No último debate entre Obama e Romney, poucas diferenças em política externa

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No último debate entre Obama e Romney, poucas diferenças em política externa

Mensagem por Vitor mango em Ter Out 23, 2012 8:09 am


No último debate entre Obama e Romney, poucas diferenças em política externa





23.10.2012 - 05:56
Por Kathleen Gomes, em Washington














Eleitores de Boca Raton assistem ao debate final no exterior, na Florida (Foto: Andrew Innerarity/Reuters)









A duas semanas das eleições
presidenciais americanas, Barack Obama e Mitt Romney encontraram-se na
segunda-feira à noite para um último debate televisivo dominado por
questões sobre o Médio Oriente em que os dois rivais raramente
discordaram. A diferença que os americanos viram foi na estratégia que
os candidatos seguiram durante o frente-a-frente de hora e meia: como
James Carville, um famoso estratega da campanha presidencial de Bill
Clinton, disse na CNN no final, “o Presidente veio pronto para atacar, o
governador Romney veio para concordar”.

Com vídeo












Um Presidente em funções parte normalmente para
um debate sobre política externa como o de segunda-feira à noite em
vantagem porque ao contrário do outro candidato, os americanos não
precisam de imaginar como é que ele será enquanto comandante militar –
Obama tem um historial de quase quatro anos e esse historial é uma das
áreas mais fortes da sua presidência, graças à captura de Osama Bin
Laden e ao fim da guerra no Iraque e retirada do Afeganistão.

Se
alguém estava a ser testado era Romney, um ex-homem de negócios e
governador do Massachusetts sem experiência em relações internacionais. O
candidato republicano parece ter ido para o debate com a missão de
transparecer sobriedade e moderação – dito de outro modo, com a missão
de parecer presidenciável – e evitou confrontar Obama.

Obama combativo
O
Presidente americano dominou o debate, revelando maior confiança e
conhecimento dos assuntos perante um Romney frequentemente titubeante
que defendeu as mesmas posições que Obama – em relação a Israel, à
prevenção de um Irão com armamento nuclear, ao prazo de retirada do
Afeganistão, à não intervenção americana na Síria ou o uso de drones (aviões de ataque não tripulados).

Quando
o moderador perguntou a Romney se ele concordava com a saída das tropas
americanas do Afeganistão em 2014, a mesma resposta podia ter sido dada
por Obama: o incremento das tropas ordenado pelo Presidente foi “um
sucesso” e os Estados Unidos “vão ser capazes de fazer a transição” para
forças de segurança afegãs em 2014.

Até há poucos meses, no
entanto, o candidato republicano costumava criticar Obama por ter
estabelecido um prazo fixo para retirar do Afeganistão, dizendo que
preferia tomar uma decisão baseada na opinião dos generais no terreno.
Mas esse não foi o Romney que esteve no debate desta vez.

Os anos 80 ao telefone
Barack
Obama esteve particularmente combativo no frente-a-frente, passando
mais tempo a criticar o seu rival e notando em várias ocasiões a falta
de experiência do homem que pretende substituí-lo. Quando Romney
criticou o Presidente por querer fazer cortes no orçamento da defesa,
sugerindo que a marinha americana foi diminuída durante a sua
administração, Obama respondeu: “Julgo que o governador Romney talvez
não tenha passado tempo suficiente a ver como é que as nossas forças
militares funcionam."

Referiu-se à marinha, e ao facto de os EUA
terem "menos navios do que em 1916". "Também temos menos cavalos e
baionetas.” Obama notou que não é o mesmo que um jogo de Batalha Naval
(um jogo de tabuleiro em que os jogadores afundam os navios de guerra um
do outro tentando adivinhar onde é que eles estão situados).

Obama
também notou que o candidato mudou de posição sobre vários assuntos e
que a sua política externa é anacrónica, lembrando que há uns meses
Romney afirmara que a Rússia era a principal ameaça geoestratégica para
os Estados Unidos. “Os anos 80 estão ao telefone e querem a sua política
externa de volta”, ironizou o Presidente.

Romney também criticou
Obama, acusando-o de diminuir a influência da América no mundo e de não
ser suficientemente assertivo em relação ao regime de Bashar Assad na
Síria e ao Irão, mas não foi claro em delinear o que faria de diferente
no seu lugar.

Europa ausente
Mas Romney evitou atacar o
Presidente como fizera no debate da semana passada, porque os eleitores
reagem negativamente ou de forma ambivalente quando um candidato é
demasiado belicoso, e o republicano deixou esse papel para o Presidente,
notando num ou noutro momento que estava a ser atacado. “Atacar-me não
vai ajudar o Médio Oriente”, disse, a certa altura.

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

Vitor mango

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