José Romão, 32 anos, transformou a sua paixão pelas plantas em negócio.

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José Romão, 32 anos, transformou a sua paixão pelas plantas em negócio.

Mensagem por Vitor mango em Sex Abr 20, 2012 11:07 am


José Romão, 32 anos, transformou a sua paixão pelas plantas em negócio.









Maria Martins (www.expresso.pt)


12:33 Sexta feira, 20 de abril de 2012

















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É um
apaixonado pela natureza e fala das plantas com se falasse de pessoas,
por isso não é de estranhar a sua ocupação: plant doctor. "As plantas
também têm doenças e um ciclo de vida e, ao contrário do que muitos
pensam, as plantas envelhecem e... morrem", diz o empreendedor que
transformou em negócio a sua paixão, com o propósito de cuidar das
plantas e, indiretamente, das pessoas. Com o contínuo crescimento
urbano, aumento da densidade populacional e a degradação da atmosfera,
as plantas são mais precisas do que nunca nos parques e jardins das
grandes cidades, "não só por uma questão de qualidade do ar, como do
bem-estar da população", reforça o CEO da Plant Doctors, empresa
constituída em 2010, para fazer o diagnóstico e resolução dos problemas
que afetam estes seres vivos.

COMO NASCEU A IDEIA


José Romão Valente formou-se em Engenharia Agronómica
e fez uma pós-graduação em Ecologia e Utilização de Plantas
Ornamentais. Mas ainda antes de deixar os bancos da faculdade, pôs os
pés na terra quando trabalhou numa empresa importadora de tratores, onde
começou a perceber como negociar e como funcionava o mundo dos
negócios. Mas a paixão pelas plantas levou-o a criar uma revista de
botânica e jardinagem, que apesar de só ter durado um ano, deu-lhe a
confiança e os contactos necessários para lançar a Plant Doctors.
Conheceu imensas pessoas ligadas ao ramo da jardinagem - arquitectos
paisagistas, agrónomos, importadores de material de jardinagem - e
percebeu que existia mercado para a sua ideia. "Há pessoas que gostam
destas coisas, há um mundo inteiro a rodar e eu quero fazer parte
dele!", pensou. Daí até criar a Plant Doctors foi um estalar de dedos.

OS PRIMEIROS PASSOS


A ideia passou para o papel após conversas com
colaboradores, colegas e amigos. "Não fiz nenhum estudo de mercado, e
arrependo-me disso", reconhece, "ajudar-me-ia a prever algumas
contrariedades que tive, nomeadamente no que diz respeito a ações de
formação, que foi outro mercado no qual a Plant Doctors entrou".

Inicialmente investiu 6 mil euros em material de
escritório, computador, alguns livros, máquina fotográfica com lentes
próprias para fotografar insetos pequeninos (macrofotografia), e o
aluguer de espaço num ninho de empresas. Ressalva que este foi o
investimento inicial para oficializar a empresa, pois os seus recursos
são muito mais diversos. "Poderia incluir a formação académica e o
investimento diário que faço em mim e na PlantDoctors, com cada
experiência, cada contacto com consultores, cada contacto com clientes",
acrescenta. Não procurou sócios, mas contou sempre o apoio da família e
de amigos (alguns deles foram seus professores na faculdade) que sempre
o aconselharam nos momentos de dúvida.

COMO CHEGOU AO MERCADO


O target da Plant Doctors é bastante variado. Desde
as autarquias, com os seus parques e jardins, aos particulares e
empresas, que também têm espaços verdes para cuidar. Os clientes são
sobretudo estrangeiros - a empresa tem projetos a decorrer no Paquistão
(sim, é estranho, mas é verdade...), Irlanda e Portugal, sobretudo a
nível de consultoria e execução de projetos.

O primeiro cliente surgiu de uma forma peculiar,
justamente no seguimento de um contacto anterior. A diretora do Jardim
Botânico Tropical - que ficara bem impressionada com os conselhos de
José Romão sobre o espaço, quando se deslocara ao jardim para fazer uma
reportagem para a sua revista de botânica e jardinagem -, ligou-lhe com
uma informação original: um empresário irlandês queria fazer uma réplica
daquele jardim... noutro país! Marcaram uma reunião e o jardim fez-se. O
cliente ficou tão satisfeito com o resultado que hoje tem outros
projetos com a Plant Doctors.

A partir daí, José Romão foi mostrando a empresa ao
mercado, sobretudo por trabalhos de parceria com outros profissionais da
área, e com instituições. "Num período em que o dinheiro não é
abundante, a troca de serviços é, de facto, uma solução a adoptar",
recomenda. Mas o engenheiro agrónomo que tornou-se empresário sabe que é
fundamental fazer um bom trabalho e ter a certeza de que não há
clientes insatisfeitos de alguma forma, porque "a melhor publicidade é a
dos clientes".

O QUE APRENDEU COM A EXPERIÊNCIA


"É essencial reduzir as despesas e ser realista relativamente a gastos". Para
o conseguir, José Romão é o único empregado a tempo inteiro da Plant
Doctors, sub-contratando todos os outros serviços. "Ninguém sabe tudo, é
o conjunto de pessoas que valoriza a empresa, mas se não existem
condições para contratar a tempo inteiro, negociam-se as formas de
entreajuda para chegar aos fins pretendidos", explica.

"Aprendemos com os nossos erros e pagamos por eles, mas os louros são nossos quando uma boa decisão é tomada". José
Romão reconhece que é muito confortável receber um ordenado no fim do
mês, no entanto, enquanto empreendedor, tem participação ativa no
processo de tomada de decisão.

"Gerir uma empresa implica que se algo falhar está tudo nas nossas mãos". Deixou
de ser técnico, estratega puro, para também ser gestor, e apercebeu-se
de que é bem mais complicado do que fazer a gestão diária de uma casa,
ou de um departamento.

Há que usar a imaginação para encontrar as formas mais baratas de resolver problemas, até porque os clientes assim o exigem.

NOVOS PROJETOS


A Plant Doctors já atingiu o limiar da rendibilidade,
agora é a altura de dar novos passos. José Romão quer apostar na
prestação de serviços de consultoria e formação, para o comércio de
produtos especializados. Uma diversificação da oferta levará a uma maior
recetividade em outros mercados. "Teremos todos a ganhar com isso, o
mercado e o público, que ganha produtos, e a PlantDoctors, que ganha
clientes", defende.

Mas existem já projetos noutras áreas, e a gestão
agrícola é um dos que tem dado mais prazer a José Romão nos últimos
tempos. Fala também com paixão numa eventual entrada na agricultura: "A
PlantDoctors foi e continua a ser uma escola fabulosa, que me tem
trazido muito mais alegrias que tristezas. Abriu-me muitas portas,
ensinou-me muito, e no que me diz respeito, continuará a crescer, a
afirmar-se e a singrar no mercado."

3 CONSELHOS A FUTUROS EMPREENDEDORES


Não seja um optimista-cego à partida. Não digo que
parta do princípio de que tudo vai correr mal, mas encare-o como uma
possibilidade, por que o é.

Confie no instinto, seja firme nas suas convicções, mas admita que poderá não estar completamente correto.

Arranje, pelo menos, um sócio de confiança, que esteja no mesmo barco, e que dê uma opinião válida, sem ser de ânimo-leve.

Ponha-se no lugar dos outros, quando oferece um serviço ou um produto.

Faça contas para tudo, e sobretudo, faça um bom estudo de mercado, porque é essencial.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/chame-o-medico-de-plantas=f720444#ixzz1sbL3rMDR

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
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