Caça ao homem. Polícia procura um segundo terrorista

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Mensagem por Vitor mango em Qua Nov 18, 2015 1:51 am

Caça ao homem. Polícia procura um segundo terrorista

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Soldado francês no aeroporto de Nice

  |  REUTERS/Eric Gaillard


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Além de Salah Abdeslam, que o irmão pede que se entregue às autoridades, haverá outro suspeito em fuga.
Salah Abdeslam, o francês de 26 anos que vivia na Bélgica e cujo irmão foi um dos bombistas suicidas nos ataques de sexta-feira à noite em Paris, não é o único alegado terrorista que é procurado pelas autoridades francesas. A polícia acredita que um segundo suspeito ainda está à solta. E não descarta a hipótese de haver ainda mais. "Estamos a tentar determinar quantos eram. Nada foi posto de lado. Existe uma teoria forte de que haverá mais um, mas até podem ser mais", disse uma fonte francesa à agência Reuters.
No texto em que reivindicou o ataque que fez 129 mortos, o Estado Islâmico falava em oito terroristas que teriam atacado o Stade de France, o Bataclan e vários alvos no X, XI e XVIII bairros de Paris. Contudo, neste último não se registou qualquer ataque. Ontem, a polícia francesa descobriu precisamente nesse bairro um terceiro veículo preto de matrícula belga ligado aos terroristas - um Renault Clio alugado em nome de Salah Abdeslam.
Mas o homem mais procurado da Europa, alvo de um mandado de captura internacional, terá andado no Seat Leon, apreendido no domingo em Montreiul. No mesmo veículo seguia o irmão Brahim, que se fez explodir junto ao café Comptoir Voltaire, e o novo suspeito que ainda não foi identificado, segundo imagens de videovigilância. O terceiro veículo usado pelos terroristas, um Volkswagen Polo, foi encontrado junto ao Bataclan.
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Polícia divulgou uma fotografia e pediu ajuda para identificar um dos bombistas suicidas do Stade de France




A polícia francesa pediu entretanto ajuda para identificar um dos três bombistas suicidas do Stade de France, ao lado do qual foi encontrado um passaporte sírio cuja identidade corresponde a um soldado do regime de Bashar al-Assad morto há quatro meses. As impressões digitais confirmam que o terrorista que morreu junto ao estádio entrou na Europa através da Grécia, como milhares de refugiados que fogem da guerra na Síria. A fotografia, que já tinha sido divulgada no sábado, era a do passaporte.
Buscas em hotéis
A análise ao GPS do Seat Leon permitiu chegar a um apartamento em Bobigny, no nordeste de Paris, que foi alugado por Brahim Abdeslam para a semana entre 10 e 17 de novembro. Ontem, a polícia efetuou também buscas a dois quartos (o 311 e o 312) do hotel Appart"City em Alfortville, no sudeste de Paris, que foram alugados em nome de Salah Abdeslam. Segundo um vídeo divulgado pelo jornal Le Point, no interior havia restos de pizza, bolos de chocolate, seringas e entubações. As análises dirão se foram usadas para a preparação dos explosivos ou para os terroristas se drogarem.
Desde domingo, já foram efetuadas 286 buscas administrativas que, ao contrário das judiciais, não necessitam da autorização de um juiz e podem ser realizadas a qualquer hora do dia ou da noite. Esta medida só é possível após ter sido decretado o estado de emergência pelo presidente François Hollande. Devido às buscas, pelo menos 39 pessoas já foram detidas e várias armas foram apreendidas. Entretanto, a França destacou mais 115 mil polícias, guardas e soldados para garantir a proteção do território nacional.
Alemanha e Bélgica
A caça ao homem vai para lá das fronteiras francesas, com as autoridades alemãs a anunciarem a detenção de sete pessoas na região de Aachen, junto à fronteira com a Bélgica e a Holanda. Pelo menos três, um homem e duas mulheres são estrangeiros, não tendo, contudo, sido divulgada a sua identidade. As detenções foram desencadeadas por informações de que Salah Abdeslam estaria na zona. "Infelizmente não é o homem que toda a gente esperava que fosse", disse mais tarde o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière. Os sete acabaram por ser libertados ao final do dia.
Abdeslam já passou pela Alemanha. A 9 de setembro, foi travado num controlo de rotina na Áustria, depois de ter cruzado a fronteira alemã. Seguia num veículo com dois homens e disse que ia passar "uma semana de férias", tendo sido autorizado a continuar - não fazia parte de nenhuma lista de alerta, apesar de ter estado preso por roubo junto com o belga Abdelhamid Abaaoud, membro do Estado Islâmico atualmente na Síria que se suspeita possa ter sido o cérebro por detrás dos ataques de sexta-feira. O governo austríaco diz que está a investigar o que terá feito no país, dizendo que o nome dos dois acompanhantes "não foi até agora mencionado" em ligação com os ataques.
No sábado, Abdelsam terá escapado a três controlos da polícia francesa, quando viajou de Paris para Bruxelas com outros dois indivíduos - já detidos e acusados de terrorismo. Os advogados de ambos dizem que eles não têm qualquer ligação com os ataques, tendo viajado para a capital francesa a pedido de Abdeslam depois de este alegadamente lhes ter dito que o carro tinha avariado. Segundo o tabloide belga Dernière Heure, a polícia terá contudo encontrado nitrato de amónio, um fertilizante usado para o fabrico de bombas, numa das suas casas, suspeitando-se que possam ser os fabricantes das bombas.
O bairro de Molenbeek, em Bruxelas, por onde já passaram vários suspeitos de atentados em solo europeu, voltou ontem a ser alvo de buscas. O site Politico.eu citava ontem um responsável belga para dizer que Abdeslam ainda estará em Bruxelas. O irmão aconselhou-o a entregar-se. "O melhor seria que se entregasse para que as autoridades possam descobrir o que se passou", disse Mohammed, que já foi interrogado pelas autoridades belgas, ao canal de televisão BFM TV.
221 feridos ainda hospitalizados
Todas as 352 pessoas que ficaram feridas nos ataques já estão identificadas, com o governo a anunciar que nenhuma delas terá que pagar pelos cuidados de saúde. A ministra da Saúde, Marisol Touraine, indicou que 221 pessoas ainda estão hospitalizadas, das quais 57 estão nos cuidados intensivos - três em estado crítico. Por outro lado, as autoridades já identificaram 117 das 129 vítimas mortais, que são de 19 nacionalidades diferentes - entre as quais um português e uma luso-descendente.

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