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Carachigate

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Jun 05, 2010 9:51 am

'Carachigate' envolve Sarkozy

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

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Eliseu nega que líder francês tenha participado em esquema ilícito na venda de submarinos ao Paquistão.

Efabulação baseada numa investigação policial luxemburguesa conduzida sem qualquer rigor. É assim que os próximos do Chefe do Estado francês, Nicolas Sarkozy, descrevem o seu envolvimento num esquema de subornos e comissões ilegais na venda de submarinos ao Paquistão - que terá servido para financiar a campanha de Édouard Balladur na eleição presidencial de 1995.

O caso conheceu desenvolvimentos esta semana com a publicação do relatório da polícia luxemburguesa pelo Mediapart, um site francês especializado em informações. E até já foi apelidado pela imprensa como "Carachigate".

Isto porque o referido esquema de corrupção terá sido descoberto quando a polícia estabeleceu uma relação entre este esquema de corrupção e um atentado que, em 2002, matou 11 engenheiros e técnicos franceses na cidade paquistanesa de Carachi. As vítimas estavam ali precisamente a prestar assistência técnica aos três submarinos Agosta 90, construídos pela Direcção de Construções Navais (DCN).

O relatório da polícia luxemburguesa, de 19 de Janeiro, está actualmente em mãos dos juízes de instrução franceses que investigam essa empresa naval. O documento diz que tanto o pagamento de subornos como as comissões ilegais passaram por uma empresa com sede no Luxemburgo, que tem o nome Heine. 14,4 milhões de euros, pelo menos, terão regressado a mãos francesas sob a forma de retrocomissões pela venda de armamentos, entre os quais os três submarinos avaliados em 776 milhões de euros, referiu a agência noticiosa DPA em Paris.

"Uma parte dos fundos que passaram pelo Luxemburgo voltaram a França para financiar campanhas políticas francesas", diz o relatório da polícia luxemburguesa, que, apesar de tudo, parece não conter provas concretas. Em 1995, Sarkozy, ministro das Finanças, foi director de campanha de Balladur, que concorreu às presidenciais contra Jacques Chirac. E acabou por ser derrotado por ele. Chirac jamais esqueceria o apoio de Sarkozy a Balladur nesta luta fratricida.

A investigação ao atentado terrorista descobriu que tinham sido pagos 65 milhões de euros a políticos e militares paquistaneses envolvidos no negócio dos submarinos. Quando Chirac chegou ao Eliseu, terá decidido acabar de imediato com o esquema de corrupção. Ao que parece, prossegue a DPA Paris, terão ficado por pagar ainda 15% dos subornos prometidos. Isso leva os juízes a pensar que o ataque pode ter sido uma acção de retaliação e não apenas um daqueles atentados terroristas contra ocidentais no Paquistão.

O advogado dos familiares das vítimas do atentado, Olivier Morice, chamou mentiroso ao actual Presidente de França e líder da União para um Movimento Popular, UMP, pedindo a sua demissão. "Não estamos perante uma fábula, mas uma mentira de Estado, as famílias das vítimas desejam que Nicolas Sarkozy tire as suas consequências e se demita", disse, citado pela Europa Press.

A oposição socialista fala já na possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito sobre este caso. O deputado Bernard Cazeneuve tenciona mesmo pedir acesso aos documentos. "Todos os que querem saber a verdade devem mobilizar-se, a começar pelos parlamentares que são quem tem o poder de controlar", disse, em declarações ao Le Parisien.

"O Presidente da República é completamente estranho a este caso", garantiu, por sua vez, Luc Chatel, porta-voz do Governo, sublinhando que tudo não passa de uma farsa. "Os polícias do Luxemburgo estão longe de ser categóricos, não há nenhum rigor nesta investigação policial", afirmou Claude Guéant, secretário-geral do Eliseu, citado pelo Le Monde.

Sarkozy já foi envolvido no passado num escândalo semelhante, que também passava pelo Luxemburgo. Mais concretamente pela sociedade financeira Clearstream. O caso explodiu antes das eleições presidenciais de 2007, quando Sarkozy e Dominique de Villepin, ex-primeiro-ministro francês, travavam uma guerra silenciosa pela candidatura da UMP.

O nome do actual Chefe do Estado apareceu numa lista de pessoas que teriam escondido nessa sociedade o dinheiro de comissões ilegais recebidas na venda de seis fragatas La Fayette a Taiwan em 1991. A lista, provou-se depois, era falsa. Villepin, que sabia disso, foi processado por Sarkozy. Mas acabou por ser absolvido.

In DN

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