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Quirguizistão

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Jun 13, 2010 10:34 am

Rússia dá apoio mas não tropas ao Quirguizistão

por HELENA TECEDEIRO
Hoje

Quirguizistão Ng1304773

Forças de segurança autorizadas a disparar sem aviso prévio. Confronto entre quirguizes e usbeques já fez 69 mortos.

Depois de Osh, a segunda maior cidade do Quirguizistão, os confrontos entre quirguizes e a minoria usbeque chegaram ontem a Djalal-Abad, onde as autoridades decretaram também o estado de emergência. A Presidente interina, Rosa Otounbaieva, lamentou que a situação esteja "fora de controlo", tendo feito 69 mortos e 850 feridos e autorizou as forças da ordem a disparar sem aviso prévio.

A Rússia, a quem Bishkek pediu ajuda, já enviou apoio humanitário, mas rejeitou mandar tropas para a ex-república soviética da Ásia Central. "Trata-se de um conflito interno e, por agora, a Rússia não vê condições para participar na sua resolução", afirmou Natalya Timakova, porta-voz do Presidente Dmitri Medvedev, citada pelas agências de notícias russas. O Kremlin anunciou ainda estar a consultar outros parceiros regionais para encontrar uma resposta para a crise no Quirguizistão. E os 150 militares russos estacionados junto à capital quirguize receberam ordens para não intervir.

Entretanto, um avião com ajuda humanitária e medicamentos aterrou no Quirguizistão, com a missão de levar os feridos graves dos últimos conflitos. A violência entre gangues quirguizes e usbeques começou em Osh na noite de quinta para sexta-feira, com vários carros a serem queimados e alguns prédios incendiados.

Segundo testemunhas citadas pela BBC, várias pessoas foram baleadas ontem. A televisão quirguize estava a noticiar que a fronteira entre o Quirguizistão e o Usbequistão foi encerrada para evitar a fuga da minoria usbeque. Centenas de pessoas amontoaram-se naquele local para fugir aos confrontos. O Governo interino, no poder desde o afastamento do presidente Kurmanbek Bakiev, em Abril, apelou aos militares para resolverem a situação e evitarem "uma guerra civil".

In DN

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Última edição por João Ruiz em Seg Jun 14, 2010 6:12 am, editado 1 vez(es)

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Quirguizistão Empty Conflitos étnicos já provocaram 117 mortos e 1500 feridos

Mensagem por Joao Ruiz Seg Jun 14, 2010 6:12 am

Conflitos étnicos já provocaram 117 mortos e 1500 feridos

por Lusa
Hoje

Quirguizistão Ng1305176

Os confrontos étnicos no sul do Quirguistão, que começaram na quinta-feira, já provocaram 117 mortos e perto de 1500 feridos, de acordo com um novo balanço do Ministério da Saúde quirguize.

“O número de mortos nas regiões de Och e Djalal-Abad atingiu os 117”, afirmou o ministério em comunicado, acrescentando que 1485 pessoas ficaram feridas, das quais 779 estão hospitalizadas.

O Quirguistão decretou no domingo o estado de emergência e foi dada ordem aos soldados para ?dispararem à vontade? para acabar com os confrontos.

In DN

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Quirguizistão Empty Confrontos étnicos causaram 170 mortos e 1700 fe

Mensagem por Joao Ruiz Ter Jun 15, 2010 4:35 pm

Confrontos étnicos causaram 170 mortos e 1700 feridos

por Lusa
Hoje

Quirguizistão Ng1305176

O número de vítimas dos confrontos étnicos no Quirguistão aumentou hoje para 170 mortos e mais de 1700 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde quirguize.

Mais de 100 mil refugiados, na sua maioria mulheres de origem uzbeque, chegaram ao vizinho Uzbequistão desde o início da violência na passada sexta feira no sul da pequena república da Ásia central, de acordo com o vice primeiro ministro uzbeque, Abdullah Aripov, que anunciou na segunda feira o encerramento da fronteira.

A partir de Genebra, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) avaliou em cerca de 80 mil o número de refugiados que conseguiram chegar ao Uzbequistão.

De acordo com o Ministério da Saúde quirguize, os maiores confrontos registaram-se em Osh e Jalalabad.

O anterior balanço das autoridades uzbeques dava conta de 138 mortos, contra os actuais 170.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Jun 16, 2010 5:35 am

ONU lança operação para ajudar refugiados de Och

por LUÍS NAVES
Hoje

Quirguizistão Ng1305999

Ex-presidente acusado de fomentar violência e há 200 mil pessoas em fuga

Os motins nas cidade de Och e Jalal-Abad, no Quirguizistão, acalmaram ontem, mas a crise no Vale de Fergana pode ainda agravar-se e ameaça envolver países vizinhos, nomeadamente o Usbequistão. A ONU lançou ontem uma operação humanitária em larga escala e o governo provisório acusou o antigo presidente Kurmanbek Bakiev, que se encontra exilado desde Abril, de estar na base da violência.

Ontem, em Och (a segunda cidade do país) ouviram-se apenas tiros esporádicos, mas à noite houve tiros de artilharia, a indicar um possível agravamento. A limpeza étnica de uzbeques parece ter sido extensa. Os tumultos no Quisguizistão começaram quinta-feira e tornaram-se mais violentos no fim-de-semana, causando mais de 170 mortos e 1700 feridos.

Refugiados de etnia uzbeque continuam a fugir para a fronteira com o Usbequistão, onde já se acumularam mais de 100 mil pessoas. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados calculou o número de deslocados em 200 mil e a Cruz Vermelha refere-se a um balanço de "centenas de mortos". Já está em curso uma ponte aérea para levar alimentos e medicamentos para os refugiados.

Os incidentes começaram quando grupos de jovens quirguizes atacaram casas e negócios de uzbeques, em incidentes que as autoridades de Bishkek foram incapazes de controlar. Há relatos de ataques de carácter étnico, e entre as vítimas contam-se muitas mulheres e crianças. Houve também numerosas violações.

As duas cidades onde se registou a violência ficam no sopé do Vale de Fergana, zona que se prolonga pelo Uzbequistão e Tajiquistão e onde vive a maior parte da população da Ásia Central. O Quirguizistão tem uma posição estratégica neste contexto e é o único país do mundo com uma base russa e outra americana. Muitos analistas temem que a desestabilização se propague a todo o Vale de Fergana e que a verdadeira intenção dos tumultos seja a de facilitar a ascensão de grupos islamitas.

Ontem, a presidente interina do Quirguizistão, Rosa Otounbaieva, referiu que o seu país não deverá necessitar de uma força de paz. Otounbaieva disse que as autoridades estavam a controlar Jalal-Abad e admitiu que "há lugares onde se sente grande tensão". Refira-se que, no fim-de-semana, uma organização regional liderada pela Rússia recusou enviar tropas para este conflito.

O governo provisório do Quirguizistão acusa o filho do ex-presidente Bakiev de ter organizado os tumultos. "Isto estava bem organizado e o filho do antigo presidente, Maxim Bakiev, financiou os motins", afirmou o vice-presidente interino, Almazbek Atambaev. O poder em Bishkek exige a extradição do antigo governante, que foi derrubado em Abril, após protestos cuja repressão fez 87 mortos.

Quirguizes e uzbeques têm origem turca e más relações entre si. O antagonismo foi exacerbado pelas divisões territoriais que Estaline impôs na região. Embora maioritários na Ásia Central, os uzbeques são minoritários no Quirguizistão (15% a 20%) e os quirguizes olham com desconfiança para a sua afluência.

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Jun 19, 2010 10:58 am

Tragédia asiática já afecta um milhão de pessoas

por LUÍS NAVES
Hoje

Quirguizistão Ng1307597

Número de pessoas afectadas pela crise intertétnica continua a aumentar e Governo ainda não garantiu controlo do Sul.

O balanço de vítimas da crise na Ásia Central não pára de subir. A Organização Mundial de Saúde referiu ontem o número de um milhão de afectados pelo surto de violência interétnica que estalou nas cidades de Och e Jalal-Abad, no Sul do país. E a presidente interina do Quirguizistão, Rosa Otun- baieva, no final de uma visita à região atingida, admitiu que os números oficiais de 192 mortos e 2000 feridos "tinham de ser multiplicados por dez".

Otunbaieva prometeu que se iria realizar o referendo constitucional marcado para dia 27, necessário para legitimar o poder provisório que resultou dos distúrbios de Abril, cuja repressão matou 87 pessoas. Estes protestos levaram à queda do anterior presidente, Kurmanbek Bakiev, que se refugiou na Bielorrússia. As actuais autoridades de Bishkek acusam Bakiev de ter provocado a nova vaga de violência.

Os distúrbios interétnicos começaram na semana passada e agravaram-se no fim-de-semana. Grupos de quirguizes atacaram casas e negócios da etnia minoritária usbeque. Há relatos de grande violência, dirigida a mulheres e crianças. Muitas casas foram destruídas e centenas de milhares de pessoas puseram-se em fuga.

Os novos números das agências humanitárias são impressionantes. A Organização Mundial de Saúde fala em 700 mil deslocados e 300 mil refugiados. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, dirigido por António Guterres, tem por agora estimativas mais baixas, de 300 mil deslocados internos e 100 mil refugiados. Estes últimos estão no lado usbeque da fronteira entre Usbequistão e Quirguizistão, que não é muito distante das cidades afectadas.

"No Usbequistão, 90% das pessoas deslocadas são mulheres e crianças. Estão em péssima condição psicológica e necessitam de ajuda imediata", explicava ontem Christiane Berthiaume, da UNICEF, citada pela AFP. Uma porta-voz da ONU afirmava por seu turno que "havia grande tensão" no sul do Quirguizistão, onde a "situação era muito instável", com "violência esporádica e agressões".

Os analistas políticos temem que a instabilidade venha a ameaçar outros países desta região estratégica da Ásia.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Jun 28, 2010 6:23 am

Quirguizes escolhem democracia

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Quirguizistão Ng1311375

Rosa Otunbaieva diz que, apesar do clima de violência, maioria de eleitores aprovou nova Constituição

Os quirguizes escolheram ontem trocar a autocracia do regime presidencialista que até agora vigorava pela democracia parlamentar. O anúncio de que a nova Constituição foi adoptada pela maioria dos eleitores do Quirguizistão foi feito pela própria presidente interina da ex-república soviética da Ásia Central, Rosa Otunbaieva, apenas duas horas após o encerramento das urnas de voto. 62% terão votado a favor, mas resultados oficiais só nos próximos dias.

"A nova Constituição foi adoptada apesar dos ataques selvagens dos seus opositores. O referendo realizou-se e 65,1% dos eleitores participaram nele. O povo pôs um ponto final aos tempos da governação autoritária e familiar", declarou, citada pela AFP, referindo--se ao antigo presidente quirguiz Kurmanbek Bakiev. Este fugiu do país após a revolta sangrenta de há dois meses e está na Bielorrússia.

Rosa acusa-o de instigar os confrontos étnicos que nas últimas semanas abalaram Och, cidade da zona Sul do Quirguizistão. 283 é o balanço oficial de vítimas mortais do conflito entre a maioria quirguize e a minoria usbeque. Naquela zona onde as tensões entre as duas etnias são históricas e têm por vezes que ver com desigualdades em termos económicos, as autoridades levantaram o recolher obrigatório para facilitar o voto. Mas voltarão a impô-lo agora. Rosa fez questão de votar em Och, para mostrar que não tem medo.

Isto depois de muitas organizações não governamentais terem criticado a decisão de realizar a consulta popular. E de a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, OSCE, ter recusado enviar observadores por motivos de segurança. Esta decisão bem como o repatriamento de dezenas de milhares de refugiados "para zonas quase inabitáveis" arrisca-se a tornar a situação "ainda mais instável do que já é", advertiu a Human Rights Watch.

No referendo de ontem, nem Bakiev nem Askar Akiev foram votar nas embaixadas dos países em que se encontram actualmente exilados, respectivamente, Bielorrússia e Rússia, segundo noticiou agência AKIpress. 2,3 milhões de eleitores quirguizes foram chamados a aprovar ou a rejeitar a nova Constituição, que tira o poder das mãos do presidente para o dar ao Parlamento do Quirguizistão. Rosa é também confirmada como Chefe do Estado interina até às presidenciais de 2011.

A votação foi seguida com bastante atenção no estrangeiro, principalmente pelos EUA e Rússia, pois ambos têm bases militares em território quirguize. A ex-república soviética é, aliás, o único país do mundo que tem bases dos dois ex-inimigos da Guerra Fria. Quinta-feira, em Washington, os presidentes americano e russo, Barack Obama e Dmitri Medvedev, concordaram em coordenar a ajuda humanitária para o país.

EUA e Rússia não querem outro foco de tensão na zona, para além do Afeganistão. Medvedev diz que o Quirguizistão está dividido. Mas Rosa recusou esta ideia em declarações ao jornal El País. "Os quirguizes são muito incómodos para os seus vizinhos. Não nos podem caracterizar como se fôssemos um viveiro de extremistas. Não somos bárbaros nem feras."

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