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Caso Rui Pedro

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Fev 27, 2011 4:29 pm

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Pistas que ligariam a redes de pedofilia foram fechadas

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1462552

As pistas que ligariam o desaparecimento de Rui Pedro, há 13 anos, a redes de pedofilia internacionais foram fechadas durante a investigação, que em 2003 passou para as mãos do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

"Agora chegou-se a indícios que o Ministério Público (MP) considera suficientes, fechadas as outras pistas de pedofilia internacional, encerradas as pistas que foi preciso explorar até à exaustão. Foi agora porque já tínhamos indícios suficientes para uma acusação", afirmou hoje a diretora do DCIAP, Cândida Almeida, em declarações à Lusa.

Cândida Almeida lembrou hoje que "o processo foi passado para o DCIAP em Setembro de 2003" e, "nessa altura, teve de reiniciar-se toda uma investigação, como se o processo fosse novo". "Este tipo de processo é muito complicado. Teve vários circunstancialismos que atrasaram, que impediram um juízo de suspeita mais rápido, como seria desejável. Houve cartas rogatórias para o estrangeiro, várias pistas que foram seguidas e que tiveram de fechar-se", afirmou.

De acordo com a magistrada do MP, o processo teria prescrito em 2008, "se não tivesse sido interrogado ninguém". "Mas o arguido já tinha sido interrogado, portanto suspendeu-se o prazo".

Cândida Almeida explicou que "durante 30 dias, quer o assistente (família do Rui Pedro), quer o arguido poderão pedir a instrução do processo". A acusação "será eventualmente sujeita a instrução ou avaliada depois em julgamento, onde se provará a culpa ou não deste arguido". Só na fase de instrução "serão estabelecidas eventuais medidas de coação a Afonso Dias".

A directora do DCIAP adiantou que a versão formal da acusação é de 7 de Fevereiro, mas que desde janeiro sabiam que iria ser deduzida acusação. Para Cândida Almeida, esta acusação "é uma meia justiça". "Queríamos ir até ao fim do mundo. Quem vir o processo verá e perceberá que houve altos e baixos. Mas a pista da pedofilia, não há qualquer indício, fechadas que foram todas as suspeitas e as cartas rogatórias cumpridas", afirmou.

In DN

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Última edição por Joao Ruiz em Dom Abr 22, 2012 4:32 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Fev 28, 2011 1:25 pm

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Acusação "provavelmente não pôde demorar menos tempo"

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1463409

O procurador-geral da República afirmou hoje desconhecer os motivos pelos quais o Ministério Público demorou treze anos a acusar de rapto o principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro, mas sugeriu que não poderia ter demorado menos.

Questionado pelos jornalistas à margem da cerimónia de entrega de diplomas aos novos magistrados do Ministério Público sobre se demorou demasiado tempo a acusar de rapto o principal suspeito, Pinto Monteiro afirmou que "provavelmente não pôde demorar menos tempo".

"Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser procurador-geral", afirmou, frisando que em relação ao tempo que levou, "os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer".

Pinto Monteiro acrescentou que "sempre que um processo termina o procurador-geral congratula-se", mas frisou que "a Procuradoria não tem qualquer comentário a fazer" em relação a este caso em concreto.

A acusação de crime de rapto foi deduzida a 11 de Fevereiro, mas só no passado sábado é que o principal suspeito - Afonso Dias - foi notificado.

Segundo o advogado da família, Ricardo Sá Fernandes, para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que "conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro". Para tal foram levados em conta depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir "aquelas horas fundamentais" e que, para o causídico, "estiveram na origem do desaparecimento".

Rui Pedro foi visto pela última vez a 4 de Março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Mar 06, 2011 8:47 am

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Mãe de Rui Pedro ainda tem esperança

Hoje

Filomena Teixeira nunca baixou os braços desde que o filho desapareceu em 1998, com 11 anos.

Na edição de hoje do "Correio da manhã", a mãe de Rui pedro diz que ainda não perdeu a esperança: "Ele vai voltar e eu estarei à sua espera".

Filomena Teixeira gararante ainda que não perdoa Afonso Dias, o homem que foi há uma semana acusado do rapto do filho. "Não lhe perdoo. Nunca. Ele tem de ir para a cadeia", afirma.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Mar 16, 2011 11:38 am

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Alegado raptor "inclinado" para requerer instrução

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1477248

A defesa do alegado raptor de Rui Pedro "está inclinada" para pedir a um juiz de instrução que avalie a acusação e já avançou com o pedido de prorrogação do prazo para requerer a instrução do processo.

"Estamos inclinados para requerer a instrução do processo. Posso adiantar mesmo que já pedimos a prorrogação do prazo para a abertura da instrução", disse o advogado Paulo Gomes, do escritório que defende Afonso Dias, acusado de fazer desaparecer Rui Pedro há 13 anos. Em geral, os requerimentos para abertura da instrução do processo - uma fase em que se filtra a acusação do Ministério Público - devem ser feitos em 20 dias a contar da data da comunicação da acusação. Paulo Gomes disse que invocou a natureza complexa do processo para pedir a prorrogação do prazo, que pode ser estendido por mais dez ou 20 dias.

"Há entendimentos diferentes sobre se o prazo adicional é de mais dez ou 20 dias. Vou deixar isso ao critério do juiz", disse, explicando que o pedido se radica no facto de ter de estudar mais de quatro mil páginas do processo. Os testemunhos centrais da acusação, de pessoas de menor idade à data dos factos, mas também de uma prostituta, e a alegada inexistência de prova técnica que comprove a presença de Rui Pedro no carro de Afonso Dias são argumentos que a defesa do arguido estuda, mas Paulo Gomes não quis adiantar detalhes, por não ter concluído a análise do processo.

Rui Pedro Teixeira Mendonça desapareceu em Lousada em 04 de Março de 1998, tinha então 11 anos de idade, mas o despacho final de acusação, elaborador pelo procurador Vítor Magalhães, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, só foi concluído em 11 de Fevereiro deste ano. A acusação não permite saber o que aconteceu ao jovem nem se este está vivo ou morto, segundo o advogado da família, Ricardo Sá Fernandes.

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Abr 06, 2011 4:21 pm

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Suspeito de rapto coloca em causa testemunha-chave

Hoje

Caso Rui Pedro Ng1494591

Afonso Dias já contestou a acusação do Ministério Público, considerando que o depoimento de um prostituta não pode ser considerado como credível.

Segundo diz a Defesa de Afonso dias, suspeito de rapto qualificado de Rui Pedro, o jovem de Lousada que desapareceu em 1998, o depoimento da testemunha foi prestado dez anos após o desaparecimento do menor.

O arguido alerta ainda para o efeito que a forte mediatização do caso pode ter tido nos depoimentos das testemunhas que o implicam.

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Maio 24, 2011 10:09 am

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Suspeito sem álibi para tarde em que Rui Pedro desapareceu

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1535652

O despacho de acusação do caso Rui Pedro defende que falta ao alegado raptor, Afonso Dias, álibi satisfatório para justificar o que fez entre as 14:00 e as 18:45 do dia de desaparecimento do rapaz, então com 11 anos.

"Concluiu-se que os depoimentos do arguido Afonso Dias de forma alguma deram uma justificação plausível daquilo que efectivamente fez durante a tarde do dia 04 de Março de 1998, das 14:00 e as 18:45", afirma o despacho de acusação, que foi fechado 13 anos depois, em 11 de Fevereiro deste ano e é da responsabilidade do procurador Vítor Magalhães, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

De acordo com o processo, Afonso Dias disse que naquele dia esteve com o Rui Pedro apenas entre as 13:50 e as 13:55 numa bouça. Depois, Rui terá abandonado o local enquanto o arguido terá seguido no seu carro, sozinho, para Paços de Ferreira.

Terá ficado parado meia hora frente a uma farmácia, retomou a circulação às 15:45 para se encontrar com a mãe (17:00), seguindo depois para a sua casa (18:00) e para a da namorada, em Freamunde (18:30).

Rui Pedro Teixeira Mendonça foi visto a conversar com Afonso, ao princípio da tarde de 04 de Março e a sua ausência começou a fazer-se sentir pelas 18:30, momento em que o pai foi informado, pelo explicador do Rui Pedro, de que o filho faltara à lição daquela tarde.

Desde a fase inicial da investigação que foram colhidas para o processo informações e testemunhos "da forte probabilidade" de, na tarde daquele dia, o Afonso Dias ter conduzido o Rui Pedro para um encontro sexual com prostitutas, na EN 106, sentido Lousada-Vizela, zona da Lustosa, afirma o despacho.

Depois disso, Rui Pedro - que padecia de epilepsia em estado que exigia a toma diária de um fármaco - nunca mais foi visto, apesar de diligências que se estenderam pelo estrangeiro e contaram com a colaboração da Interpol. A investigação acredita que Afonso Dias sabe o que se passou a seguir, mas não o quer contar e imputa-lhe a prática de um crime de rapto qualificado.

Apoiando-se no "cruzamento triangular da prova recolhida", o DCIAP conclui que Afonso Dias, "de forma ardilosa e aproveitando-se do ascendente que tinha sobre Rui Pedro e sem autorização dos pais, levou-o a uma zona frequentada por prostitutas, com vista a que ele ali mantivesse relações sexuais com uma das frequentadoras do local".

O que se seguiu subsiste, 13 anos depois, como incógnita.

As testemunhas principais do processo, cinco colegas de Rui Pedro, foram ouvidas por três vezes: logo após os factos, quando já eram adolescentes (2004) e já em fase adulta (2008). O mesmo sucedeu com a prostituta que terá estado com Rui Pedro, alegadamente levado por Afonso Dias.

O advogado da família de Rui Pedro, Ricardo Sá Fernandes, lamentou o "atraso muito grande" na acusação do Ministério Público, mas congratulou-se que tenha havido acusação: "É uma esperança que se abre ainda para os pais".

Contactado pela Lusa, o advogado escusou-se a adiantar a argumentação que irá utilizar no debate instrutório relativamente à prova indiciária recolhida pelos investigadores.

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Caso Rui Pedro Empty Sá Fernandes denuncia "negligência" na investigação

Mensagem por Joao Ruiz Qui Maio 26, 2011 4:09 pm

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Sá Fernandes denuncia "negligência" na investigação

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1537636

O advogado da família de Rui Pedro, criança de Lousada que desapareceu no dia 04 de Março de 1998, disse hoje em tribunal que nos primeiros dias de investigação ao caso houve "desleixo e negligência".

"É lamentável a enorme inércia no momento essencial deste caso", acrescentou Ricardo Sá Fernandes. O jurista falava hoje no Tribunal de Lousada durante o debate instrutório do processo em que um homem de 35 anos está acusado de um crime de rapto do menor então com 11 anos. O jurista sustentou que as 24 horas após o desaparecimento da criança "eram decisivas e explicariam tudo o que aconteceu". Ricardo Sá Fernandes criticou o facto de a investigação não ter ouvido, no dia imediato ao desaparecimento, uma prostituta que alegava ter estado com Rui Pedro.

Essa mulher só acabou por ser ouvida, 10 anos depois, na fase de inquérito do processo que corre na comarca de Lousada e que hoje teve o seu debate instrutório. O advogado da família do menor desaparecido admitiu, no entanto, que nos primeiros dias após o desaparecimento a prioridade da investigação era encontrar a criança. Ricardo Sá Fernandes agradeceu, em nome da família de Rui Pedro, à investigação por "nunca ter desistido". Apesar da acusação ter demorado cerca de 13 anos, o jurista da família concluiu que "o Ministério Público fez aquilo que tinha de fazer".

No debate instrutório que hoje se realizou, o advogado da família de Rui Pedro defendeu que Afonso Dias, acusado de rapto do menor de 11 anos, seja levado a julgamento. Ricardo Sá Fernandes considerou que a prova da acusação pública, baseada em dezenas de testemunhos, é "sólida e coerente" e, por isso, justifica que o processo seja levado a julgamento. O advogado de defesa, Paulo Gomes, sustentou a tese de que a acusação "se baseia em provas ténues", considerando "inútil" que o processo evolua por ser "mais provável a absolvição". O despacho de pronúncia ou não pronúncia do arguido vai ser anunciado pelo juiz Jorge Moreira Santos, no dia 06 de Junho.

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Caso Rui Pedro Empty Caso Rui Pedro:Julgamento marcado para 17 de Novembro

Mensagem por Joao Ruiz Qui Set 08, 2011 9:51 am

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Caso Rui Pedro:Julgamento marcado para 17 de Novembro

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1636034

O tribunal de Lousada marcou para 17 de Novembro o início do julgamento do homem acusado do rapto de Rui Pedro, criança que desapareceu no dia 4 de Março de 1998, confirmou hoje à Lusa o advogado do arguido.

Segundo Paulo Gomes, a primeira sessão está marcada para as 09:30.

A decisão instrutória do processo determinou, no dia 6 de Junho, que Afonso Dias, o único arguido do processo, devia ser submetido a julgamento por haver "indícios e sinais objectivos" da prática de um crime de rapto qualificado.

O magistrado Jorge Moreira Santos considerou, em despacho de pronúncia, que as provas que constam da acusação indiciam que o arguido "criou, de forma enganosa", condições para conduzir Rui Pedro, então com 11 anos, à freguesia de Lustosa para se encontrar com uma prostituta.

O juiz baseou-se nas declarações de algumas crianças que disseram ter visto Rui Pedro a falar, nas proximidades da Escola Secundária de Lousada, com o arguido no dia do desaparecimento.

Na acusação do caso Rui Pedro sustenta-se a "forte probabilidade" de Afonso Dias, então com 21 anos, ter conduzido o menor para um encontro sexual com prostitutas.

Depois disso, Rui Pedro nunca mais foi visto, apesar de diligências que se estenderam pelo estrangeiro e contaram com a colaboração da Interpol.

No final da leitura do despacho de pronúncia, Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro, disse esperar que no julgamento de Afonso Dias "a justiça possa descobrir" o que aconteceu ao seu filho.

"Espero que possam surgir novas provas", afirmou.

O advogado da criança desaparecida disse à Lusa acreditar que "neste novo passo [julgamento], em que se abre um novo ciclo, se possa vir a saber o que aconteceu ao Rui Pedro".

"A justiça que não desiste, que está ao serviço dos valores, que não baixou os braços e que conduziu este processo a uma acusação e agora a uma pronúncia, que são justas, e que aos pais do Rui Pedro faz abrir uma nova esperança", afirmou Ricardo Sá Fernandes.

Opinião diferente sobre o despacho do juiz de instrução tem o advogado de defesa do único arguido, para o qual o seu constituinte nem sequer devia ter sido acusado.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Gomes recorda que na fase de instrução os indícios são quase sempre suficientes para justificarem a pronúncia, mas lembrou que no julgamento "tudo será diferente".

"Em sede de julgamento, as regras alteram substancialmente, porque aí os indícios não são suficientes para a condenação. Terá que haver provas absolutas da sua condenação", considera o jurista.

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Nov 22, 2011 4:49 pm

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Arguido convidou Rui Pedro para irem às prostitutas

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1720877

O primo da criança de Lousada desaparecida há 13 anos disse hoje no tribunal que foi convidado, conjuntamente com Rui Pedro, para irem às prostitutas a Freamunde, confirmando a tese da acusação.

"Ficámos entusiasmados, excitados e contentes, mas com um certo receio", afirmou, referindo-se ao alegado convite de Afonso Dias, único arguido neste processo. A acusação sustenta que foi após o encontro com uma prostituta que Rui Pedro desapareceu.

João André Mendonça, actualmente com 25 anos e 12 à data dos factos, explicou hoje ao coletivo que o convite foi feito, à saída da escola, num caminho próximo, na véspera do desaparecimento de Rui Pedro, ou seja, no dia 03 de março de 1998, uma terça-feira. A testemunha revelou que Afonso Dias, cuja amizade era muito apreciada por Rui Pedro, prometera às duas crianças irem, na quarta-feira, atirar foguetes para a zona da pista da Costilha, após a qual seria a deslocação de automóvel até às prostitutas. O encontro dos três ficou marcado para as 15h00 de quarta-feira, num local próximo da então Escola Preparatória de Lousada.

Num depoimento com quase três horas, André explicou que, após o convite de Afonso, as duas crianças conversaram sobre como poderiam realizar o encontro com o arguido sem conhecimento dos pais. Na quarta-feira, dia do desaparecimento, após o almoço, André disse à mãe que iria para casa de Rui Pedro fazer uns trabalhos, mas não conseguiu autorização, acabando por ficar em casa. A testemunha disse não saber se Rui Pedro terá ido ter com o arguido. André confirmou que transmitiu, primeiro à família e depois às autoridades, a conversa que Afonso Dias teve com as duas crianças quando soube, por uma tia, do desaparecimento do primo, ao fim da tarde.

A testemunha disse também que na GNR, quando prestava declarações, Afonso Dias lhe terá pedido para "não abrir as boca" e que "as autoridades deviam fechar as fronteiras". "Pode ser que ainda vão a tempo", terá dito o arguido, citado hoje por André. Outra testemunha, um antigo estudante na Escola Preparatória de Lousada, depôs hoje no tribunal, garantindo ter visto Rui Pedro, que "conhecia de vista", entre as 14:00 e as 15:00 do dia 04 de março, num descampado junto ao estabelecimento de ensino, a conversar alguns minutos com alguém que se encontrava num automóvel.

Confirmando a tese da acusação, Hélder Silva disse que Rui Pedro estava em cima de uma bicicleta e que, depois de a abandonar junto a um silvado próximo, entrou no automóvel, de cor preta. Outras crianças, agora adultos, que alegam, neste processo, terem visto Rui Pedro entrar no automóvel, vão depor na quarta-feira como testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP).

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Dez 05, 2011 10:31 am

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Prostituta acusou o arguido de lhe ter levado Rui Pedro

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1735100

A prostituta Alcina Dias disse hoje no tribunal de Lousada ter a "certeza absoluta" de que esteve com Rui Pedro no dia do seu desaparecimento e que a criança foi levada por Afonso Dias, arguido acusado de um crime de rapto qualificado.

"Tenho a certeza absoluta que Pedro.

Questionada pelo colectivo sobre se o homem que levou a criança era o mesmo que se encontrava hoje sentado no banco dos réus, a testemunha voltou-se para trás, fixou os olhos durante alguns segundos em Afonso Dias e respondeu: "É sim senhor".

A testemunha contou ao tribunal que a criança lhe foi levada num veículo preto, conduzido por um homem jovem que identificou como sendo Afonso Dias.

Em Lustosa, o arguido, depois de perguntar à prostituta se estava de serviço, deu-lhe dois mil escudos para que esta tivesse relações sexuais com o menor, o que não veio a ocorrer.

Alcina Dias esclareceu que Rui Pedro estava muito nervoso e começou a chorar quando saiu do carro.

A testemunha citou as palavras de Rui Pedro naquele momento: "Foi ele [Afonso Dias] que me obrigou a vir às meninas".

Segundo Alcina Dias, a criança, sempre "muito ansiosa", identificou o homem como Afonso Dias, como sendo seu tio e que estava naquele local sem consentimento da mãe.

Ao tribunal, a testemunha afirmou que esteve cerca de 15 minutos a conversar com o menor, procurando acalmá-lo, num local afastado do automóvel, enquanto o arguido se mantinha no interior do veículo.

Disse também que, após a conversa, conduziu Rui Pedro ao carro e que a criança chorava quando entrou no automóvel, que arrancou em direcção a Lousada.

"Nunca mais o vi", garantiu ao colectivo.

Alcina Dias disse que reconheceu o menor, poucas horas após o seu desaparecimento, quando começou a ver as fotografias nos jornais e na televisão, garantindo que foi sempre isso que disse às autoridades.

A sessão ficou marcada por um requerimento da defesa a propósito de alegadas contradições nos depoimentos da testemunha na fase de inquérito com o que afirmou hoje em tribunal.

Pedindo a leitura dos autos, o que foi aceite, o advogado sublinhou que nunca antes a testemunha identificara de forma inequívoca o condutor do automóvel como sendo Afonso Dias.

Alcina Dias esclareceu que nas três vezes que falou às autoridades nunca lhe tinham perguntado o nome do homem. No entanto, acrescentou, foi possível identificar hoje em julgamento Afonso Dias porque lhe foi permitido, pela primeira vez, observá-lo presencialmente.

O advogado da família de Rui Pedro elogiou o depoimento da testemunha, considerando-o "corajoso e muito relevante" para o apuramento da verdade.

O tribunal marcou para o dia 14, às 09:30, em Lustosa, uma reconstituição do encontro de Alcina Dias com Rui Pedro.

O julgamento prossegue hoje à tarde, com a audição de mais alguns familiares de Rui Pedro.

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Caso Rui Pedro Empty Comerciante viu criança com prostituta no dia do desaparecimento

Mensagem por Joao Ruiz Qua Dez 07, 2011 4:13 pm

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Comerciante viu criança com prostituta no dia do desaparecimento

por Lusa
Hoje

Um comerciante disse hoje no tribunal de Lousada ter visto uma criança com uma prostituta em Lustosa no dia do desaparecimento de Rui Pedro.

A testemunha Manuel Pereira disse que passava numa carrinha, no dia 04 de Março de 1998, em direcção a Paços de Ferreira, e viu a caminhar entre os arbustos uma mulher e uma criança. "Não me lembro de mais nada. Vi-os de costas", afirmou ao Colectivo. Ao tribunal o comerciante disse várias vezes que não conseguia dizer a hora em que observou a criança, nem a roupa que o menor levava vestida.

Este depoimento reforça as declarações da prostituta Alcina Dias, a qual, em audiência, na segunda-feira, garantiu ter estado com Rui Pedro no dia do desaparecimento, no local indicado hoje pelo comerciante. A acusação sustenta neste julgamento que o único arguido seduziu e conduziu Rui Pedro, então com 11 anos, para um encontro com uma prostituta, após o qual nunca mais foi visto. O depoimento do comerciante ocorreu, a requerimento dos assistentes, depois de Lúcia Mendonça, tia de Rui Pedro, ter afirmado hoje no tribunal que um homem lhe tinha dito, poucos dias após o desaparecimento, ter visto uma criança com uma prostituta.

O tribunal aceitou de imediato arrolar o comerciante como testemunha e convocou-o para depor, o que ocorreu poucas horas depois. Manuel Pereira esclareceu hoje que esteve a prestar declarações no tribunal de Lousada poucos dias após o desaparecimento, mas essas, segundo os vários agentes processuais, não constam dos autos em julgamento. A defesa estranhou que só agora, 13 anos após o julgamento, é que a justiça esteja a dar importância a declarações, as quais, nos dias subsequentes ao desaparecimento, não terão sido valoradas pelos investigadores, por alegadas contradições.

Outra testemunha, Maria do Céu, tia da criança desaparecida, confirmou que, no dia do desaparecimento, o seu filho, João André, primo Rui Pedro, lhe contou que o arguido tinha convidado as duas crianças para irem às prostitutas. A testemunha comunicou isso aos pais de Rui Pedro e às autoridades policiais, garantindo que, na noite do desaparecimento, no posto local da GNR, o arguido estava "muito aflito". A testemunha garantiu que Afonso Dias se virou para João André e disse com um ar assustador: "Se és meu amigo, não abras a boca".

Maria do Céu acrescentou ao tribunal, citando alegadas palavras do arguido proferidas no posto da GNR: "Em vez de estarem aqui a perder tempo comigo, mandem fechar as fronteiras enquanto é tempo". A testemunha, admitiu, no entanto, que Afonso Dias negou sempre, naquela noite, ter alguma coisa a ver com o desaparecimento. Na sessão desta quarta-feira, a sexta do julgamento, vários familiares do arguido, incluindo o pai e duas irmãs, arrolados como testemunhas pelo Ministério Público, remeteram-se ao silêncio.

O julgamento é retomado no dia 12, com a inquirição de mais algumas testemunhas, entre as quais cinco inspetores da Polícia Judiciária arrolados pela defesa por terem participado nas investigações após o desaparecimento. Para essa sessão está também agendada a visualização de um vídeo de 2004 com a reconstituição dos factos do dia do desaparecimento.

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Caso Rui Pedro Empty Sá Fernandes acusa inspector da PJ de incompetência

Mensagem por Joao Ruiz Qua Dez 14, 2011 11:01 am

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Sá Fernandes acusa inspector da PJ de incompetência

por Lusa
Hoje

Caso Rui Pedro Ng1743898

O advogado da família de Rui Pedro acusou hoje, em audiência de julgamento, o inspector da Polícia Judiciária (PJ) João Rouxinol de "incompetência" na investigação dos primeiros dias após o desaparecimento da criança de Lousada.

"Este senhor [João Rouxinol] está aqui a lavar-se da sua própria incompetência", afirmou Ricardo Sá Fernandes, em tom exaltado. Para o causídico, o depoimento do inspetor, arrolado como testemunha pela defesa, "não "merece crédito". Ricardo Sá Fernandes insurgia-se contra o que considera terem sido erros da investigação praticados pela primeira brigada da PJ que esteve em Lousada, em março de 1998, após o desaparecimento de Rui Pedro, no dia 04 daquele mês.

O advogado confrontou a testemunha com uma entrevista que deu este ano a um jornal diário, na qual o inspetor afirma que só soube que Rui Pedro sofria de epilepsia em 2005, contrariando o que consta dos autos deste processo desde 1998. Para o advogado, este elemento da entrevista, prova a "incompetência" do inspetor. Ricardo Sá Fernandes também aludia a "outros erros", nomeadamente o facto de, formalmente, não ter sido ouvida a prostituta, apesar de levada pela PJ para o tribunal cinco dias após o desaparecimento. Para o advogado dos assistentes, também é negativo que, naquele momento, no tribunal, não tenha sido feita a confrontação, para eventual reconhecimento, da prostituta com o agora arguido.

"À saída para o almoço, advogado prometeu, para o final desta 10ª sessão, uma declaração da família, alegando que o que aconteceu com o depoimento de João Rouxinol foi "uma coisa muito grave". Antes, o inspetor tinha reafirmado que, aquando das primeiras investigações, a sua brigada não atribuiu credibilidade às informações da prostituta que alegava ter estado no dia do desaparecimento com uma criança em Lustosa, levada por um homem, que à data não identificou, mas que neste julgamento disse ter sido o arguido Afonso Dias. "Ela não era credível e o que disse não coincidia com o Afonso", afirmou João Rouxinol, reiterando o que o seu colega José Adriel afirmara nesta audiência.

João Rouxinol disse que no dia 09 de março a prostituta, acompanhada de agentes da PJ, cruzou-se no tribunal com Afonso Dias e que, aparentemente, não identificou o suspeito, nem este a mulher. Questionado sobre porque não foi ouvida formalmente a mulher, respondeu que não havia condições naquele dia para o fazer, mas que os agentes tinham intenção de o fazer noutro dia, o que não veio a ocorrer, como admitiu ao coletivo. "Passou, foi esquecido, não há outra explicação", afirmou, admitindo que talvez tal tenha ocorrido porque os inspetores "tinham ficado com reservas quanto à utilidade do ato".

A propósito da entrevista que deu, criticada pelo advogado da família, o inspetor reconheceu que errou no dado relativo à epilepsia do menor. No entanto, explicou que deu entrevista "animado por alguma revolta que sentia pelo que se estava a dizer da investigação da sua equipa". João Rouxinol acusou Ricardo Sá Fernandes de usar de "animosidade" para com os inspetores da primeira brigada que investigou o desaparecimento. Sobre possíveis erros da investigação, sinalizados pelos assistentes, lembrou que, à data, "havia um conjunto de depoimentos contraditórios que contaminavam a informação" e que tornaram o trabalho "extremamente difícil".

In DN

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