O Marques de POmbal para alem de sadico maldosos e vingativo era eficiente ...só que

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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:19 pm

MARTIN PAGE A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL
Após estudar os projectos, Altenburg, membro destacado da colónia de comerciantes alemães em Lisboa, foi ter com D. José e ofereceu-se para ajudar a financiar o projecto, organizando um sindicato internacional de títulos do Tesouro. O rei sugeriu que ele discutisse isso com o marquês de Pombal. Altenburg recusou, alegando que Pombal era desonesto. Tendo o rei, ao que parece, contado o facto a Pombal, este mandou que pegassem no alemão e o metessem à força a bordo de um barco com destino a Angola, onde, aliás, veio a morrer, vítima de doença.
Os grandes dias do boom do ouro brasileiro estavam a chegar ao fim. Uma capitação exorbitante cobrada por cada homem que trabalhava nas minas tinha feito com que apenas fosse lucrativa a exploração dos filões mais ricos, além de ter praticamente eliminado a prospecção. O Brasil continuava a enviar barcos carregados de açúcar e de tabaco para Portugal, só que, agora, era intensa a concorrência por parte de outros fornecedores das colónias holandesas, inglesas e francesas nas Caraíbas, fazendo baixar os preços e, consequentemente, o afluxo de impostos aos cofres reais. Assim, para financiar a reconstrução de Lisboa, Pombal teve de recorrer a um imposto de quatro por cento sobre todas as vendas a retalho efectuadas na cidade. O efeito foi imediato na diminuição da actividade comercial e, consequentemente, no abrandamento do ritmo de construção, de tal modo que a conclusão da reconstrução de Lisboa só aconteceu alguns anos após a morte do ditador.
Quando as primeiras lojas e apartamentos ficaram prontos, não houve praticamente clientes. As pessoas preferiam continuar nos bairros de lata, entretanto surgidos das ruínas em diferentes locais de Lisboa, onde não se pagava renda, existia o sentido de comunidade e o estilo de vida era relativamente livre, porque bem menos regulamentado. Declarando os bairros de lata ilegais, já que tinham sido construídos sem consentimento real, Pombal mandou os soldados destruir as barracas, obrigando os moradores a mudarem-se para as novas habi-
tações.
A grande praça (recentemente alvo de um belo trabalho de restauro) ficou originalmente conhecida por Terreiro do Paço, mas Pombal baptizou-a posteriormente com o nome de Praça do Comércio, onde mandou colocar uma enorme estátua equestre de D. José no centro, liderando pessoalmente os três dias de homenagem à estátua e respectivos festejos. A única individualidade ausente foi o próprio rei D. José, que se encontrava gravemente doente. Foi, por isso, colocado numa cama junto à janela de um quarto situado junto à praça, de modo a poder observar, sem ser visto, as tropas, os nobres, as altas individualidades e o povo da cidade a prestarem homenagem à estátua. Ao que parece, o rei não terá conseguido ver muita coisa. Após as cerimónias, Pombal escreveu uma longa carta ao rei, exaltando as virtudes e as conquistas do seu reino, mas deixando bem claro, ao mesmo tempo, que muitas delas se ficavam a dever a si próprio.
Ao procurar recuperar Portugal como centro importante do comércio internacional, Pombal estava convicto de que os ingleses, apesar da profunda antipatia que nutriam por ele, na sequência dos seis anos passados em Londres, tinham gostado da ideia. Era uma poderosa classe média aquela que, então, se dedicara ao comércio, sendo, em Lisboa, dominada por ingleses, holandeses e alemães. A maioria dos comerciantes portugueses sofria da enorme desvantagem de serem judeus, oficialmente conhecidos por cristãos-novos. Ao perceber que eles poderiam contribuir de modo decisivo para a recuperação da ascendência portuguesa sobre os estrangeiros na actividade comercial, Pombal ordenou a abolição de toda a discriminação oficial de que, até então, tinham sido vítimas. Ao assumir, em nome do rei, o controlo da Inquisição16, Pombal tinha ordenado a destruição de todos os ficheiros em que constavam acusações contra os judeus. Enviou emissários às comunidades judaicas portuguesas exiladas em outros países da Europa, convidando-as a regressar. Uma famosa anedota, posta, sem dúvida, a circular pelo próprio Pombal, ainda hoje se conta às crianças, em Portugal, para mostrar o comportamento actualmente existente em relação aos judeus.
Um dia, o rei D. José disse ao marquês de Pombal que, por instigação do cardeal-patriarca, tinha acabado de decretar que todos os judeus seriam obrigados a identificar-se através da utilização de solidéus brancos. Quando se deslocou de novo à presença do rei, Pombal levava consigo três exemplares do barrete proposto, dizendo: «Um é para Vossa Majestade, outro para o cardeal e o terceiro para mim.»
is A Inquisição passou a Tribunal Régio, dotado de um novo regimento e da instituição da Real Mesa Censória. (N. do T)

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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:22 pm

Ao procurar recuperar Portugal como centro importante do comércio internacional, Pombal estava convicto de que os ingleses, apesar da profunda antipatia que nutriam por ele, na sequência dos seis anos passados em Londres, tinham gostado da ideia. Era uma poderosa classe média aquela que, então, se dedicara ao comércio, sendo, em Lisboa, dominada por ingleses, holandeses e alemães. A maioria dos comerciantes portugueses sofria da enorme desvantagem de serem judeus, oficialmente conhecidos por cristãos-novos. Ao perceber que eles poderiam contribuir de modo decisivo para a recuperação da ascendência portuguesa sobre os estrangeiros na actividade comercial, Pombal ordenou a abolição de toda a discriminação oficial de que, até então, tinham sido vítimas. Ao assumir, em nome do rei, o controlo da Inquisição16, Pombal tinha ordenado a destruição de todos os ficheiros em que constavam acusações contra os judeus. Enviou emissários às comunidades judaicas portuguesas exiladas em outros países da Europa, convidando-as a regressar. Uma famosa anedota, posta, sem dúvida, a circular pelo próprio Pombal, ainda hoje se conta às crianças, em Portugal, para mostrar o comportamento actualmente existente em relação aos judeus.

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