a Dita dura das minorias ...Judeus ciganos e Gays na caldeirada social

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a Dita dura das minorias ...Judeus ciganos e Gays na caldeirada social

Mensagem por Vitor mango em Qua Ago 30, 2017 12:31 am

Gays Judeus ciganos foram e ainda são alvos de atenção pela sociedade mas desta vez pelo lado oposto
Ou seja

SE V. Excelência falar mal dos judeus é anti-semita

Se dizer mal dos Gays é um anormal social

E dos ciganos é um racista de merda

Os judeus foram segregados pelo poder da igreja e isolados uniram-se em rebanhos tal como fazem as ovelhinhas e mortos pelo alemão cujo nome se me varreu dos miolos mas que chamam de Adolfo
****! ciganos Judeus e pandeleiros ( o nome cientifico é Gay e se for gaja é lesbica ou em musica GL?como ?
Um Gay inglês que descobriu os codigos dos Nazis e quem a Inglaterra deve Favores descoberto deste apetite sexual foi irradicado da sociedade ( hoje teria uma estátua )
Os judeus que cavaram Todos para a america dominam hoje o wall street e por via disso as politicas absurdas da america
EM NY tinham um orçamento de 9 milhões para saberem quem pinchava as paredes com mimos ... e com o Mundo e a Europa a levantar a voz dos crimes de guerra contra os vizinhos eles isolaram-se do mundo das leis da Onu a quem mandam á mierda ( não sei escrever em hebraico ) e... quiseram passar no congresso americano uma lei anti boicote ...e aí aparecem as vozes fortes e encrespada dos democratas a mandar parar o baile
O baile parou e a reacção aparece em Charlotte ville a meter os judeus os Gays no mesmo pacote dos KKK
Õs Ciganos ganharam nome em Portugal juntamente com os judeus
O gajo é um cigano ( vigarizou alguém )
-O gajo é um judeu ( sovina agiota ...por aí )
-O gajo é um pandeleiro ou seja utiliza o buraco das descargas para cargas improprias

Em Portugal casamos os gays damos subsídios sociais aos ciganos e o Guterres com os ovos apertados foi a Israel beijar votos

A minha opinião ?
Caguei para minorias e avalia pessoas pelo que elas são socialmente e jamais pelo rotulo da lapela ...só que com o reparo que Hoje estas anomalias sociais presa por
- Os pandeleiros pelo ORGULHO GAY

-Os Judeus pelo Sionismo ( leia-se nazismo

- Os ciganos continuam a ser ciganos

Bye




(+) pandeleiro ou paneleiro garanto que a sociedade das artes e bons oficios ainda não se proptificou a dizer qual o verdadeiro nome

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Re: a Dita dura das minorias ...Judeus ciganos e Gays na caldeirada social

Mensagem por Vitor mango em Qua Ago 30, 2017 12:45 am

As vítimas esquecidas do Holocausto: os 5 milhões de não-judeus mortos pelos nazistas
27/01/2015 20:07 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02








No 70º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, o Huffington Post UK publica uma série de artigos sobre como lembramos do Holocausto: vítimas, perpetradores e histórias esquecidas, no que provavelmente será uma das últimas grandes comemorações com sobreviventes ainda vivos.

Seis milhões de judeus foram assassinados durante o genocídio na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Os judeus são corretamente lembrados como o grupo mais perseguido pelo partido nazista, de Adolf Hitler, durante o Holocausto.

Mas os nazistas alvejaram vários outros grupos: por causa da raça, das crenças ou do que fizeram.
Historiadores estimam as mortes em 11 milhões, e as vítimas incluem gays, padres, ciganos, portadores de deficiências mentais ou físicas, comunistas, sindicalistas, testemunhas de Jeová, anarquistas, poloneses e outros povos eslavos, e combatentes da resistência.

GAYS

Pierre Seel foi o único sobrevivente francês a falar sobre ser capturado por ser gay
Homens homossexuais, e em menor número mulheres, foram compelidos a renunciar sua sexualidade sob o regime nazista. Estima-se que 100.000 tenham sido presos, dos quais entre 5.000 e 15.000 foram enviados a campos de concentração, onde alguns eram forçados a usar triângulos cor-de-rosa no uniforme para indicar que eram gays. Até 60% dos que foram mandados para os campos pereceram, segundo o estudioso alemão Rüdiger Lautmann.

Pierre Seel, da região francesa da Alsácia, foi preso por uma crueldade do destino, quando tinha somente 16 anos. Seu relógio tinha sido roubado numa área notoriamente frequentada por gays, e ele foi à polícia relatar o roubo. Por causa da denúncia, e sem que ele soubesse, seu nome foi incluído na lista de homossexuais conhecidos.
“Os alemães chegaram na Alsácia em 1940”, disse ele no documentário Paragraph 157, de 2000. “E os alemães encontraram os registros da polícia. Eles viram nossos nomes nas listas, listas de homossexuais. Provavelmente estavam nos observando. Como vivíamos, onde íamos, o que fazíamos. Certo dia, fui levado pela Gestapo com 12 amigos.”
A polícia sodomizou Pierre com um pedaço de madeira e o colocou na prisão. Depois, ele foi enviado para o campo Schirmeck-Vobruck, perto de Estrasburgo – chamado de “campo de custódia protetora”.
“Não tinha nem 18 anos”, diz ele no filme. “Preso, torturado, espancado, sem defesa, sem julgamento. Nada. Estava completamente sozinho. Nem falo em ser sodomizado, falo em estupro.”
Em outra experiência traumática, ele foi forçado a assistir seu amante adolescente Jo, que também estava no campo, ser destroçado por cães.
“Aconteceu na frente de mim e de outros 300 prisioneiros”, diz ele. “A morte de Jo, meu amigo. Ele foi condenado à morte, comido por cachorros. Cachorros alemães. Pastores alemães. Isso eu nunca vou esquecer.”
Os prisioneiros gays do campo eram abusados e atormentados pelos guardas e pelos outros prisioneiros. “Havia uma hierarquia, do mais forte para o mais fraco”, explica Pierre. “Não havia dúvidas de que os mais fracos no campo eram os homossexuais, no pé da lista.”
Pierre foi celebrado por ser o único francês a falar publicamente sobre sua deportação, mas o horror das lembranças ainda o deixa furioso -- e leva lágrimas aos seus olhos.
“Por que não falei por 40 anos? Sou 90% inválido por causa da guerra. Minha bunda sangra até hoje. Os nazistas enfiaram 25 centímetros de madeira na minha bunda. Você acha que consigo falar sobre isso? Que é bom para mim? ... Tenho vergonha da humanidade. Vergonha.”

Pierre contou sua história em livro: “Eu, Pierre Seel, homossexual deportado” (eu, Pierre Seel, homossexual deportado, em tradução livre)
Pierre sobreviveu ao campo. Foi libertado sem explicações em 1941 e forçado a entrar para o Exército alemão. Ele desertou e finalmente voltou para sua cidade de Mulhouse, onde se sentiu forçado a “censurar” suas memórias por medo de mais perseguições. Ele mentiu sobre o motivo da deportação até mesmo para sua família, depois que o padrinho o deserdou quando descobriu sua homossexualidade.
“Percebi que, apesar de minhas expectativas, apesar de tudo o que havia imaginado, da longa espera pela alegria do retorno, a libertação verdadeira era para outras pessoas”, escreveu ele em suas memórias “Eu, Pierre Seel, homossexual deportado” (Eu, Pierre Seel, homossexual deportado, em tradução livre).
Pierre casou-se com uma mulher e teve três filhos. Em 28 anos de casamento, ele nunca contou para a mulher que era gay. Depois da morte dela, viveu com o parceiro Eric Feliu os últimos 12 anos de sua vida. Ele morreu em 2005, aos 82 anos.
CIGANOS ROMA
Ciganos roma em um acampamento na Eslovênia, em 1943 (filme mudo)
Os ciganos roma foram o segundo maior grupo de pessoas mortas por motivos raciais durante o Holocausto. Eles eram considerados estrangeiros e “racialmente impuros” pelos nazistas. Até 1,5 milhão deles foram assassinados no que também é conhecido como Porajmos (“assassinato em massa”, em romani). Como os judeus, os ciganos foram assassinados, enviados para câmaras de gás ou usados para trabalhos forçados. Mas somente nos anos 1970 o Parlamento da Alemanha Ocidental classificou a perseguição como um crime de racismo. Estudiosos essencialmente ignoraram as mortes até os anos 1980.
Ceija Stojka, uma cigana roma que vivia na Áustria, tinha apenas 9 anos quando os alemães anexaram o país e começaram a prender os ciganos.
Sua família era itinerante e negociava cavalos, mas foi obrigada a abandonar essa vida quando os alemães anexaram a Áustria. “Nossa charrete estava estacionada durante o inverno... os alemães nos mandaram ficar ali. Meus pais tiveram de transformar a charrete em uma casa de madeira, e tivemos de aprender a usar um fogão, em vez de cozinhar diretamente nua fogueira”, disse ela nos arquivos do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos.
“[Depois], os ciganos foram forçados a se registrar como membros de outra ‘raça’. Nosso acampamento foi cercado e colocado sob guarda da polícia.”

Ceija Stojka tinha 10 anos quando foi enviada para o primeiro de três campos de concentração
Seu pai foi mandando para o campo de concentração de Dachau por “não gostar de trabalhar”. As cinzas dele foram entregues para a mãe de Ceija meses depois. Ceija, sua mãe e seus irmãos foram colocados num trem para Auschwitz, onde uma experiência aterrorizante os aguardava.
“Os mortos eram empilhados nos cantos e contra as portas”, disse ela em entrevista para o filme Forget Us Not (Não nos Esqueça, em tradução livre).
“Ficávamos em pé dias a fio. Sem comida, sem água. Os bebês e as grávidas estavam morrendo. Quando abriam a porta, uma parede de mortos e grávidas caía para fora. A SS atirava em quem tentasse pegar as gotas de chuva com a boca, porque estavam saindo da linha.”
A mãe de Ceija costurou pedaços de pão na roupa para ajudar a família a sobreviver. Ela escondia as crianças sob o vestido para garantir que elas fossem enviadas para os acampamentos de trabalho forçado, em vez das câmaras de gás. Ceija trabalhava numa pedreira, pois sua mãe convenceu os guardas de que a filha tinha 16 anos e era forte – na realidade, Ceija tinha apenas 10 anos.
Sua pele foi marcada com o número Z6399. “Tiraram meu nome e, no lugar dele, tatuaram um número no meu braço. Não vou ter vergonha disso”, disse ela, anos depois.

O braço de Ceija foi marcado com seu “número” para o resto de sua vida
O irmão mais novo de Ceija morreu de tifo em Auschwitz. Ceija, sua mãe e uma irmã foram então enviadas para o campo de concentração de Ravensbruck, na Alemanha, onde foram abusadas por guardas sádicas. Ceija lembra de uma delas, chamada Binz:
“Ela tinha um cachorro grande que ela deixava atacar e matar. Sem aviso. Um dia, estávamos pendurando lençois num frio de congelar e uma mulher tropeçou. Binz pisou na cabeça dela até que o cérebro saísse pra fora.”
Binz planejava torturar a mãe de Ceija colocando-a na água gelada, depois de descobrir a mentira sobre a idade de Ceija. Ao saber disso, Ceija e sua mãe fugiram em um caminhão que ia para outro campo, Bergen-Belsen – e, no caos, ela se separou dos irmãos.
“Foi aí que começou o sofrimento de verdade”, diz ela, sobre sua primeira noite em Bergen-Belsen. Ceija, então com 11 anos, dormiu sobre uma pilha de corpos de pessoas recém-assassinadas. “Pedi clemência e me enterrei nos corpos para tentar me aquecer.”
Ela e a mãe sobreviveram comendo “papel e pedaços de couro”, até que um dia, quando fechava os olhos de pessoas que haviam acabado de morrer, ouviu uma explosão. “A parede perto de mim caiu”, disse ela. “Eram tanques. Um jovem estava com um uniforme que eu não reconheci. Ele veio até mim e disse: sou seu libertador.”
As forças aliadas tinham chegado. Ela e a mãe foram libertadas. Ceija tinha 12 anos. Sua mãe a empurrou mais de 1 000 quilômetros num carrinho de mão até Linz, a terceira maior cidade da Áustria e ponto de encontro para os ciganos roma. Milagrosamente, seus quatro irmãos sobreviventes também chegaram à cidade, e a família se reuniu.
Ceija não teve onde morar por nove anos, pois a venda de cavalos ainda estava proibida. Mais tarde, ela escreveu e pintou quadros sobre a experiência. Tornou-se uma artista conhecida e uma ativista pelo reconhecimento dos roma mortos no Holocausto.

A pintura “Mama Holding Ceija” (mamãe segurando Ceija) mostra a artista nos braços da mãe
“Peguei a caneta porque tinha de me abrir, de gritar”, explicou ela numa exposição no Museu Judaico de Viena, em 2004. Suas pinturas incluem imagens angustiantes dos campos de extermínio e uma pintura alegre dela celebrando a libertação com a mãe e os irmãos. Ceija morreu em 2013, aos 79 anos.
GÊMEOS
Rita Prigmore e sua mãe, Theresia Seible, descrevem as pesquisas dos nazistas sobre gêmeos
Josef Mengele, o médico nazista de Auschwitz, tinha fascínio por gêmeos e os torturava em experimentos aterrorizantes, sob o pretexto de pesquisas sobre genética.
Seus procedimentos incluíam amputações desnecessárias, injeções de químicos nos olhos para mudá-los de cor e infecção deliberada de um gêmeo – a ideia era fazer uma transfusão de sangue para o irmão saudável com a intenção de saber se o segundo gêmeo sobreviveria. Um patologista que trabalhou com ele disse que Mengele matou 14 gêmeos em uma única noite, com injeções de clorofórmio no coração.
Eva Mozes Kor e sua irmã gêmea Miriam nasceram na Romênia, em uma família de agricultores judeus. Sua família foi enviada para Auschwitz em 1944, quando elas tinham 10 anos.
Quando chegaram à plataforma do trem do campo, seu pai e sua irmã mais velha desapareceram na multidão. Quando os oficiais alemães descobriram que elas eram gêmeas, Eva e Miriam foram separadas da mãe. Elas nunca mais veriam a família.
“Estávamos chorando, e minha mãe estava suplicando, desesperada”, disse Eva em entrevista à Vice. “Nunca nos despedimos. Tinha a melhor mãe da face da Terra.”
“Meus pais e minha irmã mais velha morreram menos de meia hora depois de chegar em Auschwitz. Nunca os vi de novo. Eles simplesmente desapareceram. Não há registros deles”, disse ela à AFP.
As meninas tiveram o cabelo raspado e os braços tatuados. Em menos de uma semana, eram objeto de experiências de laboratório. Grandes quantidades de sangue foram colhidas, e seus corpos foram rigorosamente examinados. “Eles passavam três horas [examinando] o lóbulo da minha orelha”, disse Eva à Vice. “Me tratavam como se eu fosse nada, como se fosse um pedaço de carne.”

Eva e Miriam são as gêmeas à direita, na frente
Eva recebeu injeções de bactérias no braço direito e ficou muito doente. Ela lembra de Mengele sorrindo e dizendo que ela tinha só duas semanas de vida.
Se um dos gêmeos morresse nos experimentos, Eva sabia que o costume era assassinar o outro, para comparar os dois corpos. “Eu pensava: ‘Se morrer, Miriam também vai ser assassinada’.”
Eva e Miriam estão entre os 200 pares de gêmeos que sobreviveram a Auscwhitz, de quase 1 500 que foram usados em experimentos. Elas podem ser vistas na frente de uma fila de gêmeos em uma foto famosa que mostra a libertação do campo.

Eva fala sobre sua experiência e voltou a Auschwitz
Elas fundaram o grupo CANDLES (sigla em inglês para crianças sobreviventes dos experimentos de laboratório mortais de Auscwhitz), para reunir gêmeos que sofreram a brutalidade de Mengele. Miriam morreu de câncer em 1993. Eva ainda fala de sua experiência e diz que perdoou os nazistas. “Percebi que a ‘cobaia’ tinha o poder de perdoar o deus de Auschwitz”, disse ela. “Ninguém poderia me dar força, ou tirá-la de mim. Me recusei a ser vítima e agora sou livre.”
Eva voltou a Auschwitz e sempre dança na plataforma onde viu a família pela última vez. “Foi aqui que tiraram a alegria de mim e da minha família”, diz ela. “Assim, posso recuperá-la.”
DOENTES MENTAIS
Robert Wagermann descreve a fuga de uma clínica de “eutanásia”, onde os nazistas matavam pessoas portadoras de deficiência mental ou física

Pessoas com deficiências físicas ou mentais eram consideradas “não merecedoras da vida” pelos nazistas, o que deu origem a um programa clandestino de assassinatos em massa, sob o pretexto de “mortes misericordiosas”.
Hospícios foram transformados em centros de assassinatos em massa. Oficiais da SS usavam aventais para manter a aparência de um programa médico. As famílias eram informadas de que os parentes tinham morrido de doenças e recebiam certificados de óbito falsificados. Na realidade, até 300.000 pessoas na Áustria e na Alemanha foram assassinadas sistematicamente, em geral em câmaras de gás disfarçadas chuveiros. Os órgãos eram usados em experimentos de laboratório.
O programa T4 de “eutanásia” começou dois anos do Holocausto e continuou informalmente durante a guerra. Portadores de deficiência eram enviados para os campos de concentração com outras vítimas.

Helene Lebel era secretária e estudava direito
Helene Lebel, conhecida pelo apelido Helly, era secretária de um escritório de advocacia e estudava direito em Viena. Ela foi criada como católica, filha de uma mãe católica e um pai judeu que morreu na Primeira Guerra. Helena começou a apresentar sinais de esquizofrenia aos 19 anos, e teve uma crise ao perder seu cachorro, Lydi. Ela foi diagnosticada como esquizofrênica e enviada ao Hospital Psiquiátrico Steinhof, em Viena.
A Áustria seria ocupada pelos alemães dois anos depois. Helene melhorou no hospital, e sua mãe achava que ela estava bem o suficiente para voltar para casa. Mas ela não pode voltar. A primeira informação foi que ela teria alta, mas depois veio a notícia de que Helene havia sido transferida para outro hospital.
Na realidade, Helene foi transportada para uma antiga prisão em Brandemburgo, na Alemanha. Ela foi despida, examinada e levada para o “chuveiro”, onde foi assassinada com gás mortal. Apesar disso, os registros oficiais afirmavam que ela teria morrido em seu quarto, de “excitação esquizofrênica aguda”.
Helene foi apenas uma de 9.772 pessoas mortas em câmaras de gás no centro de “eutanásia” de Brandemburgo, um de seis centros semelhantes na Alemanha e na Áustria.
Paul Eggert, categorizado como “mente frágil”, Helga Gross, que frequentava uma escola para surdos, e Dorothea Buck, esquizofrênica, falam sobre a esterilização forçada a que foram submetidos
PADRES
Muitos integrantes do clero cristão foram presos e ameaçados com deportação ou então enviados para campos. A igreja católica foi particularmente reprimida na Polônia, onde quase um quinto dos padres – cerca de 3.000 – foram mortos entre 1939 e 1945, a maioria em campos de concentração.

O padre polonês Maximilian Kolbe, em 1939, dois anos de ser deportado para Auschwitz
Maximilian Kolbe nasceu em 1894 e cresceu na cidade polonesa de Pabianice. Seu pai era alemão e sua mãe, polonesa. Sua vida foi moldada por uma visão que ele teve na infância -- ele acreditava ter visto a Virgem Maria. Maximilian tornou-se padre franciscano aos 20 anos e fundou monastérios na Polônia, no Japão e na Índia, viajando o mundo para disseminar sua crença.
Quando o exército alemão invadiu a Polônia, Maximilian organizou o hospital em seu monastério. Ele escondeu cerca de 3 000 refugiados, incluindo vários judeus, numa época perigosa. Além disso, mantinha uma editora religiosa e uma estação de rádio.
Com as notícias sobre os assassinatos em massa se espalhando, ele escreveu uma mensagem de esperança em seu jornal: “Ninguém pode mudar a Verdade. O que podemos e devemos fazer é buscá-la e servi-la quando a encontrarmos”.
“O verdadeiro conflito é o conflito interno. Além de exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis nas profundezas de todas as almas: bem e mal, pecado e amor. E de que servem as vitórias nos campos de batalha quando nós mesmos somos derrotados em nosso interior?”
Um mês depois, o monastério de Maximilian foi fechado, e ele foi detido e transferido para Auschwitz. Maximilian foi sujeito a terríveis espancamentos, mas continuou atuando como padre, oferecendo aconselhamento e conforto para presos de todas as crenças.
Alguns padres do campo ficaram à mercê de um guarda cruel apelidado de “Sanguinário” Krott, que os forçava a cortar e carregar troncos de árvores enormes. Krott odiava Maximilian e frequentemente lhe dava cargas maiores que as dos outros presos. Outros padres dizem que ofereciam ajuda, mas ouviam como resposta: “Maria me dá forças. Tudo ficará bem”.
Ele escreveu para a mãe do campo: “Não se preocupe comigo ou com minha saúde, pois o bom Deus está em toda parte e nos acolhe em seu grande amor”.
Certo dia, em 1941, três presos sumiram de Auschwitz. Os guardas, furiosos, decidiram matar dez homens de fome em uma cela subterrânea.
Um dos escolhidos, Franciszek Gajowniczek, implorou clemência, dizendo ter mulher e filhos. Maximilian se ofereceu para tomar seu lugar. Na cela com os outros condenados, ele seguiu rezando e oferecendo conforto.

Kolbe, santificado em 1982, retratado num vitral
Segundo a escritora católica Mary Craig, Bruno Borgowiec, assistente nos cativeiros subterrâneos, teria dito: “Na cela daqueles miseráveis havia rezas diárias, rosários e cânticos, dos quais participavam os presos em celas vizinhas... Tinha a impressão de estar numa igreja. O frei Kolbe liderava, e os outros presos respondiam em uníssono. Eles estavam tão envolvidos na reza que nem sequer ouviam a chegada dos inspetores da SS”.
Os homens foram morrendo um a um, e Maximilian foi o último sobrevivente, segundo testemunhas. Depois de duas semanas, os guardas decidiram executá-lo com uma injeção letal.
Borgowiec relata que Maximilian ofereceu seu braço voluntariamente. “Kolbe, com uma oração em seus lábios, deu o braço a seu executor. Incapaz de assistir à cena, saí, dizendo que tinha outras coisas para fazer.”
Maximilian foi santificado mais tarde, e uma estátua sua foi entalhada na porta da Abadia de Westminster, em Londres. Sua canonização causou certa controvérsia; os panfletos publicados pelo seu monastério na Polônia teriam artigos anti-semitas, mas relatos de sua benevolência em relação aos judeus e aos outros prisioneiros segue inquestionada.

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