Adriano Moreira avisa que o Governo está a perder “legitimidade

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Adriano Moreira avisa que o Governo está a perder “legitimidade

Mensagem por Vitor mango em Sab Jan 12, 2013 7:06 am

Adriano Moreira avisa que o Governo está a perder “legitimidade”

Maria Lopes

11/01/2013 - 21:04

O executivo está a aplicar um programa diferente do sufragado,
aponta o antigo líder do CDS-PP, que tem dúvidas se “o país aguenta mais
dois anos esta situação de tensão”.






O histórico centrista diz que o PSD mergulhou num "neo-liberalismo implacável" acompanhado de "uma atitude repressiva". Joana Bourgard






O antigo líder do CDS-PP, Adriano Moreira, considera
que o Governo de Passos Coelho está a perder “legitimidade” por estar a
aplicar um programa “bem diferente” daquele que com que se apresentou a
eleições.

Em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira, Adriano
Moreira afirmou que é “absolutamente evidente que entre o programa
oferecido e o programa que está a ser executado não há coincidência e aí
começa a perda da legitimidade do exercício”.
Reconhecendo que o memorando da troika é
“uma condicionante” para o Executivo, realçou, no entanto, que o
documento já existia quando o PSD foi a eleições. E admitiu mesmo que o
se Tribunal Constitucional decidir pela inconstitucionalidade de algumas
normas do Orçamento do Estado essa legitimidade ainda ficará mais
frágil. Nesse caso, o Governo terá que “encontrar soluções de emergência
e de urgência para colmatar os vazios” provocados pelo chumbo dessas
normas.
Adriano Moreira também disse duvidar se “o país aguenta
mais dois anos esta situação de tensão”. “Dentro do próprio Governo e da
representação parlamentar da maioria, na consciência e inteligência das
pessoas, há divergências”, e só se conseguem convergências pela pressão
a que o país e o Governo estão sujeitos para cumprir o acordo com a
troika.
Esta situação de condicionamento devido à troika “tem
reflexos preocupantes”, observa Adriano Moreira, nomeadamente na
“tendência que há em alguns lugares e intervenções para tratar a
Constituição como se fosse uma lei ordinária”. Ora, o antigo líder
centrista diz que este é o cenário dos “protectorados”, e no caso de
Portugal quem dá as orientações são as instituições internacionais.
Instituições
internacionais que, afirma Adriano Moreira, dão ao Governo orientações
neoliberais acompanhadas de uma “atitude repressiva” e que o PSD
praticamente assume como suas, aponta.
“Esse partido [PSD], tendo
ele tido sempre uma pluralidade de orientações - foi sempre um partido
bastante plural -, o acento tónico é [agora] neo-liberal. É um
neo-liberalismo implacável nas circunstâncias em que nós estamos e essa
ideologia liberal é acompanhada de uma atitude repressiva”, criticou
Adriano Moreira, adiantando que o Governo e o principal partido que o
suporta funcionam tendo por base estratégica unicamente o orçamento e
não se preocupam com o cumprimento dos preceitos constitucionais.
Por
isso, o antigo líder do CDS-PP defende que há quem, no seu partido,
embora participe na coligação governamental, não concorde com a
orientação que está a ser seguida pelo executivo. E diz mesmo que as
sugestões e imposições da troika vão contra a concepção que o
CDS-PP tem do Estado social, mas o partido liderado por Paulo Portas não
se rebela porque é responsável e tem consciência de que “qualquer crise
política seria muito grave para o país”.

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Só discuto o que nao sei ...O ke sei ensino ...POIZ

Vitor mango

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