O ALHO, um dos maiores amigos da nossa saúde

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O ALHO, um dos maiores amigos da nossa saúde

Mensagem por Vitor mango em Sex Dez 14, 2012 1:13 pm

O ALHO, um dos maiores amigos da nossa saúde

(do latim "Allium Sativum")








História: Originário da Ásia, o alho cresce no
sul da Europa e na zona do Mediterrâneo,
e foi sem dúvida uma das principais plantas medicinais
conhecidas e cultivadas desde a Antiguidade.
Entre os tesouros descobertos no túmulo de jovem
Tutankhamon, faraó do Egipto por volta de 1343 a.C., foi encontrado
alho.


Não se sabe por que caminho o alho chegou ao Egipto, mas segundo fontes históricas, os operários que
construiram as pirâmides recebiam uma parte do seu salário em alho, bem como uma ração diária desta planta,
a fim de melhorarem a sua resistência física às doençaas e às epidemias.


E por mais extraordinário que possa parecer, a primeira greve de que há memória ocorreu no Egipto em 1165 a.C.,
durante o reinado de Ramsés III, e teve exactamente como origem... o alho!


Segundo parece, os Hebreus que viveram no Egipto
apreciavam bastante o alho, e quando do Êxodo
recordavam com muita saudade os pratos de peixe,
temperados com alho e cebola, que aí lhes eram servidos.
Algumas centenas de anos mais tarde, cabe à Grécia
clássica fazer uso do alho como fortificante para os seus atletas.
Ainda mais tarde, vamos encontrar na antiga Roma a
prescrição do alho como vermifuge e também como revigorante para os
militares em campanha.


Durante a terrível epidemia de peste que assolou
Marselha na Idade-Média, conta-se que três ladrões, que tinham sido
condenados a retirar das ruas os cadáveres dos mortos com a peste,
continuavam de saúde apesar dos perigos de contaminação.
As autoridades da cidade prometeram-lhes a liberdade se
eles revelassem qual era o segredo. Era simplesmente que eles bebiam
todas as noites uma poção de alho para se precaverem contra a peste.


Ao longo dos séculos, o alho tem sido considerado o
remédio-rei contra uma grande parte das doenças, e de novo durante a
peste que atingiu os bairros pobres de Londres, no século XVIII, os
padres franceses que prestaram auxílio não foram contaminados porque
consumiam alho diariamente.
Também durante a Segunda Guerra mundial, o alho era
utilizado nos pensos com que os médicos cobriam as feridas, a fim de
evitar a gangrena: além das suas propriedades protectoras a nível
cárdio-vascular, é igualmente um poderoso agente anti-infeccioso.


Cultivo: Planta anual, o alho aficiona os solos
ricos e férteis e um bom lugar ao sol. No Outono, procede-se à
plantação dos bulbilhos com as pontas para cima, sendo a recolha no
Verão, logo a seguir à floração. A distância entre os bolbos deve ser de
cerca de 15 cm.


Utilizações: Não é preciso fazer a apresentação
do alho como condimento por excelência: a cozinha dos países
mediterrânicos utiliza-a desde sempre, e não será por acaso que nestes
mesmos países a percentagem de pessoas sofrendo de doenças do coração
é tão inferior em relação à dos países que não utilizam
tradicionalmente o alho. A parte utilizada é o bolbo.


Há quem perfume o vinagre com alho, e também se usa
alho para temperar a manteiga. Na China, prepara-se mesmo um mel
perfumado a alho. Claro que "não há bonito sem senão", o grande defeito
do alho é - todos sabemos -
deixar mau hálito, que contudo é eliminado comendo logo a
seguir um pouco de salsa fresca ou mastigando grãos de café.


O alho é também uma das plantas utilizada em
agricultura de “companheirismo”. Este método de cultivo era muito
praticado até fins do século XIX, antes da era dos pesticidas, e
consiste simplesmente em proporcionar às culturas o melhor ambiente
natural possível, escolhendo para o efeito as plantas vizinhas que lhe
são benéficas.
O alho é muito bom em associação com alfaces, espinafres,
cenouras e beterraba. Deve igualmente plantar-se à volta das árvores de
fruto, pois, tal como exerce uma acção benéfica sobre o nosso sistema
imunitário, o alho também tem uma acção de protecção das plantas,
tornando-as mais fortes contra as doenças que normalmente as atacam.


As virtudes do alho: As virtudes medicinais
provêm de uma substância particular chamada aliina e duma enzima, a
aliinase.
Quando se esmaga ou corta o alho, estas duas componentes
entram em contacto e transformam-se na alicina, que é a responsável
pelos efeitos terapéuticos do alho,... mas também pelo seu cheiro.


O alho impede o desenvolvimento de numerosos vírus e
bactérias, e também de vermes intestinais. Contribui ainda para baixar o
nível do (mau) colesterol e das gorduras no sangue e, em vários países,
utiliza-se para tratar casos ligeiros de diabetes:
constatou-se, com efeito, que o alho tanto pode ocasionar
uma subida como uma descida do nível de açúcar no sangue, donde se
depreende que pode ser um regularizador da insulina.


Além disto, o alho tem uma acção notável sobre o
sistema imunitário, tendo-se verificado em certas regiões da China, onde
se consome bastante alho, que se encontram muito menos casos de cancro,

sobretudo o cancro do cólon, do que numa região vizinha
onde praticamente não se come alho.


Não devemos esquecer, contudo, que em doses massivas o
alho pode provocar problemas de indigestão e, até, uma maior
sensibilidade dos olhos à luz. Como para todas as coisas, "no meio termo
é que está a virtude"!


© Dulce Rodrigues

O ALHO, um dos maiores amigos da nossa saúde

(do latim "Allium Sativum")








História: Originário da Ásia, o alho cresce no
sul da Europa e na zona do Mediterrâneo,
e foi sem dúvida uma das principais plantas medicinais
conhecidas e cultivadas desde a Antiguidade.
Entre os tesouros descobertos no túmulo de jovem
Tutankhamon, faraó do Egipto por volta de 1343 a.C., foi encontrado
alho.


Não se sabe por que caminho o alho chegou ao Egipto, mas segundo fontes históricas, os operários que
construiram as pirâmides recebiam uma parte do seu salário em alho, bem como uma ração diária desta planta,
a fim de melhorarem a sua resistência física às doençaas e às epidemias.


E por mais extraordinário que possa parecer, a primeira greve de que há memória ocorreu no Egipto em 1165 a.C.,
durante o reinado de Ramsés III, e teve exactamente como origem... o alho!


Segundo parece, os Hebreus que viveram no Egipto
apreciavam bastante o alho, e quando do Êxodo
recordavam com muita saudade os pratos de peixe,
temperados com alho e cebola, que aí lhes eram servidos.
Algumas centenas de anos mais tarde, cabe à Grécia
clássica fazer uso do alho como fortificante para os seus atletas.
Ainda mais tarde, vamos encontrar na antiga Roma a
prescrição do alho como vermifuge e também como revigorante para os
militares em campanha.


Durante a terrível epidemia de peste que assolou
Marselha na Idade-Média, conta-se que três ladrões, que tinham sido
condenados a retirar das ruas os cadáveres dos mortos com a peste,
continuavam de saúde apesar dos perigos de contaminação.
As autoridades da cidade prometeram-lhes a liberdade se
eles revelassem qual era o segredo. Era simplesmente que eles bebiam
todas as noites uma poção de alho para se precaverem contra a peste.


Ao longo dos séculos, o alho tem sido considerado o
remédio-rei contra uma grande parte das doenças, e de novo durante a
peste que atingiu os bairros pobres de Londres, no século XVIII, os
padres franceses que prestaram auxílio não foram contaminados porque
consumiam alho diariamente.
Também durante a Segunda Guerra mundial, o alho era
utilizado nos pensos com que os médicos cobriam as feridas, a fim de
evitar a gangrena: além das suas propriedades protectoras a nível
cárdio-vascular, é igualmente um poderoso agente anti-infeccioso.


Cultivo: Planta anual, o alho aficiona os solos
ricos e férteis e um bom lugar ao sol. No Outono, procede-se à
plantação dos bulbilhos com as pontas para cima, sendo a recolha no
Verão, logo a seguir à floração. A distância entre os bolbos deve ser de
cerca de 15 cm.


Utilizações: Não é preciso fazer a apresentação
do alho como condimento por excelência: a cozinha dos países
mediterrânicos utiliza-a desde sempre, e não será por acaso que nestes
mesmos países a percentagem de pessoas sofrendo de doenças do coração
é tão inferior em relação à dos países que não utilizam
tradicionalmente o alho. A parte utilizada é o bolbo.


Há quem perfume o vinagre com alho, e também se usa
alho para temperar a manteiga. Na China, prepara-se mesmo um mel
perfumado a alho. Claro que "não há bonito sem senão", o grande defeito
do alho é - todos sabemos -
deixar mau hálito, que contudo é eliminado comendo logo a
seguir um pouco de salsa fresca ou mastigando grãos de café.


O alho é também uma das plantas utilizada em
agricultura de “companheirismo”. Este método de cultivo era muito
praticado até fins do século XIX, antes da era dos pesticidas, e
consiste simplesmente em proporcionar às culturas o melhor ambiente
natural possível, escolhendo para o efeito as plantas vizinhas que lhe
são benéficas.
O alho é muito bom em associação com alfaces, espinafres,
cenouras e beterraba. Deve igualmente plantar-se à volta das árvores de
fruto, pois, tal como exerce uma acção benéfica sobre o nosso sistema
imunitário, o alho também tem uma acção de protecção das plantas,
tornando-as mais fortes contra as doenças que normalmente as atacam.


As virtudes do alho: As virtudes medicinais
provêm de uma substância particular chamada aliina e duma enzima, a
aliinase.
Quando se esmaga ou corta o alho, estas duas componentes
entram em contacto e transformam-se na alicina, que é a responsável
pelos efeitos terapéuticos do alho,... mas também pelo seu cheiro.


O alho impede o desenvolvimento de numerosos vírus e
bactérias, e também de vermes intestinais. Contribui ainda para baixar o
nível do (mau) colesterol e das gorduras no sangue e, em vários países,
utiliza-se para tratar casos ligeiros de diabetes:
constatou-se, com efeito, que o alho tanto pode ocasionar
uma subida como uma descida do nível de açúcar no sangue, donde se
depreende que pode ser um regularizador da insulina.


Além disto, o alho tem uma acção notável sobre o
sistema imunitário, tendo-se verificado em certas regiões da China, onde
se consome bastante alho, que se encontram muito menos casos de cancro,

sobretudo o cancro do cólon, do que numa região vizinha
onde praticamente não se come alho.


Não devemos esquecer, contudo, que em doses massivas o
alho pode provocar problemas de indigestão e, até, uma maior
sensibilidade dos olhos à luz. Como para todas as coisas, "no meio termo
é que está a virtude"!


© Dulce Rodrigues


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