Nós os espanhóis e as árvores

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Nós os espanhóis e as árvores

Mensagem por Vitor mango em Sex Abr 08, 2016 12:51 am

Nós os  espanhóis e as árvores

 

Vários  leitores se perguntam porque  razão os habitantes de Leiria deixaram transformar o seu rio num cano de esgoto ?.
Porque , cortaram grande parte do arvoredo e porque a própria cidade tem invadido lugares sagrados da área do seu rio .?

O rio Lis ,é praticamente , um empecilho onde  se projeta meter pontes túneis ,etc.  tudo em nome do escoamento ou parqueamento automóvel

 

As Pessoas

 

Se recuarmos alguns anos (não muitos ),  víamos ,nas cidades parques , coretos , passeios públicos salas de chá café onde a população convivia

Com o aparecimento do carro e especialmente da televisão ,os centros de convívio das pessoas passaram para segundo plano

No caso de Lisboa , o centro da cidade vive durante o dia mas  morre completamente á noite . Filas enormes trazem e levam milhares de pessoas nos carros para os dormitórios nos arredores .

Centros comerciais tornaram-se de um momento para o outros os únicos locais de encontro fugidio

Espanha

Para quem andar por Espanha vê que as cidades se concentram procurando certamente com essa concentração maior protecção no passado contra um inimigo exterior

As cidades em Portugal são pequenas e pulverizadas  e cada um procura arranjar a sua casa e o seu quintal fora do centro da cidade.

Talvez esteja aqui a razão da ausência de parques e o necessário contacto com a natureza que o citadino ambiciona.

As arvores

Mas se formos para as descobertas , alem mar , vamos encontrar uma situação idêntica que nos separadas características do colonizador espanhol

Espanha tem mais sangue árabe .Os árabes adoram o deserto e para alem das tâmaras as arvores pouco lhe dizem

Assim , Portugal fixou-se no Brasil , país de imensas florestas enquanto Espanha escolheu ,  quase a dedo , os locais mais desérticos da América

A descoberta do Ouro no Brasil e da prata do lado espanhol vieram trazer mais luz sobre este assunto .

Barcos carregados de prata desciam através do Rio da Prata e iam até Buenos Aires ( Bons ares ) só que numa das margens do rio, Portugal tinha um forte e NADA passava sem pagar o imposto devido ao nosso Rei .

O incomodo,  levado aos capitães dos barcos espanhóis para pagar este imposto , depressa se transformou num acordo em que Portugal CEDIA este forte por uma grande parte do AMAZONAS que estava em posse dos espanhóis

As arvores pouco diziam para os nossos vizinhos .

Tinha sido um  rei português D. Dinis , o primeiro a ver nas arvores um motivo para travar as areias do mar e para servir mais tarde a madeira para os Barcos .

Os Lusitanos aproveitavam a bolota dos carvalhos para fazer um pão intragável – só mais tarde os romanos introduziram o trigo .

No próprio rio Lis e Lena D. João III disciplinava a pesca e em Coimbra era obrigatório ao longo do rio Mondego a plantação de salgueiros e outras árvores para segurar as margens .

Em anteriores artigos , informei que foram os Portugueses os primeiros a trazer as laranjas do Oriente e a divulga-las no mundo , de tal maneira que no médio Oriente o fruto se chama Portugal ( com variantes fonéticas )

O nosso D. João VI nos 18 anos que esteve no Brasil tinha uma grande  paixão por árvores e partiu dele a ideia de fazer um Jardim botânico no Rio de Janeiro que é hoje nada mais nada menos que uma relíquia botânica

Até os nossos pinheiros são conhecidos na zona de Bordéus como pinheiros portugueses

Trabalhei na Argentina e no Chile em projetos florestais . Na Argentina toda a organização e motivação  florestal era um desastre mas no Chile trabalhei com enorme prazer A razão é , que no Chile , a colonização alemã tinha imposto disciplina e na Argentina os Espanhóis eram insensíveis ao arvoredo .

Gostaria de mencionar aqui um ilustre amigo já desaparecido presidente da Câmara Municipal de COIMBRA que

Amava a cidade como nunca ninguém a amou .

Encheu com milhares de árvores a cidade pondo  as crianças a planta-las. Pôs  bancos de jardim pelos parques com o apoio das empresas locais . Infelizmente a sua morte trágica acabou  com a sua obra .

A cultura

A estátua do Rei D. Dinis está de costas voltadas para a cidade de Leiria e nas novas rotundas em vez de árvores em homenagem  á sua visão poluiu-se a área com ferro velho com o nome pomposos de “arte “– alguém não gostou ! .

A arte foi levada para local desconhecido .

O Futuro

 A cidade necessita de saber o que vão fazer ao seu rio , que tipo de vida se vai dar ás novas gerações .

Rotundas , pontes e túneis e um grandioso estádio para gritar;

Fora o Arbitro ...é legarmos á juventude e as crianças da cidade de Leiria um futuro sombrio

Já não é a cidade que corre perigo

Dentro de escassos anos Leiria e Batalha vão ficar ligadas por aglomerados de cimento armado , vias rápidas e bairros com nomes de Quintas que no passado eram isso mesmo “ Quintas agrícolas “

Visão é prever o futuro tal como o fez o rei Dinis



artigo in Diario Leiria by V mango

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

Vitor mango

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