Funcionários públicos da Cisjordânia entram em greve contra bloqueio de verbas por Israel

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Funcionários públicos da Cisjordânia entram em greve contra bloqueio de verbas por Israel

Mensagem por Vitor mango em Qua Dez 19, 2012 11:16 am

MÉDIO

19/12/2012 - 15h43 | Marina Mattar | Redação






Funcionários públicos da Cisjordânia entram em greve contra bloqueio de verbas por Israel



Mais de 50 mil palestinos aderiram à paralisação total; os trabalhadores não receberam salário por conta do veto israelense






















Funcionários do governo palestino na Cisjordânia iniciaram nesta
quarta-feira (19/12) uma paralisação de dois dias por conta do atraso no
pagamento de seus salários de novembro. Os manifestantes protestam
contra a medida de Israel de bloquear o repasse de verbas a Autoridade
Nacional Palestina, que seria utilizado em sua remuneração.

Cerca de 50 mil pessoas nas escolas, centros de saúde e sedes
ministeriais não compareceram aos seus trabalhos nesta quarta (19/12),
mas não realizaram protestos nas ruas do território palestino ocupado
por não estarem contra a administração local.







Leia mais





“A greve é para protestar contra a pirataria de Israel que rouba o
nosso dinheiro”, explicou Bassem Zakarneh, porta-voz da união dos
trabalhadores públicos da Cisjordânia, citado pela agência France Press. “O governo deve se posicionar com os trabalhadores”, acrescentou.

O líder sindical caracterizou a paralisação desta quarta (19/12) de
greve geral e disse que irá continuar nesta quinta-feira (20/12). “A
situação é muito séria e os serviços estão amplamente reduzidos. As
pessoas nem conseguem encontrar transporte para serem levados aos seus
trabalhos”, contou ele.

"Nenhum centavo furado" aos palestinos

Israel anunciou que não vai repassar os impostos coletados em nome da
Autoridade Nacional Palestina na Cisjordânia para a administração local
até pelo menos abril de 2013, detendo mais de 100 milhões de dólares por
mês. A medida punitiva, que já foi aplicada neste mês, é uma resposta
do governo israelense ao reconhecimento da Palestina como estado
observador das Nações Unidas.

De acordo com os oficiais israelenses, o presidente palestino, Mahmoud
Abbas, rompeu com os acordos de paz ao propor o novo status na
Assembleia do organismo internacional no dia 31 de novembro, sem o
consenso de Israel.

“Israel não está preparado para aceitar medidas unilaterais dos
palestinos e qualquer um que pensa que eles vão conseguir concessões
desta forma está errado", explicou o ex- chanceler israelense, Avigdor
Lieberman, ao anunciar a prorrogação de quatro meses da iniciativa. “Os palestinos devem esquecer o assunto, porque eles não vão receber nenhum centavo furado nestes próximos meses”.

Desestabilização da Autoridade Palestina

A medida desestabilizou a administração da Autoridade Nacional
Palestina, que exerce poder limitado na Cisjordânia (território
palestino ocupado por Israel). O governo, que já passava por uma
profunda crise financeira, não conseguiu pagar seus 150 mil funcionários
no mês de novembro. A tendência é de que a situação apenas se normalize
quando Israel decidir devolver a renda mensal para as autoridades
palestinas.

“Isso coloca cerca de um milhão de palestinos no ciclo da pobreza”,
afirmou o premiê Salam Fayyad. “Nós estamos falando de dobrar a taxa de
pobreza na Palestina em um período máximo de dois meses se a situação
continuar assim”, acrescentou ele citado pela Reuters.

A Autoridade Monetária Palestina anunciou nesta quarta (19/10) que os
bancos locais vão oferecer empréstimo de 100 milhões de dólares ao
governo caso doadores realizem contribuições.

Novos assentamentos e impossibilidade do Estado palestino

Ainda como retaliação a votação na ONU, o governo israelense decidiu
dar continuidade à construção de novos assentamentos na zona E1 em
Jerusalém Oriental e de 3 mil casas nos territórios palestinos ocupados
da Cisjordânia. Caso o plano seja colocado em prática, as novas colônias
devem interromper a continuidade territorial entre o norte e o sul da
Cisjordânia, impossibilitando, assim, a criação do Estado palestino.

Mesmo após ter sido duramente criticado por seus principais aliados, os
Estados Unidos e a União Europeia, o primeiro-ministro israelense
Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (18/12) que irá continuar
com os planos de construção de assentamentos em territórios palestinos.

Autoridades israelenses disseram que pretendem levar adiante nesta
semana planos para a construção de 6.000 novas moradias para além das
fronteiras estabelecidas entre os dois povos estabelecida em 1967. Ainda
nesta quarta-feira (19), autoridades israelenses aprovarão a construção
de 2.610 unidades nessa área. Na quinta-feira, o Ministério do
Interior deverá aprovar outras mil unidades ao sul de Gilo, sudoeste de
Jerusalém e também território ocupado.

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Re: Funcionários públicos da Cisjordânia entram em greve contra bloqueio de verbas por Israel

Mensagem por Vitor mango em Qua Dez 19, 2012 11:19 am


Funcionários do governo palestino na Cisjordânia iniciaram nesta
quarta-feira (19/12) uma paralisação de dois dias por conta do atraso no
pagamento de seus salários de novembro. Os manifestantes protestam
contra a medida de Israel de bloquear o repasse de verbas a Autoridade
Nacional Palestina, que seria utilizado em sua remuneração.

Cerca de 50 mil pessoas nas escolas, centros de saúde e sedes
ministeriais não compareceram aos seus trabalhos nesta quarta (19/12),
mas não realizaram protestos nas ruas do território palestino ocupado
por não estarem contra a administração local.







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“A greve é para protestar contra a pirataria de Israel que rouba o
nosso dinheiro”, explicou Bassem Zakarneh, porta-voz da união dos
trabalhadores públicos da Cisjordânia, citado pela agência France Press. “O governo deve se posicionar com os trabalhadores”, acrescentou.

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