Bersani admite dificuldade em formar governo e partido de Berlusconi já fala em nova eleição

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Bersani admite dificuldade em formar governo e partido de Berlusconi já fala em nova eleição

Mensagem por Vitor mango em Qua Mar 27, 2013 2:23 am

Bersani admite dificuldade em formar governo e partido de Berlusconi já fala em nova eleição



Líder de centro-esquerda continuará diálogos até quinta-feira, quando se reunirá novamente com o presidente Giorgio Napolitano






















O líder da centro-esquerda italiana, Pier Luigi Bersani, admitiu nesta
terça-feira (26/03) que ainda encontra dificuldades para a formação de
um novo governo, mesmo depois que o presidente Giorgio Napolitano o
encarregou dessa responsabilidade, na semana passada.

Após a indicação de Napolitano, hoje foi o primeiro dia que Bersani,
líder do PD (Partido Democrático), consultou as demais forças políticas
do país sobre um eventual apoio a seu governo. Em entrevista coletiva,
ele pediu que os outros partidos aceitem sua plataforma “ao menos de
forma parcial”.

"Cada um avaliará a situação, mas com transparência. Não se deve buscar
análises exasperadas dos eventos políticos para achar suas causas reais
ou estranhos subterfúgios", afirmou Bersani, que também pediu a divisão
das responsabilidades entre as principais forças políticas do país.

Agência Efe

Bersani continuará negociando com outros partidos até quinta-feira, quando se encontra novamente com Napolitano

Nas últimas eleições gerais na Itália, o PD conquistou maioria absoluta
apenas na Câmara dos Deputados. No Senado, a coalizão de
centro-esquerda não dispõe do número de parlamentares necessário para
formar governo.

Para conseguir o apoio que necessita, Bersani tentou negociar com o
Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo, que já anunciou que
não tem alguma intenção de colaborar com nenhum partido. Ainda assim,
uma nova rodada de diálogo será realizada nesta quarta-feira (27/03).

O líder do PD evitou o apoio do PDL (Povo da Liberdade), do
ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Ainda assim, dialogou com
algumas de suas lideranças hoje, sem chegar a um acordo. O secretário
político do PDL, Angelino Alfano, advertiu que se tudo seguir igual nas
próximas 48 horas (na quinta-feira está previsto que Bersani se reúna
com Napolitano para se referir ao resultado dos encontros), seu partido
indicará que a única solução é a de voltar às urnas.







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Bersani já conta com o respaldo do partido do atual premiê, Mario Monti, mas isso não lhe dá o número necessário de senadores.

Renúncia de chanceler

Para agravar a crise política, o ministro de Relações Exteriores
interino, Giulio Terzi, anunciou hoje sua renúncia por desacordo com a
decisão Monti de permitir o retorno à Índia de dois militares italianos
processados no país asiático pela morte de dois pescadores.

Em um pronunciamento na Câmara dos Deputados, Terzi, nomeado chanceler
do governo de Monti em novembro de 2011, disse que sua renúncia ocorre,
entre outros motivos, em solidariedade aos dois militares.

"Renuncio em desacordo com a decisão de enviar novamente os militares à
Índia. O desacordo expressado por mim mesmo não produziu nenhum efeito,
e a decisão (do governo) foi outra", afirmou.

"Renuncio porque durante 40 anos considerei e considero hoje de maneira
ainda mais forte que é preciso proteger a honorabilidade do país, das
forças armadas e da diplomacia italiana. Renuncio porque sou solidário
aos nossos dois militares e com suas famílias", acrescentou.

Há cinco dias, o Executivo de Monti anunciou que permitiria a volta
para a Índia dos militares Massimiliano Latorre e Salvatore Girone, que
esperam por julgamento do país asiático por matar, em fevereiro de 2012,
dois pescadores indianos que supostamente foram confundidos com piratas
no Oceano Índico.

A decisão foi tomada após o aumento da tensão diplomática entre a Índia
e a Itália - cujo embaixador em Nova Déli, Daniele Mancini, teve
imunidade diplomática negada pela Corte Suprema, que considerou que
Mancini os enganou prometendo a volta dos dois militares, o que Roma
anunciou que não aconteceria em 11 de março. Monti, porém, cedeu, o que
gerou a renúncia de Terzi.

Roma sustenta que os militares têm imunidade e que a jurisdição do
incidente é da Itália, porque os satélites provam que a embarcação
italiana estava em águas internacionais, mas Nova Déli defende que sejam
julgados pelos tribunais de seu país porque tudo ocorreu, de acordo com
a Índia, em suas águas territoriais.

(*) com agência Efe

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