Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Novo Tópico   Responder ao tópico

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 03, 2012 4:45 am

Iraque: o Vietnam mesopotâmico





Posted by mkninomiya ⋅ 2011/12/26 ⋅ Deixe um comentário




Filed Under Barack Obama, EUA, Gastos militares dos EUA, Iraque, Oriente Médio, Petróleo










1 Vote

A
retirada das tropas dos Estados Unidos foi comemorada por milhares de
iraquianos na cidade de Fallujah, um dos principais focos de resistência
após a invasão do país, em 2003.

O governo dos Estados Unidos anunciou na primeira
quinzena de dezembro o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a
retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que
duraram quase nove anos, custaram trilhões de dólares e milhares de
vidas. Guerra que começou com uma mentira – a suposta existência de
armas de destruição em massa pelo regime de Sadam Hussein - e termina de
forma melancólica, sem que o Império Yankee tenha alcançado qualquer
dos seus reais objetivos, numa derrota que já vem sendo comparada à
aquela sofrida no Vietnam.

As Verdadeiras Razões da Guerra do Iraque


Deflagrada em 2003, o motivo declarado para a invasão do Iraque foi a
suposta existência de armas de destruição em massa pelo regime de Sadam
Hussein, que jamais foram encontradas simplemente porque o Iraque não
as possuia. Mas porque então tanta insistência em invadir e ocupar o
Iraque, mesmo sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU? A resposta óbvia, os interesses em torno do petróleo, é apenas uma parte da explicação….

Na verdade, o que estava em jogo era o próprio modelo de dominação
imposto pelos EUA desde o Tratado de Bretton Woods (1944), que tornou o
dólar americano a moeda forte do sistema financeiro mundial sob a
vigilância do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. O
tratado fez do dólar americano a moeda de reserva do mundo: hoje mais de
80% de todas as transações internacionais e 50% de todas as exportações
mundiais são em dólares. Além disso, 100% dos empréstimos do FMI são em
dólares. Dessa forma, quanto mais dólares circulam fora dos EUA, ou são
investidos em ativos americanos, mais o resto do mundo tem de fornecer
aos EUA bens e serviços em troca destes dólares. Para os EUA, na
prática, isso equivale a obter continuamente empréstimos maciços e sem
juros do resto do mundo, o que explica sua capacidade de manter um
enorme déficit comercial sem maiores conseqüências.

Em janeiro de 1999 os países da União Européia adotaram o euro como
moeda unificada, tendo por objetivo declarado convertê-lo numa divisa
de reserva a fim de desafiar o dólar, de modo a que a Europa também
pudesse obter alguma coisa em troca de nada. Isso seria uma ameaça à hegemonia econômica dos EUA,
uma vez que perderiam uma grande parte do seu subsídio anual de bens e
serviços com a mudança dos países com reservas em dólar para reservas em
euros, o que desvalorizaria o valor da sua moeda. As importações
começariam a custar de verdade aos americanos. Uma vez que os países e
os agentes convertessem os seus ativos em dólares para ativos em euros, a
bolha imobiliária e o mercado de ações cederiam. O FED não mais poderia
imprimir dinheiro para alimentar a bolha, porque, sem estrangeiros para
absorvê-los, isto resultaria numa inflação maior.

Há no entanto um grande obstáculo para que isto aconteça: o petróleo.
O petróleo é a mais importante mercadoria (commodity) comercializada
internacionalmente. Quando não se tem petróleo, há que se comprá-lo, e o
preço do petróleo é fixado exclusivamente em dólares. Por isso, sempre
foi improvável que o euro se tornasse a principal divisa de reserva: não
há interesse em acumular euros se todas as vezes em que for preciso
comprar petróleo for preciso trocá-los por dólares. Isso
também significa que os EUA efetivamente controlam todo o mercado
mundial do petróleo: só se pode comprar petróleo se tiver dólares, e só
um país emite dólares — os EUA.


Em novembro de 2000, o Iraque, que possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo, trocou o dólar pelo euro, criando a expectativa de que a OPEP seguisse o mesmo caminho.
Caso isso ocorresse, os EUA teriam de comprar euros para importar
petróleo, vendendo maciças quantias de dólares no mercado internacional,
derrubando a cotação de sua moeda e valorizando drasticamente o euro.
Os bancos centrais dos diversos países seriam também obrigados a
converter suas reservas internacionais em euros para poder importar
petróleo, e o mito do dólar forte cairia completamente por terra.

Mas os problemas não param por aí. Atualmente, se o
dólar se desvaloriza frente a outras moedas, os EUA continuam pagando o
mesmo por um barril de petróleo, já que o preço do produto está cotado
em dólares. Porém, se for adotado o padrão euro para o preço deste
combustível, qualquer desvalorização do
dólar fará com que os americanos tenham de se comportar como qualquer
outro país: teriam que pagar mais pelo produto.


Estes foram os verdadeiros motivos para a invasão do Iraque.
E no rastro desta motivação, os objetivos primários da guerra seriam,
na seqüência, a invasão e ocupação militar do Iraque e a deposição de
Sadam Hussein; instalação e consolidação de um governo títere alinhado
com os EUA num prazo entre 6 meses a um ano; manutenção da ocupação
militar por tempo indeterminado e a implantação de bases capazes de
entrar em operação caso outros países da OPEP (em especial o Irã, que
desde 1999 cogita converter suas reservas em euros) quisessem seguir o
exemplo do Iraque; e o principal objetivo: minar o poder da OPEP,
debilitando seu controle sobre a produção mundial do petróleo através do
aumento da capacidade produtiva do Iraque para além de 7 milhões de
barris por dia (eram 2 milhões em 2002), o que derrubaria o preço do
petróleo no mercado internacional.

A Derrota Militar


A
invasão teve início em 20 de março de 2003, quando 150 mil soldados
americanos e outros 30 mil de outras nacionalidades atravessaram a
fronteira iraquiana a partir do Kuwait. Enfrentando tropas bem melhor
preparadas e equipadas, o exército de Saddam Hussein foi rapidamente
vencido, apesar de efetivos paramilitares (Fedayin) oferecerem uma
resistência desafiadora. Em 09 de abril os invasores tomaram Bagdad, mas
apesar da derrota das forças convencionais iraquianas, a resistência no
interior do país começou a aumentar. Em 21 de abril foi criado um
“governo de transição” controlado pelos EUA. Em 1 de setembro, o então
presidente Bush proferiu o famoso discurso da “Missão Cumprida”, quando
declarou a vitória dos EUA no Iraque. No entanto, Saddam Hussein
continuava em paradeiro incerto e mantinham-se bolsas de resistência,
inicialmente formada pelos Fedayin e grupos leais ao Partido Baath, mas
que foram aumentando com a adesão de outros grupos contrários à
ocupação. A captura e assasinato de Saddam Hussein, em dezembro de 2003,
não acabou com a resistência, como esperava a inteligência americana.

Utilizando táticas de guerrilha que incluiam morteiros, mísseis,
ataques suicídas, atiradores furtivos, dispositivos explosivos
improvisados, carros bomba, armas de fogo ligeiras e lança
granadas, assim como sabotagem contra infraestruturas de água, petróleo e
eletricidade, a resistência
iraquiana se fez presente durante todo período da ocupação, provocando
enormes baixas entre os invasores e impedindo o controle político e
administrativo do território iraquiano pelo governo de transição,
frustrando os objetivos americanos, que a cada ano viam aumentar o custo
em vidas na guerra
, que deveria durar apenas 6 meses.

Segundo dados do Departamento Defesa dos Estados Unidos, os americanos perderam 4.487 militares desde o início da operação no Iraque.
No dia 31 de agosto de 2010, quando as últimas divisões de combate
americanos saíram do Iraque, 4.421 soldados tinham morrido, dos quais,
3.492 em ação. Quase 32 mil tinham sido feridos em operações no país.
Desde então, no que foi chamado Operação Novo Amanhecer, 66 morreram,
dos quais 38 em ação. Outros 305 foram feridos em combate desde 1º de
setembro de 2010.

A Derrota Moral


Em
abril de 2004 a revelação dos abusos de prisioneiros em Abu Ghraib, que
recebeu a atenção dos meios de comunicação mundiais, causaram grande
abalo nas justificativas morais da guerra aos olhos dos americanos e da
comunidade internacional. Os primeiros relatos, assim como as primeiras
imagens de soldados americanos sujeitando prisioneiros a abusos foram
divulgados num relatório de notícias do programa “60 minutes II”, em 28
de abril, e num artigo do The New Yorker, divulgado em 30 de abril.

O uso de armas proibidas também
abalou as justificativas morais da ação norte-americana. Já está
comprovado que durante a segunda batalha de Falluja, descrita pelo
exército americano como “os combates urbanos mais duros desde a batalha da cidade de Hue, no Vietnã”, os invasores utilizaram fósforo branco como arma incendiária, causando protestos em todo mundo.

Massacres e assassinatos de civis inocentes foram perpetrados pelas forças de ocupação,
fatos amplamente divulgados pela imprensa mundial: o assassinato de 24
civis em Haditha, incluindo mulheres e crianças; o incidente de Ishaqi
(assassinato de 24 civis, incluindo 5 crianças); o incidente de Hamadiya
(rapto e assassinato de um iraquiano chamado Hasshim Ibrahim
Awad); o estupro e assassinato de uma menina de quatorze anos e o
assassinato da sua família, em Mahmudiya; o massacre de Mukaradib, onde
aviões americanos bombardearam uma festa de casamento, matando 42 civis;
e os falsos informes do exército americano, que atribuiam a qualquer
civil aprisionado ou morto a qualificação de ”combatente inimigo”. Sobre
isso, veja o que foi publicado no livro “The Other War: Iraq Vets Bear
Witness:

“Vários entrevistados disseram, nessa ocasião, que esses
assassinatos eram justificados pela classificação de inocentes como
terroristas, tipicamente em seguimento de disparos das forças norte-americanas sobre multidões de iraquianos desarmados. As tropas detinham os sobreviventes, acusavam-nos de ser insurgentes e colocavam AK-47 junto dos corpos dos mortos para fazer parecer que os civis mortos eram combatentes. (…)
O soldado de cavalaria Joe Hatcher, de 26 anos, de S. Diego, disse que
eram ainda usadas pistolas de 9 milímetros e até pás para dar a
impressão de que os não combatentes estavam a cavar um buraco para
colocar explosivos” (…) ”Se se mata alguém que esteja desarmado, só tem
de se deixar uma das armas perto dele”. Os que sobreviveram a esses tiroteios foram presos e acusados de serem insurgentes”
Mas o ponto mais profundo da degradação moral
americana foi o tratamento dado aos corpos de seus próprios soldados.
Segundo reportagem publicada no Washington Post, a
Força Aérea dos EUA confessou ter jogado os restos mortais de pelo
menos 274 soldados americanos em um lixão no Estado de Virgínia.

O número é muito maior do que as Forças Armadas haviam reconhecido há
três anos, quando interromperam a aplicação do método, usado até então
em sigilo. Entre 2004 e 2008, teriam sido levados ao depósito 976
fragmentos de 274 militares. Outro grupo de 1.762 restos mortais não
identificados foi recolhido no campo de batalha e teve o mesmo destino.
A pergunta que fica é: qual moral terá as forças armadas americanas
para continuar recrutando soldados, geralmente com argumento de “lutar
pela pátria”, se essa “pátria” te joga no lixo, mesmo após sacrificar
seu bem mais valioso em nome dela, sua vida?

Veja o vídeo:
Corpos de soldados mortos no Iraque atirados em lixão no Estado de Virgínia

A Derrota Econômica


Quando
candidato a presidente, o senador Barack Obama chamou atenção para a
existência de uma relação direta entre a guerra no Iraque e a crise
econômica que os EUA atravessavam: “Num momento em que estamos na beira
de uma crise, o americano médio paga o preço da guerra no Iraque. As
pessoas que estão gastando mais de 50 dólares para encher o tanque (de
gasolina), ou seja, quatro vezes mais do que antes do início do
conflito, estão pagando o preço desta guerra”, prosseguiu, considerando
que a guerra custa em média 100 dólares por mês a cada família
americana. “Por quanto mais tempo vamos pedir às nossas famílias e
comunidades para suportar o custo desta guerra?”, questionou o candidato
democrata durante um comício eleitoral, no dia em que se assinalava o
quinto aniversário da invasão.

De fato, a guerra contra o Iraque custou aos EUA muito mais do que os americanos podiam pagar.
Segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso, até o final do ano fiscal
de 2011, os EUA terão gasto quase US$ 802 bilhões para financiar a
guerra. No entanto, o economista e vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, e a professora de Harvard Linda Bilmes, afirmam que o custo real chega a US$ 3 trilhões se os impactos adicionais no orçamento e na economia dos Estados Unidos forem levados em conta.

Não se pode afirmar que a Guerra do Iraque foi a
única causa da grande crise econômica que vem abalando as estruturas do
capitalismo desde 2008, mas é certo que os trilhões de dólares gastos
pelos americanos para financiar a agressão contra o Iraque fizeram falta
no orçamento. Os elementos fundamentais da crise encontram-se nos
desequilíbrios estruturais da economia, a conjugação da valorização
imobiliária, da subida da bolsa, do agravamento do deficit de pagamentos
externos, e do aumento da dívida pública e do deficit público,
acompanhados de um forte crescimento da produtividade e do PIB, que
acabou por esconder os efeitos negativos desses desequilíbrios. Por
outro lado, o FED foi inundando os mercados de dinheiro barato para
compensar e ajudar a pagar as despesas com a guerra no Iraque, o que
causou um forte agravamento do deficit e da dívida pública, levando ao
colapso da economia.

Eis o que diz Joseph Stiglitz, em entrevista à agência EFE (2008):

(Sobre o programa de intervenção nos mercados financeiros, no início da crise de 2008):
“Acho que não é suficiente, nem foi feito de forma correta, nem
aborda o problema fundamental, que é a grande quantidade de execuções
de hipotecas. O sistema está debilitado pelo peso da dívida, e parte desta se deve à guerra do Iraque“.

(Sobre o vínculo entre a Guerra do Iraque e a crise financeira):
A guerra contribuiu para o enfraquecimento da economia.
Em 2008-2009 está previsto que tenhamos o maior déficit fiscal de nossa
história. A guerra também contribuiu para a alta do preço do petróleo.
Drenamos nossa economia para comprar petróleo. Isso foi o motivo da
ampla liquidez (fornecida pelo Fed antes da crise): diminuir os efeitos
de uma despesa tão alta no Iraque. Mas certamente se criou um problema
para o futuro com isso”.

Existe outro país da OPEP com reservas e produção
relevantes que tem o mesmo discurso de conversão. Chama-se Irã. Os
Estados Unidos mais uma vez vem recorrendo à mentira, acusando Teerã de
tentar produzir armas nucleraes, para justificar uma intervenção
militar. Pode ser o prenúncio de mais uma guerra que certamente
terminará com outra inevitável derrota dos yankees.

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
avatar
Vitor mango

Pontos : 107898

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 03, 2012 4:47 am

Em janeiro de 1999 os países da União Européia adotaram o euro como
moeda unificada, tendo por objetivo declarado convertê-lo numa divisa
de reserva a fim de desafiar o dólar, de modo a que a Europa também
pudesse obter alguma coisa em troca de nada. Isso seria uma ameaça à hegemonia econômica dos EUA,
uma vez que perderiam uma grande parte do seu subsídio anual de bens e
serviços com a mudança dos países com reservas em dólar para reservas em
euros, o que desvalorizaria o valor da sua moeda. As importações
começariam a custar de verdade aos americanos. Uma vez que os países e
os agentes convertessem os seus ativos em dólares para ativos em euros, a
bolha imobiliária e o mercado de ações cederiam. O FED não mais poderia
imprimir dinheiro para alimentar a bolha, porque, sem estrangeiros para
absorvê-los, isto resultaria numa inflação maior.

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
avatar
Vitor mango

Pontos : 107898

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 03, 2012 4:47 am

Há no entanto um grande obstáculo para que isto aconteça: o petróleo.
O petróleo é a mais importante mercadoria (commodity) comercializada
internacionalmente. Quando não se tem petróleo, há que se comprá-lo, e o
preço do petróleo é fixado exclusivamente em dólares. Por isso, sempre
foi improvável que o euro se tornasse a principal divisa de reserva: não
há interesse em acumular euros se todas as vezes em que for preciso
comprar petróleo for preciso trocá-los por dólares. Isso
também significa que os EUA efetivamente controlam todo o mercado
mundial do petróleo: só se pode comprar petróleo se tiver dólares, e só
um país emite dólares — os EUA.

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
avatar
Vitor mango

Pontos : 107898

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Out 03, 2012 7:22 am

.
Afinal, Mango, Bush não é o burro que diz! É até bem esperto, mesmo ao calar as verdadeiras razões da invasão do Iraque, deixando-se acusar de tudo e mais alguma coisa. Um político, no lado mais escabroso da definição.

Twisted Evil

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
avatar
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 03, 2012 11:08 am

Joao Ruiz escreveu:.
Afinal, Mango, Bush não é o burro que diz! É até bem esperto, mesmo ao calar as verdadeiras razões da invasão do Iraque, deixando-se acusar de tudo e mais alguma coisa. Um político, no lado mais escabroso da definição.

Twisted Evil

Pergunte isso aos 650.000 mortos do Iraque e responda-me se ele acabou com o euro ou dominou o petróleo
Sucedeu exatamente o oposto
O Sadam foi morto porque queria receber em EUROS (essa a causa proxima
Depois a França e a Alemanha uniram-se quando viram a golpada
Hoje são os americanos a gemerem para que o Euro não se vá abaixo e a economia da Europa arrote grosso porque Toda a economia mundial reza por isso

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
avatar
Vitor mango

Pontos : 107898

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Joao Ruiz em Qua Out 03, 2012 2:05 pm

Vitor mango escreveu:
Joao Ruiz escreveu:.
Afinal, Mango, Bush não é o burro que diz! É até bem esperto, mesmo ao calar as verdadeiras razões da invasão do Iraque, deixando-se acusar de tudo e mais alguma coisa. Um político, no lado mais escabroso da definição.

Twisted Evil

Pergunte isso aos 650.000 mortos do Iraque e responda-me se ele acabou com o euro ou dominou o petróleo
Sucedeu exatamente o oposto
O Sadam foi morto porque queria receber em EUROS (essa a causa proxima
Depois a França e a Alemanha uniram-se quando viram a golpada
Hoje são os americanos a gemerem para que o Euro não se vá abaixo e a economia da Europa arrote grosso porque Toda a economia mundial reza por isso

Está tão habituado à chapa 3, que nem procura, primeiro, interpretar bem o que os outros escrevem....

Laughing

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
avatar
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 03, 2012 2:19 pm

Joao Ruiz escreveu:
Vitor mango escreveu:
Joao Ruiz escreveu:.
Afinal, Mango, Bush não é o burro que diz! É até bem esperto, mesmo ao calar as verdadeiras razões da invasão do Iraque, deixando-se acusar de tudo e mais alguma coisa. Um político, no lado mais escabroso da definição.

Twisted Evil

Pergunte isso aos 650.000 mortos do Iraque e responda-me se ele acabou com o euro ou dominou o petróleo
Sucedeu exatamente o oposto
O Sadam foi morto porque queria receber em EUROS (essa a causa proxima
Depois a França e a Alemanha uniram-se quando viram a golpada
Hoje são os americanos a gemerem para que o Euro não se vá abaixo e a economia da Europa arrote grosso porque Toda a economia mundial reza por isso

Está tão habituado à chapa 3, que nem procura, primeiro, interpretar bem o que os outros escrevem....

Laughing



Um político, no lado mais escabroso da definição.


tem razao
sorry

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
avatar
Vitor mango

Pontos : 107898

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Iraque: o Vietnam mesopotâmico

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você pode responder aos tópicos neste fórum