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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:03 pm

MARTIN PAGE A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL
A compilação destes textos foi considerada uma obra-prima de precisão e pormenor. Falta saber como conseguiu abandonar o círculo do arcebispo e fazer a viagem de regresso até à Holanda. Publicou os seus registos, em Amesterdão, em 1596, ou seja, 20 anos depois de
} ter rumado a Lisboa. Quase logo a seguir, o comandante Cornelius Hoofman partiu com uma frota holandesa para Java, onde estabeleceu a primeira base da Holanda na Ásia. Ao longo dos cinco anos que se seguiram, enviou para Amesterdão cerca de 40 navios carregados de especiarias.
Durante os últimos anos do reinado da decadente dinastia de Avis e no tempo do domínio espanhol, a frota mercarítil portuguesa perdeu quase por completo a competitividade. Os barcos construídos nos estaleiros portugueses eram grandes de mais, muito difíceis de manejar e demasiado instáveis. Era como se as navegações fossem comandadas por um louco. Em algumas viagens com destino à Ásia, mais de metade dos navios voltaram-se antes de poderem chegar ao destino. As tripulações eram, naquele tempo, compostas sobretudo por escravos, subalimentados, de saúde precária, pouco motivados e ansiosos por encontrarem um porto por onde pudessem fugir. A marinha de guerra portuguesa tinha sido praticamente destruída por Sir Francis Drake, ao largo da costa ocidental da Inglaterra, quando da sua integração na Armada Invencível, que largou de Lisboa.
Os holandeses conceberam barcos mais ligeiros, mais esguios, mais velozes e mais estáveis. Em 1519, tinham construído uma fortaleza e um porto em Java, de onde assaltavam os barcos portugueses nas rotas comerciais entre Goa, Macau e Nagasáqui. À força, expulsaram os portugueses do Ceilão, Formosa, ilhas das Especiarias, Malaca e ainda de boa parte da costa do Malabar. Dado o vigor, o entusiasmo e a eficiência dos holandeses, conjugados com o pormenor e o rigor da informação que possuíam, o que surpreende realmente não é que eles tenham tido tanto êxito, mas que a presença portuguesa ainda tenha sobrevivido.
Quando os holandeses, finalmente, chegaram ao Japão, tiveram pouco êxito, já que os jesuítas portugueses e espanhóis estavam ali firmemente implantados. No entanto, o sucesso por eles conseguido em
ralarãn ác nnnvarcnac cnhratiirin antr, a arictnr•rar-i i nnrti i rh ncesforços à conversão dos nobres. Porque estavam plenamente convencidos de que, sob o pretexto de salvar almas, se escondia uma forma engenhosa de conquistar o Japão, ficaram desde logo de pé atrás.»
Em bula papal datada de 1585, o Papa declarava, entretanto, que o Japão era um monopólio dos jesuítas portugueses, através dos padroados. Aos franciscanos espanhóis foi concedida uma exclusividade bem menos aliciante — as Filipinas —, que os levou a praticar actividades ilegais em território jesuíta do Japão. À chegada, apresentavam-se não como missionários, mas como embaixadores. Foram autorizados a prosseguir até Quioto, a capital, com a condição de se dedicarem exclusivamente ao trabalho de evangelização. O facto de repetidamente terem violado o acordo levantou fortes suspeitas na corte, sobretudo quando, em 1596, se ficou a saber que o galeão espanhol encalhado na costa japonesa transportava 600 000 moedas de prata. O comandante conseguiu escapar, mas o piloto foi capturado. Na esperança de desviar as atenções, mostrou um mapa dos impérios português e espanhol, explicando como tantos povos haviam sido subjugados. «Começam por enviar padres», disse ele, «que induzem o 'G 1 povo a abraçar a nossa religião. Quando os progressos alcançados forem consideráveis, enviam as tropas, que, controlando os convertidos, torna tudo o resto mais fácil.»
Quase imediatamente, franciscanos espanhóis, juntamente com jesuítas e 17 cristãos japoneses, foram executados por crucificação. Foi ordenado que os padres estrangeiros fossem deportados, tendo 47 procurado refúgio no enclave português de Nagasáqui, aonde regressaram muitos dos que tinham sido expulsos. Os soberanos japoneses foram a princípio muito tolerantes, talvez porque estavam demasiado distraídos pela guerra civil para agir com mais firmeza. Aos cristãos que renunciavam à sua fé era-lhes devolvida a honra e concedida uma pensão. Poucos aceitaram a oferta só que, de repente, viram-se confrontados com um terror nada inferior ao da Inquisição na Europa. De acordo com os cálculos elaborados pelos jesuítas, 200 000 japoneses convertidos foram vítimas de castigos que os levaram quase à morte. Mais de 1400 foram crucificados. Num paralelo impressionante com os judeus, eni Portugal, que mantinham secretamente a

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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:04 pm

Quando os holandeses, finalmente, chegaram ao Japão, tiveram pouco êxito, já que os jesuítas portugueses e espanhóis estavam ali firmemente implantados. No entanto, o sucesso por eles conseguido em
ralarãn ác nnnvarcnac cnhratiirin antr, a arictnr•rar-i i nnrti i rh ncesforços à conversão dos nobres. Porque estavam plenamente convencidos de que, sob o pretexto de salvar almas, se escondia uma forma engenhosa de conquistar o Japão, ficaram desde logo de pé atrás.»

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