Apagar o cigarro de vez

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Apagar o cigarro de vez

Mensagem por Vitor mango em Dom Set 16, 2012 2:24 pm

Apagar o cigarro de vez


16 de Setembro, 2012por Joana Ludovice de Andrade


Deixar
de fumar por causa dos filhos é uma das razões mais frequentes para
abandonar os cigarros. O estudo mais recente sobre fumo passivo estima
que num ano tenham morrido 603 mil pessoas por causa de cigarros dos
outros.
Vencer um vício é uma
tarefa difícil e depende muito da força de vontade. Que o digam os 25%
da população mundial que se estima ainda serem fumadores. Números
significativos, mas que para o psicólogo Paulo Vitória, um dos
responsáveis da Linha SOS Deixar de Fumar, «são subestimados». De acordo
com o especialista, 30% dos homens e 20% das mulheres fuma. No entanto,
nas camadas mais jovens tem havido um aumento de consumo de tabaco nas
raparigas.São também as mulheres que parecem procurar mais a linha
SOS Deixar de Fumar (808 20 88 88). Na faixa entre os 30 e os 40 anos
telefonam, principalmente, «motivadas pelos filhos para deixar esta
dependência», explica ao SOL Paulo Vitória. Há também quem telefone não
para deixar de fumar, mas para ajudar alguém a fazê-lo.
De duas
mil chamadas por ano, o que acontecia há dez anos quando a linha foi
criada, passaram para 600 atendimentos, número que o responsável
justifica com o aumento da oferta de outros métodos e produtos, «alguns
que vivem de puro marketing». E acrescenta que não acredita que a
descida se traduza numa diminuição do número de pessoas que querem
deixar de fumar.
A abordagem passa sempre por uma orientação
motivacional: «Apoiar e reforçar a decisão de deixar de fumar». Para
Paulo Vitória o primeiro passo deve ser a própria tentativa. «O que mais
influencia as pessoas a deixarem de fumar é tentarem fazê-lo sozinhas»,
considera. E «resulta em muitos casos». Quando isso não acontece,
tenta-se «uma abordagem mais intensiva, com encaminhamento para
consultas específicas».
A média de idades de quem telefona são os
43 anos, «as pessoas procuram-nos ainda antes de surgirem os primeiros
sintomas de doenças mais graves, e isso é positivo».
Já a taxa
actual de sucesso, entre os 12% e os 18% (a melhor já chegou aos 30%)
pode parecer baixa, mas o especialista garante que os números
portugueses estão bem colocados quando comparados com outras linhas
europeias que prestam o mesmo serviço.
Tabaco em segunda mão
Não
é só com os fumadores activos que deve existir preocupação, alerta
Paulo Vitória, sublinhando que o fumo ambiental é considerado uma das
maiores fontes de poluição das cidades. «Só falamos do fumo passivo em
relação às consequências a longo prazo e na diminuição da esperança
média de vida», lamenta. «Existem consequências imediatas». Dá como
exemplo a síndrome da morte súbita, vendo no tabaco um estímulo agressor
que a pode provocar. «Esquecemo-nos muito disto».
A opinião pode
parecer extremada, mas o psicólogo tem do seu lado um estudo publicado
este mês pela revista médica The Lancet. A pesquisa, realizada a partir
de dados de 2004, estima que cerca de 603 mil mortes desse ano tenham
sido causadas por ‘fumo em segunda mão’. Quase metade dos casos mortais
aconteceram em mulheres e 28% foram crianças. Do total de mortes, 370
mil deveram-se a doenças cardíacas, 145 mil a infecções respiratórias,
quase 37 mil foram resultantes de asma e mais de 21 mil de cancro do
pulmão.
O responsável lembra também que não fumar na mesma
divisão onde estão as crianças, ou abrir a janela do carro para um
cigarro enquanto se leva o filho à ecola não é suficiente.
«A
corrente secundária de um cigarro, o fumo da ponta acesa e o que se
exala não fica confinado num espaço». Existe ainda uma corrente
terciária do fumo que fica na pele, na roupa e no cabelo de quem fuma ou
de quem frequenta espaços fechados onde se pode fumar. «Partículas
invisíveis condensam as subs- tâncias tóxicas do tabaco e são
transferidas quando abraçamos os nossos filhos», explica.
Mas não
é só por estas razões que, na opinião de Paulo Vitória, é prejudicial
ter pais fumadores. Soma-se o exemplo que se dá aos filhos – que podem
ver no acto de fumar uma atitude normal. E acrescenta-se a afinidade
social que os fumadores têm entre si: além de estarem expostas ao fumo
‘de casa’, estas crianças ainda lidam com os amigos fumadores dos pais.
joana.andrade@sol.pt

Tags: Saúde, Vida, Tabaco


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4 Comentários



veritatis
16.09.2012 - 19:00

denunciar
Nunca fumei porque vi o meu pediatra estendido no caixão com um cancro na garganta, já lá vão muitos anos.
Mas,
além do mais, esta crise causada pelo esbulho governamental deveria
servir para os cidadãos se livrarem de vícios, especialmente aqueles que
nos podem levar para a cova mais cedo depois de grande sofrimento....

Bastu
16.09.2012 - 18:21

denunciar
Independentemente
no que diz respeito à saúde, há ainda os aspectos sociais, que também
deviam de ser considerados como o pior inimigo dos familiares, amigos,
colegas de trabalho e todas as pessoas à sua volta que não são
fumadoras/dependentes do tabaco. Só quem não é fumador é que pode
avaliar o incómodo que as vítimas do tabagismo lhe proporciona…

Era
fumador (cerca de 20 cigarros por dia) consegui deixar de fumar
definitivamente e já lá vão algumas décadas de êxito. Tenho imensa
dificuldade em visitar e/ou convidar familiares e/ou amigos fumadores…


DEIXALA
16.09.2012 - 18:19

denunciar
EX.FUMADOR:
Nunca fumei ao lado dos meus filhos.
Ainda
ontem me enojou um casalinho com um miudo no café onde eu paro de vez
em quando...é que naquele pode-se fumar!?estavam os dois de cigarro na
boca era só fumaça por cima da mesa e o miudo a comer aquela me
rda!Tenho a certeza a que a tola percebeu que eu estava a bufar.

Rodolfo Guedes
16.09.2012 - 18:15

denunciar
Com
esta noticia, já estou a ver sair uma lei que proibe o fumo em casa.
Vamos ter fiscais a fazer visitas surpresa ao domicilio para inspeções, à
là Gestapo. Enquanto isso, é perfeitamente aceitável ter em casa
perfumadores com cancerigenos, lampadas CFC com mercurio, etc. Sou pai
fumador, só fumo na varanda e nunca no carro, mas acho que estas medidas
, embora necessárias para alguns imbecis, vão abrir portas para uma
sociedade orwelliana.

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