Junot mete-se com os portugueses e leva nas trombas

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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:24 pm

MARTIN PAGE A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL
da Europa, também os Braganças estavam aterrorizados com a Revolução Francesa, temendo que pudesse ser exportada para o país. Foi imposta uma censura rígida, impedindo a publicação, nos jornais portugueses, de tudo o que dissesse respeito a França e proibindo, simultaneamente, a entrada de jornais estrangeiros. O visitante que quisesse entrar no país tinha de arranjar um residente local que se responsabilizasse por ele antes de poder desembarcar. Bastava discutir os acontecimentos de Paris, num café de Lisboa, para se ser detido imediatamente e deportado.
Napoleão tinha-se, na altura, apoderado do poder e, em 1807, os seus exércitos tinham já conquistado praticamente todo o Sul da Europa, excepto Portugal, que proporcionava agora ao seu grande inimigo, a Inglaterra, o único acesso ao continente. Napoleão enviou o general Junot a Lisboa, com uma ordem para o príncipe João fechar todos os portos portugueses à navegação inglesa, confiscar todos os bens ingleses em Portugal e aprisionar ou expulsar todos os cidadãos ingleses. O cumprimento desta ordem, por parte do príncipe, teria significado a ruína económica 4do país, já que a prosperidade de que desfrutava, tanto nas cidades como no interior, dependia em grande parte do acesso privilegiado ao mercado inglês. A presença de grandes colónias mercantis inglesas em Lisboa e no Porto era essencial às suas exportações. Ao saber da recusa do príncipe João, Napoleão elaborou um plano para erradicar Portugal como Estado: o Norte tornar-se-ia uma colónia francesa e o sul seria absorvido pela Espanha. Mandou Junot regressar a Lisboa, desta vez como comandante militar à frente de uma força constituída por 30 000 homens. Talleyrand, o ministro dos Negócios Estrangeiros, disse ao embaixador de Portugal em Paris para dar um conselho ao príncipe João, segundo o qual a família Bragança não teria futuro na Europa, devendo, por isso mesmo, tentar a sorte no Novo Mundo. No Brasil, por exemplo — acrescentou — poderiam tentar criar «um novo império de grande dimensão, longe das convulsões revolucionárias do Velho Mundo>).
Mesmo antes de abandonar os seus súbditos, o príncipe regente deu-lhes as últimas ordens. As tropas francesas deveriam ser recebidas sem resistência. Os militares deveriam permanecer nos seus postos. mas apenas com a finalidade de manterem a paz e a ordem eser recebidos como uma «força que unificaria os portugueses com o resto da Europa».
Muitos dos mais destacados lisboetas ficaram contentes por se verem livres da família Bragança e do seu estilo autocrático de governo. A resistência armada teria sido inútil, até porque o exército estava depauperado e os soldados não tinham praticamente treino. Muitos portugueses, pelo menos os intelectuais, viam Junot mais como um libertador do que um conquistador, o portador, para este extremo da Europa, de uma nova era de iluminismo francês. O principal dinamizador da ideia foi a Loja da Regeneração, um grupo maçónico na vanguarda da oposição aos Braganças e a um clero excessivamente poderoso e rico. Quando Junot se aproximou de Lisboa, os membros da Regeneração foram a cavalo ao seu encontro, para o saudarem e escoltarem na sua entrada triunfal.
Ao princípio, Junot esteve à altura das expectativas. Quase imediatamente, ao chegar a Lisboa, proclamou o despontar de uma nova era. Anunciou um programa de reformas liberais: a criação de uma administração governamental eficiente, a introdução da idoneidade financeira na vida pública e o exílio dos aristocratas que tinham violado os direitos alheios. Haveria ensino universal e gratuito e um avultado programa de obras públicas, destinado à construção de estradas e canais de que o país muito necessitava para o seu desenvolvimento económico e que a família Bragança nunca tinha posto em prática.
O período de estado de graça mal havia começado, quando, num acto de espantosa insensibilidade, Junot estragou tudo. Mandou as suas tropas fazer um desfile de vitória no coração da capital. No Castelo de São Jorge, mandou arriar a bandeira portuguesa e içar a francesa. Postado no topo das muralhas, ordenou que se dessem três vivas a Napoleão. A multidão quedou-se em silêncio.

Naquela noite, Junot deu um banquete de vitória no Castelo de São Jorge. Milhares de pessoas reuniram-se no exterior do castelo e gritaram: «Viva Portugal. Morte à França.»

Junot ordenou que a polícia carregasse sobre elas e abrisse logo, atirando a matar. .A poUícia recusou-se. Junot apresentou, então, um decreto de Napoleão, nonmeancln_r>


Última edição por Vitor mango em Qui Maio 31, 2018 12:48 am, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Vitor mango em Qui Jun 21, 2012 1:25 pm

O período de estado de graça mal havia começado, quando, num acto de espantosa insensibilidade, Junot estragou tudo. Mandou as suas tropas fazer um desfile de vitória no coração da capital. No Castelo de São Jorge, mandou arriar a bandeira portuguesa e içar a francesa. Postado no topo das muralhas, ordenou que se dessem três vivas a Napoleão. A multidão quedou-se em silêncio.
Naquela noite, Junot deu um banquete de vitória no Castelo de São Jorge. Milhares de pessoas reuniram-se no exterior do castelo e gritaram: «Viva Portugal. Morte à França.»
Junot ordenou que a polícia carregasse sobre elas e abrisse logo, atirando a matar. .A poUícia recusou-se. Junot apresentou, então, um decreto de Napoleão,

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Mensagem por Vitor mango em Sab Abr 06, 2013 10:32 am

amen

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Mensagem por Vitor mango em Sab Abr 06, 2013 10:35 am

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