, que fizeram, durante várias décadas, o bem-estar das classes menos abastadas e mais carentes da União Europeia?

A verdade é que a chanceler Merkel parece começar a querer ceder, no seu inaceitável dogmatismo neoliberal e mais ainda, por razões próprias, o seu súbdito, Nicolas Sarkozy? Aliás, as eleições presidenciais francesas estão a cem dias de vista e com grande probabilidade vão eleger o novo Presidente, que espero não seja Sarkozy, depois das gafes, erros e tergiversações que cometeu durante o seu primeiro mandato.

Os europeus, apesar de terem eleito, em todos os Estados da Zona Euro, governos ultraconservadores, o que explica muita coisa, começam a perceber que a política de mera austeridade leva à destruição dos Estados sociais e ao "emagrecimento" dos Estados, em defesa dos sacrossantos mercados, não podendo conduzir senão à recessão, que está a minar a União Europeia, aumentando em flecha o desemprego, o trabalho precário, e a própria inovação e competitividade económica. Mesmo a Alemanha começa a dar sinais de ter compreendido isso...

Curiosamente, os Estados Unidos da América - onde nasceu o neoliberalismo - tiveram a perceção disso a tempo, graças à Administração Obama, apesar do cerco político que os republicanos lhe têm feito, Tea Party incluído. Na verdade, o desemprego tem vindo a descer no último ano na América e a economia real parece dar sinais de crescimento, como o sector automóvel é um bom exemplo.

Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, antigo presidente do Banco Mundial e conselheiro do ex-presidente Clinton, passou na semana passada por Lisboa e deu uma interessante entrevista ao Expresso de sábado passado. Aconselho vivamente a sua leitura. Disse ele: "A Europa não está a ajudar a Grécia (como podia e devia, digo eu) e está a tornar as coisas mais difíceis." E acrescenta: "A questão é: irão a Europa e a Alemanha mudar a sua posição? É uma decisão política e ninguém pode prever como a Alemanha vai decidir."

Permito-me lembrar os meus leitores - modéstia à parte - que há muitos meses tenho vindo a escrever, neste mesmo jornal, exatamente o mesmo, citando Stiglitz, Krugman e vários outros economistas de reputação mundial. Mas os dirigentes europeus, obcecados pelo "emagrecimento dos Estados" e pelo poder dos mercados, têm fechado os olhos à realidade. A Europa está agora - todos o reconhecem - à beira da catástrofe. Veremos o que nos traz a cimeira de 30 de janeiro. Porque o tempo urge...

2 - E Portugal? Teremos de reconhecer que a situação começa a ser muito difícil. Para os mais carecidos e os desempregados. O atual Governo, que tem escassos seis meses de existência, não parece ter definido ainda uma estratégia coerente para sair da crise. Parece aceitar, por razões ideológicas, o que a troika dita. Até pode ir um pouco mais além. As linhas necessárias do que devemos fazer, como "bom aluno" que o Governo se preza de ser, impõem medidas de austeridade em diversos planos, com cortes e mais cortes, que afetam os mais carentes, as classes médias, estão a fazer cair Portugal numa recessão profunda, com o desemprego a crescer como nunca, bem como a economia paralela. Para onde caminhamos? Não será para sair da crise, infelizmente, como nos prometeram, mas para a agravar cada vez mais. A esmagadora maioria da população está a perceber que é assim. Por isso, penso - e tenho-o afirmado em sucessivos artigos e conferências - que só a União Europeia nos pode salvar, se tiver a coragem de mudar radicalmente as políticas que tem vindo a aplicar. E puser na ordem os mercados especulativos e as agências de rating.

Na semana passada, o Governo conseguiu, em termos de Concertação Social, um acordo que considerou histórico. Julgo que não o será: terá quanto muito suscitado alguns recuos, em relação ao que inicialmente o Governo desejava. Atrevo-me, aliás, a dizer que não agradou nem ao comum dos trabalhadores nem aos patrões, porque não se vê que a economia real possa crescer nem o desemprego diminuir. E é na base desses dois objetivos fundamentais que se pode vir a ver alguma luz no fim do túnel. O resto é a poeira dos dias...

Não quero ser profeta da desgraça. Mas, sinceramente, não acho - e devo dizê-lo, por mais que me custe - que as contrarreformas que o Governo tem estado a promover, nos ministérios em que alguma coisa mexe - há outros que estão parados -, tentando emagrecer o Estado e as autarquias, está a destruir o Serviço Nacional de Saúde, a diminuir, sem critério, as pensões de reforma, a promover privatizações, entregando de qualquer maneira a grupos estrangeiros as joias do nosso património, a criar no comum dos portugueses - e nos próprios militares e forças de segurança - um descontentamento generalizado e uma falta de confiança nas nossas instituições políticas democráticas, extremamente perigosos para o futuro. Como diz o ditado: "Quem vos avisa vosso amigo é"...

A Itália parece estar a reagir através dos dois Mários - como escreveu num texto muito oportuno Teresa de Sousa, no seu habitual artigo de domingo no Público. Mario Monti, actual Presidente do Governo italiano, reputado tecnocrata, com provas dadas, e Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, que tem a chave na mão para algumas soluções. A mensagem do primeiro é clara: "A austeridade é necessária mas não chega, porque não se combate a dívida sem crescimento económico." E eu acrescento: e sem criar emprego e respeitar a dignidade dos trabalhadores. E o segundo, se tiver coragem para tanto, está na base da solução do problema.

Ora, é isso que o atual Governo tem de perceber rapidamente, pondo de lado - para vencer a crise - a sua conhecida base ideológica. Oiçam os parlamentares europeus portugueses e o que se começa a dizer alto em Bruxelas. A austeridade, sem crescimento económico, pode estimular os mercados especulativos, mas não resolver os problemas dos Estados soberanos nem a situação tão difícil da Europa do euro, no seu conjunto. Quer a Alemanha queira quer não... O Governo português tem de refletir sobre a situação em que o Estado se encontra, ouvir as vozes de bom senso e participar ativamente na cimeira de 30 do corrente, onde estes problemas irão finalmente ser discutidos, alinhando com os Estados vítimas e não com os que con- tinuam a piscar o olho aos mercados e às agências de rating, por mais mal que lhes façam. O momento é o indicado para o fazer, porque Sarkozy, tão respeitador da senhora Merkel, tem as eleições à vista e para as poder ganhar tem de mudar de políticas. A chanceler Merkel começa a ser muito criticada no seu próprio país, o Parlamento Europeu está a reagir e os próprios tecnocratas europeus começam a compreender que a União, se não muda de política, pode desagregar-se. Por isso, estamos no momento de intervir, pondo acima de tudo o interesse nacional, com objetividade e lucidez. Mas não bastam palavras. A hora é de agir.

3 - Há quem aposte na União Europeia. A Croácia, num referendo que ocorreu no domingo passado, decidiu aderir à União Europeia. Por ampla maioria, de resto: cerca de 67% dos votantes disseram sim. Foi algo de muito significativo. Porque quando tanta gente pensa que a União está em pleno descrédito - e está, se não mudar de política - há uma população responsável e com uma longa história que acredita no futuro da Europa e deseja participar nele, como povo europeu que é. Valham-nos estes exemplos!

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Acabou o recreio!!!!!

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 12:08 pm

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Caros Amigos,

Cá vai um importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.

Acabou o recreio !!!!!!!!!!!!!!!

Este texto vai circular hoje e será lido por milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar. Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.


22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

31. Denunciar as falsas boas vontades de campanhas, seminários e 'formações' destinadas a caçar subsídios, a subsídiodependência, em que cada acção é um modelo novo na frota automóvel.

32. Não papar festivais e golpadas, como 7 maravilhas disto e daquilo, que engordam muitos à custa dos votos e telefonemas imbecis para promover aquilo que não tem excelência e nem qualidade para ser destacado. Todas estas manobras promovem 'salazares e alheiras' e afundam o que realmente tem valor em Portugal...

33. Impedir o 1.º Ministro de cometer graves atropelos à Constituição, à Lei Geral e Lei do Trabalho, tais como as medidas catastróficas e mesmo criminosas, mascaradas num falso plano de austeridade que vai conduzir Portugal ao abismo.

34. Revogar os prazos de pagamento da dívida ao FMI, BCE e CE, no sentido de os alargar ao maior prazo possível sem agravamento dos já altíssimos juros.

35. Tomar medidas urgentes contra as multinacionais, holdings e bancos, que são os verdadeiros donos do FMI, BCE e CE., e estão a aguardar agindo nos bastidores, como abutres que espreitam moribundos, que as empresas entrem em falência para serem absorvidas a preços ridículos, alastrando uma praga de desemprego e miséria que é cada vez mais grave

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Recolha de "moedinhas" para Cavaco não entra em Belém

Mensagem por Joao Ruiz em Ter Jan 24, 2012 4:21 pm

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Recolha de "moedinhas" para Cavaco não entra em Belém

por Ana Isabel Castanho
Hoje


Como não foram recebidos em Belém, os protestantes deixaram as suas "ofertas" à porta do palácio.

Dezenas de cidadãos, indignados com as declarações de Cavaco Silva sobre a sua reforma, reuniram-se, ontem, em frente à Presidência da República, respondendo assim ao apelo feito nos blogues Arrastão e Jugular e no Facebook.

A "flash mob", cujo objectivo era a recolha de "moedinhas para o Presidente", juntou cidadãos de uma faixa etária mais elevada, sobretudo reformados e pensionistas, facto que causou algum espanto a Ana Matos Pires, do blogue "Jugular", uma das plataformas que divulgou o evento. "Estou espantada mas percebo quem [desta faixa etária] se tenha sentido ofendido", afirmou. O espanto também se fez sentir em relação ao forte dispositivo policial que se encontrava no local. Três carrinhas do corpo de intervenção, vários carros e um cordão humano de duas dezenas de polícias impediram que, durante o decorrer da iniciativa, os cidadãos de aproximassem da entrada da Presidência.

Meia-hora após o início do "flash mob", foi estendido um pano preto no chão onde as pessoas depositaram algumas moedas e mercearias - cereais, carcaças, pacotes de massa e arroz - e também alguns produtos mais originais: pacotes de canela e açúcar em pó e cigarros. "Trouxe um pacote de arroz para o senhor Presidente", disse João Paulo Oliveira, um dos cidadãos ali presentes. "Os portugueses são um povo solidário. Eu ainda ganho menos mas vim aqui ajudar. O Presidente não pode passar fome", rematou. Enquanto as pessoas cumpriam o propósito de "ajudar Cavaco Silva", podiam-se ouvir várias palavras de ordem: "Cavaco, eu quero a tua pensão, eu não tenho um tostão" e "os Silvas estão a passar por necessidades, dêem uma moedinha" foram os que mais adesão tiveram.

Por volta das 18:30, o pano foi recolhido por duas pessoas, uma delas o jornalista Paulo Querido, com o objectivo de o entregar ao chefe de Estado, tentativa que se revelou frustrada, uma vez que o pano não passou da entrada do Palácio de Belém. "A esmola fica à porta", gritaram os manifestantes quando se aperceberam da situação.

In DN


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nunca votei em anibal e muito menos em cavaco

Mensagem por Vitor mango em Qua Jan 25, 2012 12:46 am

nunca gostei do sorriso do artista pah
Isto da reforma foi de um cinismo tremendo querendo com palavras gagas e $$ cacau encoberto passar por um " mendigo " quando somando o que ganha se vbgeria logo que estava a ...a... as cahrges dao bem nota do que pensa o pessoal

Na entrevista colectiva entre Marcelo e o gajop dos gatos fedorentos ...ele Humorista classifico ou Xou cavaco como o pior politico ate hoje
Dizendo
...que quando é necessário falar esquiva-se no silencio e depois quando é necessário falar abre a boca e sai asneira

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
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Vitor mango

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Reforma de Cavaco Silva parodiada na Comercial

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 25, 2012 7:48 am

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Reforma de Cavaco Silva parodiada na Comercial

por Raquel Costa
Hoje


Vasco Palmerim cantou esta manhã sobre a reforma de Cavaco Silva 'A M'nha Reforma' é o mais recente tema-paródia das manhãs da rádio Comercial. A música, escrita por Vasco Palmeirim, alude às recentes declarações do presidente da República sobre o valor da sua reforma.




"A m'nha reforma, reforma não chega pra pagar as despesas / Em Albufeira, bufeira no Verão há muitas inglesas". As Manhãs da Comercial parodiaram as declarações do presidente da Repúlica sobre a sua reforma de 1300 euros.

Vasco Palmeirim, Nuno Markl e Vanda Miranda cantaram, esta manhã, A M'nha Reforma, adaptação do original I Need a Dollar, de Aloe Blacc. Os locutores da estação de rádio já interpretaram várias sátiras, incluíndo sobre a saída de José Sócrates no Governo e as eleições no Sporting.

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Re: Portugal merece

Mensagem por Kllüx em Qua Jan 25, 2012 7:53 am



Ó king .... por falar em KING o eü zé √iü faz hoje 70 @nüzzzzzzzzz Laughing Portugal tem üm Rei negrito...Jeje afro

Hà muito tempo küs analitiküz dizzzzem kü Belens tá Gàgá e küz karrrretüs gripados! lol!

Pior ka Lady D gaga e o Sleep Sleep Sleep Sleep Sleep Sleep




Crazy Days and Nights

affraid

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Petição não pode levar à demissão de Cavaco

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Jan 25, 2012 7:56 am

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Petição não pode levar à demissão de Cavacopor LusaHoje


O presidente da comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão, defendeu na terça-feira que a petição que já reuniu mais de 23 mil assinaturas pedindo a demissão do Presidente da República é de "objeto impossível" porque "a Constituição não o permite".

Fernando Negrão disse não poder afirmar se a petição é admissível a ser discutida em plenário da Assembleia da República por desconhecer o teor concreto do texto em causa, mas adiantou que, pelo seu título, "é uma situação de objeto impossível".

"Legalmente, a Constituição não o permite", afirmou à Lusa o presidente da primeira comissão, que analisa as petições dirigidas à Assembleia.

O Presidente da República "só pode ser demitido por si próprio, renunciando, ou em caso de morte ou incapacidade", afirmou Fernando Negrão.

"O Presidente da República não responde perante nenhum outro órgão de soberania", sublinhou Negrão.

A petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República. Cavaco Silva, e desde sábado até ao início da tarde tinha reunido mais de 23.000 assinaturas, vai ser enviada à Assembleia da República, disse à Lusa o primeiro signatário do documento.

Admitindo que o resultado final da petição não seja mesmo o objetivo a que se propõe, ou seja, a demissão do chefe de Estado, o primeiro signatário, Nuno Luís Marreiros disse acreditar que poderá ser vista como "uma primeira manifestação da participação dos cidadãos na vida política".

"Há muitas críticas à falta de participação dos cidadãos, por isso este pode ser um exemplo de participação ordeira e sem recurso a manifestações violentas, uma forma de mostrar que os portugueses estão descontentes com a atuação do Presidente da República", acrescentou.

No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.

"Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.

Uma petição tem de ser subscrita por mais de quatro mil cidadãos para ser apreciada no plenário da Assembleia da República.

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Presidência insustentável

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Jan 27, 2012 4:23 pm

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Presidência insustentável

por FERNANDA CÂNCIO
Hoje


No momento em que inicio a escrita deste texto, a petição que pede a demissão de Cavaco tem 36 148 assinaturas. Mais 32 148 do que as 4000 necessárias para que o assunto seja debatido no plenário parlamentar, como é intenção dos promotores. Mas na terça o presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais (que tem como epígrafe "Direitos, Liberdades e Garantias"), o deputado do PSD Fernando Negrão, veio avisar os incautos de que a petição tem "um objeto impossível", porque "o Presidente não pode ser demitido nem responde perante outro órgão de soberania".

Fernando Negrão, que já foi juiz, deve saber que não é bem assim: não só o Presidente pode ser destituído ao sair do País sem autorização do Parlamento (!), como responde perante os tribunais se acusado de um crime grave e desde que dois terços dos parlamentares permitam essa acusação. Considerado culpado, será forçado a resignar - exatamente o mesmo que a Constituição espanhola prevê para o rei.

Ao contrário do que se passa por exemplo nos EUA, onde o poder legislativo pode impugnar o ocupante da presidência desde que considere haver motivos para tal, procedendo a um "julgamento" através de uma comissão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal, no nosso país a Constituição trata o ocupante de Belém como entidade intocável e praticamente inimputável, que pode dizer e fazer quase tudo (menos tirar olhos, e mesmo assim, como vimos, só se os deputados não deixarem).

Temos, pois, uma Constituição que não só exime o PR de sindicâncias como não prevê qualquer situação em que se declare uma incapacidade superveniente para o cargo, como a que adviesse do conhecimento de factos do seu passado que pudessem comprometer irremediavelmente a sua credibilidade e autoridade, uma enfermidade que lhe diminuísse o discernimento ou qualquer outra circunstância adequada a pôr em causa a permanência no lugar. Não: a Constituição portuguesa confia ao PR ajuizar da sua aptidão, mesmo se for precisamente o seu juízo que se questiona.

Porque será que a figura do Presidente tem este desenho, tão pouco democrático e até tão pouco racional? É lícito, é desejável, é sustentável que se confira a alguém um estatuto tão blindado como este, comparável em tudo ao dos monarcas? Recorde--se que o direito (entre aspas) conferido a reis para o serem advém de uma distinção de sangue ungido, ou seja, do domínio do sagrado e, portanto, do inquestionável. Um presidente é um político eleito - com tudo o que isso implica de distinção mas também de humildade: está ali só e apenas porque se candidatou e foi escolhido; tem sempre de responder perante quem o elegeu.

Esta petição é pois uma oportunidade a não perder para pensar e debater o estatuto do PR. E para observar como a Lei Fundamental pode ser, no mesmo mês e pelos mesmos, desprezada a ponto de se ridicularizar o pedido de fiscalização do orçamento e fervorosamente invocada para defender Cavaco.

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O ponto de viragem

Mensagem por Joao Ruiz em Sex Jan 27, 2012 4:36 pm

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O ponto de viragem

por JOSÉ MANUEL PUREZA
Hoje


A gestão das expetativas tornou-se no alfa e ómega da condução da política neste tempo de experimentação do receituário liberal. O Governo deixou de se referir à realidade real e passou a efabular uma realidade virtual com o objetivo de tranquilizar os intranquilos ou de estimular a confiança dos desconfiados. A cartilha seguida pela equipa de Passos Coelho é a de entrar em estado de negação e fazê-lo com tal firmeza que isso contagie o povo, na convicção de que se todos negarmos a realidade ela há-de negar-se a si mesma.

Há dias, o ministro das Finanças anunciou ao país que Portugal estaria à beira do "ponto de viragem" na crise. O pagamento de um juro de 5% por um empréstimo do Estado por 11 meses foi suficiente para que Vítor Gaspar esboçasse o seu melhor sorriso e desse ao país a boa nova: o turning point estava iminente. E logo, em coro épico, se lhe juntaram os condicionadores de opinião do costume.

A coisa seria só patética se não fosse trágica. Nem três dias volvidos, os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa a dois anos atingiram os 14,6% e os contraídos a cinco anos vergavam ao juro também recorde de 18,7%. E entretanto os números oficiais do desemprego batiam no máximo de 13,4% prometendo continuar a subir. Mas nada disto travou a encenação de Gaspar: o turning point estava ali à esquina. Que importa a previsão do seu próprio Governo de que a atividade económica sofrerá uma contração de 3% (bem mais, certamente) em 2012? Que importa que as exportações portuguesas para Espanha, o nosso principal mercado externo, estejam ao nível de 2008 e sejam proximamente atingidas pelo vendaval de retração da procura que o governo madrileno de direita se apresta a impor? Nada disto - meras realidades, afinal - demoveu o ministro de ensaiar mais um fingimento pedagógico. Afinal de contas, anunciar um turning point é a glória de qualquer ministro deste governo da troika.

A verdade é que Portugal está realmente a chegar a um ponto de viragem. Só que não é o dos amanhãs que cantam que o Governo nos quer fazer crer que chegarão numa próxima manhã de nevoeiro. Não, o ponto de viragem que está diante de nós é o da reestruturação da dívida. Foi negada e renegada, mas não há gestão de expetativas que possa evitar que ela se imponha. A banca internacional já fez mesmo as contas e fala à boca pequena de 35% de redução da dívida a exigir. O patronato nacional também não vai mais em realidades virtuais e admite publicamente que Portugal será forçado a renegociar com a troika mais um pacote de pelo menos 30 mil milhões de euros. É esse o ponto de viragem que está aí, inapelável. Estava aí há já muito, aliás: uma recessão agreste durante dois ou três anos, seguida de um crescimento que se prevê medíocre para muitos mais, tornam insustentável qualquer cenário de pagamento da dívida. Pelo contrário, ela aumentará. Enquanto a gestão de expetativas for mandamento supremo, continuará a prevalecer a negação desta inevitabilidade. E, quanto mais tempo passar, mais gravemente o país - leia-se os sacrificados de sempre - será penalizado com custos terríveis e de efeito prolongado.

Esta é a tragédia de um país em que se perpetua a ilusão de que quanto mais para o fundo for a viragem mais capazes de virar para rumo certo estaremos. Uma tragédia feita de milhões de tragédias diárias de quem está a pagar estes delírios experimentalistas do Governo. Sim, isto tem que virar. Só que a sério.

In DN


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Passos vs Cavaco. Governo surpreendido com Belém

Mensagem por Joao Ruiz em Seg Jan 30, 2012 10:05 am

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Passos vs Cavaco. Governo surpreendido com Belém

Hoje

A guerra está aberta entre Passos e Cavaco garante hoje o jornal i. O Governo ficou surpreso com a ofensiva do Presidente da República. As notícias dos últimos dias não causaram apreensão junto da maioria. Passos Coelho pede silêncio sobre relação com Presidente

Nas vésperas de mais um Conselho Europeu, Passos Coelho foi surpreendido por mais um aviso saído de Belém, escreve hoje o jornal i. As notícias dos últimos dias que dão conta de uma discórdia do Presidente da República em relação à estratégia seguida por São Bento não caíram bem na maioria PSD/CDS.

O i sabe que o governo encarou com surpresa e apreensão o conjunto de notícias citando Belém dos últimos dias e, num momento de crise, fonte da maioria parlamentar diz ao i que é preciso um "envolvimento leal" do Presidente.

In DN

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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Qui Jan 17, 2013 3:08 am











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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Qui Fev 19, 2015 1:00 am




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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Seg Ago 17, 2015 12:57 am





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Re: Portugal merece

Mensagem por Vitor mango em Sab Abr 02, 2016 1:26 am


psd


"Não acredito que o povo soberano volte a desejar Passos como primeiro-ministro"


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