Grécia à beira de sair do clube da bancarrota

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Mensagem por Vitor mango em Dom Fev 16, 2014 3:59 am


Grécia à beira de sair do clube da bancarrota

O risco de incumprimento da dívida grega desceu de 34% para 27% em mês e meio. Desceu para a 9ª posição no grupo das 10 economias com maior probabilidade de entrar em bancarrota.

Jorge Nascimento Rodrigues
10:06 Domingo, 16 de fevereiro de 2014 Última atualização há 6 minutos



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A probabilidade de incumprimento da dívida grega desceu de 34,15% no final de 2013 para 27,45% a 14 de fevereiro, segundo dados da S&P Capital IQ. Foi uma redução de mais de 150 pontos base em apenas mês e meio no preço dos credit default swaps (cds) a 5 anos, que funcionam como seguros financeiros contra o risco de incumprimento.

Em virtude dessa descida significativa, a Grécia posiciona-se em 9º lugar no conjunto das 10 economias com o risco mais alto de bancarrota, a pouca distância de El Salvador que ocupa a 10ª posição.

O anúncio de que estão em curso negociações para uma extensão muito significativa dos prazos de vencimento dos empréstimos dos Fundos europeus de resgate, que poderão concluir-se em março ou abril, teve um impacto positivo significativo na perceção do risco da dívida grega, que, no entanto, continua classificada como altamente especulativa pelas agências de rating.

Pressão política pré-eleitoral


Há uma enorme pressão política na Comissão Europeia e em Atenas para concluir o "exame" pela troika, que se arrasta desde setembro. A troika deve regressar à capital helénica na próxima semana e Yannis Stournaras, o ministro das Finanças, regressa amanhã a Bruxelas. O objetivo é fechar, se possível, o tema grego até à reunião do Eurogrupo de 10 de março.

As eleições europeias de maio surgem no horizonte como um ponto de viragem se o partido de oposição Syriza confirmar os ganhos nas sondagens, que o dão com um a dois pontos percentuais acima da Nova Democracia que lidera a coligação governamental com o PASOK. O risco político poderá regressar se houver pressão para eleições legislativas antecipadas ainda em 2014 ou em fevereiro de 2015 com as eleições presidenciais.

Entre o final de 2013 e o fecho na sexta-feira passada, o custo dos cds desceu quase 300 pontos base para Chipre e 94 pontos base para Portugal. Chipre desceu da 3ª para a 6ª posição naquele período e Portugal saiu daquele "clube" no final de 2013.

A Grécia entrou para o "clube da bancarrota" no último trimestre de 2008, na última posição. No primeiro trimestre de 2009 subiu para o 8º lugar com um risco de 25,4%. Na altura Portugal tinha um risco de apenas 12%. No "clube", a Grécia tinha por companheiras a Islândia e a Letónia, em termos de economias europeias. Portugal só entraria para o "clube" em abril de 2010.

Pico do risco no final de 2011


O pico do risco para a Grécia verifica-se no quarto trimestre de 2011, registando 93,8%, uma situação de bancarrota iminente. A Grécia liderava, então, o "clube", logo seguida de Portugal com 60,8%, que, apesar de já estar também resgatado, veria o risco disparar ao longo de 2011 até um pico no final de janeiro de 2012. Na altura, a Irlanda ocupava o 6º lugar e a Itália o 10º.

Com a decisão da Cimeira Europeia de 8 de dezembro de 2011 em proceder a uma reestruturação da dívida grega na mão dos credores privados, uma solução que era há muito defendida pelo Fundo Monetário Internacional, a Grécia entrou em situação de default parcial e o seu lugar na liderança foi ocupado por Portugal e depois por Chipre. A reestruturação seria concluída em abril de 2012 e a Grécia regressou à liderança do grupo.

Em 2013, a Grécia desceu para a 6ª posição no terceiro trimestre. No fecho da semana passada desceu para o 9º lugar.

A rentabilidade anual (últimas 52 semanas) da dívida obrigacionista grega é a mais elevada entre as economias desenvolvidas segundo o índice da Bloomberg. Está acima de 40%; em termos comparativos, o retorno anual das obrigações portuguesas está um pouco acima de 13%.

A dívida pública grega tem 20 linhas de obrigações (reestruturadas em 2012) com maturidades de 10, 15 e 30 anos. A maturidade média da dívida obrigacionista é de 17,7 anos e a taxa anual de juro efetiva é de 7,58%. No caso de Portugal, há 13 linhas de obrigações com uma maturidade média de 6,25 anos e uma taxa efetiva de 3,7%.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/grecia-a-beira-de-sair-do-clube-da-bancarrota=f856285#ixzz2tTvEqs7G

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