Vagueando na Notícia


Participe do fórum, é rápido e fácil

Vagueando na Notícia
Vagueando na Notícia
Gostaria de reagir a esta mensagem? Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar.

Bullying

2 participantes

Ir para baixo

Bullying Empty Bullying

Mensagem por Joao Ruiz Sex Mar 12, 2010 9:14 am

Professor vítima de 'bullying' tinha "fragilidade psicológica"

por Lusa
Hoje

Bullying Ng1266084

O director regional de Educação de Lisboa espera que o inquérito instaurado numa escola de Fitares esclareça o caso de um professor que se suicidou e que era alegadamente gozado pelos alunos, mas sublinhou que o docente tinha uma "fragilidade psicológica" há muito tempo.

A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) anunciou hoje de manhã a abertura de um inquérito urgente aos acontecimentos na escola básica 2.3 de Fitares, Sintra, que terão motivado o suicídio de um professor.

José Joaquim Leitão esteve esta manhã na escola e disse aos jornalistas que o inquérito vai ajudar a esclarecer se o suicídio foi uma consequência de actos de indisciplina, mas que "é do conhecimento público" que o docente apresentava uma "fragilidade psicológica já desde há muito tempo".

"Neste momento, já estão a ser desencadeados os processos para que esse inquérito possa decorrer e possa esclarecer o que se passou e ajudar a escola a ultrapassar esta situação", disse.

O director regional de Educação de Lisboa esteve reunido com os responsáveis da escola de Fitares onde leccionava um professor que se terá suicidado devido à indisciplina dos alunos.

O responsável considerou o "caso lamentável" e que neste momento os alunos "têm de ser objecto" da preocupação.

"Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Tratam-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa", afirmou.

José Joaquim Leitão adiantou que embora a escola tenha meios próprios, "uma equipa de psicólogos da DREL está a articular" com o estabelecimento de ensino o acompanhamento psicológico a dar aos alunos.

Segundo os jornais Público e i, o professor, com 51 anos e licenciado em Sociologia, vivia com os pais em Oeiras e foi colocado nesta escola no início deste ano lectivo. A 09 de Fevereiro, o professor parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao Tejo.

No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio".

De acordo com o i, os problemas do professor ocorreram com "um grupo de alunos do 9º ano", que o insultavam na aula, e que motivaram "pelo menos sete" participações do professor à direcção da escola, "alertando para o comportamento de um aluno em particular".

In DN

Embarassed Rolling Eyes Twisted Evil


Última edição por Joao Ruiz em Dom Abr 22, 2012 4:38 pm, editado 2 vez(es)

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Família acusa escola de levar professor ao suicídio

Mensagem por Joao Ruiz Sab Mar 13, 2010 10:10 am

Família acusa escola de levar professor ao suicídio

por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje

Bullying Ng1266432

Irmã de Luís Carmo acusa escola de Fitares de ignorar apelos do professor. Alunos, docentes e pais afirmam que EB 2,3 tem bom ambiente e poucos casos de indisciplina, e lembram feitio reservado do docente .

"Para mim, é claro que o motivo próximo [para a morte do meu irmão] foi a escola, as péssimas condições de trabalho que tinha, a situação disciplinar com que estava lidar." A conclusão é de Maria Filomena Carmo, irmã de Luís Vaz Carmo, o professor que a 9 de Fevereiro pôs termo à vida, na Ponte 25 de Abril, deixando uma nota no seu computador portátil onde relacionava esse passo extremo com a "falta de respeito" de que seria alvo por uma das suas turmas.

A turma em causa era o 9.º B, mais especificamente "três ou quatro alunos" que, segundo Filomena Carmo - também professora, no Algarve - reincidiam nas provocações sem que fosse dada resposta às "várias denúncias" feitas pelo irmão (terão sido sete queixas escritas).

"O problema não era a turma", ressalvou. "Todas as turmas têm alguns alunos assim. O problema foi a escola não ter feito nada para punir os responsáveis, dentro dos poderes que lhe são concedidos, deixando o meu irmão continuar a ser sujeito àquele desgaste emocional. Quando aconteceu [a morte], ele já tinha posto os papéis da baixa há uns dias porque não aguentava." A irmã de Luís Vaz Carmo não hesitou em apontar o dedo à directora da escola - que ontem, apesar das tentativas feitas presencialmente e por telefone, não quis falar com o DN. "Ela chegou a dizer-lhe que não podia dar ordem de saída da sala a alunos com tanta frequência, e que devia ver como os colegas geriam as suas situações de conflito."

A directora é ainda acusada de não ter levado à reunião do conselho pedagógico uma carta que lhe foi enviada pela família, pedindo que o caso fosse debatido: "Nós nunca quisemos pôr uma queixa, porque sabíamos que não era isso que traria o meu irmão de volta", explicou. "A única coisa que fizemos foi enviar uma carta ao conselho pedagógico, a 17 de Fevereiro, a pedir uma reflexão sobre isto. Viemos a saber que quando houve reunião, a directora, que é também presidente do conselho pedagógico, não referiu a carta".

Na EB 2,3 de Fitares, a súbita atenção dada à escola gerou indignação em pais e professores. Pela manhã, vários encarregados de educação contestavam a associação do suicídio à indisciplina.

O director regional de Educação de Lisboa, Joaquim Leitão, visitou também a escola, da qual saiu anunciando um inquérito para apurar o sucedido, mas também defendendo ser "do conhecimento público" que o docente "tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo".

Uma afirmação que indignou a irmã do professor: "Fiquei espantada por ver o senhor director-geral tirar aquelas conclusões antes do inquérito", confessou.

Entre os estudantes, as opiniões dividiam-se em relação a Luís Carmo, que estava na escola há apenas três meses: "Era um professor 'bué fixe. As aulas dele eram cinco estrelas", contou uma aluna do 8.º ano, enquanto outra colega confessava que este "parecia estar deprimido".

Ana Sofia Ribeiro, uma professora que - tal como Luís Carmo - chegou à escola este ano, e confessou "conhecer mal" o colega, concordou na defesa do "bom ambiente" da EB 2,3, "sobretudo quando comparada com outras desta área".

A docente lamentou a morte de Luís Carmo, mas também recordou uma situação semelhante, que não teve o mesmo impacto mediático: "Na Secundário Luís de Freitas Branco, onde estive o ano passado, também houve um colega que se suicidou."

Outra professora, que não quis ser identificada, defendeu que o colega "era uma pessoa que não estava bem, que não comunicava com ninguém", e que teria problemas anteriores: "A família tentou ajudá-lo, o psicólogo tentou ajudá-lo, a própria escola tentou."

Também entre os pais, rejeitava-se a ideia de os problemas com alunos terem motivado a morte. "A minha filha é do 8.º ano, tinha o professor na turma dela, e violência nem vê-la", disse Arménio Monteiro, que se confessou "estupefacto" com as notícias: "A escola terá alguns problemas, mas problemas graves nunca vi", afirmou. Quanto ao professor, disse recordá-lo com "um senhor sempre muito calado".

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Disparam queixas de 'bullying'

Mensagem por Joao Ruiz Sex Mar 19, 2010 10:43 am

Disparam queixas de 'bullying'

por ANA BELA FERREIRA
Hoje

Bullying Ng1268839

Pais estão a contactar escolas e associações para relatar casos que ocorrem com os filhos

Os pais estão em alerta em relação às situações de bullying que os filhos possam estar a sofrer. Os casos de violência entre alunos, que vieram a público nas últimas semanas, fizeram aumentar o número de queixas, denúncias e pedidos de informação por parte dos pais. À Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) chegam todos os dias e-mails de pais a contar casos concretos em que os filhos são agredidos ou gozados. Também algumas escolas têm recebido mais questões dos pais a respeito de casos em que o filho possa ser vítima de bullying.

Nos e-mails que têm chegado à Confap, os pais querem apenas contar o que se passa com os filhos e saber se a escola não estará a desvalorizar o caso, adiantou ao DN Albino Almeida, presidente da confederação. O dirigente associativo explica que o organismo está a "tentar passar a ideia de que os pais não podem baixar a guarda e devem insistir quando acham que o caso é grave".

Em algumas escolas contactadas pelo DN, os professores notam uma maior atenção e preocupação dos pais em relação ao fenómeno de bullying. Algo que já esperavam como consequência das notícias. "Os pais quando vêm cá aproveitam sempre para falar de bullying", reconhece o director do Agrupamento de Escolas Terras de Larus, Seixal, Nuno Adeganha.

Também no Agrupamento de Escolas das Antas, no Porto, os pais parecem mais preocupados com o que se passa nos recreios. "Os pais começaram a fazer perguntas sobre bullying, durante o atendimento semanal", explica Ângela Correa, da direcção da escola.

Nestes contactos, os professores têm percebido que os pais confundem muitas vezes o que pode ser bullying - actos de violência física ou psicológica continuados sobre o mesmo indivíduo - com situações pontuais de conflito entre alunos. "Quando dois alunos se pegam no recreio, os pais são capazes de dizer logo que é bullying", exemplifica Ângela Correa.

Também na escola do Seixal, os encarregados de educação tentam perceber se os filhos são vítimas de pressão. Enquanto antes podiam desvalorizar "uma chapada" entre os alunos, agora "querem logo saber se o filho está a ser vítima de bullying", refere Nuno Adeganha.

Perante estas dúvidas, as escolas estão a esclarecer os pais individualmente no horário de atendimento semanal. E para já não estão previstas acções de sensibilização e prevenção deste fenómeno. Da mesma forma, a Confap não vai fazer sessões de esclarecimento dirigidas aos pais.

Para combater o fenómeno, o Conselho de Ministros aprovou ontem a suspensão imediata dos alunos acusados de bullying. Uma medida que já tinha sido anunciada pela ministra da Educação, Isabel Alçada, e que visa dar mais poder às escolas para agirem de forma preventiva e imediata nestes casos.

Entretanto, Albino Almeida explica que a Confap tem aconselhado os pais a pedir às escolas para não desvalorizarem as situações de violência entre alunos. Ao mesmo tempo, as associações de pais que pertencem à Confap têm-se disponibilizado para ajudar as escolas em campanhas de prevenção e sensibilização dirigidas aos encarregados de educação.

O dirigente da Confap lembra ainda que uma das primeiras recomendações que fazem aos pais é para não aconselharem os filhos a responder à violência física com mais violência. Já que desta forma estão só a aumentar o problema.

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Escola detectou que menor de 14 anos vítima de abusos

Mensagem por Joao Ruiz Sex Mar 19, 2010 10:54 am

Escola detectou que menor de 14 anos vítima de abusos

Hoje

Bullying Ng1268871

Menina estuda na Escola Luciano Cordeiro, onde Leandro, alegada vítima de 'bullying', era aluno. PJ identificou quatro homens

As psicólogas da Escola EB 2.3 Luciano Cordeiro de Mirandela, a mesma onde estudava Leandro, que morreu no rio Tua, detectaram um caso de abuso sexual de uma menor de 14 anos. A PJ já identificou os três agressores

A população de Valbom dos Figos, Mascarenhas, Mirandela, despertou bem cedo na manhã de segunda-feira, dia em que elementos da Delegação de Vila Real da PJ entraram de rompante na localidade para identificar quatro indivíduos e recolher indícios e provas que sustentassem a tese de violação da menor, residente na aldeia.

A menina de 14 anos acusa três dos seus vizinhos, entre os quais o marido da sua irmã de 29 anos, o pai deste de 58 anos, e um seu irmão de 19, e ainda outro habitante da aldeia de 55 anos, de violação ao longo de um ano. Segundo contou a menor, desde os treze anos que o seu cunhado a começou a violar na própria casa, seguindo-se o pai e o irmão deste. As violações verificavam-se quase todos os dias.

Foram as psicólogas da Escola EB 2.3 em Mirandela onde Rosa frequenta o 6.º ano, com bom aproveitamento, que estranharam que a mesma se tenha sentido maldisposta durante o almoço da passada sexta-feira, como contou ao DN a mãe da rapariga, Ilda Conceição: "A minha filha foi assistida pelas funcionárias e pela psicóloga Elisa, que estranhou aquele mal-estar. Então, conversou com ela, que confessou aquilo que nunca tinha dito a ninguém, que aqueles bandidos a andavam a violar."

A direcção da escola deu de imediato conhecimento à Comissão de Protecção de Menores que por sua vez informou o Ministério Público que fez avançar a PJ. A menor foi retirada de casa do pais estando sob a guarda de uma instituição da Segurança Social .

O DN esteve em Valbom dos figos, onde a população de cerca de 50 pessoas, a maioria de idade já avançada, nem quer acreditar. Quem põe as mãos no fogo por dois dos acusados é Alcina Sousa, esposa e mãe de dois deles: "Não fizeram nada de mal à rapariga, mas a polícia vai descobrir a verdade."

Os quatro acusados pela menor serão presentes pela PJ ao Tribunal de Mirandela na segunda-feira.

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Partidos querem pais responsáveis pelo que os filhos fazem

Mensagem por Joao Ruiz Sab Mar 20, 2010 1:05 pm

Partidos querem pais responsáveis pelo que os filhos fazem

por RITA CARVALHO
Hoje

Bullying Ng1269325

Propostas para alterar Estatuto do Aluno e atenuar problema da violência e faltas passam pela perdas de prestações de apoio


Os partidos estão a preparar medidas legislativas que responsabilizem mais os pais pela falta de assiduidade e pelos comportamentos violentos dos filhos. As propostas do CDS-PP já deram entrada no Parlamento e pedem mesmo que, nos casos de demissão parental, as famílias tenham penalizações nas prestações sociais, como abono ou rendimento social de inserção, tal como já tinham sugeridos alguns pais. Pelo contrário, o mérito dos filhos trará um aumento.

"Queremos introduzir o princípio da majoração das prestações sociais e discutir o inverso para os pais que se demitam das suas responsabilidades parentais", afirmou ao DN a deputada do CDS, Teresa Caeiro, dando o exemplo dos alunos que faltam consecutivamente ou são violentos e os pais nunca tomam medidas.

Esta é apenas uma das sete propostas que o partido apresentou ontem na Assembleia da República, e que serão discutidas na sexta-feira, num agendamento potestativo solicitado pelo partido. As alterações ao Estatuto do Aluno pretendem ainda agilizar os processos disciplinares dos alunos, reforçar a formação dos professores e funcionários para lidar com a indisciplina e obrigar os docentes a denunciarem os casos de violência às autoridades.

No que diz respeito à assiduidade, os populares apoiam a medida anunciada ontem pela ministra da Educação, que prevê o regresso da distinção entre faltas justificadas e injustificadas, não especificando contudo se tal passa pela retenção dos alunos quando é excedido o número de faltas estabelecido. Isabel Alçada também não quis concretizar esta posição, alegando que a revisão do estatuto ainda está em curso.

À esquerda, o Partido Comunista também se prepara para voltar a apresentar propostas legislativas que ajudem a resolver os problemas da indisciplina, da assiduidade e do aproveitamento dos alunos, considerando que as questões estão todas relacionadas. A deputada Rita Rato disse ao DN que este ano já foi apresentado um projecto-lei que prevê a criação de gabinetes pedagógicos de integração escolar, constituídos por psicólogos, assistentes sociais, professores e animadores socio-culturais. "O caminho não passa por medidas repressivas e securitárias mas por envolver todos os actores e por ter uma visão integrada de várias medidas", explicou Rita Rato, discordando das medidas do CDS e do Governo. "Tirar os apoios seria degradar ainda mais a situação precária das famílias".

Além de apoiar a criação destas equipas multi-disciplinares, o Bloco de Esquerda apresentou também um projecto de resolução que visa alterar o rácio de contratação de auxiliares de educação.

O PSD está também a preparar um pacote de medidas a apresentar em breve no Parlamento, que passam também por uma maior responsabilização dos pais nesta matéria. "Todos precisam de fazer mais e de mudar de atitude. Defendemos a autonomia das escolas mas não da forma como ela está a acontecer", lembrou Emídio Guerreiro, do PSD, sublinhando que estes problemas nem sempre são tornados públicos e que a solução não passa só por dar mais poder aos directores de escola para suspender preventivamente os alunos, como sugeriu o Governo. "Nos últimos anos, foram dados sinais errados de facilitismo, de não assiduidade e impunidade. O caminho tem de mudar."

Nas confederações de pais as posições não são unânimes. A Confap apoia a perda de benefícios para famílias que tenham filhos violentos, proposta que a CNIPE rejeita. Sobre o chumbo dos estudantes por excesso de faltas, as opiniões também divergem. O Ministério da Educação já se comprometeu a rever o Estatuto do Aluno até ao final do mês.

In DN

Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Agressões a professores podem ser crime público

Mensagem por Joao Ruiz Dom Mar 21, 2010 8:11 am

Agressões a professores podem ser crime público

Hoje

Bullying Ng1269725

Quem o admite é a ministra da Educação, Isabel Alçada. A proposta é da Fenprof, principal sindicato de professores.

A ministra da Educação Isabel Alçada afirmou hoje que a proposta da Fenprof de tipificar como crime público a violência exercida sobre professores "é uma possibilidade".

"Isso é uma questão que tem vindo a ser colocada na nossa sociedade e nós estamos a estudar essa questão. É uma possibilidade", disse Isabel Alçada aos jornalistas à margem da plantação de uma Árvore do Centenário na escola secundária de Camões, em Lisboa.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou no sábado que vai propor à tutela que a violência exercida sobre os professores seja considerada crime público, deixando assim, por exemplo, de ser necessária uma queixa do professor agredido para que tenha lugar qualquer ação criminal.
A medida consta de uma resolução do Conselho Nacional da Fenprof sobre prevenção de situações de indisciplina e violência na escola que foi hoje apresentada em conferência de imprensa.

Da proposta anunciada sábado pela Fenprof consta ainda o reconhecimento dos professores como autoridade pública, num estatuto semelhante ao das forças de segurança.
"Isso é uma interpretação que não está muito correta em relação àquilo que é a autoridade pública", afirmou a ministra, esclarecendo que "autoridade pública é a sociedade reconhecer que as pessoas que exercem aquela função têm que ter um estatuto especial e não tem a ver com a forma como se atua quando há problemas".

Isabel Alçada lembrou que o governo já aprovou em Conselho de Ministros uma medida "para que haja menos tempo de atuação da parte dos responsáveis máximos das escolas, neste caso os diretores, para que possam controlar com muita rapidez todos os casos em que possa haver agressão ou ameaça".
"Nós temos que dar instrumentos para que não haja dúvida que os diretores podem ter uma intervenção imediata", afirmou.

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Re: Bullying

Mensagem por Viriato Dom Mar 21, 2010 9:00 am

Depois do que li, no artigo de Sousa Tavares no Expresso de ontém, fiauei com grandes dúvidas sobre a campanha em curso. E relembro. Leandro, o presumido jovem suicida, não era vítima. Era um dos mais agressivos e com provas dadas. Não saíu pela porta de entrada. Saltou a vedação. Não se suicidou. Foi um acidente imprevisível. E, o conselho directivo, ao contrário do que a família diz, dirigiu-se á família a lamentar o acidente. Nem a PSP nem o ME se sentem responsáveis. Até a um desmentido formal continuo a pensar que nada do que é realçado e enfatizado na CS corresponde á verdade.
Viriato
Viriato

Pontos : 16657

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Estudo: Alunos só se sentem seguros se tiverem armas

Mensagem por Joao Ruiz Sex Mar 26, 2010 7:02 am

Estudo: Alunos só se sentem seguros se tiverem armas

por ANA BELA FERREIRA
Hoje

Bullying Ng1271685

Trabalho patrocinado pela OMS mostra que estudantes que usam X-actos e canivetes nunca têm medo.

Na escola E B 2, 3 de Vialonga, é comum professores, alunos e famílias sentarem-se à mesa para um almoço de turma. Para aproximar os pais da escola, responsabilizando-os pelo sucesso dos filhos, foi ainda criado o gabinete de apoio onde são acompanhados problemas sociais. Já que este tipo de problemáticas se reflecte no aumento de violência nas escolas, indica um estudo patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O mesmo estudo, a que DN teve acesso, refere que os alunos violentos que usam armas (x-actos e navalhas) na escolas portuguesas são os que se sentem mais seguros. A violência entre alunos afecta 80% das escolas analisadas.

Para prevenir estes fenómenos, o agrupamento da Vialonga criou ainda três orquestras, em que 160 alunos aprendem a tocar e a projectar o futuro. Estas são algumas estratégias de prevenção da violência e do abandono escolar, implementadas nesta escola designada como território educativo de intervenção prioritária (TEIP) em 1996. Os resultados, afirmou ao DN a directora da escola, Arminda Fonseca, traduzem-se na melhoria do sucesso escolar e dos comportamentos dos alunos.

Medidas como estas são também defendidas pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos, coordenadora nacional daquele estudo patrocinado pela OMS que analisa os comportamentos dos jovens em idade escolar. Esta observação, feita em 134 escolas, em 2006, conclui que 16,4% dos estabelecimentos têm mais situações de violência do que o normal, 70, 9% apresentam alguns casos de violência e apenas 12,7% se distinguem pelo baixo envolvimento em situações violentas. Foram analisados 11 008 alunos, do 6.º, 8.º e 10.º anos. Estes foram divididos em três grupos. Os que não se envolvem em violência (73,8%), os violentos que não recorrem a armas (20,9%) e aqueles que usam armas quando são violentos (5,4%). Entre todos, apenas os que usam armas referem que nunca se sentem irritados, tristes, deprimidos ou com medo, adianta Margarida Gaspar de Matos. Enquanto os outros dois grupos dizem sentir estas emoções quase todos os dias. "Isto mostra que as armas dão uma sensação de segurança", refere. Margarida Gaspar de Matos sublinha, porém, que a maioria dos alunos não são violentos. Apesar de mais de 80% das escolas ter registado episódios de violência entre os alunos.

Estes estudos da OMS são feitos de quatro em quatro anos em vários países do mundo, estando já a ser preparado o relatório de 2010. Mas a investigadora adianta que uma das conclusões deverá ser a diminuição dos fenómenos de bullying, apesar dos casos recentes que vieram a público.

É que, explica, o que tem aumentado são as denúncias e a mediatização. E isso faz baixar a violência, pois este fenómeno "vive do carácter secreto em que os agressores intimidam as vítimas e, a partir do momento em que se denunciam os casos, perde esse aspecto". O combate ao bullying, à violência e à indisciplina é hoje discutido no Parlamento, a pedido do CDS-PP.

In DN

Bullying Smilie_auslachen

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Re: Bullying

Mensagem por Viriato Sex Mar 26, 2010 8:10 am

Acho o tema completamente estúpido. Armar alunos??? Faz-me lembrar argumentos usados por um antigo membro que por aqui andava...
Viriato
Viriato

Pontos : 16657

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty YouTube mostra agressão sofrida por André na escola

Mensagem por Joao Ruiz Sab Mar 27, 2010 12:07 pm

YouTube mostra agressão sofrida por André na escola

por ELISABETE SILVA
Hoje

Bullying Ng1272241

Em Albarraque alunos filmaram cenas de murros e pontapés e colocaram-nas na Net. André tinha escondido o caso dos pais

André é vítima de bullying na Escola EB 2,3 de Albarraque, concelho de Sintra. A criança de dez anos tentou esconder dos pais a violência de que era alvo, mas os vídeos colocados no YouTube revelaram a situação e a direcção da escola está agora a identificar os agressores e quem filmou.

Mas ontem um rapaz deu os links dos vídeos a uma professora do ATL que André frequenta e o segredo terminou. De imediato, os pais da criança dirigiram-se à escola para exigir explicações. "A professora Edite (vice-presiden- te do Conselho Executivo) disse que estava preocupada em saber quem foi o autor dos filmes e quer que o André identifique os agressores na segunda-feira", explicou o pai, Alfredo Borges, ao DN.

Indignado, diz não entender porque é que o filho tem de se submeter a apontar o dedo a quem o agrediu: "Os vídeos podem não ter grande qualidade, mas consegue--se ver bem as caras." E o que também é notório é a forma como alguns alunos batem - ao murro e pontapé - em colegas, estando outros por fora a incentivar e a tentar garantir que o filme fique o melhor possível com o objectivo expresso de ser colocado no YouTube.

A directora do Conselho Executivo da escola, Ana Cristina Freire, assegurou ao DN que começou de imediato a ser feita a identificação dos alunos envolvidos nos filmes. "Só tivemos conhecimento das imagens hoje [ontem]. Já estamos a falar com algumas das crianças e com os respectivos encarregados de educação", afirmou. Quanto a eventuais sanções, podem, segundo a responsável, ser conhecidas ainda na próxima semana ou "o mais tardar no início do terceiro período".

Ana Cristina Freire referiu que a escola tem tido casos pontuais de bullying, mas que os alunos responsáveis têm sido castigados. "Como todas as escolas públicas temos alguns alunos problemáticos, mas o bullying não é uma prática regular aqui", frisou, acrescentando que a direcção está a dar "toda a atenção" para o caso do André.

Porém, Alfredo Borges teme pelo filho: "Estamos com medo que sofra represálias, principalmente se tiver de identificar os agressores. Eles podem ser suspensos, mas acabam sempre por voltar à escola."

André mudou-se este ano lectivo para a EB 2,3 de Albarraque. O pai não sabe precisar há quanto tempo o filho estaria a ser vítima de bullying, pois apesar de alguns sinais exteriores de violência, André inventava sempre uma desculpa. "Pensava que eram situações normais de crianças. Uma vez, quando rasgou uma orelha, disse-me que tinha sido empurrado e chocado contra uma porta. Eu acreditei", contou.

Recentemente, as calças foram cortadas com uma tesoura. "Foi cerca de 40 cm. Por sorte não lhe atingiram a perna", disse. Alfredo Borges está divorciado e fica com o André nos fim-de-semanas. "Comigo estava sempre bem, mas a mãe - que tem mais contacto com ele durante a semana - notava que ele às vezes saía triste da escola. Falava com ele, mas nunca confessou o que se passava", relembrou.

Agora que a situação foi exposta, Alfredo Borges salientou: "o André parece estar mais aliviado."

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Abertos 146 inquéritos de violência

Mensagem por Joao Ruiz Qua Mar 31, 2010 7:23 am

Abertos 146 inquéritos de violência

por FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA

Hoje

Bullying Ng1273801

Investigações da PGR sobem 20%. Ministra anunciou que crime deixará de exigir queixa para ser analisado

O Ministério Público abriu mais 20% de inquéritos-crime por violência escolar em Lisboa e no Porto no ano passado em relação a 2008. Um número que deverá continuar a subir já que ontem o Governo anunciou que o bullying vai passar brevemente a crime público, deixando de exigir queixa para ser investigado.

Segundo dados avançados pela Procuradoria-Geral da República ao DN, em 2009 foram abertos 146 inquéritos nos Departamentos de Investigação e Acção Pena de Lisboa e do Porto, quando em 2008 foram 122.

A região de Lisboa é a responsável pelo disparar das investigações: teve 145 inquéritos abertos, mais 24% do que no ano anterior. Já o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto registou 11 inquéritos em 2008 e apenas um em 2009. A Procuradoria explica que "a violência escolar não tinha no Ministério Público tratamento autónomo de todos os outros tipos de violência, o que só acontece recentemente". E que só em meados de 2008 o procurador- -geral da República, Pinto Monteiro, fez dos crime nas escolas prioridade.

O DIAP de Coimbra - que apenas tem dados contabilizados até 2008 - registou 34 inquéritos e o de Évora - de Setembro de 2007 a Agosto de 2009 - apenas 38 inquéritos.

Uma realidade que pode mudar depois de ontem a ministra da Educação, Isabel Alçada, ter assumido que o Governo vai levar a Conselho de Ministros "muito brevemente" o diploma que torna o bullying um crime de denúncia obrigatória pelos responsáveis escolares, depois da proposta de Pinto Monteiro entregue ao Governo na passada sexta-feira.

Ontem, no Parlamento, Isabel Alçada garantia que o bullying - a violência física ou psicológica, intencional e repetida, praticada por aluno para intimidar ou agredir outros - irá ser tipificado com uma pena de prisão própria.

Questionada sobre se o documento também vai definir as agressões a professores como crime público, Isabel Alçada afirmou que esse já é "o ponto de vista" da tutela e que, a partir de agora, a denúncia vai ser obrigatória por parte dos professores, directores e auxiliares de educação. "Este ponto vai fazer subir o número de queixas nos DIAP, já que este crime muitas vezes 'peca' por falta de queixas", explica João Cardoso, procurador do Ministério Público do Porto, que em 2009 apenas registou uma queixa de violência nas escolas.

No estudo entregue aos dois ministérios, a PGR defende a "ampliação dos deveres de denúncia obrigatória dos responsáveis das escolas, direcções regionais de educação e titulares de funções inspectivas na Inspecção-Geral de Educação". Assim, defende que sejam participados "todos os factos qualificados como crimes".

Contudo, a Cnipe - Confederação de Pais e Encarregados de Educação alertou ontem que as escolas que denunciam actos de violência "são penalizadas na avaliação externa".

In DN

Bullying Notsure

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty 76 professores agredidos no último ano

Mensagem por Joao Ruiz Sab Jun 19, 2010 10:05 am

76 professores agredidos no último ano

por HELDER ROBALO
Hoje

Bullying Ng1307635

Registadas 284 agressões a docentes e 184 a funcionários. Aumento pode dever-se a mais queixas.

As agressões a professores e funcionários das escolas subiram quase 40% no ano lectivo passado. Os dados do Programa Escola Segura mostram, no entanto, uma diminuição das agressões a alunos e do número de ocorrências.

Para João Sebastião, do Observatório de Segurança Escolar, a subida em 37,86% das agressões a professores e em 38,35% da violência contra funcionários pode não significar um crescimento real, mas sim um aumento das participações. E relembra que há um ano ocorreram alterações ao Código Penal que tornaram as agressões a docentes dentro das escolas um crime público. "Há também mais pressão para as escolas denunciarem estes casos", salienta .

Em 2008/09 os incidentes no interior e exterior das escolas diminuíram 15%. Os actos contra a liberdade e integridade física das pessoas correspondem a 44,7% dos casos, mais 4,7 pontos percentuais que em 2007/08. Quanto a roubos registou-se uma quebra para quase metade - de 557 para 293 casos. Os danos contra bens e equipamentos escolares também desceram em 20,75% - 665 actos em 2007/08 e 527 no ano passado.

Perante esta radiografia o secretário de Estado adjunto e da Educação anunciou que o ministério apostará, ainda este ano, na formação de docentes na área da prevenção, gestão e resolução de conflitos nas escolas. "Um dos projectos que antevemos iniciar no próximo ano lectivo é o da formação na área da prevenção, gestão e resolução de conflitos [bullying] destinada quer a docentes e directores de escolas quer a assistentes operacionais", referiu Alexandre Ventura.

Para a Confederação de Pais, o problema "prende-se com o facto de o relatório nada dizer sobre os casos em tribunal". Para Albino Almeida, "há uma sensação de impunidade e os alunos dizem- -nos que as denúncias são apenas mais casos para juntar aos que já lá estão e que não dão em nada".

In DN

Bullying 0002041D

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Escola de Leandro teve mais processos disciplinares

Mensagem por Joao Ruiz Dom Ago 01, 2010 5:06 am

Avaliação externa

Escola de Leandro teve mais processos disciplinares

O Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro, em Mirandela, foi alvo de uma avaliação externa um mês depois da morte de Leandro, o aluno que se atirou ao rio Tua, por alegadamente ser vítima de bullying.

O agrupamento registou um aumento de casos de indisciplina e insucesso escolar, o que lhe valeu nota Suficiente, na avaliação feita pela Inspecção-Geral da Educação (IGE), adiantou o Diário de Notícias.

Os pais de Leandro, o adolescente que se afogou a 2 de Março, processaram a escola por considerarem que os responsáveis não tomaram nenhuma medida para impedir que Leandro fosse agredido pelos colegas. Todavia um relatório da IGE ilibou a escola de qualquer responsabilidade.

Na avaliação externa feita pela Inspecção, que decorreu nos dias 28 a 30 de Abril, os avaliadores realçaram como pontos fracos "a falta de eficácia das medidas implementadas para a resolução de conflitos intergrupos e de comportamentos desajustados dos alunos", refere aquele jornal diário. No relatório disponível no site da IGE é ainda apontado como ponto fraco as notas dos alunos nos exames e provas de aferição, que são inferiores à média nacional e apresentam "evoluções inconstantes".

Nos últimos dois anos a escola registou um aumento de 35 para 41 processos disciplinares. Situações que a escola diz terem "atenuantes", nomeadamente o facto de ter "alunos provenientes de várias instituições de acolhimento" e "um número significativo de estudantes etnia cigana".

A escola acrescenta ainda o facto de estes alunos pertencerem a famílias desestruturadas, sendo que tem 39 alunos a viver em instituições de acolhimento, alguns com historial de comportamentos desviantes. No entanto, a direcção frisou que todos os casos foram sinalizados e resolvidos.

A IGE elogiou a criação do Clube de Segurança, que funcionou pela primeira vez neste ano lectivo. O clube é constituído por alunos mais velhos que se inscrevem para, diariamente, identificar e estar atentos a qualquer caso de conflito e insegurança.

O agrupamento Luciano Cordeiro é constituído por 26 estabelecimentos: 11 jardins-de-infância, 13 escolas básicas do 1.º ciclo, uma escola com 1.º ciclo e jardim-de-infância e uma com 2.º e 3.º ciclos.


Jornal Nordeste, 2010-08-01

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Processos disciplinares a alunos aumentaram 15%

Mensagem por Joao Ruiz Seg Ago 09, 2010 7:32 am

.
Processos disciplinares a alunos aumentaram 15%

por ANA BELA FERREIRA
Hoje

Bullying Ng1328335

No ano lectivo 2009/2010 foram abertos 17 629 processos nas escolas. Maioria acabou em suspensão. Pais e professores estão preocupados.

João (nome fictício) deixou cair as calças ao entrar na sala e foi assim até ao lugar. O episódio valeu-lhe quatro dias de suspensão. Tal como ele, houve mais 16 932 estudantes suspensos neste ano lectivo. Esta é a sanção mais aplicada aos alunos e tem vindo a aumentar nos últimos três anos, em que dispararam também os processos disciplinares.

Ao todo, no ano lectivo 2009/2010 foram abertos 17 629 processos disciplinares, representando um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Um crescimento que preocupa as associações de pais e os sindicatos dos professores. Mas que o Ministério da Educação (ME) garante ser o resultado de "uma maior atenção e rigor nas escolas relativamente a estes fenómenos".

Os dados foram divulgados pelo ME ao grupo parlamentar do CDS-PP, que questionou a tutela em relação aos casos de violência e indisciplina registados nos últimos três anos nas escolas. Os números enviados confirmam, segundo o deputado José Manuel Rodrigues, que "a violência e a indisciplina aumentaram nas escolas".

Para as associações de pais, a subida do número de alunos na escola faz crescer os conflitos. "Há cada vez mais alunos, cada vez até mais tarde e com várias origens culturais. Estudos indicam que estes factores aumentam a conflitualidade", adianta Albino Almeida, presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais). O dirigente acrescenta que, num universo de cerca de 1,6 milhões de alunos, o número de processos é o "esperado".

O tempo que os alunos passam na escola é considerado pela Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), um factor que influencia o comportamento desviante dos jovens. "A escola não tem condições para disponibilizar actividades lúdicas, e os alunos passam cada vez mais horas fechados na salas de aula", diz Maria José Viseu.

Os sindicatos de professores entendem que os casos de indisciplina e violência estão ligados à perda de autoridade dos docentes. Até porque "cada vez mais as situações de indisciplina fazem parte do dia-a-dia das escolas e quase todas roçam a violência", sublinha o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira. Faltam medidas de prevenção. "Além das medidas de punição para as situações de indisciplina, tem de haver um esforço para a criação de equipas de apoio", defende o líder da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.

Tanto pais como professores esperam que o novo Estatuto do Aluno, aprovado recentemente no Parlamento, venha contribuir para a diminuição destes números. Mas não deixam de defender a introdução urgente das equipas de apoio ao aluno e à família, cuja implementação ficou de fora no novo Estatuto do Aluno.

João Sebastião, coordenador do Observatório da Segurança Escolar, explica que os processos disciplinares só aumentaram porque as escolas estão mais atentas. E exemplifica: "Antes, um pó branco na mala de um aluno implicava chamar a polícia para ver se era droga. A escola não abria processo disciplinar. Hoje isto dá direito a processo disciplinar."

Por isso, Manuel (nome fictício) não escapou a repreensão registada depois de ter rebentado uma bomba de mau cheiro na sala de aula. Os pais tiveram conhecimento do caso e o incumprimento ficou registado no currículo do estudante.

In DN

Embarassed Rolling Eyes Bullying Smile14

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Processo contra porteiro da escola de Leandro está parado

Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 13, 2010 5:19 am

.
Ainda não conseguiu ouvir o director

Processo contra porteiro da escola de Leandro está parado

O processo disciplinar instaurado ao porteiro da escola frequentada por Leandro, a criança que se afogou no rio Tua em Mirandela, está parado há mais de três meses à espera do depoimento do director do estabelecimento.

«O processo está parado e não tem desenvolvimento porque a instrutora ainda não conseguiu ouvir o director (da escola)», disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano.

Contactado pela Lusa, o director do agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro, José Carlos Azevedo, disse apenas não ter «nada a declarar» sobre o assunto.

De acordo com o presidente da Câmara, o director da escola foi convocado para prestar declarações no processo, mas passaram os três meses previstos na lei sem que tenha respondido.

Segundo ainda o autarca, a falta de resposta levou o município a solicitar a intervenção da direcção regional de Educação do Norte (DREN).

Depois desta diligência, o director terá informado a instrutora do processo de que pretende responder pessoalmente às perguntas e não por escrito.

O presidente da Câmara prevê que antes de 15 de Setembro não haverá uma conclusão sobre o processo disciplinar, em que o porteiro incorre numa pena que pode ir da advertência à expulsão da Função Pública.

O município instaurou, em Abril, o processo disciplinar ao porteiro de serviço na escola Luciano Cordeiro, de onde Leandro se ausentou à hora de almoço, a 2 marco, acabando por desaparecer no rio Tua.

O corpo foi encontrado 23 dias depois a 12 quilómetros do parque de merendas de Mirandela, onde o rapaz, de 12 anos, tinha sido visto pela última vez.

O caso desencadeou um debate nacional sobre o bullying e vários inquéritos, um dos quais conduzidos pelo Ministério da Educação que afastou a hipótese de o rapaz ter sido vitima de agressões frequentes na escola e ilibou de responsabilidades o estabelecimento de ensino.

O inquérito não encontrou motivo para procedimento disciplinar daqueles que dependem directamente do Ministério, ou seja docentes e dirigentes, mas apontou eventuais responsabilidades ao porteiro e, como o pessoal não docente está integrado nos quadros municipais, remeteu certidões à autarquia para que agisse em conformidade, o que levou à realização de novo inquérito.

O município determinou a abertura do processo disciplinar, ressalvando que o funcionário tinha «atenuantes porque não existiam quaisquer regras de controlo da saída de alunos» e porque acumulava o controlo do portão com o serviço de telefonista, entre outras funções.

Embora integrados nos quadros municipais, a gestão e distribuição de funções do pessoal não docente é competência do director da escola, segundo o presidente da câmara, que justifica assim a necessidade de ouvir aquele responsável no processo.

Sem conclusões continua ainda o inquérito judicial em curso no Ministério Público de Mirandela.

Lusa, 2010-08-12

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Re: Bullying

Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 13, 2010 5:27 am

O inquérito não encontrou motivo para procedimento disciplinar daqueles que dependem directamente do Ministério, ou seja docentes e dirigentes, mas apontou eventuais responsabilidades ao porteiro e, como o pessoal não docente está integrado nos quadros municipais, remeteu certidões à autarquia para que agisse em conformidade, o que levou à realização de novo inquérito.

Processo ao porteiro, claro, que os cães grandes não se mordem uns aos outros!


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Inquérito ilibou porteiro da escola de Leandro

Mensagem por Joao Ruiz Sex Set 03, 2010 10:59 am

.
«Não havia nenhuma orientação»

Inquérito ilibou porteiro da escola de Leandro

O porteiro da escola de Mirandela, frequentada pela criança que se afogou no rio Tua em março, foi ilibado no processo disciplinar que lhe foi instaurado na sequência do acidente, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara, José Silvano.

A autarquia, de quem depende hierarquicamente o pessoal não docente das escolas, ordenou o arquivamento do processo, «uma vez que não existem provas da violação de qualquer dever por parte do funcionário em questão e, logo, não existem provas da prática de qualquer infração disciplinar».

O inquérito concluiu que «o porteiro desempenhava várias funções em simultâneo» e que «não havia nenhuma orientação da direção da escola para controlar a saída de alunos ao almoço».


Lusa, 2010-09-02

Bullying Notsure

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Escolas acompanharam 166 alunos por 'bullying'

Mensagem por Joao Ruiz Seg Out 11, 2010 7:18 am

.
Escolas acompanharam 166 alunos por 'bullying'

por ANA BELA FERREIRA
Hoje

Bullying Ng1352015

Técnicos do Instituto de Apoio à Criança acompanharam em 19 agrupamentos mais agressores do que vítimas de intimidação continuada. E com bons resultados.

No ano passado foram acompanhados nas escolas 166 alunos por bullying. A maioria (93) eram agressores e os restantes 73 vítimas desta forma de violência continuada.

A coordenadora dos gabinetes de apoio ao aluno e à família (GAAF) nas escolas, Melanie Tavares, explica que "os agressores agem muitas vezes em grupo sobre uma única vítima", sendo por isso normal que o seu número seja superior ao dos alunos que sofreram intimidação.

O trabalho feito com os agressores, ao longo do ano, conseguiu que alguns se tornassem amigos das vítimas. "Não incentivamos a nada, nem a confessarem que são agressores, nem a pedir desculpa às vítimas. Mas muitas vezes eles tomam consciência daquilo que fizeram e acabam por pedir desculpa", adianta Ana Ferreira, coordenadora do GAAF de São João da Talha, Santa Iria da Azóia.

O principal objectivo das sessões organizadas pelos GAAF - que são coordenados pelo Instituto de Apoio à Criança - é levar os agressores a pensar nas suas atitudes, refere Ana Ferreira. "Conseguimos que eles tomem consciência através de actividades de turma em que alguns alunos fazem de vítimas e outros de agressores".

Na sua escola, Ana Ferreira já conseguiu reconciliar várias vítimas e agressores. João (nome fictício) é hoje amigo de quem antes lhe batia. "Era do pior que possamos imaginar. Percebemos em assembleia de turma, numa das actividades, que ele era vítima de colegas da turma. Mas conseguimos que ele se integrasse e que os agressores começassem a vê-lo como um par".

Hoje jogam à bola juntos e João até conseguiu passar de ano, melhorar as notas e a sua autoestima. "Agora até é um tagarela nas aulas e antes nem abria a boca", confessa orgulhosa a psicóloga.

A prevenção do bullying - violência física e psicológica de forma continuada sobre a mesma pessoa - foi uma das apostas dos gabinetes durante o ano passado e é uma das prioridades para este ano, explica Melanie Tavares. O objectivo é travar relacionamentos que são "grandemente marcados pela violência", quer entre colegas quer com os professores, justifica o relatório de actividades dos GAAF.

À prevenção de situações de bullying, estes gabinetes, que estão em escolas até ao 3.º ciclo, juntam este ano a prevenção do consumo de substâncias psicoactivas, a sexualidade e a segurança na internet.

Além destes casos, os gabinetes recebem e acompanham alunos com outros problemas. Ao todo, num universo de 20 557 estudantes foram sinalizados 1808 no ano passado. O fraco aproveitamento escolar é a situação mais frequente, seguido da desmotivação e de mau comportamento na aula.

Para os técnicos dos GAAF, muitos alunos têm "antecedentes de grande exposição a modelos de risco". De facto, muitas destas crianças são oriundas de famílias monoparentais, em que a mãe é a única responsável pela educação das crianças. A resposta está por isso no apoio às famílias. Ao longo do ano 2009/2010, os psicólogos e técnicos fizeram 346 visitas domiciliárias de forma a incluir a família na vida escolar dos jovens e realizaram 1204 reuniões com os encarregados de educação das crianças e jovens.

In DN

Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Ministério Público arquivou caso Leandro há quatro meses

Mensagem por Joao Ruiz Qua Fev 09, 2011 6:30 am

.
Arquivar o inquérito judicial

Bullying Leando_mdl

Ministério Público arquivou caso Leandro há quatro meses

O Ministério Público decidiu arquivar o inquérito judicial ao caso do rapaz que se afogou no rio Tua, em Mirandela, em Março de 2010, confirmou hoje, terça-feira, a Procuradoria Geral da República.

De acordo com a fonte, o despacho final de arquivamento já \"foi proferido no dia 13 de Outubro de 2010\", há quase quatro meses.

A PGR não divulgou quais os fundamentos do arquivamento, que implica no entanto que também a nível judicial não foram encontradas razões para imputar responsabilidades.

O inquérito judicial conduzido pelo Ministério Público de Mirandela demorou pouco mais de meio ano e foi desencadeado logo apôs o desaparecimento de Leandro, que a 2 de Março, à hora de almoço, saiu da escola durante o horário lectivo.

O rapaz de 12 anos estava acompanhado de um grupo de amigos e desapareceu nas águas do rio Tua, junto ao parque de merendas da cidade de Mirandela, um local ainda distante da escola que frequentava, a Luciano Cordeiro.

O corpo foi encontrado 23 dias depois a 12 quilómetros do local onde tinha sido visto pela última vez.

O caso desencadeou um debate nacional sobre o bullying associando-se o acidente a alegada violência escolar de que Leandro seria vítima frequentemente na escola.

Vários inquéritos foram abertos ao caso e todos afastaram essa hipótese, nomeadamente o que foi conduzido pelo Ministério da Educação que ilibou de responsabilidades o estabelecimento de ensino e todos os funcionários na sua dependência hierárquica.

O Ministério da Educação remeteu eventuais responsabilidades para o pessoal não docente, que depende da Câmara de Mirandela, e o porteiro da escola de Leandro acabou por ser o único a responder pelo acidente num processo disciplinar de que acabou por sair ilibado.

O inquérito concluiu que \"o porteiro desempenhava várias funções em simultâneo e não havia nenhuma orientação da direcção da escola para controlar a saída de alunos ao almoço\".

JN, 2011-02-09
In DTM

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Pais de Leandro vão processar o Estado

Mensagem por Joao Ruiz Qui Fev 10, 2011 5:25 am

.
Pretendem pedir de indemnização

Pais de Leandro vão processar o Estado

Os pais de Leandro vão avançar com uma acção de responsabilidade cível contra o Estado, depois de saber que o Ministério Publico decidiu arquivar o processo.

O advogado da família já confirmou que foi autorizado a avançar com a acção que deve dar entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela até ao final do mês.

Francisco Espinhaço escusou-se a revelar qual o valor que pretende pedir de indemnização ao Estado.

O Ministério Público não atribui responsabilidades nem à direcção da escola, nem ao funcionário que, na altura estava de serviço na portaria da Luciano Cordeiro.

Para alem disso, conclui não ter havido suicídio e que Leandro não era vítima de bullying.

O caso criminalmente está dado como encerrado, dado que depois da notificação, em Outubro, a família de Leandro tinha apenas um mês para se constituir como assistente no processo e pedir a abertura de instrução.

No entanto, segue na barra do tribunal, a questão cível.

Brigantia, 2011-02-10
In DTM

Embarassed

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Família de Leandro processa o Estado

Mensagem por Joao Ruiz Qua Mar 02, 2011 4:15 am

.
Um ano após a morte

Família de Leandro processa o Estado

Um ano após a morte de um aluno de Mirandela no rio Tua, a família vai pedir uma indemnização ao Estado depois de o Ministério Público ter arquivado o processo judicial e nenhum inquérito ter encontrado responsáveis.

O advogado da família, Francisco Espinhaço, disse à Lusa que está «a ultimar o processo», sem adiantar a data de entrada da petição inicial da ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.

O causídico escusou-se também a avançar o valor da indemnização em causa, afirmando que ainda aguarda «alguns elementos».

Lusa, 2011-03-01

Bullying Swordplay

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Adolescentes do "caso Facebook" conhecem sentença

Mensagem por Joao Ruiz Seg Jan 16, 2012 8:11 am

.
Adolescentes do "caso Facebook" conhecem sentença

por Lusa
Hoje

O acórdão do julgamento do caso da adolescente espancada por colegas, na zona de Benfica, com as imagens divulgadas na rede social Facebook, vai ser hoje conhecido, pelas 14.00, nas varas criminais de Lisboa.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu que os seis arguidos fossem condenados a trabalho comunitário, alegando que "seria exagerado para já colocar os jovens na prisão".

O procurador do processo considerou, porém, que foi um "crime assustador" pela "violência colocada na agressão", filmada por alguns dos arguidos e depois colocada no Facebook onde se vê as duas raparigas a baterem numa terceira, enquanto os cincos rapazes arguidos assistem, alguns incitam e dois registam as imagens em telemóveis.

A vítima chega mesmo a ser deitada ao chão e aí são-lhe dados pontapés em várias partes do corpo, incluindo na cabeça. Barbara Oliveira, a única agressora com idade para ser julgada, 16 anos na altura do crime, mostrou-se arrependida logo na primeira sessão do julgamento, garantindo, contudo, que nada foi premeditado. A sua defensora pediu "justiça".

O caso remonta a maio de 2011, quando uma adolescente foi espancada por outras duas, na zona de Benfica, em Lisboa. Os arguidos do processo Rodolfo Nogueira dos Santos, Barbara Oliveira, Ricardo Ferreira Manuel, Marco Andrade, Hugo da Silva Moreira Ribeiro e Fernando José Alves têm idades entre os 16 e 19 anos e estão acusados por ofensas à integridade física qualificadas, fotografias e filmagens ilícitas e roubo.

In DN

Embarassed

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Novos rumos para o capitalismo em debate em Davos

Mensagem por Joao Ruiz Qua Jan 25, 2012 10:32 am

.
Novos rumos para o capitalismo em debate em Davos

por lusa
Hoje

Bullying Ng1794650

Decisores políticos e económicos mundiais reúnem-se a partir de hoje no Fórum Económico Mundial (FEM) em Davos, Suiça, para debater novos modelos económicos e os passos necessários para enfrentar uma crise sem precedentes.

Na reconhecida estância de inverno suíça vão estar cerca de 2.600 participantes, incluindo 40 chefes de Estado e de Governo e representantes de diversas organizações internacionais, que serão protegidos por um forte dispositivo de segurança.

A chanceler alemã, Angela Merkel, faz as honras de abertura da 42.ª edição do Fórum, este ano dedicado ao tema "A Grande Transformação: Formar novos modelos".

"O capitalismo, na sua atual forma, já não se encaixa no mundo que nos rodeia. Falhámos ao não termos aprendido as lições da crise financeira de 2009. A transformação global é urgente e tem de começar com o restabelecimento de um sentido global de responsabilidade social", afirmou o fundador e presidente executivo do FEM, Klaus Schwab, citado num comunicado divulgado na página online da organização.

Entre as presenças confirmadas no encontro, que decorrerá até domingo, estão o presidente do México Felipe Calderon, país que preside ao G20 (os 20 países mais ricos e emergentes), o primeiro-ministro britânico David Cameron, o secretário do Tesouro norte-americano Timothy Geithner, bem como a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi e o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.

As mudanças no mundo árabe não foram esquecidas pelo Fórum que vai contar com a participação do novo primeiro-ministro tunisino, o islamista Hamadi Jebali, e do candidato presidencial egípcio Amr Moussa.

Para garantir a segurança dos responsáveis mundiais, as autoridades suíças destacaram cerca de cinco mil elementos, soldados e polícias, e aviões de combate F/A-18 vão patrulhar os céus da estância de inverno.

Nos últimos dias chegaram a Davos ativistas que montaram uma "aldeia" de iglus (pequenas casas de gelo) no centro da localidade sob o lema "Ocupar o Fórum Económico Mundial".

Os ativistas denunciam a presença destes representantes internacionais que intitulam de "elites auto-proclamadas".

No ano passado, ativistas anti-capitalistas reivindicaram uma explosão registada num hotel luxuoso daquela localidade suíça.

No ataque, que decorreu durante a manhã, não foram registadas vítimas mortais ou feridos.

In DN

Embarassed Rolling Eyes Twisted Evil

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Bullying Empty Re: Bullying

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Ir para o topo Ir para baixo

Ir para o topo


 
Permissão neste fórum:
Você não pode responder aos tópicos