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Deplorável espectáculo !

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Mensagem por Viriato Ter Maio 18, 2010 3:43 am

Deplorável espectáculo !

Ana Jorge: «Ministério não é o paizinho dos hospitais»

A ministra da Saúde, Ana Jorge, apelou hoje à «boa gestão» dos hospitais e pediu responsabilidades às unidades pelos seus gastos e cumprimento dos contratos-programa, recusando que o Ministério sirva de «paizinho» dos hospitais.
«Não é necessário que o Ministério ou os seus organismos sirvam quase de um paizinho que tem de andar a acompanhar periodicamente os hospitais para eles cumprirem aquilo que são as regras que vêm na contratualização», advertiu a ministra, durante uma visita ao Hospital Geral do Centro Hospitalar de Coimbra.
Ana Jorge falava aos jornalistas a propósito da subida da dívida dos hospitais à indústria farmacêutica e do relatório do Tribunal de Contas que conclui que estas unidades estão a atrasar o pagamento aos fornecedores porque o Estado, no contrato-programa que define o financiamento das mesmas, não paga algumas actividades da prestação de cuidados.

A Lusa divulgou hoje dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) que apontam para uma subida da dívida dos hospitais à indústria farmacêutica, no primeiro trimestre, de 13,6 por cento, para 742 milhões de euros. Em média, segundo o relatório de Março da Apifarma, os hospitais demoravam 10 meses a pagar aos fornecedores da indústria farmacêutica.
…/…

É natural perder-se a cabeça quando se está confrontado com a responsabilidade de deixar o Ministério da Saúde com o pior défice da sua história. Até dá para fazer tábua rasa do que é dito no relatório do Tribunal de Contas: …” que conclui que estas unidades estão a atrasar o pagamento aos fornecedores porque o Estado, no contrato-programa que define o financiamento das mesmas, não paga algumas actividades da prestação de cuidados”…

Correia de Campos nunca alijaria responsabilidades, para cima dos dirigentes, mesmo que a primeira responsabilidade fosse destes. Tratava, no sítio próprio, como deve ser, as questões que havia a tratar. Acompanhava o sistema de saúde bem como o desempenho das respectivas unidades. Preocupava-se com a sustentabilidade do SNS procurando minorar os riscos que este enfrentava. Tinha muitos defeitos mas, claramente, tinha outra envergadura.

Neste fim de ciclo assistimos ao deplorável espectáculo do exercício indigno da falta de coragem e da fuga às responsabilidades.

Afinal a responsabilidade política começa e acaba onde? Quantos dirigentes dos hospitais foram avaliados? Quantos foram demitidos neste últimos três anos? Qual a dívida do Estado (ACSS e ADSE) aos hospitais públicos? Qual o controlo da pseudo-inovação por parte do MS? Quem é o responsável pelo descalabro com a despesa nas farmácias do ambulatório? E pelo desastre da reforma dos cuidados de saúde primários? E pela atabalhoada fuga de médicos de família, por reforma, que deixarão até ao final do ano mais de um milhão de portugueses sem médico de família?

Infelizmente, em Portugal, a responsabilidade política não existe. Gastaram-se milhões de euros com a histeria da (pseudo) gripe. A palavra de ordem foi gastar à tripa forra. Comprar simpatia e popularidade prometendo aumentos e promoções às corporações. Se fosse por diante o dislate prometido aos médicos e aos enfermeiros seriam, pela certa da mesma maneira, responsabilizados os gestores hospitalares pelo descalabro das contas que lhes seriam impostas pelo MS.

É assim de inauguração em inauguração que se escreve o fim da história do SNS num quadro de desorientação e de falta de ética política.
De facto há coisas que se tem ou não tem. A ética, a grandeza de carácter e a coragem são alguns exemplos.


posted by xavier


Bem podem agradecer a Manuel Alegre ter imposto esta senhora num dos ministérios mais complexos do país....
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Mensagem por Joao Ruiz Ter Maio 18, 2010 6:08 am

Correia de Campos nunca alijaria responsabilidades, para cima dos dirigentes, mesmo que a primeira responsabilidade fosse destes. Tratava, no sítio próprio, como deve ser, as questões que havia a tratar. Acompanhava o sistema de saúde bem como o desempenho das respectivas unidades. Preocupava-se com a sustentabilidade do SNS procurando minorar os riscos que este enfrentava. Tinha muitos defeitos mas, claramente, tinha outra envergadura.

E tinha um projecto com princípio, meio e fim!

Não se vê, nem um pálido esboço do dinamismo anterior, com esta ministra e diria mesmo que a reforma da saúde parou no tempo, com todas as graves consequências, que daí advêm para todos nós.

Correia de Campos tinha apenas um problema, quanto a mim - não conseguia explicar da melhor maneira o porquê das suas tomadas de posição e isso levou a que, muitas vezes fosse injustamente acossado.

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