FMI diz que PEC é um "plano forte"

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Mensagem por ricardonunes em Qui Mar 18, 2010 12:08 pm

Fundo Monetário Internacional considera que o Programa de Estabilidade e Crescimento de Portugal "é um plano forte", mas sublinha que o sucesso depende da implementação das medidas anunciadas.

"Ainda não tivemos oportunidade de discutir [o PEC] com as autoridades, mas certamente que parece, de uma maneira geral, apropriado não só no cenário macroeconómico, que é realista, mas também nos planos e nas medidas que estão contempladas", disse a porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Caroline Atkinson.

A porta-voz sublinhou, no entanto, que "o sucesso depende da implementação das medidas" anunciadas no documento, concluindo que "a primeira impressão é a de que é um plano forte".

O comentário positivo do FMI junta-se, no mesmo sentido, ao do presidente da Comissão Europeia e do responsável da OCDE.

Na segunda feira, o Governo entregou o PEC na Assembleia da República, revendo em alta o valor da dívida pública deste ano, que passa de 85,4 por cento do Produto Interno Bruto para 86 por cento, devido à contracção de 0,2 por cento da economia no último trimestre de 2009.

A trajectória da dívida pública, uma das principais alíneas analisadas pelas instituições económicas internacionais na análise do PEC português, passa assim de 86 por cento este ano, para 89,4 no ano seguinte, 90,7 em 2012 e 89,8 em 2013, o primeiro ano em que a dívida de Portugal ao exterior diminui o seu valor.

Os valores do défice das contas públicas, por outro lado, mantêm-se praticamente inalterados. O Executivo liderado por José Sócrates mantém a previsão de um défice de 8,3 por cento este ano e 6,6 por cento em 2011.

Para 2012, o PEC prevê um défice de 4,6 por cento, quando o valor previsto no documento de síntese que foi apresentado na semana passada previa um défice de 4,7 por cento. Para 2013, o valor mantém-se: 2,8 por cento, abaixo dos 3 por cento definidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.

JN
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Mensagem por ricardonunes em Qui Mar 18, 2010 2:38 pm

FMI, OCDE e Comissão apoiam plano de consolidação orçamental português

Rui Peres Jorge
rpjorge@negocios.pt



FMI diz que PEC é um "plano forte" Teixeiradossantosgra

O Programa de Estabilidade e Crescimento português obteve o pleno em termos de apoio das principais instituições que “vigiam” Portugal. Depois de OCDE e Comissão Europeia, foi agora a vez do FMI.

Questionado pelo Negócios, a porta-voz do FMI, respondeu “ainda não tivemos oportunidade de discutir o plano com as autoridades em detalhe, mas parece apropriado em termos gerais”. Caroline Atkinson, frisou que “é claro que a o seu sucesso depende das medidas serem completamente implementadas, mas a nossa primeira impressão é da de se trata de um plano forte”.

A porta-voz do fundo evidenciou as “projecções macroeconómicas realistas”, descrição que aplicou também quer às metas quer às medidas preconizadas pelo Governo. Com estas declarações, o FMI junta-se à Comissão Europeia e à OCDE no elogio ao PEC nacional.

Na semana passada, Angel Gurria, o secretário geral da OCDE, considerou que o plano português "vai na direcção de manter a confiança dos mercados" para além de "apoiar o crescimento ao mesmo tempo que assegura a sustentabilidade financeira" do país. Já esta semana, Durão Barroso, o presidente da Comissão afirmou que o PEC é “credível, ambicioso e exequível”.

O apoio do FMI, da OCDE e da Comissão alinha com a maioria das opiniões de economistas internacionais ouvidas pelo Negócios a semana passada, entre elas a Economist Intelligence Unit e a IHS Global Insight. Nessa altura apenas o economista da Roubini Global Economics considerou que Portugal deveria ir mais longe em termos de cortes de despesa.

O PEC traça a rota para que o défice regresse abaixo do limite de 3% em 2013, depois de ter atingido o valor histórico de 9,3% do PIB em 2009. Para isso o governo vai principalmente cortar em despesas sociais, despesas com pessoal e investimento.

O documento, que será apreciado na Assembleia da República no próximo dia 25 para seguir depois para Bruxelas, prevê ainda limites às deduções fiscais com despesas de saúde e educação, e um plano de privatizações de 17 empresas com o objectivo de arrecadar 6 mil milhões de euros até 2013.
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