Vagueando na Notícia


Participe do fórum, é rápido e fácil

Vagueando na Notícia
Vagueando na Notícia
Gostaria de reagir a esta mensagem? Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar.

Artes

Ir para baixo

Artes Empty Artes

Mensagem por Joao Ruiz Qui Ago 05, 2010 6:06 am

.
Velhos cinemas renasceram...

por ISALTINA PADRÃO, com JOANA DE BELÉM
Hoje

Artes Ng1327006

O cinema chegou a Portugal há mais de cem anos, seis meses após a sua estreia em Paris.

O Real Coliseu de Lisboa foi a primeira sala a exibir filmes no nosso país. A partir daí, em cada bairro havia um espaço para assistir a uma fita. Os tempos mudaram, chegaram os centros comerciais onde passaram a concentrar-se várias salas. Alguns dos mais 'velhinhos' sofreram remodelações e permanecem como cinema ou espaços culturais. Outros deram lugar a espaços comerciais ou a igrejas, hotéis, supermercados ou bares. Sobram os que tiveram pior sorte, acabando por ficar ao abandono ou tendo mesmo sido demolidos. O DN deixa aqui alguns exemplos situados em Lisboa e Porto.

Seis meses após a estreia mundial do cinema em Paris, eis que as fitas chegam também a Portugal. Foi há mais de cem anos, concretamente em 1896, que surgiu a primeira sala de cinema no Real Coliseu de Lisboa, nos Anjos, onde hoje está instalada a garagem Auto Lis. A partir daí, passaram a proliferar salas de cinema um pouco por toda a cidade.

Os tempos mudaram, mas algumas das salas mais emblemáticas de Lisboa e Porto sofreram transformações, tendo conseguido, no entanto, sobreviver como espaços culturais, onde o cinema coabita com outras artes performativas. Em Lisboa, o São Jorge, o Nimas e o Turim são três dos casos mais relevantes que renasceram das cinzas e vingaram como oferta artística. Já no Porto, foi no Nun'Álvares que as bobines voltaram a funcionar.

No São Jorge, que nasceu nos anos 50, as películas passaram durante 30 anos numa só sala com capacidade para dois mil lugares. Em 1982, com o aparecimento das salas multiplex, criaram-se três salas. "No ano 2000, a câmara adquiriu o São Jorge para evitar que o espaço se transformasse num qualquer projecto imobiliário", disse ao DN Paulo Braga, do Conselho de Administração da EGEAC, empresa municipal que gere o cinema desde 2003.

Nesse ano, a vertente de cinema independente, que já existia, foi reforçada e é aqui que as pessoas podem assistir a ciclos não comerciais, nomeadamente ao IndieLisboa, Festival de Cinema Francês, ToquioLisboa, MOTELx (terror), Kino - mostra de cinema de expressão alemã, Monstra (animação), ou Queer (gay&lésbico). Enquanto o São Jorge começou por passar filmes ditos comerciais, evoluindo para os independentes, com o Nimas e o Turim deu-se uma espécie de mix, para cativar vários públicos.

"Durante 30 anos, o Nimas passou filmes de autor. Com o aparecimento dos centros comerciais, começou a perder público. A Medeia Filmes decidiu oferecer novas alternativas para evitar que o espaço fechasse", frisou Miguel Branco, actual responsável pelo espaço e pela programação. Manter a filosofia do "velho" Nimas foi o objectivo, mas numa vertente multicultural. Por ali, passa música alternativa, teatro, exposições de todo o tipo e cinema. Desde Setembro de 2009 que é assim.

Também o Turim, em Benfica, passou cinema alternativo, entre 1983 e 2007. A 20 de Maio deste ano, o espaço reabriu após três anos de obras, com uma peça de teatro. De então para cá, a programação tem alternado com cinema e teatro. A partir de Setembro, a ideia é passar filmes à 2.ª e 3.ª e teatro nos restantes dias.

No Porto, o Nun'Álvares esteve encerrado quatro anos, mas há seis meses abriu portas com programação regular. É o único sobrevivente no centro da cidade, que nos últimos anos viu fechar uma série de salas - já teve 50, actualmente resta apenas esta. O renascer do emblemático espaço surgiu pela mão de um jovem empresário angolano, Elias Macovela, que equipou a sala com equipamento 3D e tem tentado conciliar a exibição de cinema comercial com cinema de autor.

In DN

Artes 00020436

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Quando o drama é a vida real

Mensagem por Joao Ruiz Sab Ago 21, 2010 10:56 am

.
Quando o drama é a vida real

por SOFIA FONSECA
Hoje

Artes Ng1333047

Na televisão vêmo-los todos os dias a dar vida a dramas comuns: falta de trabalho, condições laborais precárias, dependências, ansiedade, frustração e até como lidar com a fama. O pior é quando um destes dramas se torna a vida real de um actor, não importa a idade ou o sexo

É a última oportunidade para José Carlos Pereira. Esta semana, o actor deu um concerto de despedida no Algarve, pôs um ponto final na sua participação na novela Mar de Paixão e retirou-se para, durante três meses, tratar-se de um "problema grave", no estrangeiro. "Ele já esteve dois anos de castigo", lembra uma colega, referindo-se ao tempo em que a estrela das novelas da TVI foi afastada de Baía das Mulheres e só voltou a trabalhar em Morangos com Açúcar. Aprendeu a lição, mas teve uma recaída e vai agora submeter-se a um "tratamento rigoroso". O drama também atinge os actores na vida real.

Quem anda diariamente nos corredores da Plural, a produtora que faz as novelas da TVI, garante que droga e álcool não são compatíveis com a representação. "É um trabalho tão violento que, se alguém se mete nisso, rebenta, não aguenta", comenta Isabel Medina. A actriz salienta que não é ingénua ao ponto de achar que os actores não usem drogas numa noitada, mas garante que "não faz parte do trabalho". Se há droga, ao pé de mim não passa. Quando estão fora do plateau não sei, mas lá nunca vi ninguém alterado", concorda Manuela Couto, que dirige o departamento de elencos da Plural.

Pelo que dizem, abusos não são permitidos. "Há um actor que costuma ir para a farra e que às vezes bebe; já o ameaçaram duas ou três vezes que não fará mais novelas", diz a fonte inicial. "É-se logo chamado, porque atrasam tudo no estúdio, os outros actores ficam aborrecidos, está-se a perder dinheiro", comenta, lembrando que matar a personagem ou mandá-la fazer uma viagem sem regresso são ameaças com que os responsáveis podem acenar e acenam.

Foi isso que fizeram a Glória Férias, que, em 2006, foi afastada de Dei-te Quase Tudo, da TVI, por causa da dependência de drogas. José Carlos Pereira antecipou-se e pediu ajuda à estação que lhe dá trabalho. "O que a TVI fez foi estar do lado de alguém que precisa de nós, numa situação em que decide assumir", comentou na época o director de programas, André Cerqueira, sem querer extrapolar a questão da droga no mundo da televisão.

"Não tem a ver com mundos, tem a ver com pessoas". Virgílio Castelo, consultor da SIC para a ficção, concorda. "Há muita droga no mundo ocidental", desvia. Mas lá admite que "seria ingénuo dizer que não existe". "Todos temos conhecimento de casos de pessoas que tiveram problemas destes ou parecidos", comenta, salientando a diferença entre casos públicos e casos publicados.

Virgílio Castelo recusa-se a usar o caso de José Carlos Pereira como um exemplo ou bandeira do que quer que seja. Já para António Pedro Cerdeira, amigo do actor, o problema dele é outro. "Vejo-o com a dependência de se portar mal." E quem o faz deixa de ter trabalho. O que também pode acontecer a quem protesta de mais ou levanta muitos problemas. "Riscam-nos logo", diz a fonte anónima. Ou a quem veio da comédia. Ou a quem já ultrapassou uma certa idade.

Que o diga Natalina José, 71 anos, que está sem trabalho há algum tempo. "Há algum tempo, é favor!", dispara. Não sabe é porquê. "É uma coisa que eu gostava de saber. Nenhum de nós, os que estamos arredados há muito tempo, percebe", diz. "Já fiz de filha, mãe, avó. Também posso fazer de bisavó", sugere.

A idade é um dos maiores entraves. "As histórias que se escrevem são centradas em personagens que têm entre 30 e 40 anos. Todos os outros que ficam de fora e que até há pouco tempo tinham trabalho estão com mais dificuldades", explica Virgílio Castelo. "Só entram dois ou três por novela. Há actores que foram estrelas e que agora estão na miséria", alerta Isabel Medina. Não é ainda o caso de Natalina José. "Temos de ser como a formiga", comenta, afirmando que deita a mão ao que houver. E, ultimamente, o que tem havido é um espectáculo de revista itinerante intitulado É Só Rir, ao lado de Octávio de Matos, outro que está afastado da televisão faz tempo. "Vai tapando buracos", afirma.

Mas a actriz não sabe se um dia não precisará de recorrer à família. "É uma coisa que detesto: deixar tudo e ir viver com a minha filha, mas, se isto continua assim, mais um tempo e terá de ser", lamenta. "Faço contas ao tostão", admite. Garante, apesar disso, que nunca desanima. Mas nem todos reagem da mesma forma.

António Pedro Cerdeira ainda só tem 40 anos e, apesar de ser presença assídua nas novelas da TVI, lembra que já penou com falta de trabalho, por volta de 2006. "Comecei a entrar numa onda de depressão, já não me apetecia sair de casa, só queria era dormir. Há uma fragilidade muito grande, julga-se que não se presta", lembra acerca desses tempos.

"Acabei por ter problemas financeiros", admite, dando graças ao fundo maneio que tinha. É que até trabalhos pontuais que tentou não ajudaram. "Ou não pagam ou demoram três meses a pagar", acusa. Manuela Couto, que não decide mas que está "metida neste jogo de dar emprego às pessoas", conhece "vários casos" de colegas em dificuldades. "Telefonam, pedem e... é muito complicado", comenta.

Natalina José, que está do outro lado, diz o mesmo. Mas salienta que ninguém tem razões de queixa em relação ao seu trabalho, até porque Aqui Não há Quem Viva, um dos últimos projectos em que participou, está actualmente em reposição no horário nobre da SIC. "Repetem e nós não ganhamos um tusto", lamenta. "Bem sei que nós assinamos um contrato em que cedemos os direitos de imagem...", acrescenta.

"O mundo das novelas é o mais violento, mas é o que dá de comer aos actores", resume Isabel Medina. No entanto, sem querer falar em valores, alerta que os salários praticados actualmente são menores do que no passado. Um alerta que Carla Bolito, da Plataforma dos Intermitentes, organismo que luta pelos direitos laborais dos actores, também faz. "Os cachês baixaram na ordem dos 15 por cento", concretiza. "Tem a ver com o aumento do número de produções. O orçamento para cada novela é menor", justifica Isabel Medina. Por isso, diz, RTP e SIC, que produzem menos, pagam melhor.

Os actores com contratos de exclusividade, casos de Alexandra Lencastre ou Margarida Marinho, são os mais bem pagos. Pelo menos, cinco mil euros mensais estão garantidos quando não estão a trabalhar, valor que duplica quando estão em alguma produção, apurou o DN. "Há actores que ganham realmente bem, que vendem, e isso tem de ser pago", comenta Manuela Couto. "São marcas", acrescenta Isabel Medina.

E, como tal, podem fazer certas exigências, como ter transporte para o estúdio a partir de casa (e não dos pontos de encontro pré- -definidos) ou ter um dia de descanso semanal além do fim-de-semana, como faz Margarida Marinho. Alexandra Lencastre não lhe segue o exemplo e vai-se mais abaixo.

"Os protagonistas estão lá de manhã à noite. É uma violência muito grande", confirma Isabel Medina. "Um actor pode ter uma carga horária de 12 horas se for protagonista", explica Manuela, que acha que a representação "é um óptimo escape" para os problemas reais. "Podem chorar, rir, gritar, dar um par de estalos...", ri--se. Uma regra que se aplica a todos, sem distinção.

Nos cachês já não é assim, pelo que um actor sem contrato de exclusividade mas com um papel importante e uma carreira já com provas dadas leva para casa cerca de três mil euros. Num escalão abaixo, os actores recebem entre 2000 e 2500, e noutro ainda mais baixo auferem 1200. Na base da tabela estão os jovens que se estreiam nos Morangos com Açúcar, que recebem 750 euros. Muito menos do que nas primeiras edições da novela juvenil, em que, apurou o DN, à excepção dos protagonistas, todos ganhavam cerca de 1500 euros.

"Comparando com o que eles ganham hoje, nós não ganhávamos mal", admite Diogo Valsassina, que integrou o elenco da segunda série de Morangos com Açúcar, já lá vão sete anos. Não revela quanto, mas garante que "chegava perfeitamente" para quem vivia em casa dos pais e só precisava do dinheiro para as suas "coisinhas".

"Ninguém ganha muito mal na televisão", comenta Manuela Couto. Também não quer concretizar valores, mas adianta que quem está a começar ganha acima do ordenado mínimo, e que há actores, os que vendem, "que ganham realmente bem".

Virgílio Castelo, que já trabalhou na NBP (actual Plural) e que agora lida com a SP Televisão (que faz as novelas da SIC), chama a atenção para a diferença que existe, necessariamente, entre um protagonista e um não protagonista. "Portugal deve ser dos países em que a diferença salarial é mais pequena", repara.

Mas a maioria dos actores já se dá por muito feliz por ter um salário. Isso significa que está a trabalhar. "Os actores têm de saber viver com duas coisas: a insegurança e a rejeição", alerta Virgílio Castelo, que se recusa a usar a palavra emprego quando fala daquilo que faz. "Não é uma profissão. É uma maneira de viver. É mais um sacerdócio que outra coisa qualquer", descreve.

Um sacerdócio sem vínculos contratuais, sem direito a baixa, subsídio de desemprego ou 13.º mês. "Trabalho há 36 anos e não sei o dia de amanhã. Não há garantias de nada", constata, sem queixumes. Porque, na sua opinião, isso é inerente ao ser actor. Mas há quem tente mudar as coisas (ver texto secundário), e Virgílio Castelo é um dos que defende mudanças.

Todos sabem que ser actor é assim mesmo, mas nem todos lidam tão bem com isso. "Não sei a quem é que me hei-de dirigir", assume Carlos Areia, sem trabalho e sem salário desde Outubro do ano passado, quando deixou de fazer rábulas no programa As Tardes da Júlia, da TVI. "Já tentei saber os contactos de quem tem poder de decisão. Já pedi a amigos para interferirem de alguma forma, mas não surtiu efeito. Tenho de mandar afiar a lança, porque devo estar a acertar no alvo errado", brinca, apesar de tudo, o actor com mais de 30 anos de carreira. "Se fosse empregado de balcão, saberia onde tinha de me dirigir, mas sou actor e não faço ideia", repete.

"Nunca pensei chegar aos 66 anos e ver-me confrontado com uma situação destas", comenta, admitindo que já falou com algumas pessoas que lhe deram negas. "Dizem que os projectos que têm neste momento não são para mim."

Sem vontade de rir, montou o espectáculo E Porque Não Te Ris?, em que sobe ao palco com a filha, a actriz Cristina Areia. "Pensava que teria uma representação por mês. Mas não. Se tive cinco este ano, é muito. As câmaras municipais não têm verbas para comprar os espectáculos", lamenta.

Por isso e porque prefere estar como está do que "andar armado em lambe-botas", já teve de pedir dinheiro emprestado aos amigos. Afinal, tem renda de casa, prestação do carro e contas para pagar. "Está tudo em dia", assegura. Mas não sabe quanto tempo aguentará se continuar sem trabalho. "Até tenho medo de fazer as contas", diz. E o pior é que não sabe porque está na prateleira. Acha que não se deve à polémica de ter uma namorada menor nem à sua própria idade. "Em qualquer projecto há papéis para miúdos de 20 ou para pessoas de 60", afirma.

É verdade. Só que a falta de trabalho também atinge os mais novos. Diogo Valsassina, que curiosamente fez de filho de Carlos Areia na segunda série de Morangos com Açúcar, em 2004, esteve um ano parado. Após o sucesso na novela juvenil, a mesma que lançou Cláudia Viera e Rita Pereira, o actor ainda fez Ilha dos Amores, mas depois deixou de receber propostas. Porquê? "Não faço a menor ideia", diz o jovem, agora com 23 anos. "Nos Morangos, dei tudo o que tinha e o que não tinha para aproveitar aquela oportunidade. Na Ilha dos Amores, percebi depois, poderia ter aproveitado a oportunidade de melhor forma, poderia ter-me dedicado mais e ter feito de outra maneira", admite.

Sem trabalho, quando surgiu a hipótese de experimentar a apresentação no programa Curto Circuito, da SIC Radical, não hesitou. "Achei que seria um desafio interessante. Tenho muitas saudades da representação, sei que vou voltar, mas foi mais uma forma de aprender muitas coisas e de crescer", avalia. Passou um ano e meio. E não teve convites para voltar a trabalhar como actor. "Saí da TVI e fui para a SIC. Era difícil surgir uma proposta da TVI. Agora as pessoas da SIC já começam a perceber se valho a pena", diz, com esperança de vir a ser chamado para um projecto de ficção da estação.

Ainda nos tempos de Francisco Penim, chegou a ser sondado para Floribella e Rebelde Way. "Achei que era muito similar aos Morangos, e não aceitei. Queria dar um passo à frente", conta. Se fosse agora, a história seria outra. "Daria prioridade à representação, com todo o respeito pelo pessoal do Curto Circuito".

A avó é a culpada desta paixão de Diogo Valsassina. Habituada a vê-lo a fazer teatrinhos em casa, decidiu inscrevê-lo e levá-lo a um casting no Teatro Vasco Santana, em Lisboa. Passou e integrou o elenco da novela Jardins Proibidos, protagonizada por Vera Kolodzig, ao mesmo tempo que estudava. Nos Morangos com Açúcar já não foi assim. "Tinha acabado de fazer 17 anos e de entrar no 12.º ano. Ainda tentei conciliar, mas revelou-se impossível", afirma, lembrando que foram os próprios pais que, ao vê-lo sair de casa às 6.00 e regressar às 21.00, lhe sugeriram fazer uma pausa na escola. "Eles sabiam que era uma coisa que eu queria muito", diz.

A novela tornou-se a sua escola. E os colegas os seus amigos. E os anónimos com quem se cruzava na rua os seus fãs. "Há uma experiência que nunca vou esquecer. Uma semana antes da estreia dos Morangos, fui a uma discoteca com um grupo de amigos e foi tranquilo. Na semana a seguir, já depois da estreia dos Morangos, fui a uma discoteca com o mesmo grupo de amigos e foi muito estranho: as pessoas reconheciam-me, falavam comigo", recorda.

Não estava preparado para tanta popularidade. Nem ele, nem a produção. Psicólogo não havia. Só houve aquando da morte do actor Francisco Adam, num acidente de carro. Mas havia sempre alguém que os alertava para os perigos da televisão.

"Vejo muitos pais doidos para que eles entrem nesta vida, mas eu alerto-os imenso, mesmo a produtora, os coordenadores de projecto... para não largarem os estudos. Os Morangos podem ser uma rampa de lançamento mas também uma descida ao inferno", alerta Isabel Medina, que integrou a terceira temporada da novela juvenil, em 2005, como mãe dos protagonistas.

"Eu não podia ir ao centro comercial. Não podia ir ao cinema. Imagine isto com os miúdos! Eles adoravam isso, mas a mim assustava-me um bocadinho porque sabia que uns não iam continuar", conta. "Sei de casos que tiveram depressões terríveis, que não queriam estudar, que se meteram na droga...", enumera.

As festas a que iam por diversão ou a que marcavam presença a troco de um belo cachê também levaram alguns a enveredar por maus caminhos ou a meter-se em problemas. Tiago Felizardo, por exemplo, teve de levar dezenas de pontos na cara quando foi agredido numa discoteca. "Faziam essas presenças para ganhar dinheiro, e eram aliciados para o álcool e para a droga. Não estavam preparados. Eram muito novos", alerta a actriz, lembrando que Mariana Monteiro, então em início de carreira, lhe chegou a confidenciar, "muito aflita", que lhe haviam oferecido drogas.

A actriz esteve incontactável, mas Diogo Valsassina confirma que lhe aconteceu o mesmo. "Abriram-se muitas portas. Para coisas boas e para coisas más", constata, realçando que fez questão de não entrar na última. Lembra-se que lhe perguntaram se queria ir "fumar qualquer coisa" ou "ir lá atrás", mas não se recorda de ninguém que, graças a isso, tenha vivido situações mais complicadas.

"Posso estar com os olhos muito fechados, mas acho que nunca me deparei com isso", confessa.

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Lisboa vai perder calçada portuguesa

Mensagem por Joao Ruiz Qui Dez 09, 2010 9:04 am

.
Lisboa vai perder calçada portuguesa

por CARLOS DIOGO SANTOS
Hoje

Artes Ng1398600

O típico pavimento é conhecido como calçada portuguesa, mas são poucos os portugueses que apostam no seu potencial. Já foi criada uma escola de calceteiros e, em anos ante- riores, portugueses forma- vam pessoas de outros países. No futuro, arriscamo-nos a que sejam profissionais de outros países a ensinar aos portugueses os tru- ques deste pavimento. Em Lisboa, a sua área deverá encolher durante a próxima década

Foi criada uma escola municipal, há 24 anos, para que a arte não morresse. Há apenas quatro anos, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciava que queria duplicar o número de calceteiros. Em Dezembro desse mesmo ano, a autarquia colocou uma estátua em homenagem a estes profissionais. Actualmente prevê-se uma diminuição da calçada portuguesa em nome da comodidade.

Este é o sentido do novo Plano Director Municipal (PDM), para os próximos dez anos, que admite a substituição do característico pavimento português por um mais confortável para caminhar. "Não estão ainda determinados os locais onde iremos intervir, mas obviamente que a calçada portuguesa não será retirada dos bairros históricos." A garantia foi dada por Fernando Nunes da Silva, vereador da mobilidade da CML. Ao DN, o autarca salientou ainda que "aquilo que existe em algumas urbanizações recentes são várias pedras juntas, isto é, simulacros de calçada."

Porém, a falta de comodidade não é o único problema a estar na base desta substituição. Até porque, segundo Luísa Dornellas, chefe da Divisão de Formação da CML, "uma calçada [portuguesa] bem feita não é má para os saltos das senhoras, e pode até ser confortável".

Mas, quando se trata de locais inseguros para os lisboetas, a substituição do pavimento parece ser consensual. "Não sei em concreto o que prevê o PDM, mas duvido que haja uma substituição da calçada apenas por conforto. O que me parece razoável é que, em alguns pontos, a calçada seja trocada por pôr em causa a segurança dos cidadãos. Refiro-me por exemplo a locais com grande inclinação."

Ainda assim, Luísa Dornellas lembra que a calçada portuguesa tem, pelo menos, cinco vantagens sobre os outros pisos normalmente utilizados nas grandes cidades: "Em primeiro lugar tem robustez, durabilidade e é feita com materiais sustentáveis, ou seja, as pedras podem ser reutilizadas" afirmou a especialista, salientando que, "além de o tradicional pavimento português ser muito importante para a imagem da cidade, é de fácil lavagem e tem uma grande capacidade de absorção de águas pluviais."

Em nome do conforto ou da segurança, a verdade é que a calçada portuguesa parece estar "em vias de extinção". A substituição foi justificada com a maior comodidade de outros pisos, na esperança de que isso ajude à fixação de mais famílias e empresas em Lisboa.

In DN

Embarassed Rolling Eyes

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Museu 'perdeu' dez obras de Vieira da Silva

Mensagem por Joao Ruiz Qui Maio 26, 2011 8:47 am

.
Museu 'perdeu' dez obras de Vieira da Silva

por DN.pt
Hoje

Artes Ng1537177

Herdeiros de Jorge de Brito retiraram dez quadros do museu, cumprindo o decidido em reunião de Janeiro.

Anunciaram e cumpriram. Ainda não eram onze da manhã quando uma carrinha de transportes se apresentou no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, na Praça das Amoreiras, em Lisboa, para levantar dez quadros da pintora Vieira da Silva pertencentes aos herdeiros de Jorge de Brito.

In DN

Artes 11109

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Quadro de Botero vendido por um milhão de euros

Mensagem por Joao Ruiz Qui Maio 26, 2011 8:52 am

.
Quadro de Botero vendido por um milhão de euros

por Lusa
Hoje

Artes Ng1537589

Uma pintura do colombiano Fernando Botero foi vendida por 1,4 milhões de dólares (cerca de um milhão de euros) num leilão de arte latino-americana realizado quarta-feira pela Sotheby's em Nova Iorque.

Intitulada "Una Familia" (1996), a tela do artista, nascido em 1932, foi a que atingiu o preço mais elevado, logo a seguir a uma escultura em bronze do mesmo criador, "Hombre a caballo" ("Homem a Cavalo"), que atingiu 1,2 milhões de dólares (846 mil euros).

Um autorretrato da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) - intitulado "Autorretrato en miniatura" - que levava uma estimativa entre 800 mil e 1,2 milhões de dólares (poderia obter um valor próximo de um milhão de euros), não obteve comprador no leilão.

Globalmente, o leilão de arte latino-americana da Sotheby's em Nova Iorque vendeu 56 obras e rendeu 21,7 milhões de dólares (cerca de 15,3 milhões de euros)

In DN

Artes 11109

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Mais de 85% das fundações «deviam ser extintas», AIA

Mensagem por Joao Ruiz Seg Jul 11, 2011 6:27 am

.
«Artes sem Fronteiras»
Miranda do Douro


Artes Miranda_barco

Mais de 85% das fundações «deviam ser extintas», AIA

O presidente mundial da Associação Internacional de Artistas (AIA) defendeu hoje, à margem da abertura da exposição «Artes sem Fronteiras», que mais 85 por cento das fundações existentes no país deveriam ser extintas pelo Governo.

Segundo disse à agência Lusa, José Pinto dos Santos, as fundações são «sorvedouros» dos dinheiros públicos e não mostram serviço prático, e se os responsáveis pelo país tivessem coragem acabariam com as fundações.

A exposição «Artes sem Fronteiras» decorre em Miranda do Douro até 17 julho e reúne 30 artistas provenientes de vários países europeus e da América latina e África.


Lusa, 2011-07-11

Artes Amigos

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Roberto Leal comemora 40 anos de carreira

Mensagem por Joao Ruiz Ter Jul 26, 2011 3:43 am

.
Com o lancamento de duplo CD

Roberto Leal comemora 40 anos de carreira

«Canções e Vida» é o título do duplo CD, editado pela Farol, que comemora os 40 anos de carreira de Roberto Leal e recupera êxitos do artista como «Arrebita», «Bate o pé», «Terra da Maria» ou «Que bela vida».

Segundo dados da discográfica, Roberto Leal realizou já 4.500 espetáculos e vendeu mais de 17 milhões de discos, tendo gravado mais de 300 canções, 80% delas compostas por si ou em parceria com Márcia Lúcia. O duplo álbum que inclui 43 êxitos de Roberto Leal é colocado hoje à venda.

, 2011-07-25
In DTM

Artes 000203D2

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Qatar pagou 190 milhões de euros por quadro de Cezanne

Mensagem por Joao Ruiz Seg Fev 06, 2012 4:21 pm

.
Qatar pagou 190 milhões de euros por quadro de Cezanne

por DN.pt com agências
Hoje

Artes Ng1811333

'Os Jogadores de Cartas', de Cezanne

O Qatar pagou 250 milhões de dólares (cerca de 190 milhões de euros) pelo quadro 'Os Jogadores de Cartas', do francês Paul Cezanne (1839-1906), que se torna, assim, o quadro mais caro de sempre. Até aqui, o recorde pertencia ao ' Número 5, 1948', de Jackson Pollock, que tinha sido comprado em 2006 por 150 milhões de dólares (cerca de 106 milhões de euros).

A venda foi concretizada em 2011, mas só na semana passada os pormenores foram revelados pela 'Vanity Fair'. Esta pintura a óleo que mostra dois agricultores de Aix-en Provence a jogar cartas faz parte de uma série de cinco quadros, pintados entre 1890 e 1900, e que estão expostos em grandes museus, como o Musée d"Orsay em Paris e o Metropolitan Museum em Nova Iorque. Este quadro pertencia ao milionário grego George Embiricos, que o terá vendido à família real do Qatar pouco antes de morrer.

O Qatar é um dos dos países mais ticos do mundo, devido ao petróleo, e é o terceiro país com mais milionários - logo a seguir a Singapura e à Suíça. Nos últimos anos, o Qatar tem vindo a adquirir várias obras de arte no mercado internacional com o objectivo de se tornar uma referência no mundo da arte.

In DN

Artes 11109

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Concretizar este sonho

Mensagem por Joao Ruiz Qua Maio 30, 2012 6:25 am

.
Concretizar este sonho

Artes Graca_morais2009

Vila Flor quer espaço dedicado a Graça Morais

Depois de Bragança, Vila Flor também quer dedicar um Centro de Artes à pintora Graça Morais. A ideia até surgiu antes de nascer o museu na capital de distrito, mas a obra foi sendo adiada e o projecto está agora entregue a um grupo de arquitectos.

O vice-presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, diz que a elaboração do projecto está dentro dos prazos.“A obra foi entregue e estamos à espera que concluam o projecto. Estão a cumprir os prazos e vamos ter o projecto do Centro de Arte Graça Morais”, garante o autarca.

Em tempo de crise o maior entrave é mesmo conseguir financiamento para esta obra.

Fernando Barros acredita que a projecção nacional da pintora transmontana pode ajudar o município a concretizar este sonho.O autarca não teme a concorrência do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

O município ainda não contabilizou o valor desta obra, mas Fernando Barros garante que não é um investimento avultado.

Brigantia, 2012-05-30
In DTM

Artes Images?q=tbn:ANd9GcR6IXfFPXOuKLrG_cfeBTZbvICQszvSVORn-2ON2NR4nszOQMqtPJpy

_________________
Amigos?Longe! Inimigos? O mais perto possível!
Joao Ruiz
Joao Ruiz

Pontos : 32035

Ir para o topo Ir para baixo

Artes Empty Re: Artes

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Ir para o topo Ir para baixo

Ir para o topo


 
Permissão neste fórum:
Você não pode responder aos tópicos