POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

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POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Qui Set 18, 2008 2:16 am

POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...

Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.

Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.

Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.

Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.

E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
Uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.

E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...

Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.

Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade

Como aliás, em qualquer
Sociedade.

Postado por Alex às 12:00 1 comentários Links para esta postagem

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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por pêpê em Seg Set 22, 2008 12:24 pm

alien


Última edição por pêpê em Qua Set 24, 2008 8:31 pm, editado 1 vez(es)

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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Seg Set 22, 2008 1:08 pm

pêpê escreveu:O universo (...) não pode ser compreendido a menos que primeiro aprendamos a linguagem no qual ele está escrito. Ele está escrito na linguagem da matemática e os seus caracteres são os triângulos, círculos e outras figuras geométricas, sem as quais é impossível compreender uma palavra que seja dele: sem estes ficamos à deriva num labirinto escuro.
Galileu Galilei, 1626

Muitas formas naturais como nuvens, montanhas, linhas costeiras, raízes, ramos de árvores, estruturas vitais (como vasos sanguíneos, sistema nervoso…) e, segundo algumas teorias até mesmo a estrutura do universo, têm formas que se assemelham a objectos fractais (Fractal acima de tudo significa auto-semelhante). Mas o que é um fractal? Ainda sem uma definição totalmente aceite, um fractal é um objecto gerado através de uma fórmula matemática a partir de funções reais ou complexas, muitas vezes simples, mas que quando aplicadas de forma iterativa (repetida), produzem formas geométricas abstractas, com padrões complexos que se repetem infinitamente.



As paisagens fractais geradas por processos aleatórios, concebidas por computador foram uma das primeiras aplicações artísticas da geometria fractal e são usadas, por exemplo, na indústria cinematográfica. Em Hollywood tornaram-se uma ferramenta poderosa para a criação de paisagens terrestres e extraterrestres realistas, para efeitos especiais de filmes.

A música fractal, tal como os fractais, é o resultado de um processo repetitivo no qual um algoritmo é aplicado múltiplas vezes para elaborar a sua anterior produção, resultando em melodias auto-semelhantes. Nos dias de hoje, os fractais têm vindo a fornecer resultados extremamente interessantes na música, por isso tem vindo a ganhar entusiastas e apreciadores.

http://luscientia.pbwiki.com/FRACTAIS.2008-06-16-02-29-01


ADOREI
Porque ?
porque o abstrato me apaixona
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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Seg Set 22, 2008 1:09 pm



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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por O dedo na ferida em Seg Set 22, 2008 3:19 pm

pêpê escreveu:O universo (...) não pode ser compreendido a menos que primeiro aprendamos a linguagem no qual ele está escrito. Ele está escrito na linguagem da matemática e os seus caracteres são os triângulos, círculos e outras figuras geométricas, sem as quais é impossível compreender uma palavra que seja dele: sem estes ficamos à deriva num labirinto escuro.
Galileu Galilei, 1626

Muitas formas naturais como nuvens, montanhas, linhas costeiras, raízes, ramos de árvores, estruturas vitais (como vasos sanguíneos, sistema nervoso…) e, segundo algumas teorias até mesmo a estrutura do universo, têm formas que se assemelham a objectos fractais (Fractal acima de tudo significa auto-semelhante). Mas o que é um fractal? Ainda sem uma definição totalmente aceite, um fractal é um objecto gerado através de uma fórmula matemática a partir de funções reais ou complexas, muitas vezes simples, mas que quando aplicadas de forma iterativa (repetida), produzem formas geométricas abstractas, com padrões complexos que se repetem infinitamente.



As paisagens fractais geradas por processos aleatórios, concebidas por computador foram uma das primeiras aplicações artísticas da geometria fractal e são usadas, por exemplo, na indústria cinematográfica. Em Hollywood tornaram-se uma ferramenta poderosa para a criação de paisagens terrestres e extraterrestres realistas, para efeitos especiais de filmes.

A música fractal, tal como os fractais, é o resultado de um processo repetitivo no qual um algoritmo é aplicado múltiplas vezes para elaborar a sua anterior produção, resultando em melodias auto-semelhantes. Nos dias de hoje, os fractais têm vindo a fornecer resultados extremamente interessantes na música, por isso tem vindo a ganhar entusiastas e apreciadores.

http://luscientia.pbwiki.com/FRACTAIS.2008-06-16-02-29-01

O que Galileu escreveu compreendo-o bem. Creio mesmo que já teria ideias muito precisas sobre Trigonometria, que para mim é a essencia do estudo das medidas e do espaço. Quannto aos fractais, já por diversas vezes tentei entrar no tema. Mas para saer franco, não me entusiasmou. Fiquei com a sensação que são fenómenos repetitivos de forma um pouco aleatória. Talvez volte ao tema (estudo) brevemente. Mas gostei da sua explicação. E, eventualmente, tenha conseguido mudar a minha opinião tão redutora.
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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por pêpê em Seg Set 22, 2008 3:50 pm

pale


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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Seg Set 22, 2008 4:19 pm

Acreditava-se que a (r)evolução da ciência consistia essencialmente em encontrar novas equações que descrevessem um maior número de fenómenos. Emergiu a revolução tecnológica com base no regular, na criação de máquinas cujo comportamento é perfeitamente determinado à priori.

ÁS vezes penso ( logo escrevo )
Que gostava estar em pleno seculo X ou xII ou... e ter os conhecimentos que tenho Hoje
Depois arrefeço a moina e penso que a ciencia se da por passos
O proprio Galileu teria dificuldade em abarcar um CHIP e as milhentos registos (milhares delas ) que...
O que me sucedia ?
Ateavam uma fogueira e vai Mango
Em COIMBRA onde morei varios e bons anos convivia com o mundo da ciencia
Lembro-me de um dia ter recebido um Professor Da UC cujo nome nao digo ( é chato ) ter entrado no gabinete da secretaria e ver uma maquina de escrever sozinha
..veio ter comigo aflito porque ...
pois...sucede ...
Naquela altura a tecnica ate era rudimentar
O Galileu ao mexer nas estrela planetas e afins estava a mexer na parte religiosa onde Jerusalem marcava o ritmo
A Bussola apontava tudo par ali ...
Se JUlio Verne é apontado com uma fantasia de espantar o mundo em escassos anos o Salto evolutivo foi gigantestico
Por isso meu caro ...pode despejar ciência por aqui porque eu ja tinha desistido de puxar pelas pontas
Tentei isso ao escrever artigos sobre ecologia que tiveram impacto junto das entendidas oficiais mas do grande publico duvido mesmo a retirar gorduras tecnicas
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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por pêpê em Seg Set 22, 2008 4:55 pm

Very Happy


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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Joaninhavoa em Seg Set 22, 2008 5:10 pm

Depois, em pleno sec. XII/XIII foi a idade das trevas (Dark ages). No sec. XVI a humanidade teve um génio que não soube valorizar e muito menos compreender - Leonardo da Vinci - um notável investigador que ainda hoje nos deslumbra com os seus avanços. Mais tarde Einstein


exacto
alinho
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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Ter Set 23, 2014 11:46 am

AMEN

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ
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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

Mensagem por Vitor mango em Sex Nov 21, 2014 1:11 am

amen

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Re: POESIA MATEMÁTICA (Millôr Fernandes)

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