Seguro e Borges ou o crepúsculo dos conselheiros

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Seguro e Borges ou o crepúsculo dos conselheiros

Mensagem por Vitor mango em Seg Out 01, 2012 2:03 am


Seguro e Borges ou o crepúsculo dos conselheiros












Seguro esteve em Bruxelas para participar num desses encontros das
internacionais que se substituíram aos partidos políticos nacionais.
Alguém o terá aconselhado a fazer uso do castelhano em debate ali
travado sobre a crise das dívidas soberanas. Creio que Seguro não teve
tempo para, em 50 anos aprender o inglês, o francês ou o alemão básicos,
línguas sem as quais se torna difícil tratar dos assuntos do nosso país
junto dos protectores. Recorreu a um castelhano gorduroso que tomei
inicialmente por mirandês, mas que de tão mau, tão forçado e
provinciano, acabou por se transformar em divertidíssimo instantâneo do
atrevimento da nossa elite indígena, tão falha de educação como de
conselheiros.




António Borges, esse, conselheiríssimo, foi ao Algarve estragar em 5
segundos os primeiros raios de sol após três semanas de tempestade.
Aquilo não é um conselheiro; aquilo é um incendiário. A imprensa está
atenta ao mais leve desvio. Os senhores jornalistas, quase todos
semi-analfabetos, não acodem para informar, mas para desinformar. Borges
não disse aquilo que todos ouvimos, mas ficou o que disse, pois que
esta gente não anda em busca da correcção do discurso, mas do detalhe
escandaloso, usado sem pudor e respeito. As tv's passaram,
decididamente, a exercer um poder quase terrorista e o governo deve
cuidar dessa trágica mutação.

O grande problema do governo é o da absoluta falta de bons escribas que
produzam o discurso da confiança, da partilha e da segurança. Os
tecnocratas desprezam as subtilezas, a inteligência e os poderosos
recursos da língua. É altura de Passos Coelho se rodear de gente que
saiba ler.





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Combustões




em
30.9.12







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Re: Seguro e Borges ou o crepúsculo dos conselheiros

Mensagem por Vitor mango em Seg Out 01, 2012 10:22 am

Vitor mango escreveu:
Seguro e Borges ou o crepúsculo dos conselheiros












Seguro esteve em Bruxelas para participar num desses encontros das
internacionais que se substituíram aos partidos políticos nacionais.
Alguém o terá aconselhado a fazer uso do castelhano em debate ali
travado sobre a crise das dívidas soberanas. Creio que Seguro não teve
tempo para, em 50 anos aprender o inglês, o francês ou o alemão básicos,
línguas sem as quais se torna difícil tratar dos assuntos do nosso país
junto dos protectores. Recorreu a um castelhano gorduroso que tomei
inicialmente por mirandês, mas que de tão mau, tão forçado e
provinciano, acabou por se transformar em divertidíssimo instantâneo do
atrevimento da nossa elite indígena, tão falha de educação como de
conselheiros.




António Borges, esse, conselheiríssimo, foi ao Algarve estragar em 5
segundos os primeiros raios de sol após três semanas de tempestade.
Aquilo não é um conselheiro; aquilo é um incendiário. A imprensa está
atenta ao mais leve desvio. Os senhores jornalistas, quase todos
semi-analfabetos, não acodem para informar, mas para desinformar. Borges
não disse aquilo que todos ouvimos, mas ficou o que disse, pois que
esta gente não anda em busca da correcção do discurso, mas do detalhe
escandaloso, usado sem pudor e respeito. As tv's passaram,
decididamente, a exercer um poder quase terrorista e o governo deve
cuidar dessa trágica mutação.

O grande problema do governo é o da absoluta falta de bons escribas que
produzam o discurso da confiança, da partilha e da segurança. Os
tecnocratas desprezam as subtilezas, a inteligência e os poderosos
recursos da língua. É altura de Passos Coelho se rodear de gente que
saiba ler.





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confesso que
este blog de tendencia das monarquia tem sempre um certo sentido do correcto mas mpor mais que eu coce a caspa nao percebi as anotações do articulista
BOrges e deixem-me falar Portugues e nao castelhano ou mirandes é um Kagão

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