Hoje na História: 1986 - Socialista Mário Soares é eleito presidente de Portugal

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Hoje na História: 1986 - Socialista Mário Soares é eleito presidente de Portugal

Mensagem por Vitor mango em Sab Fev 16, 2013 5:31 am

MEMÓRIA

16/02/2013 - 08h00 | Redação | São Paulo






Hoje na História: 1986 - Socialista Mário Soares é eleito presidente de Portugal



Ele foi empossado em 9 de março daquele ano e afirmou que seria "o presidente de todos os portugueses"






















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Em
16 de fevereiro, no segundo turno da eleição presidencial em Portugal, o
socialista Mário Soares é eleito presidente, no terceiro pleito livre
após o 25 de Abril de 1974. Nessa data, a chamada “Revolução dos Cravos”
depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933.

Apresentaram-se como candidatos Diogo Freitas do Amaral (apoiado pelo
CDS e também pelo PSD), Soares (apoiado pelo PS e que, ao apresentar a
sua candidatura não contava com mais de 5% das intenções de voto), a
também ex-primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo (a única mulher
até hoje a candidatar-se à Presidência da República), Francisco Salgado
Zenha (que contava com o apoio do PRD do ainda presidente António
Ramalho Eanes, bem como de alguns membros do PCP, cujo candidato próprio
- Ângelo Veloso - viria a desistir).

Após o primeiro turno, realizado em 26 de janeiro, passaram Soares e
Freitas do Amaral. Se concentraram no socialista os votos dos restantes
candidatos da esquerda, o que derrotou Freitas do Amaral por uma
escassa margem de 140 mil votos, e com o apoio fundamental do sul do
País (Algarve, Alentejo e Ribatejo), bem como pelos distritos mais
urbanizados, onde o voto se tem firmado tradicionalmente mais à esquerda
(distritos de Coimbra, Lisboa e Porto).

Soares foi empossado presidente da República em 9 de março de 1986, e
afirmou naquele momento, para acabar com dissensões, que era “o
presidente de todos os portugueses”, frase que desde então entrou no
discurso político nacional.

Biografia

Nascido em Lisboa em 7 de dezembro de 1924, Soares foi professor do
Ensino Secundário Particular e chegou a dirigir o Colégio Moderno,
fundado pelo pai. Como advogado defensor de presos políticos, participou
em numerosos julgamentos, realizados no Tribunal Plenário e no Tribunal
Militar Especial.

Ainda na década de 1950, foi membro da Resistência Republicana e
Socialista, redator e signatário do Programa para a Democratização da
República em 1961, candidato a deputado pela Oposição Democrática, em
1965, e pela CEUD, em 1969.

Seguiu para o exílio na França em 1970, foi chargé de cours nas
universidades de Paris VIII (Vincennes) e Paris IV (Sorbonne), e
igualmente professor convidado na Faculdade de Letras da Universidade da
Alta Bretanha, em Rennes, que lhe atribuiu o grau de Doutor Honoris
Causa.

Em 28 de abril de 1974, três dias depois da Revolução dos Cravos, regressou do exílio no chamado “Comboio da Liberdade”.

Também nessa data:
1848 - Frederic Chopin toca seu último concerto em Paris
1855 - Nasce a meteorologia, como previsão científica do tempo
1899 - Presidente da França morre nos braços da amante
1936 - Frente popular vence eleições espanholas
1959 - Fidel Castro assume o cargo de primeiro-ministro de Cuba

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

Vitor mango

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Re: Hoje na História: 1986 - Socialista Mário Soares é eleito presidente de Portugal

Mensagem por Vagueante em Sab Fev 16, 2013 4:20 pm

Votei em Mário Soares nas duas vezes em que ele foi eleito Presidente da República. Continuo a pensar que ele, embora já fora de moda, continua a ser o maior político português, sobressaindo de toda a mediocridade política que nos rodeia.
Todavia, sempre detestei nele a arrogância com que trata aqueles que por vezes têm que lhe estar próximos, por qualquer razão de trabalho ou de oposição.
Não esqueço a desilegância com que tratou o General Ramalho Eanes quando este lhe cedeu o lugar na Presidência.
Não teve a dignidade de o acompanhar à porta.
Quando, já na campanha eleitoral para o segundo mandato, insultou um agente da Guarda Republicana que estava incumbido de lhe prestar serviço de segurança ao autocarro em que seguia.
Demonstrou, com essa atitude, uma grande falta de respeito pelo trabalho de alguém que, estava incumbido pelo Estado, de lhe garantir protecção.

Vagueante

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