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Mensagem por Joao Ruiz Sab Dez 18, 2010 9:37 am

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As obras megalómanas dos Emirados

por Lumena Raposo
Hoje

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Em apenas 40 anos, os descendentes dos beduínos e dos pescadores de pérolas do golfo Pérsico transformaram-se em magnatas do petróleo e criaram um país que, após responder às necessidades básicas dos seus cidadãos, aposta agora na área cultural e nas energias renováveis.

Mas para que precisam de um Louvre? Podem ir até Paris... A pergunta - embora abusiva - não incomoda Ibrahim Al-Abed no encontro que manteve com alguns jornalistas em Abu Dhabi. O director-geral do Conselho Nacional dos Media dos Emirados Árabes Unidos (EAU) explica, no seu tom de voz calmo mas que não ilude a autoridade de que goza: "Todos devem ter direito a conhecer outras culturas, através da visualização de obras de arte, de livros, etc."

"Não queremos ser apenas um centro comercial ou de produção de petróleo", sublinha Al-Abed, que há muito passou a barreira dos 60, mas que o Governo de Abu Dhabi mantém no activo. E este palestiniano, com passaporte koweitiano mas que os EAU tratam como um dos seus - sentimento que Al-Abed retribui -, avança: "Queremos que as nossas crianças vejam o que fez o fundador do país. Há 35 anos, esta cidade nada tinha, era deserto."

Al-Abed não resiste em fazer o elogio ao xeque Zayed, ao quanto foi visionário e determinado em concretizar o seu sonho. "Há 35 anos, não havia electricidade, água canalizada, as escolas funcionavam sob as árvores, faltavam hospitais. Hoje, tudo isso está ultrapassado, mas não pode ser esquecido". Al-Abed refere-se aos projectos - sempre de grande dimensão - em desenvolvimento nos Emirados, em especial aos que estão em curso na ilha da Felicidade, mas também à construção do maior parque de painéis solares do mundo, isto é, a maior central fotovoltaica. Assim, tudo em grande, como grande é a riqueza do país: é a quarta maior reserva mundial de petróleo, sem falar no gás natural e nas pérolas.

Ibrahim Al-Abed admite que não existem pobres entre os nacionais dos Emirados, porque "pobre é o que tem fome, o sem abrigo, mas há quem tenha necessidades". Necessidades? "Sim, não ter uma casa digna é uma necessidade", explica, sem entrar em pormenores.

Expatriados e imigrantes? (São 80% da população e oriundos do Bangladesh, Paquistão, Índia, Afeganistão, Filipinas). Para Al-Abed, não constituem problema, são quem ajudam a construir o país, o problema "são as redes que trazem os imigrantes ilegais".

Joseph controla os carros que entram e saem do hotel, e não deixa de se surpreender ao ver as duas jornalistas a deixar o edifício a pé. Mas a surpresa fica-se pelo olhar. Joseph é indiano e cristão. Está há dois anos em Abu Dhabi e planeava ir passar o Natal com a família. E então? "Não posso, é muito dinheiro.".São caras as passagens? "Não, não são, mas é preciso dinheiro." E mais não diz.

Existem igrejas cristãs na cidade? Joseph anima-se: "Sim, há duas: a de São José e a de São Francisco, mas para ir a pé fica longe." E de táxi? "Com o trânsito, são 25 minutos para cada lado".

O tempo é escasso: há outro compromisso em breve. Há que voltar as costas à temperatura primaveril da cidade que cresce cada vez mais e regressar à temperatura quase gélida do hotel: os nacionais dos Emirados não conseguem viver sem ar condicionado. Elas defendem-se vestindo as obrigatórias abaias negras, mas as ocidentais tiritam..

(A jornalista viajou a convite do Governo dos EAU)

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Maio 15, 2011 11:15 am

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Blackwater formou batalhão de mercenários nos Emirados

por dn.pt
Hoje

New York Times revela que príncipe herdeiro de Abu Dhabi contratou fundador da empresa de segurança privada americana para reprimir eventuais revoltas nos Emirados Árabes Unidos

O príncipe herdeiro de Abu Dhabi e vice-comandante supremo das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos contratou um dos fundadores da empresa de segurança americana Blackwater para formar um batalhão de mercenários com o objectivo de proteger oleodutos de ataques terroristas e conter revoltas internas semelhantes às de outros países árabes, noticia hoje o New York Times.

Sheik Mohamed bin Zayed al-Nahyan contratou Erik Prince e este contratou por sua vez centenas de colombianos que chegaram a Abu Dhabi, capital dos Emirados, em Novembro. Oficialmente eram trabalhadores da construção civil. O batalhão de 800 homens inclui também sul-africanos e mercenários de outras nacionalidades que foram treinados por veteranos das forças especiais britânicas e alemãs e ainda ex-membros da Legião Estrangeira francesa.

O jornal americano cita fontes oficiais dos Estados Unidos e ex-funcionários da empresa Blackwater. A força de defesa contratada pelo príncipe dos Emirados Árabes Unidos, que vê as suas próprias tropas como pouco preparadas, poderá actuar tanto dentro como fora da federação e ser capaz de protegê-la de um eventual ataque do Irão.

In DN

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