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Politização da ciência

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Mensagem por Viriato Sab Abr 03, 2010 2:09 am

Politização da ciência


Os critérios de exclusão dos homossexuais masculinos de dar sangue não resultam de descriminação assente em preconceitos. Resultam da evidência científica existente até à data, que permite assegurar o menor risco de contaminação do sangue por infecções virais de vários tipos.


Como já o ano passado aqui escrevi, por três vezes, o direito a receber sangue com o menor risco possível de transportar doenças é superior ao direito de dar sangue. Este assunto não é político mas científico. O que está em causa não são ideologias mas evidências científicas. O que está em causa é a saúde pública.


Vale ainda a pena ler:

Summary of International Policies relating to the Exclusion of Men who have Sex with Men from Blood Donation

Exclusion of Men who have Sex with Men from Blood Donation
Terrence Higgins Trust

Should men who have ever had sex with men be allowed to give blood? No

Should men who have ever had sex with men be allowed to give blood? Yes

Parece-me bastante perigosa esta forma de manter na agenda política um tema que causa sempre muita troca de opiniões, a maior parte delas desinformadas e apenas politicamente correctas. Em ciência no geral, na medicina em particular, o que hoje se considera ser o mais adequado pelos dados e pelos estudos que existem, amanhã pode mudar. Aliás está sempre a mudar. Precisamente porque surgem novos dados científicos que suportam outras conclusões. Decorrem vários estudos sobre o assunto e a verdade é que ainda não há evidência suficiente que permita aos decisores dos vários comités internacionais mudarem as recomendações existentes. Classificar o questionário distribuído aos possíveis dadores de sangue como um bocadinho intrometido, como o faz Nuno Magalhães, é o mesmo que considerar que as perguntas de uma história clínica são demasiado íntimas.


Será que o Parlamento não quer votar uma resolução em relação aos critérios a observar na escolha dos doentes que beneficiam de determinadas terapêuticas anticancerosas? Não são todos os doentes com cancro da mama que fazem terapêutica com Trastuzumab. Estamos a ser discriminatórios, sim, mas por razões de segurança para os doentes e por sabermos que nem todos os cancros da mama se comportam da mesma forma e que, portanto, muitas doentes não beneficiarão dessa terapêutica.


Será que este é um bom serviço que os deputados estão a prestar a todos os cidadãos?

publicado por Sofia Loureiro dos Santos
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