Juros a dez anos caem abaixo dos 6,4%

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Juros a dez anos caem abaixo dos 6,4%

Mensagem por Vitor mango em Qui Jan 03, 2013 3:14 pm

Juros a dez anos caem abaixo dos 6,4%

03 Janeiro 2013,
16:35 por Eva Gaspar | egaspar@negocios.pt, Edgar Caetano | edgarcaetano@negocios.pt




































Evolução dos indicadores de custo de
financiamento do Estado português sustenta a possibilidade de Portugal
regressar mais plenamente aos mercados ao longo deste ano.
As taxas de juro (“yields”) associadas
aos títulos de dívida pública portuguesa a dez anos recuaram 16,7 pontos
base e desceram sucessivamente ao longo da sessão desta quinta-feira
abaixo de 6,5% e 6,4%, para se fixarem, a meio da tarde, em 6,392%,
segundo os dados compilados pela agência Bloomberg.



Trata-se do valor mais baixo desde meados de Dezembro de 2010. Há um
ano, os “juros” no mercado secundário de dívida estavam acima de 17%.



No cenário-base do Fundo Monetário Internacional (FMI) Portugal
conseguirá dispensar nova ajuda externa e financiar-se integralmente
através dos mercados a partir de meados de 2013 se as taxas de
“financiamento rondarem os 7%, assumindo que cairão gradualmente para 5%
nos quatro anos seguintes e permanecerão estáveis nos anos
subsequentes”.



No Orçamento do Estado para 2013 não está prevista a emissão de
dívida de longo prazo. A emissão adicional de bilhetes do Tesouro
deverá, no cenário mais conservador, acomodar o novo défice e garantir
os reembolsos de dívida do próximo ano. Sobretudo as obrigações a pagar
em Setembro, cujo montante caiu para quase metade com a operação de
troca realizada em Outubro.



A curva de rendibilidade dos títulos portugueses tem recuperado
progressivamente desde o Verão um perfil mais “saudável”, oscilando
agora entre 3,321% para as obrigações a dois anos e 6,392% para as
maturidades de dez anos.



Em 19 de Dezembro, as taxas de rendibilidade baixaram aquém da
barreira psicológica de 7% que Teixeira dos Santos sinalizara, ainda em
Outubro de 2010, forçaria Portugal a pedir ajuda externa - o que acabou
por ser formalizado seis meses depois, em Abril de 2011.



A contribuir para a descida dos indicadores do custo de financiamento
do Estado português estarão as notas sucessivamente positivas da troika
à implementação do programa de ajustamento orçamental e de reformas
económicas, mas também o novo plano de intervenção do BCE no mercado
secundário de dívida que, apesar de nunca ter sido usado, parece ter
sido interpretado pelos mercados como prova de que as instituições
europeias cumprirão a promessa de que farão o que for necessário para
salvar o euro e a sua integridade.

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
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