Conflito na Síria reedita disputa entre Oriente e Ocidente

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Conflito na Síria reedita disputa entre Oriente e Ocidente

Mensagem por Vitor mango em Qui Out 18, 2012 1:40 am

7 de Outubro de 2012 - 16h51



Conflito na Síria reedita disputa entre Oriente e Ocidente


Participantes de mesa-redonda que discute o papel do Brasil no
Oriente Médio, nesta quarta-feira (17), em evento promovido pela
Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmaram que o conflito na
Síria só se resolverá se houver entendimento entre todos os atores
políticos envolvidos. Para o assessor internacional do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), Hussein Ali Kalout, a questão síria “é uma nova
versão do embate Oriente-Ocidente.”






Agência Câmara

A Comissão de Relações Exteriores quer reunir subsídios sobre como o Brasil pode atuar de forma concreta.


“A questão síria só se resolverá com a inclusão de
mediadores confiáveis de todos os lados. Não há como levar um processo
de pacificação sem a participação de Irã, Arábia Saudita, Rússia e
Estados Unidos”, comentou Ali Kalout, para quem a questão síria
extrapola a chamada Primavera Árabe (onda de revoluções contra governos
autoritários no mundo árabe e no norte da África que tiveram início no
fim de 2010), por envolver diversos interesses.

“Ela vai além da disputa por liberdade e democracia. É uma nova versão
do embate Oriente-Ocidente em um formato contemporâneo”, avalia Ali
Kalout no debate, solicitado pela presidenta da Comissão, deputada
Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

Ele explicou o tabuleiro político no conflito na Síria, dizendo que a
mudança de regime na Síria representa interesses diversos na região. O
interesse de Israel choca-se com o da Arábia Saudita, que disputa a
hegemonia regional com o Irã e tenta quebrar “a espinha dorsal” entre
Síria, Irã, Iraque, Barein e Líbano. “Se você derrubar o Estado sírio,
você encurrala o Irã no Oriente Médio. Mas o risco é que se pode levar
ao poder um regime hostil a Israel.”

Também a Rússia tem interesse em defender a Síria, acrescentou o
assessor, em razão de o país do Oriente Médio representar o último
bastião que a antiga União Soviética preservou na região. “A Rússia joga
a mesma cartada que os Estados Unidos na situação israelense”, afirmou.

Posição brasileira

Segundo o representante brasileiro para os assuntos do Oriente Médio,
embaixador Cesário Melantonio Neto, o Brasil tende a apoiar a missão das
Nações Unidas na Síria e de seu enviado especial, Lakhdar Brahimi. "O
Brasil, como todo país emergente, tem interesse natural e legítimo em
acompanhar a questão de perto."

Na opinião de Hussein Ali Kalout, o Brasil até pode colaborar na
mediação do conflito, mas não há garantias de que os países da região
aceitem a participação brasileira. Segundo Melantonio Neto, o Brasil
atuaria como facilitador, não sozinho, mas em conjunto com outros
países.

A deputada Perpétua Almeida lembrou que o Brasil tem marcado a sua
atuação no cenário internacional pela defesa da solução pacífica dos
conflitos e pelo respeito à diversidade cultural, ética e religiosa que
caracterizam as diferentes regiões do mundo. “A Comissão de Relações
Exteriores, atenta a isso, quer reunir subsídios sobre como o País pode
atuar de forma concreta”, completou.

Da Redação em Brasília
Com Agência Câmara

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Vitor mango

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