Monte Branco: Investigação não detectou nomes de código

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Monte Branco: Investigação não detectou nomes de código

Mensagem por Vitor mango em Sab Dez 15, 2012 8:44 am

Monte Branco: Investigação não detectou nomes de código
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14 de Dezembro, 2012por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita
A inocência de Medina Carreira não é excluída, mas por enquanto permanece como suspeito na investigação do processo Monte Branco. Esta, até agora, não detectou nomes de código. O autor da lista com o nome de Medina Carreira é interrogado hoje.
A investigação ao caso Monte Branco não detectou, até ao momento, quaisquer nomes de código na documentação apreendida aos principais arguidos, ao contrário do que tem sido referido.

Nas buscas a Medina Carreira, efectuadas na semana passada e que o SOL noticiou, não foram de facto encontrados documentos que confirmassem o envolvimento do fiscalista nesta rede de fraude fiscal e branqueamento de capitais – mas não foi o único caso entre as 21 buscas realizadas.

O inquérito vai prosseguir, aguardando-se informações da Suíça sobre os titulares das contas bancárias de onde veio o dinheiro que está registado como tendo por destinatário Medina Carreira. Segundo o SOL apurou, está tudo em aberto: a inocência do fiscalista não é excluída, mas por enquanto permanece como suspeito no inquérito, tal como acontece com os empresários e firmas que foram visitados na mesma operação.

Recorde-se que Henrique Medina Carreira foi alvo de buscas na passada quinta-feira. Segundo o mandado de busca do juiz de instrução Carlos Alexandre, a diligência foi determinada por haver indícios de crimes de fraude fiscal e de branqueamento de capitais. A investigação – do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), sob coordenação do procurador da República Rosário Teixeira – decidiu então avançar com nova operação de buscas (a primeira foi em Maio) a mais alguns dos 400 nomes da lista de Francisco Canas.

As anotações em causa

Também conhecido como ‘Zé das Medalhas’, este arguido está preso e deverá ser hoje interrogado.

Era o intermediário da rede para a circulação do dinheiro: o líder, Michel Canals, ex-director executivo do UBS em Genebra, ordenava transferências da Suíça para as contas de Canas no BPN IFI ( Cabo Verde), sendo o dinheiro transferido daqui para Portugal, também para contas de que este era titular. Canas levantava então o dinheiro e entregava-o aos clientes, conforme instruções que recebia, não só destes como de Canals. O mesmo esquema era usado em sentido inverso, para colocar dinheiro fora do país.

Na documentação já apreendida e junta aos autos, verifica-se que tanto Canals como ‘Medalhas’ tinham a informação sobre os clientes, e os seus próprios lucros, organizada e informatizada. No caso de Medina Carreira, o seu nome surge inscrito numa listagem de ‘Medalhas’, como tendo-lhe entregue várias tranches, desde 2006, num total de 650 mil euros. A estas entregas correspondem ordens de transferência dadas por Canals a partir da Suíça, de contas bancárias no UBS (Union de Banques Suisses) tituladas por três sociedades offshore. Em relação a cada uma das transferências, Canals também fazia, à mão, anotações de nomes que, segundo a análise dos dados efectuada até agora, eram das pessoas indicadas pelos clientes para, por eles, fazerem a recolha do dinheiro na loja de ‘Medalhas’, na Baixa de Lisboa. No caso de Medina Carreira, as anotações de Canals surgem apenas com os nomes próprios ‘Filipe’ e ‘José António’.

Leia mais na edição impressa do SOL, hoje nas bancas.

paula.azevedo@sol.pt e felicia.cabrita@sol.pt
Tags: Operação Monte Branco, Sociedade, Medina Carreira

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Vitor mango

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