O Papa dos pobres

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O Papa dos pobres

Mensagem por Vitor mango em Qua Abr 03, 2013 5:18 am

O Papa dos pobres


por MÁRIO SOARESHoje42 comentários




Os
portugueses sabem que não sou religioso, apesar de o meu Pai ter sido
um católico praticante e antigo padre capelão e ter posto uma ação no
Vaticano - com êxito - para poder casar-se com a minha Mãe pela Igreja,
como aconteceu, tinha eu oito ou nove anos.

Mas não sou ateu, sou
agnóstico, por nessa matéria não ter certezas, só dúvidas. Aliás, sempre
me interessei pelas religiões monoteístas, do cristianismo ao budismo,
dos ortodoxos aos muçulmanos, sunitas, xiitas e os outros. Na minha
modesta biblioteca tenho livros de todos eles.

É sabido, de resto,
que durante cerca de dois anos fui nomeado, pelo primeiro-ministro
Sócrates e pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, Presidente da
Comissão da Liberdade Religiosa, onde estive voluntariamente e sem
aceitar sequer senhas de presença. Onde aliás aprendi muito, com os
membros da Comissão, representantes de todas as religiões, existentes em
Portugal. Que são mais do que se julga, desde os católicos aos judeus,
dos muçulmanos aos protestantes, aos budistas e aos hindus.

Vem
isto a propósito do Papa dos pobres, o italo-argentino, antigo cardeal
Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco (em homenagem a Francisco de
Assis), antigo jesuíta, hoje chamado o Papa dos pobres. Porquê? Porque a
sua mensagem e preocupação desde o primeiro dia do seu mandato são os
pobres, os que sofrem por terem grandes carências. É pois o Papa dos
pobres e do apego à simplicidade, sejam católicos, ateus ou de outras
religiões - como disse e repetiu -, todos são irmãos e filhos de Deus.

É
pois um Papa antineoliberal, valorizando as pessoas, em favor do Estado
social, sem dar valor ao dinheiro, às riquezas, à ostentação, mas sim
aos pobres, independentemente das religiões que praticam e mesmo dos que
são ateus, porque, segundo ele, são todos filhos de Deus. Com a sua
simplicidade, visitando os presos, lavando e beijando os pés das
mulheres e dos homens, como iguais, visitando o seu antecessor, o Papa a
que chamou emérito, Bento XVI, Francisco conquistou não só os católicos
mas a gente de todas as religiões - e os não religiosos - provocando
uma verdadeira revolução pacífica no Vaticano, afastando a ostentação, a
riqueza inútil e a corrupção, em favor dos pobres e dos que sofrem,
sejam de que religiões forem ou mesmo de nenhuma. A crise da instituição
eclesiástica é profunda e deve ser ultrapassada, como disse o teólogo
Leonardo Boff. É o que pretende o Papa Francisco.

_________________
Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

Vitor mango

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