Sobrinho pergunta pelo “buraco” do BESA se o dinheiro ficou em Portugal

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Mensagem por Vitor mango em Sex Dez 19, 2014 1:25 am

Sobrinho pergunta pelo “buraco” do BESA se o dinheiro ficou em Portugal
Cristina Ferreira e   Pedro Crisóstomo  
18/12/2014 - 23:44
Ex-presidente do banco angolano assume parte da culpa sobre o que correu mal, sem deixar de imputar responsabilidades. A troika, diz, tinha informação sobre o BESA e o GES “nunca foi a Santa Casa da Misericórdia”.








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    "Não encostei uma pistola à cabeça de ninguém"







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    Sobrinho admite "algumas irregularidades" nos créditos







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    BESA: " Salgado e Abecassis não sabiam de tudo, nem eu sabia"







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    Crédito ao BESA: Sobrinho refere-se a liquidez quando fala do dinheiro






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    "Em nenhum momento me senti vítima"






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    "Angola é sempre um bode expiatório"







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    "Não é o facto de ter bens que significa que não se trabalhe"







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    "Se a surpresa é tão grande, então somos todos incompetentes"







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    "Quando digo eu, estou a falar em nome do banco"







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Quando Álvaro Sobrinho entrou nesta quinta-feira na última sala do corredor da Assembleia da República tinha uma grande audiência à espera, apenas equiparável, mas ainda assim inferior, à que dias antes recebera naquele espaço Ricardo Salgado, que na mesma comissão de inquérito à gestão do BES, o acusou, entre outras matérias, de gestão danosa.
Tinha chegado o momento de Sobrinho, que liderou o Banco Espírito Santo Angola (BESA) durante uma década, dar a sua versão dos factos. E eram grandes as expectativas sobre qual seria a táctica de defesa do banqueiro luso-angolano: ou se resguardava com o argumento de que o tema BESA está resolvido (foi absorvido pelo Estado angolano) e, nesta matéria, não respondia perante as autoridades portuguesas; ou defendia-se, responsabilizando Salgado, as autoridades de supervisão e auditores, pois as contas do BES reflectiam a exposição ao BESA.
Sentado entre Fernando Negrão, o presidente da comissão de inquérito, e João Moita (ex-BES, com o pelouro do risco, e com trabalho realizado no quadro do Acordo de Basileia), Sobrinho arrancou com a audição lendo um curto depoimento que trazia consigo. A ouvi-lo, não muito longe, estava o seu advogado, Rogério Alves.
“Durante os dez anos em que estive à frente da gestão do BESA, mantinha-me informado, sabia o que lá se passava e decidia. Assumo todas as responsabilidades pelas minhas decisões. Tomá-las não era um privilégio, era a minha obrigação”.
Não foi preciso muito tempo para se ficar a saber qual a linha de orientação do banqueiro: um discurso cheio de tecnicidade, no qual assumiu o seu papel pelas decisões que tomou enquanto presidente do BESA, mas sem deixar de endossar responsabilidades. “Eu reportava a um conselho de administração e, ao contrário do que ouvi, eu não reportava ao dr. Ricardo Salgado. Eu, pelos estatutos, reportava ao conselho de administração do BESA, que tinha como presidente [chairman] o dr. Ricardo Abecassis Espírito Santo. Outra coisa é como é que o CEO do BESA se articulava com o accionista BES”.
E aí, relatou, relacionava-se com Salgado a um ritmo mensal e a relação “era muito próxima”. Mas disse mais: as contas do BESA estavam reflectidas nas do BES, que, por sua vez, reportava ao Banco de Portugal. A informação era pública, conhecida dos “auditores”. Ao fim de várias horas de depoimento, fez questão de dizer que a auditora “KPMG Angola” e “KPMG Lisboa” são “quase a mesma coisa”. E mostrou-se disponível para fazer chegar aos deputados a informação entregue à troika sobre o BESA.
Quando o deputado do PS Pedro Nuno Santos o inquiriu sobre os mecanismo de financiamento do BES ao BESA (que atingiram 3300 milhões de euros), sendo que parte serviu para adquirir dívida pública angolana, disse: “Se calhar foi para passar proveitos para o BES”. “Os créditos foram dados, mas tivemos um custo financeiro nesta operação gigantesco”, que em três anos foi de 700 milhões de euros. “Este valor entrava directamente no BES.” E clarificou que o “BESA nunca vendeu papel comercial do GES”. Uma parte substancial “desta linha [ao BESA] foi para trade finance, para o apoio às relações comerciais de empresas portuguesas com Angola”, mas muitos destes clientes eram importadores e exportadores. “O crédito ficava no BESA e recebiam no BES esse dinheiro”. E repetiu: “O dinheiro ficou no BES em Portugal”. Mais à frente, diria: “Tenho sempre ouvido falar do buraco, do buraco”. Sobrinho invoca a sua formação financeira para desafiar os deputados: “Apresentem-me números do buraco. O buraco, o buraco, o buraco...”.
Sobrinho estranha, aliás, que se tenha descoberto um buraco de um dia para o outro. À pergunta do deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, se “está alicerçada em factos” a ideia de que Salgado não sabia de nada, Sobrinho responde que não. E ironizou: “Se a surpresa é tão grande, somos incompetentes. Descobriu-se em dois meses o que não se descobriu em 12 anos. E num período de férias.” Mais à frente, diria: “Podem dizer que o BESA usou mal [o crédito dado pelo BES ao BESA], que eu não devia ter feito, mas não podem dizer que eu sou responsável [por tirar o dinheiro do BES e pô-lo em Angola]”.
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O banqueiro por várias vezes recusou estar a vitimizar-se. “Eu sou culpado, sou. Sou e tenho responsabilidades”. Se pudesse, voltava atrás. Mas o que fez enquanto foi presidente do BESA, diz tê-lo feito “em consciência”. E diz que o financiamento do BES ao banco angolano engrossou em mais de 1000 milhões de dólares depois de ter deixado a liderança da instituição.

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Vitor mango
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