Obama e Romney discutem Oriente Médio e China

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Obama e Romney discutem Oriente Médio e China

Mensagem por Vitor mango em Qua Out 24, 2012 12:47 am

Obama e Romney discutem Oriente Médio e China





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Em
um debate sobre política externa que envolveu a discussão dos gastos
militares e ataques às práticas comerciais da China, o presidente dos
Estados Unidos, Barack Obama, e seu rival republicano Mitt Romney
fecharam o terceiro e último confronto televisionado na noite da
segunda-feira, na Universidade Lynn em Boca Ratón (Flórida), antes das
eleições de 6 de novembro. Obama foi mais agressivo, enquanto Romney
parecia se conter, mas definiu a política do presidente para o Oriente
Médio como um fracasso. Romney indicou que poderá aumentar os gastos
militares, embora tenha descartado novas guerras. A América Latina foi
pouco citada e apenas como uma "oportunidade econômica" por Romney.
Obama lembrou o que chamou de "sucesso" na política externa da sua
administração: a morte de Osama bin Laden, a chamada "Primavera Árabe" e
a retirada das tropas norte-americanas do Iraque. Romney tentou trazer
questões da economia, como o desemprego, para o debate.Obama
partiu para o ataque a Romney na primeira questão, que era sobre a
Líbia e a morte do embaixador Christopher Stevens em 11 de setembro. O
presidente disse que os EUA caçarão os responsáveis pelo assassinato do
diplomata. Mas após Romney ter dito que a rede terrorista Al-Qaeda ainda
era uma ameaça, Obama disse que estava "feliz" que Romney tenha
reconhecido que a Al-Qaeda, e não a Rússia, é a maior ameaça atualmente
aos EUA.
"Fico feliz que o senhor
reconheça, governador Romney, que a maior ameaça hoje à América seja a
Al-Qaeda. Há alguns meses, o senhor disse que a maior ameaça era a
Rússia", disse Obama. "Você está não apenas errado, mas também confuso",
disse Obama.
Segundo ele, se dependesse
de Romney, os EUA ainda teriam soldados no Iraque. Obama defendeu a
retirada das tropas americanas do Iraque, que ele completou. Romney
respondeu dizendo que se referia à Rússia como um "rival geopolítico" e
não como um inimigo.
Romney começou
dizendo que não quer repetir "outro Iraque ou Afeganistão", tentando
rechaçar a visão de que os republicanos gostariam de outra guerra. Ele
disse que sua estratégia será incentivar os muçulmanos a "rejeitarem o
extremismo por conta própria." O republicano afirmou que, após a
"Primavera Árabe", a situação está se deteriorando rapidamente no
Oriente Médio e que parte disso é culpa da administração Obama. "Nação
após nação, presenciamos uma série de eventos perturbadores", afirmou
ele, citando a guerra civil na Síria, o perigo do Irã obter uma arma
atômica e a morte de Stevens na Líbia. "Minha estratégia é ir atrás dos
caras maus. Mas minha estratégia é também mais ampla", disse o
republicano. Ele afirmou que a política de Obama se restringe a matar os
líderes terroristas e não promove a democracia no mundo.
Romney
afirmou que, sob sua liderança, o envolvimento dos EUA na guerra civil
síria seria provendo armas e apoio aos rebeldes que lutam para derrubar o
regime do presidente Bashar Assad. "Nosso objetivo é tirar Assad e
colocar um governo aliado - que tenha as armas necessárias para se
defender", disse Romney. Obama defendeu a postura atual do governo dos
EUA, de sanções econômicas ao governo sírio.
Os
dois disseram que irão retirar as tropas dos EUA do Afeganistão até
2014. Nesse ponto, Romney, que fez fortes críticas ao Paquistão, foi
questionado pelo mediador Bob Schieffer, da CBS, se iria "se divorciar"
do governo paquistanês, como ameaçou.
Romney
disse que não e lembrou que o Paquistão tem um arsenal nuclear e não
pode ser abandonado. "Se o Paquistão virar um Estado falido, precisamos
lembrar: existem armas nucleares. Mas as relações com o Paquistão estão
estremecidas", disse Romney, que defendeu o apoio ao governo
paquistanês.
Romney tentou passar uma
imagem mais diplomática, mas foi ironizado por Obama. "Fico feliz que
você agora apoie a diplomacia - não é o que fazia há alguns anos", disse
Obama, que defendeu a atuação dos fuzileiros navais na morte de Osama
bin Laden no Paquistão em 2011. "Em 2008, o sr. questionou: devemos
percorrer a Terra atrás de um homem?" disse Obama a Romney.
Romney
defendeu a modernização da Marinha e da Força Aérea e sugeriu que
gastará mais nas armas. Ele disse que cortará o orçamento do governo em
5% mas evitou responder em quais setores fará as reduções, mesmo
pressionado pelo mediador. Ele só disse que não cortará nenhum gasto na
Defesa. Obama ironizou Romney em um certo momento, ao dizer que a
questão é de estratégia e não um joguinho de "batalha naval". Obama
descartou um corte de US$ 500 bilhões no orçamento militar, mas afirmou
que "nem os militares" pedem um aumento nos gastos da Defesa.
China e América Latina
- Romney comparou a China com a América Latina, ao dizer que a região
tem uma economia "do tamanho da China" e representa "oportunidades
enormes" para os EUA. O republicano não foi exato. De acordo com o Fundo
Monetário Internacional (FMI), em 2011 o Produto Interno Bruto (PIB) da
China foi de US$ 7,3 trilhões, enquanto o da América Latina foi de US$
5,6 trilhões. Obama falou pouco sobre a região, e disse apenas que
continuará com as atuais políticas para a América Latina, que é
secundária para a política exterior dos EUA.
Os
dois discutiram mais sobre a China. Romney disse que os chineses são
manipulares da moeda para ganhar vantagens no comércio exterior. Obama
acusou Romney de "exportar empregos" para a China, ao investir em
empresas com fábricas na Ásia.
Romney
chamou a China de "manipulador de câmbio" e afirmou que não se
preocuparia em iniciar uma guerra comercial porque os dois países já
possuem um enorme desequilíbrio comercial em favor dos chineses. O
republicano afirmou que fará Pequim entender que "tem que seguir as
regras do jogo". Ele disse que ao segurar artificialmente o preço de sua
moeda, a China prejudica os trabalhadores norte-americanos.
Em
seguida, Obama atacou o histórico do republicano como empresário,
afirmando que ele investiu em empresas que transferiram vagas de
trabalho para a China. Obama também disse que a China precisa jogar
pelas mesmas regras que os outros países e lembrou de reclamações que os
EUA fizeram na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra práticas
comerciais de setores chineses, como na siderurgia.
No
final, Obama disse que Romney quer trazer de volta tanto na política
externa quanto na política econômica as práticas que fracassaram na era
Bush. Obama prometeu uma "liderança forte" para os EUA. "Vou garantir
que os empregos voltem para o nosso país", disse Obama. Romney disse que
levará os EUA de volta à liderança mundial e adotou um tom messiânico:
"Esta nação é a esperança da Terra".










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