Risco de bancarrota imparável

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Risco de bancarrota imparável

Mensagem por Vitor mango em Sex Nov 16, 2012 1:24 am

Risco de bancarrota imparável

A probabilidade de bancarrota não abrandou. Pelo contrário, subiu para 42,54%. O prémio de risco da dívida aumentou para 7,56 pontos percentuais. Juros de obrigações a sete anos fecharam acima de 9%.


Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
21:39 Quinta feira, 15 de novembro de 2012

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O risco de incumprimento da dívida num horizonte de cinco anos continua a subir. Fechou em 42,54%, segundo dados da CMA DataVision. Ontem fechara em 42,19%. Portugal conserva o 5º lugar no "clube" dos 10 países com mais alto risco de bancarrota.

O prémio de risco da dívida portuguesa também subiu para 7,56 pontos percentuais, segundo dados da Bloomberg. Este prémio indica o diferencial entre o custo de financiamento da dívida portuguesa e da dívida alemã no prazo a dez anos.

As yields das obrigações do Tesouro fecharam em alta nos prazos a dois, a cinco, a sete e a dez anos no mercado secundário da dívida. No prazo a sete anos - que corresponde ao prazo médio residual da dívida portuguesa - as yields fecharam hoje em 9,07%. No prazo a dez anos fecharam em 8,901%, segundo dados da Bloomberg. Estas yields encontram-se dois pontos percentuais acima do que temos designado por "limiar Selassie", o nível de 7% que o Fundo Monetário Internacional pressupõe para o "regresso aos mercados em 2013", na sua análise de sustentabilidade da dívida portuguesa exposta na 5ª revisão regular do programa de ajustamento.
Previsões e projeções negativas

A divulgação pelo Banco de Portugal e pelo Instituto Nacional de Estatística de estimativas, previsões e projeções sobre o andamento da recessão da economia portuguesa em 2012 e 2013 têm estado em primeiro plano e transmitem uma trajetória negativa. A Bloomberg, num dos seus "Brief" desta semana, já colocou em causa a própria análise sobre a sustentabilidade da dívida portuguesa realizada pelo Fundo Monetário Internacional na 5ª revisão regular do plano de ajustamento.

O agravamento do contexto externo, com a entrada oficial em recessão da zona euro no terceiro trimestre deste ano, também não abre perspetivas optimistas.

A deterioração da posição portuguesa nos mercados da dívida foi hoje tanto mais preocupante quanto a pressão sobre a dívida espanhola e italiana abrandou. com os juros no mercado secundário a fecharem em baixa nestes dois casos, bem como o prémio de risco e a probabilidade de incumprimento. A descida no risco de incumprimento permitiu a Espanha sair hoje do 10º lugar do "clube" da bancarrota, sendo substituída pelo Iraque.

A trajetória negativa ascendente nos indicadores do mercado da dívida relativos a Portugal está em curso desde 19 de outubro. Não se trata de uma situação de iminência ou de alta probabilidade de um evento de crédito - como sucede com a Grécia (que esta semana evitou uma situação dessas) ou com a Argentina (cujo risco está acima de 77%).

Portugal assegurou a 5ª tranche do empréstimo e, segundo a chanceler Merkel, na sua visita a Lisboa, terá bem encaminhada a 6ª tranche, na sequência de uma 6ª revisão que agora começou. Mas os mercados da dívida sinalizam cada vez mais que a sua perspetiva sobre o futuro da economia portuguesa e do próprio ajustamento é tudo menos otimista.
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Vitor mango

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