O que as empresas descobrem sobre si nas redes sociais

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O que as empresas descobrem sobre si nas redes sociais

Mensagem por Vitor mango em Sab Nov 03, 2012 11:50 am



O que as empresas descobrem sobre si nas redes sociais




90% dos recrutadores usa o LinkedIn para procurar o melhor candidato para um lugar, mas o Facebook também é terreno fértil para obter informações.












Maria Martins (www.expresso.pt)


14:29 Sexta feira, 2 de novembro de 2012













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3 comentários














Os perfis nas diferentes redes sociais devem coincidir. Se não forem
semelhantes levantam dúvidas. É mau aos olhos de quem quer empregar



Diego Cornejo/Flickr



Com quase
1,7 mil milhões de utilizadores, as redes sociais já não podem ser
ignoradas por ninguém, nem mesmo pelos recrutadores. LinkedIn, Facebook e
Twitter são cada vez mais usados para procurar candidatos, mas também
para obter informações que não constam dos currículos e que não são
perguntadas nas entrevistas.

O LinkedIn é a rede profissional por excelência -
vários estudos indicam que 90% dos recrutadores usam-na para procurar o
melhor candidato -, mas o Facebook é o terreno fértil para recolher
informações sobre recém-licenciados. Mesmo sem conter referências
profissionais, pode-se retirar de um perfil muitas informações úteis,
como saber se a pessoa é otimista, educada, organizada, se mantém a
serenidade sob pressão, se está sempre a dizer mal de tudo e todos.

Hoje é habitual a mesma pessoa estar presente nas três
redes sociais, mas nem sempre os seus perfis são compatíveis. Ana Isabel
Santos, diretora de Recursos Humanos da Triumph, alerta que "se o
candidato tem um perfil atrativo e sistematizado com interesses
profissionais definidos e claros no Linkedin, e uma informalidade quase
ilimitada no Facebook", isso levanta reservas. Apesar de reconhecer que
as duas redes sociais são distintas, defende que a apresentação deve ser
coerente.São muitos os recrutadores que hoje olham para o seu perfil
nestas redes, antes ou depois da entrevista. Saiba o que podem descobrir
sobre si:

LinkedIn - Esta rede tem os dados profissionais
ou académicos do candidato e a grande vantagem de não ter o ruído de
fotos e comentários que podem importunar o recrutamento. Em Portugal já
tem um milhão de utilizadores e 10 mil empresas registadas. Mas não
basta estar no LinkedIn, é preciso saber estar. "Há que ser cuidadoso na
apresentação das suas competências e motivações para que tudo seja
claro para quem analisa", explica Ana Isabel Santos, responsável por
mais de 500 trabalhadores da fábrica da marca alemã em Sacavém.

Fazer um perfil de forma pensada e com espírito crítico
pode ser o fator que o vai diferenciar dos outros candidatos e fazê-lo
chegar à entrevista. Os dados mais recentes sobre tendências de
recrutamento mundiais indicam que o LinkedIn é usado por quase 90% das
grandes empresas que recrutam online, mas não só. Diretora de Recursos
Humanos de uma empresa com pouco mais de 50 colaboradores, Anabela Ritarecorre
a esta rede social para obter informações sobre o background académico e
profissional, dos candidatos a uma posição na InnoWave Technologies,
mas também para saber mais sobre os seus "hobbies, e contactos em comum
para obter referências".

Mas o LinkedIn é também uma ótima ferramenta para ver
"o perfil do grupo de contactos do candidato e grupos que subscreve, de
modo a analisar os seus interesses e motivações", acrescenta Ana Isabel
Santos.Na hora de recrutar, as conexões e as recomendações dos
candidatos no LinkedIn são uma forma de avaliar a influência que este já
tem nos meios profissionais ou académicos em que se move. E não é a
quantidade que importa, mas sim a importância das pessoas a quem está
ligado. Anabela Rita diz só valorizar as recomendações constantes no
perfil dos candidatos no LinkedIn, "se forem legítimas". Os recrutadores
são pessoas experientes, que sabem ler nas entrelinhas, por isso só dão relevância às de professores, colegas ou superiores hierárquicos que conheçam bem o candidato.

Facebook - No grupo dos recém-licenciados, o
Facebook acaba por ser a maior fonte de informações sobre os candidatos,
mas não para todos. Amândio da Fonseca diz que o Grupo Egor usa a rede
criada por Mark Zuckerberg exclusivamente para publicação de anúncios de
recrutamento e por se tratar de uma fonte importante de candidaturas.
Um estudo da empresa Career Enlightenment revela que 50% das empresas a
nível mundial recorrem ao Facebook para recrutar.

Consciente da importância que esta rede está a
conquistar na área do recrutamento, o administrador executivo do Grupo
Egor chama a atenção para os cuidados a ter com a imagem que se pretende
passar no Facebook, porque ela não chega apenas aos amigos e
conhecidos, mas também "a uma plateia que desconhecemos, e que pode ser
determinante para o nosso futuro", avisa.

Comentários e fotos menos próprios podem levantar
sérias reservas aos recrutadores, no entanto, não é certo que 'chumbem'
um candidato por causa disso. Anabela Rita diz que nunca rejeitou
ninguém pelo que encontrou nas redes sociais, mas que algumas
informações a levam a tentar esmiuçar mais alguns assuntos na
entrevista. Geralmente, os recrutadores dão um desconto a comentários de
cariz mais pessoal, mas avaliam tudo. E podem até avaliar comentários
que amigos tenham feito na sua página - lembra-se do ditado 'diz-me com
quem andas, dir-te-ei quem és'?

Twitter - Em Portugal ainda não é uma rede muito
usada para recrutar, mas no Reino Unido, por exemplo, 53% dos
profissionais de Recursos Humanos recorrem a ela. Muitas empresas estão
presentes na rede, mas mais com o objetivo de atrair candidatos do que
espreitar os seus perfis. No entanto, também o Twitter não é tão
inocente quanto o passarinho branco que representa o seu logotipo. A
partir da altura em que uma empresa tem alguém na sua mira, será muito
fácil perceber que tipo de pessoa é pela frequência e pelos conteúdos
dos seus post.

Alguém que se queixa frequentemente do chefe, que
partilha informações que não deve, ou que que está sempre a debitar
opiniões online, não está a dar boas referências sobre si ao mercado.




Palavras-chave QEM, quero estudar melhor, redes sociais, Facebook, Twitter, LinkedIn
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