O comportamento do incendiário de Schäuble não resulta de falta de jeito. Corresponde a um padrão. O objetivo é provocar uma crise de confiança dos mercados que leve um Estado vagamente insurreto a vergar. Escusam de apontar o dedo a Nigel Farage, Marine Le Pen, Boris Johnson ou Pablo Inglesias. Escusam de procurar na Grécia ou em Inglaterra as sementes da destruição da União. O verdadeiro inimigo do projeto europeu é este senhor. É a tradição expansionista e profundamente antidemocrática que ele representa e que não hesita, em nome dos interesses alemães, em praticar uma política de terra queimada. Por mais europeístas que sejam, digam-me lá se ao ouvir Schäuble não sentem alguma simpatia pelos britânicos? Dirão que eles nem têm grandes razões de queixa e até têm razão. Mas quer o resto da Europa viver debaixo da pata deste irresponsável, que nem Merkel parece conseguir controlar?