Issing: "Jamais a Alemanha abandonará o euro"

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Issing: "Jamais a Alemanha abandonará o euro"

Mensagem por Vitor mango em Seg Out 01, 2012 7:26 am

Issing: "Jamais a Alemanha abandonará o euro"

01 Outubro 2012 | 11:15

Eva Gaspar - egaspar@negocios.pt








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Não será pelo abandono
da Alemanha que o euro acabará, mas o risco de a união monetária
colapsar é real. Economista-chefe do BCE refere ainda Portugal como
exemplo de país que optou por respeitar os compromissos e fazer reformas
que deveriam ter sido feitas ao longo da última década. Já a Grécia
continua a fumar num clube de não-fumadores.
Otmar
Issing teme que a estratégia seguida para lidar com a crise das dívidas
soberanas, em particular a recente promessa de maior envolvimento do Banco Central Europeu (BCE), acabe por se revelar "fatal" para a união monetária e até mesmo para o projecto mais vasto da União Europeia. Mas descarta, por completo, a possibilidade de o fim do euro ser desencadeado pela saída da Alemanha.

"Regressar
ao marco ou a uma nova moeda nacional seria um absurdo e muito
perigoso. Estou absolutamente certo de que a Alemanha nunca sairá do
euro, por razões económicas e políticas", assegura o primeiro
economista-chefe do BCE (1999-2006) em entrevista à BBC, no programa "Hard Talk".

Issing
teme, porém, pelo fim do euro. A situação de persistente instabilidade e
de incerteza na Grécia preocupa-o, como o preocupa o regresso dos maus
espíritos em torno do passado da Alemanha, e a transferência de
responsabilidades que diz estar a ocorrer entre países e entre Governos e
BCE.

Tudo isso leva-o a concluir que a partilha de uma mesma
moeda "não tem apoio, nem compreensão suficiente" dos seus povos.
"Quando ouço dizer que a solução agora é 'mais Europa', temo que seja um
erro. O problema é que provavelmente já fomos longe de mais".

Uma
união política, argumenta, deveria ter acompanhado o lançamento do
euro, mas "não vejo como uma união política possa agora ser o mecanismo
para corrigir os problemas actuais, nem tão pouco vejo que as pessos
queiram mais união". "Veremos o que sucede quando o primeiro país tiver
de fazer um referendo".

Issing, que trabalhou muito de perto com o
ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no BCE, concorda que manter a
Grécia e preservar a integridade do euro é "um argumento relevante", mas
não pode ser dominante. "A questão é saber o que se faz quando se tem
um clube de não fumadores e um membro continua ou começa a fumar:
Muda-se o clube ou quem quer fumar é obrigado a sair?", exemplifica. Por
oposição à Grécia, refere Portugal como exemplo de um país que está a
fazer reformas que deveriam ter sido desencadeadas na última década, e
de um Governo que optou por "respeitar os compromissos".

Conhecido
como o mais aguerrido "falcão" do euro, pela ortodoxia com que defende o
mandato do BCE centrado no controlo da inflação, Issing considera que o
banco central, agora presidido por Mário Draghi, está já a actuar fora
da sua área de intervenção.

"Estamos numa união de Estados
soberanos que, no fim da linha, são responsáveis pelas suas acções - más
ou boas. A situação actual é o resultado de erros cometidos por vários
Governos no passado", frisa, voltando a lamentar que França e Alemanha
tenham também violado os limites orçamentais, e mudado então, em 2005,
as regras para saírem impunes. "A raiz da solução tem de estar na raiz
dos problemas, que são os governos, certamente não é o banco central".

Não concorda, por tal, com o programa de compra de dívida no mercado secundário
potencialmente "ilimitado", recentemente anunciado, na medida em que
traduz uma transferência inadequada de responsabilidades dos Governos
para o BCE. Por outro lado, acrescenta, a ideia de "mutualizar dívida,
em contrapartida de uma união política no futuro, pode ser fatal para a
união monetária e até para a União Europeia", se não for previamente
submetida e aceite pelos povos europeus.

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Re: Issing: "Jamais a Alemanha abandonará o euro"

Mensagem por Vitor mango em Seg Out 01, 2012 7:27 am

"Regressar
ao marco ou a uma nova moeda nacional seria um absurdo e muito
perigoso. Estou absolutamente certo de que a Alemanha nunca sairá do
euro, por razões económicas e políticas", assegura o primeiro
economista-chefe do BCE (1999-2006) em entrevista à BBC, no programa "Hard Talk".

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